Falando diretamente de um iMac numa Fnac, em Paris (vcs sabiam que aqui tem internet de graça? ha!)
Ontem andamos na roda-gigante das Tuileries, é fantastico. Se vê toda Paris do alto pelo modico preço de 5 euros. Valeu cada centavinho.
Alias, todo o parque montado é bem legal. Meio tosco, mas legal.
August 31, 2002
August 29, 2002
August 28, 2002
Faz tempo que eu não encontro algo novo de que eu goste. Acho que parei no tempo, principalmente em música. Não conheço e não faço questão de conhecer alguns dos últimos fads. Travis? Nunca ouvi. Sex and the City? Nunca assisti.
Meus favoritos continuam sendo Luna, Toy Dolls, Sleeper, Björk, Monkees, Elastica, Shonen Knife, Pizzicato Five, Elvis Costello, Tom Waits, Bob Dylan, Mano Negra, Blur, Lou Reed, VU, Teenage Fanclub, Smiths, Sex Pistols, Ramones, Negresses Vertes, Oberkampf, Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção...tirando o "Howdy!"do Teenage e "Romantica" do Luna, nenhum dos outros teve algum lançamento nos últimos anos (hee hee, em alguns casos seria impossível, inclusive). Ah, esqueci o "Vespertine". É que não me impressionou.
Em cinema também, acabou o encanto de conhecer novos diretores maravilhosos. Os de que gosto continuam sendo os mesmos Almodóvar, Jarmusch, Allen, Greenaway, Klapisch, Rohmer, Taviani, Smith etc, etc (continuo odiando o Spielberg, aliás. E cinema iraniano).
Livros, só procuro as mesmas coisas : Coupland, Murakami, Yoshimoto, Kureishi, Hornby, Gaiman (se bem que nesse campo tenho até encontrado boas surpresas isoladas).
Continuo não ouvindo rádio.
Tédio. Só a leitura salva.
Meus favoritos continuam sendo Luna, Toy Dolls, Sleeper, Björk, Monkees, Elastica, Shonen Knife, Pizzicato Five, Elvis Costello, Tom Waits, Bob Dylan, Mano Negra, Blur, Lou Reed, VU, Teenage Fanclub, Smiths, Sex Pistols, Ramones, Negresses Vertes, Oberkampf, Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção...tirando o "Howdy!"do Teenage e "Romantica" do Luna, nenhum dos outros teve algum lançamento nos últimos anos (hee hee, em alguns casos seria impossível, inclusive). Ah, esqueci o "Vespertine". É que não me impressionou.
Em cinema também, acabou o encanto de conhecer novos diretores maravilhosos. Os de que gosto continuam sendo os mesmos Almodóvar, Jarmusch, Allen, Greenaway, Klapisch, Rohmer, Taviani, Smith etc, etc (continuo odiando o Spielberg, aliás. E cinema iraniano).
Livros, só procuro as mesmas coisas : Coupland, Murakami, Yoshimoto, Kureishi, Hornby, Gaiman (se bem que nesse campo tenho até encontrado boas surpresas isoladas).
Continuo não ouvindo rádio.
Tédio. Só a leitura salva.
![[i'm galadriel!]](http://www.boomspeed.com/xcom/galadriel.jpg)
I am Galadriel, Queen of Lothlorien. I was given Nenya, the Ring of Adamant, but I remained untouched by the Shadow. I gave shelter, gifts and advice to the Fellowship, but I turned green while they were around. My bad. In the movie, I'm played by Cate Blanchett.
|| Which Lord of the Rings Elf are you? @ X.com ||
August 25, 2002
Em geral, eu sou uma pessoa difícil de se presentear. Primeiro porque eu sou compulsiva e já tenho tudo de que gosto. Segundo, porque meus gostos são muito particulares. Muito. Já cansei de ver gente apontando roupa ou o que quer que seja dizendo pra mim : "É a SUA cara!". Geralmente não é. Eu não sei se a imagem que as pessoas têm de mim é um pouco distorcida ou se eu é que não passo uma idéia muito clara do que gosto ou não.
(Meu armário tem várias peças de roupa que nunca viram a luz do dia, presentes completamente equivocados. Eu realmente não uso nada que não me agrade)
Terceiro, porque é difícil me surpreender. Como uma das coisas de que mais gosto são livros, parece fácil me presentear, não? Mas não. Os únicos livros que leio são aqueles que EU escolho (daí a maravilha que é a invenção da wish list das livrarias on-line).
(Meu armário tem várias peças de roupa que nunca viram a luz do dia, presentes completamente equivocados. Eu realmente não uso nada que não me agrade)
Terceiro, porque é difícil me surpreender. Como uma das coisas de que mais gosto são livros, parece fácil me presentear, não? Mas não. Os únicos livros que leio são aqueles que EU escolho (daí a maravilha que é a invenção da wish list das livrarias on-line).
Vontade nenhuma de sair. Não existe mais em São Paulo UM lugar que me dê vontade de conhecer ou ir de novo. Carão, cliques, trânsito, guardadores de carro, patricinhas, mauricinhos, gente que caça, gente que sai pra ser caçado, música ruim, bebida cara, consumação mínima, roupas iguais, falta de personalidade, small talk compulsória, tudo isso me enche o saco IMENSAMENTE.
August 24, 2002
E pra vocês verem como sou volúvel, cortei o cabelo.
Notei que na sexta-feira ninguém vai ao cabeleireiro CORTAR os cabelos. O salão fica lotado, mas de gente fazendo escova, unhas e retocando a tintura, basicamente. Imagino que o motivo seja ninguém querer arriscar passar o fim-de-semana com um corte mal-sucedido.
Notei que na sexta-feira ninguém vai ao cabeleireiro CORTAR os cabelos. O salão fica lotado, mas de gente fazendo escova, unhas e retocando a tintura, basicamente. Imagino que o motivo seja ninguém querer arriscar passar o fim-de-semana com um corte mal-sucedido.
Um dos livros que eu mais amei na minha vida? Não, não é nenhum Wilde, Bronte, Bukowski ou Kerouac. É "Little House on the Prairie", da Laura Ingalls Wilder. Aliás, não é um livro, são vários. Eu li toda a série muitas vezes desde o ginásio (releria ainda hoje, se tivesse tempo). E assistia ao seriado com o Michael Landon. E agora tenho o DVD do filme-piloto. É um tear jerker descarado, mas bem produzido, razoavelmente fiel aos livros, tem a Melissa Gilbert dentucinha e hardship after hardship na vida dos pioneiros...
Eu e a Anne fomos visitar a SkyChefs, no melhor estilo "conheça a nossa cozinha". Pra quem não gosta de comida de avião, eu só digo uma coisa : dá o maior trabalho preparar, acondicionar e transportar o "chicken or beef?" de cada dia. Considerando a quantidade de comida preparada em tempo restrito, a qualidade até que é boa. É um esquema fordiano de linha de montagem mesmo - com um cuidado extremo na preservação e manuseio dos alimentos. Me senti numa espécie de fábrica Wonka ao passar por panelões repletos de arroz, pilhas de omeletes, dezenas de filés de frango grelhando na chapa estendidos como corpinhos tostando ao sol, carrinhos de copos, bandejas, talheres, geleinhas, manteiguinhas e centenas de pessoas de branco trabalhando rapidamente de lá para cá na execução dos pratos. Bem interessante.
August 22, 2002
August 21, 2002
August 20, 2002
E me dói abrir um guia de programação cultural de Paris e ver 526049385 filmes que nunca vão passar aqui, saber que vai ter Elvis Costello mês que vem, essas coisas. E aqui a gente aguarda o próximo filme da Xuxa e o show da Gloria Gaynor. Ou o dos Pretenders que não tem nenhum integrante original. LEGAU.
August 19, 2002
Mas tá bom. Dois gols em três chutes - Les Rivières Pourpres e Le Pacte des Loups SÃO bons filmes de ação franceses, produções impecáveis.
Saiu em DVD um filme que eu estava curiosíssima pra ver : "Belphégor - Le Fantôme du Louvre". Pô, imaginem, com o Michel Serrault e a Sophie Marceau, tendo como cenário o Museu do Louvre? Seria ótimo, se não fosse mais uma tentativa gaulesa de fazer cinema à americana. Uh, que decepção. Ele é todo meio trash, talvez por ser baseado numa série cult francesa dos anos 60, alternando efeitos tosquíssimos com outros muito bons. A Sophie Marceau me parece tão envelhecida quanto o sarcófago de onde sai o fantasma. O personagem do Michel Serrault é literalmente jogado no meio da trama. Tem uma Julie Christie ainda bonitona fazendo uma egiptóloga que sorri o tempo inteiro sem motivo.
O ponto bom são as cenas que se passam dentro do Louvre, usando a Vitória de Samotrácia e a Mona Lisa como figurantes ilustres. Sem contar o filminho da introdução, cenas reais da época da construção da pirâmide do Louvre.
Mas enfim, o resultado disso tudo é indefinido - não chega a ser um filme de terror nem uma comédia nem um filme romântico. Na verdade, é um filme muito esquisito, isso sim.
O ponto bom são as cenas que se passam dentro do Louvre, usando a Vitória de Samotrácia e a Mona Lisa como figurantes ilustres. Sem contar o filminho da introdução, cenas reais da época da construção da pirâmide do Louvre.
Mas enfim, o resultado disso tudo é indefinido - não chega a ser um filme de terror nem uma comédia nem um filme romântico. Na verdade, é um filme muito esquisito, isso sim.
August 18, 2002
August 17, 2002
Que fotinha tosca do Elvis eu coloquei aí embaixo, hahahaha. Mas foi a primeira que eu encontrei. E já tô pensando em tirar, porque dez entre dez blogs hoje postaram foto dele.
Pensando bem, vou deixar. O Elvis foi parte muito importante da minha vida desde os meus sete anos. Não lembro quando parei de ouvir os discos dele em loop, mas as músicas e os filmes estão gravados na minha memória.
Pensando bem, vou deixar. O Elvis foi parte muito importante da minha vida desde os meus sete anos. Não lembro quando parei de ouvir os discos dele em loop, mas as músicas e os filmes estão gravados na minha memória.
August 16, 2002
E eu decidi deixar os cabelos compridos, pelo menos por enquanto. Eu passei um tempo com aversão a cabelos longos principalmente porque eu odeio o estereótipo de sexy Asian que existe na cabeça de alguns - cabelos loooongos e lisos, cara de ingênua safada, corpinho compacto. O pobrema agora é que praticamente toda oriental usa cabelos curtos de mangá, e tô de saco cheio disso. Em Paris eu tinha vontade de lascar um tapão na próxima cabeça oriental de cabelos desfiados e descoloridos que eu visse. Sabe o que é banalizar um estilo? Pois é.
Filmes!
"Resident Evil" - não conheço UMA alma que tenha visto esse filme, por incrível que pareça. E é bem legal - action-packed, trilha acelera-pulso, alguns sustos, efeitos bons e a Milla Jovovich kickin' ass. História? Gente, é um videogame, lembram?
"Lucía y el Sexo" - não assisti a "Os Amantes do Círculo Polar", do mesmo Julio Medem, então não sei dizer se é melhor ou não. Mas eu adoro histórias que vão se emaranhando até um ponto comum. Tem a Lucía. E tem sexo também. E por que diabos todo filme espanhol tem uma personagem chamada Belén?
"Resident Evil" - não conheço UMA alma que tenha visto esse filme, por incrível que pareça. E é bem legal - action-packed, trilha acelera-pulso, alguns sustos, efeitos bons e a Milla Jovovich kickin' ass. História? Gente, é um videogame, lembram?
"Lucía y el Sexo" - não assisti a "Os Amantes do Círculo Polar", do mesmo Julio Medem, então não sei dizer se é melhor ou não. Mas eu adoro histórias que vão se emaranhando até um ponto comum. Tem a Lucía. E tem sexo também. E por que diabos todo filme espanhol tem uma personagem chamada Belén?
August 14, 2002
Eu e meus amigos resolvemos aterrissar naquela academia chique no Conjunto Nacional pra perturbar uma amiga que tem aula lá. Fomos obrigados a fazer um tour das instalações da academia, que até é bem completa. Pelo menos tinha boxe training, que eu quero fazer. O problema era a loirinha-guia-vendedora-consultora que tentava a todo custo "animar" a gente a fazer matrícula. Até teria ouvido de bom grado o que ela explicava sobre o lugar, mas quando comentei algo de pugilismo e ela me perguntou o que era, desisti. Ah, desisti.
August 13, 2002
August 12, 2002
Esta ida a Paris foi a mais estranha de todas. Eu, que sou normalmente tão organizada, fui embarcar sem nem saber direito se tinha conseguido todas as folgas de que precisava. Não reservei o carro que a gente pretendia alugar. Fiz a mala uma hora antes de sair, sem nem saber direito como estava o tempo. Acho que inconscientemente eu não queria muito ir. Mas fui.
Na quarta fez sol e não tínhamos nada especial pra fazer, uma vez que todos conhecem bem a cidade. Ficamos andando à tarde, descobri uma loja só da Taschen cheia de livros maravilhosos, uma sanduicheria escandinava, a Nils, e vimos a Paris Plage, uma coisa absurda montada às margens do Sena, com direito a espreguiçadeiras e duchinhas d'água. Fiz carinho num gato que tinha uma cabeça muito grande para o corpo e quase fui atrás de um garoto que assustou o gato. À noite fomos tomar sopa de cebola em Montmartre (sim, estava frio).
Na quinta, fomos ao Orsay. Minha última vez nesse museu foi há cinco anos, me assustei com as reformas. A entrada por enquanto é pela lateral, ingresso a 7 euros. Achei estranho não estar tão cheio e pensei, "enfim, não é o Louvre". Percebi o engano no último andar, onde ficam os impressionistas. Lotado de gente, que provavelmente ignora o resto do museu pra ir direto nessa parte. Não os censuro, já que é raro ver tantos Van Goghs, Renoirs, Cézannes e Degas juntos, mas é uma pena perder a exposição especial de gravuras e ilustrações de Kupka, muito boa.
Na sexta pegamos um carro na Hertz da Gare du Nord e fomos para o Mont St. Michel, entre a Bretanha e a Normandia. Só por causa disso choveu o dia todo. Das três horas de viagem, duas com certeza foram embaixo de água. Mas chegamos, saudados pelas centenas de turistas e ônibus e carros ao redor do Monte. Comecei a ter arrepios. Me sentia num parque da Disney, não numa cidade histórica medieval.
Mas ignoramos a chuva e a multidão e valeu a pena. Fora uns museus picaretas caça-turista e as inúmeras lojinhas de lembranças o passeio é bem interessante. São muitas ruazinhas e escadarias íngremes que ligam casas de pedra muito antigas empoleiradas ao longo da encosta do Monte, até culminar na Abadia. A vista é espetacular, e a Abadia é impressionante pelas suas muitas partes quase milenares.
A volta a Paris foi bem mais tranquila que a ida (pelo menos, mais seca!), tirando o número absurdo de pedágios do caminho. Aproveitamos pra fazer um passeio noturno pelos pontos turísticos, que ficam iluminados. Lindo, lindo.
Sábado, mesmo tendo dormido tarde tive de acordar cedo pra devolver o carro. Daí não conseguimos dormir mais mesmo e fomos passear pelo Quartier Latin. Compramos coisas pra comer na Mouff' , fomos até Les Halles, entramos na igreja de St. Eustache. Voltamos pro apartamento, arrumamos as coisas e voltamos pra CDG. Nem preciso dizer que está todo mundo acabado. Eu nunca dormi tão pouco em quatro dias.
Na quarta fez sol e não tínhamos nada especial pra fazer, uma vez que todos conhecem bem a cidade. Ficamos andando à tarde, descobri uma loja só da Taschen cheia de livros maravilhosos, uma sanduicheria escandinava, a Nils, e vimos a Paris Plage, uma coisa absurda montada às margens do Sena, com direito a espreguiçadeiras e duchinhas d'água. Fiz carinho num gato que tinha uma cabeça muito grande para o corpo e quase fui atrás de um garoto que assustou o gato. À noite fomos tomar sopa de cebola em Montmartre (sim, estava frio).
Na quinta, fomos ao Orsay. Minha última vez nesse museu foi há cinco anos, me assustei com as reformas. A entrada por enquanto é pela lateral, ingresso a 7 euros. Achei estranho não estar tão cheio e pensei, "enfim, não é o Louvre". Percebi o engano no último andar, onde ficam os impressionistas. Lotado de gente, que provavelmente ignora o resto do museu pra ir direto nessa parte. Não os censuro, já que é raro ver tantos Van Goghs, Renoirs, Cézannes e Degas juntos, mas é uma pena perder a exposição especial de gravuras e ilustrações de Kupka, muito boa.
Na sexta pegamos um carro na Hertz da Gare du Nord e fomos para o Mont St. Michel, entre a Bretanha e a Normandia. Só por causa disso choveu o dia todo. Das três horas de viagem, duas com certeza foram embaixo de água. Mas chegamos, saudados pelas centenas de turistas e ônibus e carros ao redor do Monte. Comecei a ter arrepios. Me sentia num parque da Disney, não numa cidade histórica medieval.
Mas ignoramos a chuva e a multidão e valeu a pena. Fora uns museus picaretas caça-turista e as inúmeras lojinhas de lembranças o passeio é bem interessante. São muitas ruazinhas e escadarias íngremes que ligam casas de pedra muito antigas empoleiradas ao longo da encosta do Monte, até culminar na Abadia. A vista é espetacular, e a Abadia é impressionante pelas suas muitas partes quase milenares.
A volta a Paris foi bem mais tranquila que a ida (pelo menos, mais seca!), tirando o número absurdo de pedágios do caminho. Aproveitamos pra fazer um passeio noturno pelos pontos turísticos, que ficam iluminados. Lindo, lindo.
Sábado, mesmo tendo dormido tarde tive de acordar cedo pra devolver o carro. Daí não conseguimos dormir mais mesmo e fomos passear pelo Quartier Latin. Compramos coisas pra comer na Mouff' , fomos até Les Halles, entramos na igreja de St. Eustache. Voltamos pro apartamento, arrumamos as coisas e voltamos pra CDG. Nem preciso dizer que está todo mundo acabado. Eu nunca dormi tão pouco em quatro dias.
August 05, 2002
Aliás, isso me lembrou de uma coisa. Desde a época de escola, meus amigos foram sempre o underdog. Sempre os marginalizados, os esquisitos, os desfavorecidos e os desequilibrados - o que num colégio de elite como o Dante era imperdoável ser. Mas não tinha jeito, eu não me identificava de jeito nenhum com as clueless lindas de sobrenome quilométrico que eram ótimas no vôlei, tinham milhares de garotos atrás, iam viajar todo ano, fumavam e andavam em bandinho atormentando justamente as meninas "esquisitas".
Eu não era nem uma coisa nem outra, eu acho. Quero dizer, eu era extremamente tímida, tinha fama de CDF (mesmo não sabendo estudar), era PÉSSIMA em esportes (pe-ca-do-su-pre-mo), nunca tinha tido namorado (oh!) e ainda por cima filha de imigrantes orientais (ou seja, minoria racial - esquisitíssimo!). Mas ao mesmo tempo morava nos Jardins, viajava pro exterior de vez em quando, tinha sempre trequinhos legais que todo mundo cobiçava e era amicíssima de um dos meninos mais bonitos do colégio, então ninguém sabia onde me encaixar, hahaha. As meninas da elite me achavam nerd demais e as freaks me achavam metida demais. Mas era com as últimas que eu andava. Nem todas eram pessoas boas, algumas foram o equivalente humano à tênia, mas mesmo assim garanto que foi bem mais construtivo do que zanzar pelo shopping com a fina flor podre da sociedade.
Eu não era nem uma coisa nem outra, eu acho. Quero dizer, eu era extremamente tímida, tinha fama de CDF (mesmo não sabendo estudar), era PÉSSIMA em esportes (pe-ca-do-su-pre-mo), nunca tinha tido namorado (oh!) e ainda por cima filha de imigrantes orientais (ou seja, minoria racial - esquisitíssimo!). Mas ao mesmo tempo morava nos Jardins, viajava pro exterior de vez em quando, tinha sempre trequinhos legais que todo mundo cobiçava e era amicíssima de um dos meninos mais bonitos do colégio, então ninguém sabia onde me encaixar, hahaha. As meninas da elite me achavam nerd demais e as freaks me achavam metida demais. Mas era com as últimas que eu andava. Nem todas eram pessoas boas, algumas foram o equivalente humano à tênia, mas mesmo assim garanto que foi bem mais construtivo do que zanzar pelo shopping com a fina flor podre da sociedade.
August 04, 2002
"The Ice Storm", além de ser baseado num Rick Moody, tem um dos elencos mais cool que poderiam ter sido elaborados. Christina Ricci, Kevin Kline, Joan Allen, Frodo e o Homem Aranha. Que delícia, nada de Julia Roberts nem de Michael Douglas. Preciso de mais filmes assim.
BTW : eu acho a Julia Roberts o cúmulo da chatice.
BTW : eu acho a Julia Roberts o cúmulo da chatice.
Mas tá certa ela. A Monica Bellucci não é nenhuma grande atriz, e se ela se confinasse no cinema europeu, nunca iria muito além de "Malena", que foi o ponto alto da carreira dela até agora - isso porque ela só tem uma sequência importante no filme. Como a indústria hollywoodiana adora uma mulher bellissima, o que anda em falta nos Estados Unidos, ela vai pelo menos faturar uns co-star importantes. O próximo é The Matrix Reloaded. Vamovê.
August 01, 2002
Tô começando a ficar gripada também. Também porque metade dos meus amigos estão - tava demorando pra eu pegar. Fiquei molinha o dia todo no trabalho. Antes de ir pra festa passei em casa pra trocar de roupa e cuidar dos gatinhos. Não resisti e deitei, com cobertor e tudo. O Clive deitou ao meu lado e pumba! Dormi tão bem que até me dispus a ir praquele inferno de Vila Olímpia na chuva mesmo.
O bar era um tal de Espelho. Lugar bonito, caro e lotado de mauricinhos e patricinhas. Engraçado, achei que elas não saíssem na chuva. Estraga a chapinha, sabe. Bebi uma margarita (aliás, deve ter sido o único bar em SP que escreveu certo "margarita" no cardápio. Marguerita é a pizza, bando de ignorantes) e comi um ótimo sanduíche veggie, de abobrinha e berinjela grelhadas. Yum. Tá, não foi tão ruim. Mas foi exceção.
O bar era um tal de Espelho. Lugar bonito, caro e lotado de mauricinhos e patricinhas. Engraçado, achei que elas não saíssem na chuva. Estraga a chapinha, sabe. Bebi uma margarita (aliás, deve ter sido o único bar em SP que escreveu certo "margarita" no cardápio. Marguerita é a pizza, bando de ignorantes) e comi um ótimo sanduíche veggie, de abobrinha e berinjela grelhadas. Yum. Tá, não foi tão ruim. Mas foi exceção.



