December 28, 2002
Mas como nem tudo é perfeito, bateram no meu carro hoje. Uma pick-up ridícula pilotada por um ser ridículo de camiseta de jiu-jitsu entrou com tudo na traseira do meu carrinho, me fez bater no carro da frente, cujo engate acabou com meu radiador. Liiiiiindo. Aí, em vez de trabalhar lá fomos os três em peregrinação entre hospital-DP-IML (não, não foi tão grave quanto parece - questão de procedimentos recomendados), só parando pra comer às nove da noite (lembrem-se de que eu ararnquei os dois da cama hoje - ninguém tomou nem café da manhã). Claro que o motorista da pick-up fugiu depois da batida. Mas amanhã eu penso nisso. Existe inferno astral de ano-novo?
E hoje eu acordei cedo pra assistirmos ao "As Duas Torres" na sessão das 13h. Sem filas, bons lugares, o único senão foram, como sempre, as criaturas mal-educadas que conversam alto entre si durante o filme.
Achei que esta segunda parte demorou um pouco pra engatar - mas eu entendo, é uma tarefa difícil. E depois da primeira meia hora, o filme toma novamente as proporções míticas que lhe são devidas. Cenas de batalhas gigantescas, uma tensão perene, efeitos fantásticos, algum humor e bons atores. Eu preferia não ter lido o livro antes de ver as três partes, porque eu me pego encarnando a nerd purista de vez em quando - "mas o rei Théoden não deveria morrer?", ""pra que mais uma cena com a Arwen?", "essa parte não deveria estar no último filme?" e coisas do gênero. Mas eu mantenho o que sempre disse : filme e livro são duas obras diferentes.
E sim, vou rever mais umas vezes. Pra conseguir reparar melhor em detalhes, pra ouvir com um som decente (hoje não foi) e claro, pra ver os melhores momentos do elfo mais kick-ass da história, Leeeeeeegolaaaaaas!
Achei que esta segunda parte demorou um pouco pra engatar - mas eu entendo, é uma tarefa difícil. E depois da primeira meia hora, o filme toma novamente as proporções míticas que lhe são devidas. Cenas de batalhas gigantescas, uma tensão perene, efeitos fantásticos, algum humor e bons atores. Eu preferia não ter lido o livro antes de ver as três partes, porque eu me pego encarnando a nerd purista de vez em quando - "mas o rei Théoden não deveria morrer?", ""pra que mais uma cena com a Arwen?", "essa parte não deveria estar no último filme?" e coisas do gênero. Mas eu mantenho o que sempre disse : filme e livro são duas obras diferentes.
E sim, vou rever mais umas vezes. Pra conseguir reparar melhor em detalhes, pra ouvir com um som decente (hoje não foi) e claro, pra ver os melhores momentos do elfo mais kick-ass da história, Leeeeeeegolaaaaaas!
December 25, 2002
December 23, 2002
December 21, 2002
E ontem teve a festa da fiRma (que de fiRma não tem nada) num lugar chiquérrimo todo cheio dos mármores e escadarias, algumas pessoas conseguiram tomar um porre de champanhe francês e ficaram engraçadas, todo mundo se entupiu de de comida ruim e não aguentou o buffet de café e doces do final (que era a parte realmente boa), a mulherada conseguiu desfilar os modelones, os homens secaram as garrafas de uísque e botaram a culpa do porre nas esposas, críanças deram uma canseira nos pais que foram trouxas o suficiente para levá-las e o povo dançou "It's Raining Men" e Whitney Houston (hang the DJ!).
Graças a Deus já foi.
Graças a Deus já foi.
December 19, 2002
December 17, 2002
É issaí. Faz mais de uma semana que não vou ao cinema, o Idoru tá pela metade, voltei à razão em tempo e recusei mais um frila (pra fazer QUANDO?), completei sete dias trabalhando sem folga e, como consequência, não tenho escrito aqui. Quase fiquei ilhada na Marginal do Tietê, me aventurei pelos caminhos da Vila Matilde pra conseguir voltar pra casa, não vejo o namorado mais do que uma hora por dia (quando vejo), tenho roupas que precisam de botões e botões que precisam de uma roupa and no match for any of them. How exciting.
Ainda quero planejar uma festa de fim de ano, uma viagem pra cinco pessoas, uma mudança de casa, ver Aline, Paul e mais um casal de australianos e uma americana, porque tooooodo mundo quer passar o ano novo no Brasil. Eu SEI que uma hora eu vou dizer "foda-se" e voltar pra minha cama e dormir, mas vamos lá. Hop hop. Dia 31 tá aí.
(como eu reclamo!)
Ainda quero planejar uma festa de fim de ano, uma viagem pra cinco pessoas, uma mudança de casa, ver Aline, Paul e mais um casal de australianos e uma americana, porque tooooodo mundo quer passar o ano novo no Brasil. Eu SEI que uma hora eu vou dizer "foda-se" e voltar pra minha cama e dormir, mas vamos lá. Hop hop. Dia 31 tá aí.
(como eu reclamo!)
December 14, 2002
December 13, 2002
December 11, 2002
Finalmente assisti a "Harry Potter - The Chamber of Secrets". Achei legal, mas só - o final é muito Chris Columbus, ou seja happy piegas. Os efeitos estão cada vez mais impressionantes, tem elementos ótimos como a fênix e os meninos são uma graça. Queria ter uma filha só pra ela poder casar com o Daniel Radcliffe. E a menina que faz a Hermione está conseguindo domar a cabeleira - muuuito Frizz-Ease. Tem o Kenneth Branagh muito bem. Não li nenhum dos livros da série, mas sempre dá vontade depois de ver o filme (tudo bem, passa em dois dias). Sempre acho que o filme não seria tão divertido se eu já tivesse lido a história. Mas já está começando a cansar, por que sempre o mesmo vilão? Será que é assim nos outros livros? Ainda sou mais "Lord of the Rings".
December 09, 2002
Ah, vi que estreou "Serendipity", que vi em algum vôo por aí. Demorou tanto pra chegar que achei que fosse direto pra vídeo - silly me, não me ocorreu que seria um lançamento próprio para a época de Natal. É bonitinho, tem um casal que demora pra se entender e ficar junto e se passa em Manhattan. Uh-oh, sounds familiar? Never mind, assista. Se não pela história, pelo John Cusack e pela Kate Beckinsale. Filmes com o John Cusack devem ser assistidos. Qualquer um. Sempre. I mean it.
Além disso, eles tomam o famoso chocolate quente frrrozen da Serendipity - que existe mesmo em NY. Yum. Dá vontade de ir correndo (E 60th St). Mas tudo bem, estou comendo uma espécie de apple crumble que minha irmã fez, algo pecaminoso com maçãs assadas cobertas com uma farofa de nozes, noz moscada, canela e outros mistérios. Double yum.
Além disso, eles tomam o famoso chocolate quente frrrozen da Serendipity - que existe mesmo em NY. Yum. Dá vontade de ir correndo (E 60th St). Mas tudo bem, estou comendo uma espécie de apple crumble que minha irmã fez, algo pecaminoso com maçãs assadas cobertas com uma farofa de nozes, noz moscada, canela e outros mistérios. Double yum.
Bom, o fim-de-semana : sem um dos membros da família felina, cadê a coragem de viajar? Desistimos, e foi uma boa troca. Conseguimos assistir a "Playtime", do Jacques Tati, no MAM.
Boa sátira surreal da vida urbana moderna, onde o atrapalhado M. Hulot circula por uma Paris fictícia dos anos 60, cruzando figuras tão pitorescas e bizarras que poderiam até ser fellinianas (o chato foi um IDIOTA que comentava CADA segundo do filme em voz alta. Numa sala apertada. Do meu lado direito, ainda por cima, o do ouvido bom).
À noite revi "Let's Make Love" em DVD e fiquei rindo sozinha com os absurdos do Yves Montand sendo treinado por ninguém menos que Milton Berle, Bing Crosby e Gene Kelly. Eu adoro esse filme com a Marilyn gordinha. E é horrível lembrar que o Montand está no Père Lachaise. É muito sinistro ver a imagem de alguém de quem você viu o túmulo.
Comprei 20 CD-R de 800Mb da Maxell no Extra a 1,99 cada. Ainda tô com vontade de voltar lá e arrematar o resto do lote.
Na banca da Paulista em frente ao Conjunto Nacional : "Aaaaah! Um DVD com um show dos Sex Pistols!". R$16,90 reais a menos na conta num piscar de olhos.
E o melhor de tudo : estou de folga amanhã também.
Boa sátira surreal da vida urbana moderna, onde o atrapalhado M. Hulot circula por uma Paris fictícia dos anos 60, cruzando figuras tão pitorescas e bizarras que poderiam até ser fellinianas (o chato foi um IDIOTA que comentava CADA segundo do filme em voz alta. Numa sala apertada. Do meu lado direito, ainda por cima, o do ouvido bom).
À noite revi "Let's Make Love" em DVD e fiquei rindo sozinha com os absurdos do Yves Montand sendo treinado por ninguém menos que Milton Berle, Bing Crosby e Gene Kelly. Eu adoro esse filme com a Marilyn gordinha. E é horrível lembrar que o Montand está no Père Lachaise. É muito sinistro ver a imagem de alguém de quem você viu o túmulo.
Comprei 20 CD-R de 800Mb da Maxell no Extra a 1,99 cada. Ainda tô com vontade de voltar lá e arrematar o resto do lote.
Na banca da Paulista em frente ao Conjunto Nacional : "Aaaaah! Um DVD com um show dos Sex Pistols!". R$16,90 reais a menos na conta num piscar de olhos.
E o melhor de tudo : estou de folga amanhã também.
December 07, 2002
December 05, 2002
Em tempo : ainda sobre "le goût des autres", EU ajo assim, não gosto de ser doutrinada e EU escolho fechar os olhos e ouvidos pra mídia e pra opinião alheia. Leio sobre tudo e me mantenho informada, mas me recuso a ir atrás de algo e achar maravilhoso porque fulano said so. Por isso mesmo meu gosto acaba sendo à margem do mainstream, o que não quer dizer que eu só goste de coisas desconhecidas ou de difícil acesso. Isso é coisa do auto-denominado indie radical, que só fica feliz quando ninguém conhece o que ele ouve. Sou totalmente a favor da democratização da cultura. Acho o fim querer restringir o acesso ao que seja por elitismo, ainda porque ninguém faz música ou cinema ou qualquer coisa para um pequeno grupo. Ou seja, eu restrinjo o acesso da massificação a mim, mas não tenho nada contra o acesso massificado às coisas de que gosto.
Tem gente que acha que ouvir certas bandas é indie e suuuuuuuuper alternativo. Meus filhos, se o CD é vendido nas Lojas Americanas, é tudo menos indie.
Tem gente que acha que ouvir certas bandas é indie e suuuuuuuuper alternativo. Meus filhos, se o CD é vendido nas Lojas Americanas, é tudo menos indie.
December 04, 2002
Na verdade, eu tenho váááárias lacunas causadas unicamente pela minha imensa birra em relação ao "gosto dos outros". Raramente gosto de algo por indicação de alguém. Coisa estúpida, mas quanto mais gente diz que algo é legal, menos vontade eu tenho de ir conferir. Não sei, excesso de opiniões e comentários e ohs! e ahs! vão me saturando de tal maneira que não quero nem ver o objeto de tanta adoração pela frente. Claro que isso me faz perder um tempo precioso e várias coisas geniais do mundo, mas não dá. Eu prefiro sempre descobrir por mim mesma ou por acaso, mesmo que esse método seja mais lento.
O Luna é um exemplo desse "demorô". Tá, falavam de Luna pra lá, Luna pra cá, Luna isso e Luna blábláblá, e eu neeem aí. Então, em 1997, durante o "Irma Vep" do Olivier Assayas, uma versão de "Bonnie and Clyde" do Gainsbourg que eu nunca tinha ouvido me deixou com-ple-ta-men-te alucinada. Fiquei desesperada pra saber QUEM tocava aquilo. Pois é, era o Luna. Daí pra comprar todos os álbuns e virar fã doente do Dean Wareham foi um pulinho. E não, não existe disco como o "Penthouse".
É, é birra mesmo. Mas não tô nem aí, meu método é mais divertido.
O Luna é um exemplo desse "demorô". Tá, falavam de Luna pra lá, Luna pra cá, Luna isso e Luna blábláblá, e eu neeem aí. Então, em 1997, durante o "Irma Vep" do Olivier Assayas, uma versão de "Bonnie and Clyde" do Gainsbourg que eu nunca tinha ouvido me deixou com-ple-ta-men-te alucinada. Fiquei desesperada pra saber QUEM tocava aquilo. Pois é, era o Luna. Daí pra comprar todos os álbuns e virar fã doente do Dean Wareham foi um pulinho. E não, não existe disco como o "Penthouse".
É, é birra mesmo. Mas não tô nem aí, meu método é mais divertido.
Terminei de ler "Brave New World", do Huxley. Não sei por que fiquei com essa lacuna na estante por tanto tempo, mas antes tarde do que nunca. Acho que até o final do ano eu consigo me redimir de vários pecadilhos, como ter lido apenas o primeiro capítulo do "Idoru" do Gibson. Ah, sim, a intenção é mandar a culpa pro espaço, dizer verdadeiramente "não tenho nada para ler" e comprar mais um monte de livros como presente de fim de ano.
November 30, 2002
E voltamos à programação normal. Ainda estou sem CD player no carro, o que realmente é uma tortura. Não aguento ficar sem música no meu trajeto diário a Guarulhos, mas também não suporto rádio (para quê você se formou justamente em Rádio e TV, perguntem-me, se você não ouve rádio nem assiste a TV? Oh. Não sei. Tentando mudar o mundo, talvez?). E não vou ter tempo de mandar consertar até o ano que vem, acho. Fuck.
Minha avó faleceu. Ela, que era uma senhorinha impaciente cuja frase-motto era " - Vamos rápido, vamos!! ", resistiu bravamente a dez anos de Alzheimer presa a uma cama, membros atrofiados, cérebro e funções vitais deteriorando. Deve ter sido uma libertação mesmo. Foi-se vinte anos exatamente depois do meu avô, que teve câncer no estômago e era o oposto dela, calmo e elegante. Fiquei pensando em como minha mãe, no meio de todo esse turbilhão da doença do meu pai, talvez gostasse de poder ser abraçada pela sua mãe e ouvir dela que tudo vai ficar bem. Mas vovó foi antes, apressada como sempre.
November 27, 2002
E por falar em vampiros, acho que não comentei o "Queen of the Damned" ainda. Fizemos a besteira de não assistir no cinema, daí tivemos que bater ponto na 2001 e na Bollockbuster até conseguir alugar em DVD. Mico, mas valeu. Tem sequências fantásticas com a Aaliyah, o Vincent Perez e o Stuart Towsend são duas figuras altamente incongruentes mas batem um bolão, e a banda do Lestat é bacana. Pena que as músicas sejam uma droga. E aquela Jesse é um pé no saco.

You aren't sure where you came from. Perhaps your sire did an embrace and run. Or maybe your sire was an outcast himself. Either way, your powers are unique and really don't belong to any clan...or maybe a little from each. Because you of these circumstances, you aren't really sure where you belong. You tend to wander and do a bit of soul searching in your eternal life. Maybe some day...you have a while after all
What Vampire Clan Do You Belong To?
Test Created By
November 24, 2002
November 22, 2002
E fomos ver "Birthday Girl". Filminho fraquinho que não se decide entre ser comédia, romance ou thriller.
Três motivos para não se dar ao trabalho : Argumento batidésimo, direção confusa, Ben Chaplin franguinho mostrando as pernas finas em cenas demais, ugh.
Três motivos pra assistir, se você realmente faz muita questão: Nicole Kidman, Vincent Cassel e Mathieu Kassovitz.
Eu até gostava do Ben Chaplin no "The Truth About Cats and Dogs" (principalmente porque ele fica com a Janeane Garofalo), mas agora ele parece um Antonio Banderas subnutrido e indeciso. A Nicole Kidman é uma graça mesmo vestida de russa. E mais uma vez o Vincent Cassel e o Mathieu Kassovitz em papéis totalmente inversos às suas personalidades.
Três motivos para não se dar ao trabalho : Argumento batidésimo, direção confusa, Ben Chaplin franguinho mostrando as pernas finas em cenas demais, ugh.
Três motivos pra assistir, se você realmente faz muita questão: Nicole Kidman, Vincent Cassel e Mathieu Kassovitz.
Eu até gostava do Ben Chaplin no "The Truth About Cats and Dogs" (principalmente porque ele fica com a Janeane Garofalo), mas agora ele parece um Antonio Banderas subnutrido e indeciso. A Nicole Kidman é uma graça mesmo vestida de russa. E mais uma vez o Vincent Cassel e o Mathieu Kassovitz em papéis totalmente inversos às suas personalidades.
November 21, 2002
Eeeee. Fairuza Balk, gosto dela. Mas ainda acho cabeção.
Morrendo de alergia. Ah-choo!
Eu mesma cortei meu cabelo hoje. Não ia ao cabeleireiro só pra aparar franja e dois bicos (quac!).
Arrumei a pilha de coisas que estava sobre a escrivaninha. Por arrumar, entenda-se transferir a pilha do meio da escrivaninha para o canto.
A faxina compensou. Achei um monte de presentes que esqueci que ganhei. Sem ironias.
Não tenho mais onde colocar livros. Junte ao post abaixo (não esse, mais abaixo) "Quero uma estante".
Morrendo de alergia. Ah-choo!
Eu mesma cortei meu cabelo hoje. Não ia ao cabeleireiro só pra aparar franja e dois bicos (quac!).
Arrumei a pilha de coisas que estava sobre a escrivaninha. Por arrumar, entenda-se transferir a pilha do meio da escrivaninha para o canto.
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Resultado: 54 pontos
Eu sou uma pessoa superequilibrada.
Descubra se Você Precisa de Psicoterapia.
Oferecimento: InterNey.Net
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November 20, 2002
Quero férias. Quero viajar. Quero show bom. Quero comprar livros. Quero achar algum CD que eu não consiga parar de ouvir. Quero minha caixa do Friends. Quero outra tattoo. Quero gyros no pita. Quero uma strap de guitarra vermelha com estrelinhas brancas. Quero mais camisetas de R$2,99. Quero ver minha amiga Aline. Quero aprender japonês. Também quero aprender chinês. Quero que "On Connait la Chanson" entre logo em cartaz. Quero dormir. Quero filme pra Polaroid. Quero uma Canon digital. Quero o número 3 do "A Princesa e o Cavaleiro". Quero arrancar os quatro dentes do siso. Quero que meu pai fique bom.
E acho que tudo que posso ter no momento são as camisetas de R$2,99.
E acho que tudo que posso ter no momento são as camisetas de R$2,99.
November 19, 2002
November 18, 2002
Eu gosto de ter nascido em 1971, na verdade. Mas sempre quis que o poder de transitar livremente no tempo existisse. Eu iria ao cinema nos anos 40, ouviria música nos anos 50, faria compras nos anos 60, veria Bowie e os Pistols nos anos 70, viveria na Europa nos anos 80. É, não tem jeito - sou uma autêntica 20th-century girl.
Na verdade, eu estudei canto e música por muitos anos. E eu era maníaca por Gershwin, Cole Porter, Rodgers and Hammerstein, musicais da Metro, Tin Pan Alley, big bands, le jazz hot e afins. Ainda sei de cor todos os standards americanos. Não ouço mais nada porque não repus a coleção em CDs. Fico feliz quando vejo gente retro chic como ela. Por um bom tempo achei que nasci na década errada. Colecionava armações de óculos-gatinho vintage , peças de roupa anos 40-50-60, revistas antigas e vinis pesados. Achava o Gene Kelly um dos homens mais bonitos do mundo. Catei um amigo pianista e fizemos um show num café, onde eu cantei "I Wanna Be Loved By You" sentada no colo de um outro amigo sob o olhar fulminante da namorada dele. Poop-oop-pe-doo.
Hahaha. O post sobre Jota Quest apareceu no Ora Bolas. Curti. Agora o mundo já sabe de tudo, posso enterrar essa época tranquilamente na memória. :)
November 16, 2002
L'Anamour (Serge Gainsbourg)
Aucun Bœing sur mon transit
Aucun bateau sur mon transat
Je cherche en vain la porte exacte
Je cherche en vain le mot exit
Je chante pour les transistors
Ce récit de l'étrange histoire
De tes anamours transitoires
De Belle au Bois Dormant qui dort
Je t'aime et je crains
De m'égarer
Et je sème des grains
De pavot sur les pavés
De l'anamour
Tu sais ces photos de l'Asie
Que j'ai prises à deux cents Asa
Maintenant que tu n'es pas là
Leurs couleurs vives ont pâli
J'ai cru entendre les hélices
D'un quadrimoteur mais hélas
C'est un ventilateur qui passe
Au ciel du poste de police
Je t'aime et je crains
De m'égarer
Et je sème des grains
De pavot sur les pavés
De l'anamour
Je t'aime et je crains
De m'égarer
Et je sème des grains
De pavot sur les pavés
De l'anamour
Aucun Bœing sur mon transit
Aucun bateau sur mon transat
Je cherche en vain la porte exacte
Je cherche en vain le mot exit
Je chante pour les transistors
Ce récit de l'étrange histoire
De tes anamours transitoires
De Belle au Bois Dormant qui dort
Je t'aime et je crains
De m'égarer
Et je sème des grains
De pavot sur les pavés
De l'anamour
Tu sais ces photos de l'Asie
Que j'ai prises à deux cents Asa
Maintenant que tu n'es pas là
Leurs couleurs vives ont pâli
J'ai cru entendre les hélices
D'un quadrimoteur mais hélas
C'est un ventilateur qui passe
Au ciel du poste de police
Je t'aime et je crains
De m'égarer
Et je sème des grains
De pavot sur les pavés
De l'anamour
Je t'aime et je crains
De m'égarer
Et je sème des grains
De pavot sur les pavés
De l'anamour
November 15, 2002
"When I Was Cruel" definitivamente não é um dos melhores trabalhos do Elvis Costello. Mas tem uma música que não me sai da cabeça : "Tear Off Your Own Head (It's a Doll Revolution)", então já valeu a compra. Ih, já vi tudo. Isso me deu saudade da voz do velho MacManus e vou ficar um mês ouvindo "London's Brilliant Parade" e "All This Useless Beauty" de novo. CD gasta? Ih.
Só uma coisa : quem não assistiu a "A Viagem de Chihiro" hoje no Telefônica Open Air, perdeu. P-E-R-D-E-U. Tá, vai entrar em circuito, mas em nenhum lugar vocês vão conseguir assistir a esse filme numa tela que faça jus à sua beleza, como foi hoje. Long live Hayao Miyazaki.
Em estrutura é bem parecido com "Princesa Mononoke", a cria anterior de Miyazaki, mas é mais delicado e poético. Enquanto "Mononoke" é vigoroso, ágil e até brutal, "Chihiro" é totalmente onírico. Voar com um dragão, receber um presente de um deus-rio, viajar no trem das almas, reencontrar um amor - como não se emocionar com isso tudo na forma de uma animação primorosa, onde os personagens são tão vivos quanto você ou eu?
Em estrutura é bem parecido com "Princesa Mononoke", a cria anterior de Miyazaki, mas é mais delicado e poético. Enquanto "Mononoke" é vigoroso, ágil e até brutal, "Chihiro" é totalmente onírico. Voar com um dragão, receber um presente de um deus-rio, viajar no trem das almas, reencontrar um amor - como não se emocionar com isso tudo na forma de uma animação primorosa, onde os personagens são tão vivos quanto você ou eu?
November 13, 2002
E o mais engraçado é que não sei nem dizer O QUE estava tocando (audição extremamente seletiva, tá pensando o quê?). Só sei que era algo parecido com Jota Quest. Hoorrooooor.
Isso só me faz lembrar dos looongos meses em que eu cantava como backing vocal numa banda. De música pra dançar. Tipo Jota Quest. Ed Motta. Vinnie. Sei lá mais o quê.
É. Eu.
O trauma foi tão grande que não guardei UMA música na memória. A não ser, claro, "Groove is in the Heart" do Dee-Lite e "Love Shack" do B-52's. ISSO era legal. E o pessoal da banda. Curiosamente, todos eram extremamente talentosos, e ninguém gostava especialmente do repertório, que era escolha basicamente do "dono da bola", o cantor principal. O baixista tinha uma banda de trash metal, o guitarrista era um cabeludo super na paz, a outra vocalista tinha uma voz maravilhosa para soul, o baterista era uma mistura de surfista com indie-hardcore, e eu, bem, era eu. Cantando Jota Quest. Ó meu Deus. Acho que vou dormir.
Isso só me faz lembrar dos looongos meses em que eu cantava como backing vocal numa banda. De música pra dançar. Tipo Jota Quest. Ed Motta. Vinnie. Sei lá mais o quê.
É. Eu.
O trauma foi tão grande que não guardei UMA música na memória. A não ser, claro, "Groove is in the Heart" do Dee-Lite e "Love Shack" do B-52's. ISSO era legal. E o pessoal da banda. Curiosamente, todos eram extremamente talentosos, e ninguém gostava especialmente do repertório, que era escolha basicamente do "dono da bola", o cantor principal. O baixista tinha uma banda de trash metal, o guitarrista era um cabeludo super na paz, a outra vocalista tinha uma voz maravilhosa para soul, o baterista era uma mistura de surfista com indie-hardcore, e eu, bem, era eu. Cantando Jota Quest. Ó meu Deus. Acho que vou dormir.
November 12, 2002
November 10, 2002
Ooooooh. Finalmente alguma estréia que me chama a atenção. Tô lendo na Vejinha que finalmente eu vou conseguir ver "Birthday Girl", do Jez Butterworth. Eu adooooro Vincent Cassel e Mathieu Kassovitz juntos.
Ontem eu queria ter encaixado de qualquer jeito "Life is Sweet", do Mike Leigh no CCBB, mas num deu. Contra as leis da física de tempo e espaço, sacumé.
E espantosamente está passando "Une Hirondelle a Fait le Printemps" no CineSESC. Assisti durante um vôo pra Paris há uns meses, é bom. Não é aquele puta filme, mas tem o Michel Serrault ótimo como um velho fazendeiro solitário e amargo, que vê com desconfiança o trabalho dedicado da moça que comprou sua fazenda. E claro, um final tocante e humano. Até dá pra esquecer da cabeçona da Mathilde Seigner.
"Astérix et Obélix : Mission Cléopâtre" também deve ser bem legal em telona (também só vi no avião, as telinhas individuais são telinhas mesmo - a vantagem é que você assiste quantas vezes quiser, como um DVD particular). Achei a dupla principal mais apagada neste filme, mas é por causa do Jamel e da Monica Bellucci. Não dá pra competir, mesmo sendo o Gérard Depardieu e o Christian Clavier.
E chega de falar sobre cinema. Hoje é domingo, não se vai ao cinema aos domingos. A menos que você goste de filas e salas lotadas e gente que chuta as costas da sua cadeira e fala alto.
Ontem eu queria ter encaixado de qualquer jeito "Life is Sweet", do Mike Leigh no CCBB, mas num deu. Contra as leis da física de tempo e espaço, sacumé.
E espantosamente está passando "Une Hirondelle a Fait le Printemps" no CineSESC. Assisti durante um vôo pra Paris há uns meses, é bom. Não é aquele puta filme, mas tem o Michel Serrault ótimo como um velho fazendeiro solitário e amargo, que vê com desconfiança o trabalho dedicado da moça que comprou sua fazenda. E claro, um final tocante e humano. Até dá pra esquecer da cabeçona da Mathilde Seigner.
"Astérix et Obélix : Mission Cléopâtre" também deve ser bem legal em telona (também só vi no avião, as telinhas individuais são telinhas mesmo - a vantagem é que você assiste quantas vezes quiser, como um DVD particular). Achei a dupla principal mais apagada neste filme, mas é por causa do Jamel e da Monica Bellucci. Não dá pra competir, mesmo sendo o Gérard Depardieu e o Christian Clavier.
E chega de falar sobre cinema. Hoje é domingo, não se vai ao cinema aos domingos. A menos que você goste de filas e salas lotadas e gente que chuta as costas da sua cadeira e fala alto.
November 08, 2002
Sessão dupla hoje - é, exagero mesmo. Mas assisti "Hable con Ella". Na verdade, é um Almodóvar tão maduro que nem parece Almodóvar. Pedrito deixou de ser personalidade-curiosidade para se tornar cineasta. Não que isso seja ruim, pelo contrário - está fazendo o caminho inverso de muita gente, eu diria. Mas eu sinto falta da acidez e rebeldia perturbadoras dos velhos tempos. Em "Hable con Ella", tudo é muito elegante, delicado, sensível. Personagens comoventes, e não bizarros. O que resta de identificável é a participação de vários membros da velha trupe, como a Chus Lampreave, que parece até estar remoçando, Loles Léon muito gorda, Marisa Paredes e Cecilia Roth na platéia do Caetano (aliás, que babação é essa? Dez horas de Cucurrucu-meu-cu Paloma?), além da linda Paz Vega (de "Lucia y el Sexo", de Julio Medem). Pô, e a Geraldine Chaplin e a Pina Bausch. Que moral, pas mal pra um ex-enfant terrible.
E o segundo filme foi "Être et Avoir", de Nicolas Philibert. Um documentário informal sobre um ano escolar no interior da França, foi elogiadíssimo pelos franceses. Meio "neto camponês" de "L'Argent de Poche", do Truffaut (que é um dos meus filmes preferidos), faz rir e pensar com os pequenos alunos do professor Lopez. A julgar pela legendagem em português (PÉSSIMA, por sinal - parece ter sido feita a partir da tradução do francês para o inglês - "sapin" (pinheiro) virou figueira, "gaieté" (alegria) virou "Riotous" (????) e outros absurdos), deve estrear em circuito comercial logo. Vejam, e tentem não se apaixonar por alguma das crianças.
E o segundo filme foi "Être et Avoir", de Nicolas Philibert. Um documentário informal sobre um ano escolar no interior da França, foi elogiadíssimo pelos franceses. Meio "neto camponês" de "L'Argent de Poche", do Truffaut (que é um dos meus filmes preferidos), faz rir e pensar com os pequenos alunos do professor Lopez. A julgar pela legendagem em português (PÉSSIMA, por sinal - parece ter sido feita a partir da tradução do francês para o inglês - "sapin" (pinheiro) virou figueira, "gaieté" (alegria) virou "Riotous" (????) e outros absurdos), deve estrear em circuito comercial logo. Vejam, e tentem não se apaixonar por alguma das crianças.
November 05, 2002
Mais DVDs : "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain", "Gone With the Wind", "Grease", "Before Sunrise" e "Ladyhawke". O "Amélie" é pra minha irmã que ama o Nino Quincampoix, o "Ladyhawke" é pro Cato e o resto é pra mim mesmo. "E o Vento Levou" é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Um dia vou ser que nem dona Iscarleti.
Googlism for: annix
annix is an a
annix is making money off deadsy by burning the cd's
annix is nur der spitzname dazu
do Googlism. Coisa mais doida.
annix is an a
annix is making money off deadsy by burning the cd's
annix is nur der spitzname dazu
do Googlism. Coisa mais doida.
November 04, 2002
November 02, 2002
November 01, 2002
Aliás, Paris é meu segundo lar. De coração. Os preços são altos, parte da população é chata de doer, os museus têm entrada paga, chove metade da semana, a TV francesa é um lixo, crottes e mais crottes nas ruas, há pickpockets e vândalos, muitas coisas cafonas nas vitrines e os celulares são uma droga. Mas : a cidade é indiscutivelmente linda, parte da população é simpática e prestativa, o número de museus e exposições boas é inquestionável, a outra metade da semana faz sol, tem quinzilhões de salas de cinema exibindo tudo que você nunca vai ver aqui em SP, as ruas e calçadas são largas o bastante pra se andar sem esbarrar em ninguém, tem o Luxembourg, tem a Pont-Neuf, tem a Rue du Chat qui Pêche, tem a Bastille. Não dá pra não amar esta cidade.
Fui assistir a "The Bourne Identity". Filme legal, tinha esquecido que era do Doug Liman. Não gosto muito do Matt Damon, mas até que ele está bonzinho dando porrada. E tem a Franka Potente, tadinha, sempre envolvida em alguma confusão. E claro, a Paris frankensteiniana e absurda de Hollywood, onde o Louvre e o arco da Rue Saint Denis são contíguos e se sai da Gare du Nord diretamente às margens do Sena. Tsc. Oquei, é um filme pipocão, o argumento é batido (agente máquina mortífera, amnésia, dinheiro inesgotável, carros correndo, carros batendo, carros voando, teoria da conspiração, etc) mas é legal.
October 31, 2002
October 30, 2002
October 28, 2002
Trabalhar numa companhia aérea tem zilhões de vantagens e coisas agradáveis. O chato é testemunhar alguns dos pequenos dramas individuais que se desenrolam a cada dia. Ontem, a muçulmana cega que enfrentou toda a família para ficar no Brasil com o namorado, também cego. Hoje, os chineses que chegaram sem documentação válida e foram mandados de volta, depois de passar 24 horas num vôo. Qual será o episódio de amanhã?
October 27, 2002
U-Turn, Glitter, Massivo, B.A.S.E., DJ Club, Cais, Pool, QG, Rose Bombom, Espaço Retrô, Juke Joint, Orbital, Nation, Hell's Club, Sub Club, Columbia, AZ 70, Latino, Mad Queen, A Lôca, blablablabla.
Tô tentando fazer um brainstorm de nomes, mas o cérebro tá coçando com o esforço. Minha memória é péssima pra algumas coisas, mas pô, eu lembrei do AZ 70. Até eu me surpreendi agora.
Tô tentando fazer um brainstorm de nomes, mas o cérebro tá coçando com o esforço. Minha memória é péssima pra algumas coisas, mas pô, eu lembrei do AZ 70. Até eu me surpreendi agora.
Tá certo que eu não frequento lugar nenhum há muito tempo, mas também estes nomes horríveis não ajudam - Manga Rosa. Rabo de Saia. Dolce. Mood Club. Moai Lounge (!). KVA. O que era aquela casa chamada "Oushan"?? UÓ.
O nome de club mais legal que já vi é o Vinyl, em NY. Mas SP se salva. Jive, Lov.e, Ultralounge e Madame Satã são geniais. Sra. Krawitz, então, eu achava ótimo. Pena que acabou.
O nome de club mais legal que já vi é o Vinyl, em NY. Mas SP se salva. Jive, Lov.e, Ultralounge e Madame Satã são geniais. Sra. Krawitz, então, eu achava ótimo. Pena que acabou.
October 25, 2002
October 24, 2002
October 22, 2002
Ah, e esqueci de dizer duas coisas importantíssimas :
- a gente assistiu ao filme no Cinemark do Metrô Santa Cruz. Foi um ato suicida, na verdade, por ser um domingo e ainda por cima NAQUELE shopping. Mas oh, surpresa! Um caixa especial pra comprar o ingresso, nenhuma fila nem na bilheteria e nem na entrada. E enquanto isso, ficamos imaginando a looooooooonga fila no Espaço Unibancool.
- tem o Jim Jarmusch numa participação especial!
Conclusões :
- é bom assistir a filme velho.
- 50% do povo que vai à Mostra é pra se mostrar, mesmo.
- a gente assistiu ao filme no Cinemark do Metrô Santa Cruz. Foi um ato suicida, na verdade, por ser um domingo e ainda por cima NAQUELE shopping. Mas oh, surpresa! Um caixa especial pra comprar o ingresso, nenhuma fila nem na bilheteria e nem na entrada. E enquanto isso, ficamos imaginando a looooooooonga fila no Espaço Unibancool.
- tem o Jim Jarmusch numa participação especial!
Conclusões :
- é bom assistir a filme velho.
- 50% do povo que vai à Mostra é pra se mostrar, mesmo.
October 21, 2002
October 19, 2002
O mais divertido foi poder ver uma banda que eu nem imaginava que ainda existia. A platéia foi meio morna, mas os Caubóis de Leningrado não se abalaram e foram absolutamente alucinados. Um dos vocalistas parecia uma versão sovietbilly do gordinho dos Commitments, com a potência vocal e os trejeitos chatos dos cantores de metal. O outro já me lembrou um Bruce Willis on acid, com uma voz e postura cool (?) à Tom Waits. E a versão deste pra uma música do Elvis realmente foi uma das melhores coisas da noite.
O engraçado foi ver todo mundo sair cantarolando musiquinhas russas.
O engraçado foi ver todo mundo sair cantarolando musiquinhas russas.
October 17, 2002
Eu não falo de política porque sinceramente acredito que cada um tem direito de votar em quem quiser. Posso não concordar com o seu candidato, mas nunca vou falar que você está errado, tentar mudar sua opinião ou cortar relações. E é o tratamento que gostaria de receber de volta. Patrulhamento não. Afinal, isto deveria ser uma democracia.
Tá. Esse calor conseguiu me fazer parar de ouvir o mesmo CD dos Toy Dolls. Não combina. Instead, resolvi desenterrar "Friends", dos Beach Boys, que comprei há uns tempos, ouvi uma vez e não curti totalmente. Escutando melhor, tem algumas músicas muito boas (mas não memoráveis) e vai bem com ar condicionado na estrada. Good enough for me.
Eu sempre fui uma criança de apartamento, e sozinha ainda por cima. Por isso eu adoro ouvir as histórias de infância dos meus amigos - parte deles nascidos ou criados no interior, o que faz tudo parecer mais interessante ainda. Descobri hoje que é possível pescar sapos com besouros, e que as pessoas realmente derretem lesmas com sal (o que eu tinha apenas lido em algum livro de ciências). Que uma amiga minha sem querer matou vários patinhos na fazenda quando criança, e que outra matou um pintinho porque quis. As histórias são meio cruéis, mas como praticamente todo mundo tem um caso semelhante pra contar, só posso chegar à conclusão de que deve ser coisa da idade.
October 15, 2002
October 12, 2002
Too Darn Hot (Cole Porter)
It's too darn hot,
It's too darn hot.
I'd like to sup with my baby tonight,
Fulfill the cup with my baby tonight.
I'd like to sup with my baby tonight,
Fulfill the cup with my baby tonight,
But I ain't up to my baby tonight,
'Cause it's too darn hot.
It's too darn hot,
It's too darn hot.
I'd like to coo with my baby tonight,
And pitch the woo with my baby tonight.
I'd like to coo with my baby tonight,
And pitch the woo with my baby tonight.
But sister you'll fight my baby tonight
'Cause it's too darn hot.
It's too darn hot,
According to the latest Report
Ev'ry average girl you know
Much prefers her lovely doggie to court
When the temperature is low,
But when the thermometer goes 'way up
And the weather is sizzling hot,
Mister Adam
For his madam.
Is not,
'Cause it's too, too
Too darn hot,
It's too darn hot,
It's too darn hot.
It's too darn hot,
It's too darn hot.
I'd like to sup with my baby tonight,
Fulfill the cup with my baby tonight.
I'd like to sup with my baby tonight,
Fulfill the cup with my baby tonight,
But I ain't up to my baby tonight,
'Cause it's too darn hot.
It's too darn hot,
It's too darn hot.
I'd like to coo with my baby tonight,
And pitch the woo with my baby tonight.
I'd like to coo with my baby tonight,
And pitch the woo with my baby tonight.
But sister you'll fight my baby tonight
'Cause it's too darn hot.
It's too darn hot,
According to the latest Report
Ev'ry average girl you know
Much prefers her lovely doggie to court
When the temperature is low,
But when the thermometer goes 'way up
And the weather is sizzling hot,
Mister Adam
For his madam.
Is not,
'Cause it's too, too
Too darn hot,
It's too darn hot,
It's too darn hot.
Ou talvez eu veja, só pra dar uma chance ao Neil LaButtcrack. Ou então pra alimentar aquela veiazinha masoquista que está em algum lugar por aqui.
Veiazinha que só não conseguiu me segurar na cadeira em um filme, algum do Manoel de Oliveira. Acho que foi "O Convento", eu lembro que pra piorar tinha a Chaterine Deneuve. Foi o único filme em que já me levantei e fui embora antes do final. Eu simplesmente não aguentei. Se ficasse, ia morrer de tédio.
"L'Humanité", do Bruno Dumont, foi outro que me fez querer que um raio caísse naquele projetor e incendiasse a película. Mas aguentei até o fim. 2904837243 minutos perdidos da minha vida.
Veiazinha que só não conseguiu me segurar na cadeira em um filme, algum do Manoel de Oliveira. Acho que foi "O Convento", eu lembro que pra piorar tinha a Chaterine Deneuve. Foi o único filme em que já me levantei e fui embora antes do final. Eu simplesmente não aguentei. Se ficasse, ia morrer de tédio.
"L'Humanité", do Bruno Dumont, foi outro que me fez querer que um raio caísse naquele projetor e incendiasse a película. Mas aguentei até o fim. 2904837243 minutos perdidos da minha vida.
October 11, 2002
October 10, 2002
October 09, 2002
Uuuh. Eu não sabia que a Sony ainda exibia "Mad About You". Não resisti e fiquei assistindo ao episódio em que o Nat aparece pra cuidar do Murray. Eu adoooro essa série, por vários motivos :
* O Paul e a Jamie vão ser sempre a representação mais realista e humana de um jovem casal feliz. Ele é confuso, ela é neurótica. Ele é relax e ela é stress. Mas eles se amam! (*emo alert*)
* Nenhuma outra série dá tanta vontade de estar em NYC.
* Tem o Hank Azaria e seu talento pra sotaques.
* O Murray.
* A música-tema, "Final Frontier".
* A Jamie foi o papel menos crica da Helen Hunt.
Aliás, que fim levou o Paul Reiser, hein? Acho que vou ver se ele lançou mais algum livro. "Couplehood" e "Babyhood" são ótimos.
* O Paul e a Jamie vão ser sempre a representação mais realista e humana de um jovem casal feliz. Ele é confuso, ela é neurótica. Ele é relax e ela é stress. Mas eles se amam! (*emo alert*)
* Nenhuma outra série dá tanta vontade de estar em NYC.
* Tem o Hank Azaria e seu talento pra sotaques.
* O Murray.
* A música-tema, "Final Frontier".
* A Jamie foi o papel menos crica da Helen Hunt.
Aliás, que fim levou o Paul Reiser, hein? Acho que vou ver se ele lançou mais algum livro. "Couplehood" e "Babyhood" são ótimos.
Sessão dupla de cinema. "Scooby-Doo" me pareceu uma versão "mondo bizarro" do desenho animado feita para adolescentes Wayne, onde todo mundo é chato e egoísta e egocêntrico. História bizarra, desfecho bizarro, trilha sonora bizarra. Weeeird. Pelo menos os figurinos estavam perfeitos - o melhor eram os modelitos da Sarah Michelle "Perna-Fina" Gellar.
"Conto de Inverno", do Eric Rohmer, já foi mais interessante. Mas só para amantes de uma fase do cinema francês perdida entre o final dos anos 70 e o final dos 90, mais conhecida como blábláblá. Brincadeira. Os filmes do Rohmer guardam uma estranha homogeneidade entre si, tanto na temática como na estética, mas todos são o que só posso definir como "singelo". Ele é um bom cronista da vida sentimental, com um pezinho no cor-de-rosa, ao contrário dos colegas mais soturnos da Nouvelle Vague. Este filme em especial não foi tão legal como "Pauline na Praia" e "Noites de Lua Cheia", mas é bem humano e bittersweet. Mais para sweet, eu diria. Mas é bem blábláblá.
"Conto de Inverno", do Eric Rohmer, já foi mais interessante. Mas só para amantes de uma fase do cinema francês perdida entre o final dos anos 70 e o final dos 90, mais conhecida como blábláblá. Brincadeira. Os filmes do Rohmer guardam uma estranha homogeneidade entre si, tanto na temática como na estética, mas todos são o que só posso definir como "singelo". Ele é um bom cronista da vida sentimental, com um pezinho no cor-de-rosa, ao contrário dos colegas mais soturnos da Nouvelle Vague. Este filme em especial não foi tão legal como "Pauline na Praia" e "Noites de Lua Cheia", mas é bem humano e bittersweet. Mais para sweet, eu diria. Mas é bem blábláblá.
October 08, 2002
Lugs, você me corrigiu uma falha imperdoável da memória. O Música Ligeira! E por coincidência vai ter show esta semana, se não me engano.
E me lembrou também que meu desejo secreto é o de ter aulas de guitarra com o Mário Manga e o Olga dos Toy Dolls. Se fosse possível com qualquer um dos dois eu seria uma pessoa mais feliz.
E me lembrou também que meu desejo secreto é o de ter aulas de guitarra com o Mário Manga e o Olga dos Toy Dolls. Se fosse possível com qualquer um dos dois eu seria uma pessoa mais feliz.
October 07, 2002
October 06, 2002
Eu gosto de coisas engraçadas, e até de algumas metidas a engraçadinhas. De repente é o humor australiano que não me desce muito bem, sei lá.
Particularmente, eu acho o senso de humor britânico o melhor de todos. O americano é bom, quando não resvala na escatologia. O francês deve ser um dos mais esquisitos que conheço - tem coisas ótimas e outras muito pastelão. O italiano me irrita e não me faz rir de jeito algum. O brasileiro abusa do sexo. Os asiáticos não têm lá muito humor. Mas isso tudo, como eu disse, é minha opinião.
Particularmente, eu acho o senso de humor britânico o melhor de todos. O americano é bom, quando não resvala na escatologia. O francês deve ser um dos mais esquisitos que conheço - tem coisas ótimas e outras muito pastelão. O italiano me irrita e não me faz rir de jeito algum. O brasileiro abusa do sexo. Os asiáticos não têm lá muito humor. Mas isso tudo, como eu disse, é minha opinião.
Acabaram os livros novos, então estou tendo que ler os que comprei há muito tempo e nunca nem abri. "The Tasmanian Babes Fiasco" é a continuação do "He Died With a Felafel in His Hand", de um aussie chamado John Birmingham. Comprei os dois em Brisbane (ou foi em Sydney?) e eles ficaram quietinhos ali na pilha de livros por 4 anos. Lembrei deles outro dia, quando a onipresente Clarah Averbuck mencionou um dos dois, não lembro qual. Não importa, porque é ruim. Quero dizer, pelo menos por enquanto. Pode ser por eu estar lendo o "Tasmanian Babes" antes do "Felafel", sei lá. Mas o autor é metido a engraçadinho, o que eu acho um pé no saco. "Metido a engraçadinho" já diz tudo : não é engraçado. Não é witty. Não é cool. Não é nada do que ele pensa ser. Mas vou continuar lendo. Vamos ver se melhora.
October 04, 2002
I Wanna Grow Up To Be A Politician - The Byrds
(Roger McGuinn and Jacques Levy)
I want to grow up to be a politician
And take over this beautiful land
I want to grow up to be a politician
And be the old U.S. of A.'s number one man
I'll always be tough but I'll never be scary
I want to shoot guns or butter my bread
I'll work in the towns or conservate the prairies
And you can believe the future's ahead
I'll give the young the right to vote as soon as they mature
But spare the rod and spoil the child to help them feel secure
And if I win election day I might give you a job
I'll sign a bill to help the poor to show I'm not a snob
I'll open my door I'm charging no admission
And you can be sure I'll give you my hand
I want to grow up to be a politician
And take over this beautiful land
Instrumental (Brass Band)
I'll make you glad you got me in with everything I do
And I'll defend until the end the old red white and blue
I want to grow up to be a politician
And take over this beautiful land
And take over this beautiful land
(Roger McGuinn and Jacques Levy)
I want to grow up to be a politician
And take over this beautiful land
I want to grow up to be a politician
And be the old U.S. of A.'s number one man
I'll always be tough but I'll never be scary
I want to shoot guns or butter my bread
I'll work in the towns or conservate the prairies
And you can believe the future's ahead
I'll give the young the right to vote as soon as they mature
But spare the rod and spoil the child to help them feel secure
And if I win election day I might give you a job
I'll sign a bill to help the poor to show I'm not a snob
I'll open my door I'm charging no admission
And you can be sure I'll give you my hand
I want to grow up to be a politician
And take over this beautiful land
Instrumental (Brass Band)
I'll make you glad you got me in with everything I do
And I'll defend until the end the old red white and blue
I want to grow up to be a politician
And take over this beautiful land
And take over this beautiful land
October 03, 2002
October 02, 2002
Coisas a fazer se o dólar voltasse a ter uma cotação razoável:
+ comprar muitas coisas na Urban Outfitters.
+ encomendar um notebook na CompUSA
+ encher o carrinho na Barnes and Noble
Não, eu nããão sou consumista. Eu não preciso de muito pra ser feliz.
+ comprar muitas coisas na Urban Outfitters.
+ encomendar um notebook na CompUSA
+ encher o carrinho na Barnes and Noble
Não, eu nããão sou consumista. Eu não preciso de muito pra ser feliz.
Tá, então estou naquela fase em que a única vontade é sentar e esperar tudo passar. Mas como não aguento ficar mais de seis horas sentada (e certamente tudo vai demorar um pouco mais que isso), vamos pular para escapismo-mode-on e falar de coisas fúteis. Assim vocês não morrem de tédio e eu me forço a continuar pensando.
October 01, 2002
September 30, 2002
September 29, 2002
Bom, eu acho que todo mundo deve ter visto este link por aí, mas vou colocar porque é muito bonitinho. Para elurófilos, of course.
Tá, então enquanto os seres normais foram passear e brincar e comer feijoada neste sábado bonito, eu fui trabalhar. Não foi tão ruim, principalmente porque eu gosto do meu trabalho. Claaaro que não fiz muita coisa de útil, fiquei sabendo de todos os babados do mês e peguei uns chocolates. Assim também fica fácil - e eu odeio feijoada.
September 28, 2002
September 27, 2002
Falando muito sério, a maioria das coisas negativas que se diz a respeito de gatos é mentira. Gatos são muito carinhosos, podem ser completamente apaixonados pelos donos e muito inteligentes. Os nossos pelo menos são. Acreditem, o Cato tem milhões de bonequinhos e tranqueirinhas nas estantes que seriam uma tentação para qualquer felino. Nenhum dos cinco gatos TOCA nos prezados objetos do dono. Eles só afiam as unhas no postinho destinado a esse fim. Todos atendem pelo nome. Todos entendem o significado do "não". Todos vêm nos receber à porta quando chegamos em casa. Dão beijinhos (juro). Não fazem sujeira fora da caixinha. E ainda por cima são lindos e fofinhos. Precisa de algo mais?
September 26, 2002
Só não deu pra assistir ao "Romeu e Julieta" do Galpão hoje, no Parque da Independência. Pena, teria sido a terceira e talvez última vez (good things come in three). Queria rever o encanto de dez anos atrás, quando havia muitas coisas boas pra se ver e ouvir e o mundo era mais divertido. Hoje não tenho vontade nenhuma de ir ao teatro. Sem desmerecer os atores e diretores de agora, mas acho que a época dos bons criadores e dos grandes grupos passou. Antunes tá velho e passado, Gerald virou uma auto-caricatura, Vilela tá noutras, Rosset repetindo a fórmula over and over, Chiquinho Brandão morreu, Rosi Campos tá em novela, Grace Giannoukas, Ângela Dip e Marcelo Mansfield evaporaram e blábláblá, mas em uma época eles foram o que tínhamos de melhor. E não apareceu ninguém pra substituir. As únicas exceções são o ótimo Teatro da Vertigem, que se manteve sensacional e o Marcelo Gabriel, que me dava coisas, mas pelo menos eu sentia algo. Ah, o velho clichê da efervescência cultural paulistana...
Acabei de arrumar o armário do banheiro. É inacreditável a quantidade de cosméticos que uma pessoa pode acumular ao longo dos anos - algumas coisas ainda estavam fechadas na embalagem. Isso porque eu uso exatamente os mesmos tipos de produtos há uns dez anos. O problema é que eu não resisto e sempre acabo comprando marcas diferentes, cores "ousadas" (e completamente equivocadas) ou então coisas inúteis porque a embalagem é bonitinha (caso da Stila). Tintura pra cabelo nem se fala. Parece que estou fazendo estoque para um pequeno país.
September 25, 2002
September 24, 2002
September 22, 2002
Pastel na feira do Pacaembu, exposição sobre a China na FAAP, florzinha, lojas de instrumentos musicais na Teodoro Sampaio, 2001 na Paulista, happy together at home, "Osmosis Jones" lesados depois, salada fatuch no Cedro do Líbano. Em algum lugar aí no meio estava programado ir ao cinema e depois sair com o pessoal hoje, mas num deu. Mudanças de planos logo depois de passar perto da Benedito Calixto.
September 21, 2002
September 20, 2002
O engraçado é que, mesmo amando cinema, nunca tive vontade de ser cineasta nem nada. Podia ter escolhido Cinema na ECA, mas por alguma razão acabei fazendo Rádio e TV, sendo que praticamente não ouço rádio e raramente assisto a TV. Go figure. Mas enfim, não tenho vontade de fazer cinema porque eu gosto de ASSISTIR a filmes, não de fazê-los.
E eu sou saudosista mesmo, gostava muito também da Sala Cinemateca, na Fradique Coutinho. E do Bijou. Não se fazem mais salas como antigamente. Quero dizer, eu gosto de cinemas com telão gigante, som hypermotherfuckinglouddolbystereo, cadeiras em disposição de anfiteatro and the works, mas não pra todos os filmes.
Eu amo o CineSESC. Vou lá desde criança, o que no meu caso quer dizer uns bons vinte anos. No começo não gostei muito da reforma, achei clean demais. Gostava daqueles globos de luz ao longo da parede, na sala de projeção. Era tão seventies! Mas já me acostumei. Ainda acho uma das melhores salas de cinema que temos aqui.
September 19, 2002
E o livro da Louise Wener é muito legal. É o filho legítimo da Helen Fielding com o Nick Hornby - tá tudo ali : linguagem cômica da mãe, personagem loser e psique masculina igualzinha à do papai, tudo cimentado com a experiência rock 'n roll da autora. E o resultado é melhor que muitos dos clones que surgiram nos últimos anos. Steve McQueen is the man.
September 18, 2002
Continuando a fase cinemão, vimos "Austin Powers". Podem dizer que é egotrip, adolescente e escatológico - eu ADORO. Mike Myers é ótimo, eu adoro a estética sixties-swinging-London e a Ming Tea tem a Susanna Hoffs das Bangles - yeah, baby. Tá certo, eu ri menos em "Goldmember" do que nos outros. A produção ficou mais sofiisticada e o humor mais grosso. Mas ver o Tom Cruise vestido de Austin Powers valeu cada fart joke. E isso porque eu detesto o baixinho.
September 17, 2002
September 16, 2002
É, Criz... Back to the basics! Cabô a graça de se montar e eu tô cansada de ver um monte de gente vestida igual. Acho que vou comprar sete camisetas pretas simples, todas iguais. Vai ser todo meu guarda-roupa daqui pra frente, hee hee.
September 14, 2002
E não comprei UMA peça de roupa. Nada, nada, nada. Não tô me reconhecendo.
Mas também, não gostei de nada. Não tenho gostado de nada há meses, muitos meses. A última coisa que comprei foi um vestido de dez reais no supermercado. Sou eu que tô chata ou são as roupas que estão muuuito feias? Feias e iguais, aliás. Não aguento mais camisetinhas pseudo-esportivas com dizeres engraçadinhos e batas rípi-xíqui. Aaaaargh.
Mas também, não gostei de nada. Não tenho gostado de nada há meses, muitos meses. A última coisa que comprei foi um vestido de dez reais no supermercado. Sou eu que tô chata ou são as roupas que estão muuuito feias? Feias e iguais, aliás. Não aguento mais camisetinhas pseudo-esportivas com dizeres engraçadinhos e batas rípi-xíqui. Aaaaargh.
September 12, 2002
O foda são os motoristas de táxi lá, notórios pilantras. Se possível, evite. O resto é muito agradável.
A Acrópole é uma visita interessante e obrigatória - e por isso mesmo cheia de turistas. Mas ver o Parthenon e as Cariátides in loco é imperdível (bem, as Cariátides são uma reprodução, as originais estão expostas e preservadas no Museu da Acrópole e no British Museum). Gostei mais da Ágora Antica, ali do lado. Linda, com uma grande área verde preservada e dando vista pra Acrópole. Quase pude visualizar a vida na Grécia antiga, com pessoas passeando por entre as oliveiras e discorrendo sobre filosofia.
A comida é muito boa e barata. Fiquei passada, tipo um terço dos preços de Paris. E só coisa boa - salada grega, gyros, tsatziki, lulas e azeite, muito azeite. Tô com saudade até agora.
E como só ficamos cinco dias, só deu tempo de fazer um bate-e-volta pra uma ilha, Aegina, a mais próxima da cidade. Pegamos o ferry em Piraeus, é baratinho, menos de 5 euros por pessoa e a viagem dura uma hora e pouquinho. Fora as escoriações no cotovelo e no joelho, foi ótimo.
A Acrópole é uma visita interessante e obrigatória - e por isso mesmo cheia de turistas. Mas ver o Parthenon e as Cariátides in loco é imperdível (bem, as Cariátides são uma reprodução, as originais estão expostas e preservadas no Museu da Acrópole e no British Museum). Gostei mais da Ágora Antica, ali do lado. Linda, com uma grande área verde preservada e dando vista pra Acrópole. Quase pude visualizar a vida na Grécia antiga, com pessoas passeando por entre as oliveiras e discorrendo sobre filosofia.
A comida é muito boa e barata. Fiquei passada, tipo um terço dos preços de Paris. E só coisa boa - salada grega, gyros, tsatziki, lulas e azeite, muito azeite. Tô com saudade até agora.
E como só ficamos cinco dias, só deu tempo de fazer um bate-e-volta pra uma ilha, Aegina, a mais próxima da cidade. Pegamos o ferry em Piraeus, é baratinho, menos de 5 euros por pessoa e a viagem dura uma hora e pouquinho. Fora as escoriações no cotovelo e no joelho, foi ótimo.
Aliás, Atenas é uma cidade interessante. Na parte fora do centro, se parece muito com as áreas mais afastadas de São Paulo - feia.. Aí você anda, atravessa uma rua e pronto - tudo que a gente imagina numa cidade grega tá lá. Ruínas, árvores, casinhas, cafés com mesinhas ao sol. E gatos, muitos gatos. Parece que os atenienses adoram gatos, e deve ser verdade. Todos eram bem tratados mesmo que não tivessem dono. Um gato preto dormia tranquilamente no teto de um carro estacionado na calçada. Quando o dono do carro chegou, vocês acham que o cara expulsou o gatinho porque queria sair com o carro? Nada! Ele começou a rir e a falar com o gato, tipo, "pô, dá licença aí, vai!". E ria. Aí ele entrou, deu a partida e o gato não se mexeu. O cara então fez um sinal pedindo pra gente tirar o gato, que veio no colo do Cato tranquilamente e depois foi procurar outro lugar pra dormir.
OK. Teoricamente voltei inteira - exceto talvez por alguns pedaços de pele que ficaram numa estradinha em Aegina, uma ilha a 1h15 de Atenas. É que os panacas aqui se empolgaram e resolveram alugar uma motinho pra explorar o lugar. Choveu. Derrapamos numa curva descendente. Et voilà! Queimaduras de asfalto instantâneas! O foda foi ficar procurando uma farmacia aberta na cidade, os dois meio estropiados, sangrando nos cotovelos e mancando...hahahaha. E claro, era domingo, entao a muito custo encontramos um lugar que nos vendeu gaze, agua oxigenada, iodo e esparadrapo. E a songa-monga da atendente da farmacia ficou so olhando.
Eu nao queria muito colocar gaze em cima dos machucados porque era óbvio que ia grudar tudo depois e ser um inferno pra tirar o curativo, mas foda-se. A chuva parou, o lindo sol mediterrâneo voltou e pegamos o ferry de volta pra Atenas, depois de um café grego e um almocinho fantástico de frutos do mar. No balanço final, foi legal.
Eu nao queria muito colocar gaze em cima dos machucados porque era óbvio que ia grudar tudo depois e ser um inferno pra tirar o curativo, mas foda-se. A chuva parou, o lindo sol mediterrâneo voltou e pegamos o ferry de volta pra Atenas, depois de um café grego e um almocinho fantástico de frutos do mar. No balanço final, foi legal.
September 11, 2002
September 05, 2002
So coisas boas hoje!
* Fui na Game On, uma exposicao interativa sobre games aqui no Barbican Centre.
* Comprei meu presente de aniversario, uma Squier Strato Fender azulzinha!
* Passei pelo Ewan McGregor na rua, em Charing Cross
* Vi minha amiga Aline
* Jantei num restaurante indiano
* A Criz legal-catlover-tambem falou de mim no blog dela!
* Fui na Game On, uma exposicao interativa sobre games aqui no Barbican Centre.
* Comprei meu presente de aniversario, uma Squier Strato Fender azulzinha!
* Passei pelo Ewan McGregor na rua, em Charing Cross
* Vi minha amiga Aline
* Jantei num restaurante indiano
* A Criz legal-catlover-tambem falou de mim no blog dela!
September 03, 2002
Hoje foi dia do Science Museum. Interessante sair do circuito British Museum-National Gallery. Londres oferece milhoes de opcoes, o problema eh ter tempo pra ver tudo.
Estou no Easy Internet, e por £2 acho que ganhei uma semana de conexao. Nao pode ser tao barato, mas sei la.
Vimos um filme no IMAX cinema do Science Museum - uma tela equivalente a 4 double-deckers um sobre o outro (3 andares). Filme 3D da NASA/Lockheed Martin sobre a estacao espacial internacional.
(post escrito em conjunto com o Cato, que nao me deixa escrever do jeito que EU quero - parece o corretor ortografico do Word, que so aparece quando nao eh chamado)
Estou no Easy Internet, e por £2 acho que ganhei uma semana de conexao. Nao pode ser tao barato, mas sei la.
Vimos um filme no IMAX cinema do Science Museum - uma tela equivalente a 4 double-deckers um sobre o outro (3 andares). Filme 3D da NASA/Lockheed Martin sobre a estacao espacial internacional.
(post escrito em conjunto com o Cato, que nao me deixa escrever do jeito que EU quero - parece o corretor ortografico do Word, que so aparece quando nao eh chamado)
September 02, 2002
Hello from sunny London!
Chegamos ontem, mas as malas nao quiseram vir. No problem, isso acontece, hee hee. Ja jantamos fish and chips e hoje visitamos o Museu de Historia Natural. Gastamos a sola do sapato nas interminaveis salas do museu, mas valeu a pena.
Nao devia ter entrado na Virgin. Buzzcocks por £1,99, Small Faces por £2,99, Elvis Costello and the Attractions por £5,99, Toy Dolls duplo por £10,99, Chet Baker por £3,99. E eu resisto?
O tempo esta surpreendentemente lindo, ceu azul e sol. Bom pra uma bela caminhada pelos Kensington Gardens. Enfim, Londres continua linda, irresistivel e cara...
Chegamos ontem, mas as malas nao quiseram vir. No problem, isso acontece, hee hee. Ja jantamos fish and chips e hoje visitamos o Museu de Historia Natural. Gastamos a sola do sapato nas interminaveis salas do museu, mas valeu a pena.
Nao devia ter entrado na Virgin. Buzzcocks por £1,99, Small Faces por £2,99, Elvis Costello and the Attractions por £5,99, Toy Dolls duplo por £10,99, Chet Baker por £3,99. E eu resisto?
O tempo esta surpreendentemente lindo, ceu azul e sol. Bom pra uma bela caminhada pelos Kensington Gardens. Enfim, Londres continua linda, irresistivel e cara...
August 31, 2002
Falando diretamente de um iMac numa Fnac, em Paris (vcs sabiam que aqui tem internet de graça? ha!)
Ontem andamos na roda-gigante das Tuileries, é fantastico. Se vê toda Paris do alto pelo modico preço de 5 euros. Valeu cada centavinho.
Alias, todo o parque montado é bem legal. Meio tosco, mas legal.
Ontem andamos na roda-gigante das Tuileries, é fantastico. Se vê toda Paris do alto pelo modico preço de 5 euros. Valeu cada centavinho.
Alias, todo o parque montado é bem legal. Meio tosco, mas legal.
August 29, 2002
August 28, 2002
Faz tempo que eu não encontro algo novo de que eu goste. Acho que parei no tempo, principalmente em música. Não conheço e não faço questão de conhecer alguns dos últimos fads. Travis? Nunca ouvi. Sex and the City? Nunca assisti.
Meus favoritos continuam sendo Luna, Toy Dolls, Sleeper, Björk, Monkees, Elastica, Shonen Knife, Pizzicato Five, Elvis Costello, Tom Waits, Bob Dylan, Mano Negra, Blur, Lou Reed, VU, Teenage Fanclub, Smiths, Sex Pistols, Ramones, Negresses Vertes, Oberkampf, Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção...tirando o "Howdy!"do Teenage e "Romantica" do Luna, nenhum dos outros teve algum lançamento nos últimos anos (hee hee, em alguns casos seria impossível, inclusive). Ah, esqueci o "Vespertine". É que não me impressionou.
Em cinema também, acabou o encanto de conhecer novos diretores maravilhosos. Os de que gosto continuam sendo os mesmos Almodóvar, Jarmusch, Allen, Greenaway, Klapisch, Rohmer, Taviani, Smith etc, etc (continuo odiando o Spielberg, aliás. E cinema iraniano).
Livros, só procuro as mesmas coisas : Coupland, Murakami, Yoshimoto, Kureishi, Hornby, Gaiman (se bem que nesse campo tenho até encontrado boas surpresas isoladas).
Continuo não ouvindo rádio.
Tédio. Só a leitura salva.
Meus favoritos continuam sendo Luna, Toy Dolls, Sleeper, Björk, Monkees, Elastica, Shonen Knife, Pizzicato Five, Elvis Costello, Tom Waits, Bob Dylan, Mano Negra, Blur, Lou Reed, VU, Teenage Fanclub, Smiths, Sex Pistols, Ramones, Negresses Vertes, Oberkampf, Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção...tirando o "Howdy!"do Teenage e "Romantica" do Luna, nenhum dos outros teve algum lançamento nos últimos anos (hee hee, em alguns casos seria impossível, inclusive). Ah, esqueci o "Vespertine". É que não me impressionou.
Em cinema também, acabou o encanto de conhecer novos diretores maravilhosos. Os de que gosto continuam sendo os mesmos Almodóvar, Jarmusch, Allen, Greenaway, Klapisch, Rohmer, Taviani, Smith etc, etc (continuo odiando o Spielberg, aliás. E cinema iraniano).
Livros, só procuro as mesmas coisas : Coupland, Murakami, Yoshimoto, Kureishi, Hornby, Gaiman (se bem que nesse campo tenho até encontrado boas surpresas isoladas).
Continuo não ouvindo rádio.
Tédio. Só a leitura salva.
![[i'm galadriel!]](http://www.boomspeed.com/xcom/galadriel.jpg)
I am Galadriel, Queen of Lothlorien. I was given Nenya, the Ring of Adamant, but I remained untouched by the Shadow. I gave shelter, gifts and advice to the Fellowship, but I turned green while they were around. My bad. In the movie, I'm played by Cate Blanchett.
|| Which Lord of the Rings Elf are you? @ X.com ||
August 25, 2002
Em geral, eu sou uma pessoa difícil de se presentear. Primeiro porque eu sou compulsiva e já tenho tudo de que gosto. Segundo, porque meus gostos são muito particulares. Muito. Já cansei de ver gente apontando roupa ou o que quer que seja dizendo pra mim : "É a SUA cara!". Geralmente não é. Eu não sei se a imagem que as pessoas têm de mim é um pouco distorcida ou se eu é que não passo uma idéia muito clara do que gosto ou não.
(Meu armário tem várias peças de roupa que nunca viram a luz do dia, presentes completamente equivocados. Eu realmente não uso nada que não me agrade)
Terceiro, porque é difícil me surpreender. Como uma das coisas de que mais gosto são livros, parece fácil me presentear, não? Mas não. Os únicos livros que leio são aqueles que EU escolho (daí a maravilha que é a invenção da wish list das livrarias on-line).
(Meu armário tem várias peças de roupa que nunca viram a luz do dia, presentes completamente equivocados. Eu realmente não uso nada que não me agrade)
Terceiro, porque é difícil me surpreender. Como uma das coisas de que mais gosto são livros, parece fácil me presentear, não? Mas não. Os únicos livros que leio são aqueles que EU escolho (daí a maravilha que é a invenção da wish list das livrarias on-line).
Vontade nenhuma de sair. Não existe mais em São Paulo UM lugar que me dê vontade de conhecer ou ir de novo. Carão, cliques, trânsito, guardadores de carro, patricinhas, mauricinhos, gente que caça, gente que sai pra ser caçado, música ruim, bebida cara, consumação mínima, roupas iguais, falta de personalidade, small talk compulsória, tudo isso me enche o saco IMENSAMENTE.
August 24, 2002
E pra vocês verem como sou volúvel, cortei o cabelo.
Notei que na sexta-feira ninguém vai ao cabeleireiro CORTAR os cabelos. O salão fica lotado, mas de gente fazendo escova, unhas e retocando a tintura, basicamente. Imagino que o motivo seja ninguém querer arriscar passar o fim-de-semana com um corte mal-sucedido.
Notei que na sexta-feira ninguém vai ao cabeleireiro CORTAR os cabelos. O salão fica lotado, mas de gente fazendo escova, unhas e retocando a tintura, basicamente. Imagino que o motivo seja ninguém querer arriscar passar o fim-de-semana com um corte mal-sucedido.
Um dos livros que eu mais amei na minha vida? Não, não é nenhum Wilde, Bronte, Bukowski ou Kerouac. É "Little House on the Prairie", da Laura Ingalls Wilder. Aliás, não é um livro, são vários. Eu li toda a série muitas vezes desde o ginásio (releria ainda hoje, se tivesse tempo). E assistia ao seriado com o Michael Landon. E agora tenho o DVD do filme-piloto. É um tear jerker descarado, mas bem produzido, razoavelmente fiel aos livros, tem a Melissa Gilbert dentucinha e hardship after hardship na vida dos pioneiros...
Eu e a Anne fomos visitar a SkyChefs, no melhor estilo "conheça a nossa cozinha". Pra quem não gosta de comida de avião, eu só digo uma coisa : dá o maior trabalho preparar, acondicionar e transportar o "chicken or beef?" de cada dia. Considerando a quantidade de comida preparada em tempo restrito, a qualidade até que é boa. É um esquema fordiano de linha de montagem mesmo - com um cuidado extremo na preservação e manuseio dos alimentos. Me senti numa espécie de fábrica Wonka ao passar por panelões repletos de arroz, pilhas de omeletes, dezenas de filés de frango grelhando na chapa estendidos como corpinhos tostando ao sol, carrinhos de copos, bandejas, talheres, geleinhas, manteiguinhas e centenas de pessoas de branco trabalhando rapidamente de lá para cá na execução dos pratos. Bem interessante.
August 22, 2002
August 21, 2002
August 20, 2002
E me dói abrir um guia de programação cultural de Paris e ver 526049385 filmes que nunca vão passar aqui, saber que vai ter Elvis Costello mês que vem, essas coisas. E aqui a gente aguarda o próximo filme da Xuxa e o show da Gloria Gaynor. Ou o dos Pretenders que não tem nenhum integrante original. LEGAU.
August 19, 2002
Mas tá bom. Dois gols em três chutes - Les Rivières Pourpres e Le Pacte des Loups SÃO bons filmes de ação franceses, produções impecáveis.
Saiu em DVD um filme que eu estava curiosíssima pra ver : "Belphégor - Le Fantôme du Louvre". Pô, imaginem, com o Michel Serrault e a Sophie Marceau, tendo como cenário o Museu do Louvre? Seria ótimo, se não fosse mais uma tentativa gaulesa de fazer cinema à americana. Uh, que decepção. Ele é todo meio trash, talvez por ser baseado numa série cult francesa dos anos 60, alternando efeitos tosquíssimos com outros muito bons. A Sophie Marceau me parece tão envelhecida quanto o sarcófago de onde sai o fantasma. O personagem do Michel Serrault é literalmente jogado no meio da trama. Tem uma Julie Christie ainda bonitona fazendo uma egiptóloga que sorri o tempo inteiro sem motivo.
O ponto bom são as cenas que se passam dentro do Louvre, usando a Vitória de Samotrácia e a Mona Lisa como figurantes ilustres. Sem contar o filminho da introdução, cenas reais da época da construção da pirâmide do Louvre.
Mas enfim, o resultado disso tudo é indefinido - não chega a ser um filme de terror nem uma comédia nem um filme romântico. Na verdade, é um filme muito esquisito, isso sim.
O ponto bom são as cenas que se passam dentro do Louvre, usando a Vitória de Samotrácia e a Mona Lisa como figurantes ilustres. Sem contar o filminho da introdução, cenas reais da época da construção da pirâmide do Louvre.
Mas enfim, o resultado disso tudo é indefinido - não chega a ser um filme de terror nem uma comédia nem um filme romântico. Na verdade, é um filme muito esquisito, isso sim.
August 18, 2002
August 17, 2002
Que fotinha tosca do Elvis eu coloquei aí embaixo, hahahaha. Mas foi a primeira que eu encontrei. E já tô pensando em tirar, porque dez entre dez blogs hoje postaram foto dele.
Pensando bem, vou deixar. O Elvis foi parte muito importante da minha vida desde os meus sete anos. Não lembro quando parei de ouvir os discos dele em loop, mas as músicas e os filmes estão gravados na minha memória.
Pensando bem, vou deixar. O Elvis foi parte muito importante da minha vida desde os meus sete anos. Não lembro quando parei de ouvir os discos dele em loop, mas as músicas e os filmes estão gravados na minha memória.
August 16, 2002
E eu decidi deixar os cabelos compridos, pelo menos por enquanto. Eu passei um tempo com aversão a cabelos longos principalmente porque eu odeio o estereótipo de sexy Asian que existe na cabeça de alguns - cabelos loooongos e lisos, cara de ingênua safada, corpinho compacto. O pobrema agora é que praticamente toda oriental usa cabelos curtos de mangá, e tô de saco cheio disso. Em Paris eu tinha vontade de lascar um tapão na próxima cabeça oriental de cabelos desfiados e descoloridos que eu visse. Sabe o que é banalizar um estilo? Pois é.
Filmes!
"Resident Evil" - não conheço UMA alma que tenha visto esse filme, por incrível que pareça. E é bem legal - action-packed, trilha acelera-pulso, alguns sustos, efeitos bons e a Milla Jovovich kickin' ass. História? Gente, é um videogame, lembram?
"Lucía y el Sexo" - não assisti a "Os Amantes do Círculo Polar", do mesmo Julio Medem, então não sei dizer se é melhor ou não. Mas eu adoro histórias que vão se emaranhando até um ponto comum. Tem a Lucía. E tem sexo também. E por que diabos todo filme espanhol tem uma personagem chamada Belén?
"Resident Evil" - não conheço UMA alma que tenha visto esse filme, por incrível que pareça. E é bem legal - action-packed, trilha acelera-pulso, alguns sustos, efeitos bons e a Milla Jovovich kickin' ass. História? Gente, é um videogame, lembram?
"Lucía y el Sexo" - não assisti a "Os Amantes do Círculo Polar", do mesmo Julio Medem, então não sei dizer se é melhor ou não. Mas eu adoro histórias que vão se emaranhando até um ponto comum. Tem a Lucía. E tem sexo também. E por que diabos todo filme espanhol tem uma personagem chamada Belén?
August 14, 2002
Eu e meus amigos resolvemos aterrissar naquela academia chique no Conjunto Nacional pra perturbar uma amiga que tem aula lá. Fomos obrigados a fazer um tour das instalações da academia, que até é bem completa. Pelo menos tinha boxe training, que eu quero fazer. O problema era a loirinha-guia-vendedora-consultora que tentava a todo custo "animar" a gente a fazer matrícula. Até teria ouvido de bom grado o que ela explicava sobre o lugar, mas quando comentei algo de pugilismo e ela me perguntou o que era, desisti. Ah, desisti.
August 13, 2002
August 12, 2002
Esta ida a Paris foi a mais estranha de todas. Eu, que sou normalmente tão organizada, fui embarcar sem nem saber direito se tinha conseguido todas as folgas de que precisava. Não reservei o carro que a gente pretendia alugar. Fiz a mala uma hora antes de sair, sem nem saber direito como estava o tempo. Acho que inconscientemente eu não queria muito ir. Mas fui.
Na quarta fez sol e não tínhamos nada especial pra fazer, uma vez que todos conhecem bem a cidade. Ficamos andando à tarde, descobri uma loja só da Taschen cheia de livros maravilhosos, uma sanduicheria escandinava, a Nils, e vimos a Paris Plage, uma coisa absurda montada às margens do Sena, com direito a espreguiçadeiras e duchinhas d'água. Fiz carinho num gato que tinha uma cabeça muito grande para o corpo e quase fui atrás de um garoto que assustou o gato. À noite fomos tomar sopa de cebola em Montmartre (sim, estava frio).
Na quinta, fomos ao Orsay. Minha última vez nesse museu foi há cinco anos, me assustei com as reformas. A entrada por enquanto é pela lateral, ingresso a 7 euros. Achei estranho não estar tão cheio e pensei, "enfim, não é o Louvre". Percebi o engano no último andar, onde ficam os impressionistas. Lotado de gente, que provavelmente ignora o resto do museu pra ir direto nessa parte. Não os censuro, já que é raro ver tantos Van Goghs, Renoirs, Cézannes e Degas juntos, mas é uma pena perder a exposição especial de gravuras e ilustrações de Kupka, muito boa.
Na sexta pegamos um carro na Hertz da Gare du Nord e fomos para o Mont St. Michel, entre a Bretanha e a Normandia. Só por causa disso choveu o dia todo. Das três horas de viagem, duas com certeza foram embaixo de água. Mas chegamos, saudados pelas centenas de turistas e ônibus e carros ao redor do Monte. Comecei a ter arrepios. Me sentia num parque da Disney, não numa cidade histórica medieval.
Mas ignoramos a chuva e a multidão e valeu a pena. Fora uns museus picaretas caça-turista e as inúmeras lojinhas de lembranças o passeio é bem interessante. São muitas ruazinhas e escadarias íngremes que ligam casas de pedra muito antigas empoleiradas ao longo da encosta do Monte, até culminar na Abadia. A vista é espetacular, e a Abadia é impressionante pelas suas muitas partes quase milenares.
A volta a Paris foi bem mais tranquila que a ida (pelo menos, mais seca!), tirando o número absurdo de pedágios do caminho. Aproveitamos pra fazer um passeio noturno pelos pontos turísticos, que ficam iluminados. Lindo, lindo.
Sábado, mesmo tendo dormido tarde tive de acordar cedo pra devolver o carro. Daí não conseguimos dormir mais mesmo e fomos passear pelo Quartier Latin. Compramos coisas pra comer na Mouff' , fomos até Les Halles, entramos na igreja de St. Eustache. Voltamos pro apartamento, arrumamos as coisas e voltamos pra CDG. Nem preciso dizer que está todo mundo acabado. Eu nunca dormi tão pouco em quatro dias.
Na quarta fez sol e não tínhamos nada especial pra fazer, uma vez que todos conhecem bem a cidade. Ficamos andando à tarde, descobri uma loja só da Taschen cheia de livros maravilhosos, uma sanduicheria escandinava, a Nils, e vimos a Paris Plage, uma coisa absurda montada às margens do Sena, com direito a espreguiçadeiras e duchinhas d'água. Fiz carinho num gato que tinha uma cabeça muito grande para o corpo e quase fui atrás de um garoto que assustou o gato. À noite fomos tomar sopa de cebola em Montmartre (sim, estava frio).
Na quinta, fomos ao Orsay. Minha última vez nesse museu foi há cinco anos, me assustei com as reformas. A entrada por enquanto é pela lateral, ingresso a 7 euros. Achei estranho não estar tão cheio e pensei, "enfim, não é o Louvre". Percebi o engano no último andar, onde ficam os impressionistas. Lotado de gente, que provavelmente ignora o resto do museu pra ir direto nessa parte. Não os censuro, já que é raro ver tantos Van Goghs, Renoirs, Cézannes e Degas juntos, mas é uma pena perder a exposição especial de gravuras e ilustrações de Kupka, muito boa.
Na sexta pegamos um carro na Hertz da Gare du Nord e fomos para o Mont St. Michel, entre a Bretanha e a Normandia. Só por causa disso choveu o dia todo. Das três horas de viagem, duas com certeza foram embaixo de água. Mas chegamos, saudados pelas centenas de turistas e ônibus e carros ao redor do Monte. Comecei a ter arrepios. Me sentia num parque da Disney, não numa cidade histórica medieval.
Mas ignoramos a chuva e a multidão e valeu a pena. Fora uns museus picaretas caça-turista e as inúmeras lojinhas de lembranças o passeio é bem interessante. São muitas ruazinhas e escadarias íngremes que ligam casas de pedra muito antigas empoleiradas ao longo da encosta do Monte, até culminar na Abadia. A vista é espetacular, e a Abadia é impressionante pelas suas muitas partes quase milenares.
A volta a Paris foi bem mais tranquila que a ida (pelo menos, mais seca!), tirando o número absurdo de pedágios do caminho. Aproveitamos pra fazer um passeio noturno pelos pontos turísticos, que ficam iluminados. Lindo, lindo.
Sábado, mesmo tendo dormido tarde tive de acordar cedo pra devolver o carro. Daí não conseguimos dormir mais mesmo e fomos passear pelo Quartier Latin. Compramos coisas pra comer na Mouff' , fomos até Les Halles, entramos na igreja de St. Eustache. Voltamos pro apartamento, arrumamos as coisas e voltamos pra CDG. Nem preciso dizer que está todo mundo acabado. Eu nunca dormi tão pouco em quatro dias.
August 05, 2002
Aliás, isso me lembrou de uma coisa. Desde a época de escola, meus amigos foram sempre o underdog. Sempre os marginalizados, os esquisitos, os desfavorecidos e os desequilibrados - o que num colégio de elite como o Dante era imperdoável ser. Mas não tinha jeito, eu não me identificava de jeito nenhum com as clueless lindas de sobrenome quilométrico que eram ótimas no vôlei, tinham milhares de garotos atrás, iam viajar todo ano, fumavam e andavam em bandinho atormentando justamente as meninas "esquisitas".
Eu não era nem uma coisa nem outra, eu acho. Quero dizer, eu era extremamente tímida, tinha fama de CDF (mesmo não sabendo estudar), era PÉSSIMA em esportes (pe-ca-do-su-pre-mo), nunca tinha tido namorado (oh!) e ainda por cima filha de imigrantes orientais (ou seja, minoria racial - esquisitíssimo!). Mas ao mesmo tempo morava nos Jardins, viajava pro exterior de vez em quando, tinha sempre trequinhos legais que todo mundo cobiçava e era amicíssima de um dos meninos mais bonitos do colégio, então ninguém sabia onde me encaixar, hahaha. As meninas da elite me achavam nerd demais e as freaks me achavam metida demais. Mas era com as últimas que eu andava. Nem todas eram pessoas boas, algumas foram o equivalente humano à tênia, mas mesmo assim garanto que foi bem mais construtivo do que zanzar pelo shopping com a fina flor podre da sociedade.
Eu não era nem uma coisa nem outra, eu acho. Quero dizer, eu era extremamente tímida, tinha fama de CDF (mesmo não sabendo estudar), era PÉSSIMA em esportes (pe-ca-do-su-pre-mo), nunca tinha tido namorado (oh!) e ainda por cima filha de imigrantes orientais (ou seja, minoria racial - esquisitíssimo!). Mas ao mesmo tempo morava nos Jardins, viajava pro exterior de vez em quando, tinha sempre trequinhos legais que todo mundo cobiçava e era amicíssima de um dos meninos mais bonitos do colégio, então ninguém sabia onde me encaixar, hahaha. As meninas da elite me achavam nerd demais e as freaks me achavam metida demais. Mas era com as últimas que eu andava. Nem todas eram pessoas boas, algumas foram o equivalente humano à tênia, mas mesmo assim garanto que foi bem mais construtivo do que zanzar pelo shopping com a fina flor podre da sociedade.
August 04, 2002
"The Ice Storm", além de ser baseado num Rick Moody, tem um dos elencos mais cool que poderiam ter sido elaborados. Christina Ricci, Kevin Kline, Joan Allen, Frodo e o Homem Aranha. Que delícia, nada de Julia Roberts nem de Michael Douglas. Preciso de mais filmes assim.
BTW : eu acho a Julia Roberts o cúmulo da chatice.
BTW : eu acho a Julia Roberts o cúmulo da chatice.
Mas tá certa ela. A Monica Bellucci não é nenhuma grande atriz, e se ela se confinasse no cinema europeu, nunca iria muito além de "Malena", que foi o ponto alto da carreira dela até agora - isso porque ela só tem uma sequência importante no filme. Como a indústria hollywoodiana adora uma mulher bellissima, o que anda em falta nos Estados Unidos, ela vai pelo menos faturar uns co-star importantes. O próximo é The Matrix Reloaded. Vamovê.
August 01, 2002
Tô começando a ficar gripada também. Também porque metade dos meus amigos estão - tava demorando pra eu pegar. Fiquei molinha o dia todo no trabalho. Antes de ir pra festa passei em casa pra trocar de roupa e cuidar dos gatinhos. Não resisti e deitei, com cobertor e tudo. O Clive deitou ao meu lado e pumba! Dormi tão bem que até me dispus a ir praquele inferno de Vila Olímpia na chuva mesmo.
O bar era um tal de Espelho. Lugar bonito, caro e lotado de mauricinhos e patricinhas. Engraçado, achei que elas não saíssem na chuva. Estraga a chapinha, sabe. Bebi uma margarita (aliás, deve ter sido o único bar em SP que escreveu certo "margarita" no cardápio. Marguerita é a pizza, bando de ignorantes) e comi um ótimo sanduíche veggie, de abobrinha e berinjela grelhadas. Yum. Tá, não foi tão ruim. Mas foi exceção.
O bar era um tal de Espelho. Lugar bonito, caro e lotado de mauricinhos e patricinhas. Engraçado, achei que elas não saíssem na chuva. Estraga a chapinha, sabe. Bebi uma margarita (aliás, deve ter sido o único bar em SP que escreveu certo "margarita" no cardápio. Marguerita é a pizza, bando de ignorantes) e comi um ótimo sanduíche veggie, de abobrinha e berinjela grelhadas. Yum. Tá, não foi tão ruim. Mas foi exceção.
July 31, 2002
Por falar nisso, o lado humano do aeroporto é genial. Tem desde pai metendo a mão na filha bocuda até casais de meia-idade andando de mãos dadas. Isso é o lado bonitinho. O lado feinho são os histéricos que acham que se ganha tudo no grito. Pra esses a gente chama a polícia, sério.
Sei lá, viajar deixa as pessoas ansiosas e vulneráveis, todo mundo fica mais propenso a explosões - especialmente com os pobres agentes do check-in, que não têm nada a ver com o pato :) Parece que todo passageiro já vem com o medo de ser sacaneado pela companhia aérea. A minha resposta é sempre a mesma : Por que a gente procuraria criar mais um problema? Néassimnão.
Na verdade, é raro gritarem comigo. Primeiro, porque eu mordo.
Sei lá, viajar deixa as pessoas ansiosas e vulneráveis, todo mundo fica mais propenso a explosões - especialmente com os pobres agentes do check-in, que não têm nada a ver com o pato :) Parece que todo passageiro já vem com o medo de ser sacaneado pela companhia aérea. A minha resposta é sempre a mesma : Por que a gente procuraria criar mais um problema? Néassimnão.
Na verdade, é raro gritarem comigo. Primeiro, porque eu mordo.
Há anos que não vejo meu cabelo tão longo. Quero dizer, abaixo dos ombros nem é tão longo assim, mas a quantidade de xampu que estou gastando ultimamente é absurda. Sem contar que tem que pentear, droga. Tinha esquecido de que cabelo embaraça. Eu estava pensando em fazer uma linha meio Patti Smith ou Joey Ramone, mas acho que não vai dar.
July 30, 2002
Se você gosta de Adrian Tomine (Optic Nerve), de Daniel Clowes (Ghost World) ou de Jaime e Gilbert Hernández (Love & Rockets), conheça Justine Shaw e sua Nowhere Girl. Bem legal, pena ser um quadrinho diletante, e portanto sem periodicidade. E só existe online.
O negócio agora, como eu disse pro pessoal, é trabalhar direto. Folga pra quê?
E eu não consigo achar a porcaria do livro do Rick Moody. Estava em cima da mesa, até algum tempo atrás. Mas sumiu no meio da papelada.
Terminei o "American Gods". Muito bom, muito bom. Deve ter dado um trabalho insano pesquisar os deuses e convencê-los a participar dessa trama intrincada, mas Neil Gaiman pode.
E eu não consigo achar a porcaria do livro do Rick Moody. Estava em cima da mesa, até algum tempo atrás. Mas sumiu no meio da papelada.
Terminei o "American Gods". Muito bom, muito bom. Deve ter dado um trabalho insano pesquisar os deuses e convencê-los a participar dessa trama intrincada, mas Neil Gaiman pode.
O pior é chegar em casa e ver o Clive olhando pra mim com aqueles olhões pretos perguntando "Dona, cadê o dono?"
....
"Em Paris, Clive"
"E onde é isso, dona?"
"Longe, gatinho, longe"
"É depois do telhado do vizinho?"
"É."
"Ih, é longe mesmo. Será que o dono vai saber voltar?"
"Sabe sim, Clive. Ele volta"
Acho que vou ficar acordada até a hora de telefonar pra ele.
....
"Em Paris, Clive"
"E onde é isso, dona?"
"Longe, gatinho, longe"
"É depois do telhado do vizinho?"
"É."
"Ih, é longe mesmo. Será que o dono vai saber voltar?"
"Sabe sim, Clive. Ele volta"
Acho que vou ficar acordada até a hora de telefonar pra ele.
July 28, 2002
July 27, 2002
Paris, Amsterdam, Londres, Barcelona, Roma, Cairo, Luxor, Abu Simbel, Aswan, Bahamas, Caracas, Havana, Cienfuegos, Santiago, Chicago, NY, New Haven, Providence, Miami, Orlando, Los Angeles, San Diego, Toronto, Kuala Lumpur, Singapore, Seoul, Jeju, Hong Kong, Bangkok, Pattaya, Sydney, Brisbane, Surfers Paradise.
Iiih. Falta tanto ainda...um dia chego aos pés do meu pai. Haja grana.
Iiih. Falta tanto ainda...um dia chego aos pés do meu pai. Haja grana.
July 26, 2002
Claro que eu nunca tinha alguém pra conversar sobre isso, a não ser minha mãe e minha irmã, que é mais nova que eu. Na boa, não deviam existir muitos pré-adolescentes que soubessem quem é a Betty Grable, a Leslie Caron, a Doris Day, a Ann Miller. E que cantassem junto com a Judy Garland. Exceto, talvez, os aspirantes a drag queen.
É. Weird but proud, tá? É o que diz o banner aí do lado. Aqui não tem propaganda enganosa.
É. Weird but proud, tá? É o que diz o banner aí do lado. Aqui não tem propaganda enganosa.
Eu sempre fui muito cinéfila. Quando eu era criança recortava do jornal as resenhas dos filmes de que gostava e guardava tudo numa pastinha. Hoje são pedacinhos amarelados de texto sobre velhos filmes como "Gone with the Wind" e "O Picolino".
Depois que o VCR chegou em casa, comecei a gravar fitas e fitas de filmes, com a intenção de começar uma "videoteca". Com o DVD agora isso fica mais possível e decente - pelo menos quando tenho dinheiros. As fitas estão juntando pó, mas contêm coisas legais : "A Loja da Esquina", de Ernst Lubitsch, "Let's Make Love", do George Cukor, com a Marilyn e o Yves Montand, "As Três Faces de Eva", com a Joanne Woodward, "Cidade Oculta", do Chico Botelho, "Doc, You've Got to be Kidding", um filme que eu adoro com a Sandra Dee, "Daddy Long Legs" com o Fred Astaire...e isso é só o que lembro agora, mas tem muito mais. Tenho que conseguir comprar os DVDs de tudo isso.
Pois é, quando eu era criança e pré-adolescente eu assistia a clássicos e beach movies e musicais da Metro. Agora, depois dos 30, tô eu aqui assistindo a MIB II e desenhos e Guerra nas Estrelas. Deve ser porque eu nasci ao contrário, só pode ser.
Depois que o VCR chegou em casa, comecei a gravar fitas e fitas de filmes, com a intenção de começar uma "videoteca". Com o DVD agora isso fica mais possível e decente - pelo menos quando tenho dinheiros. As fitas estão juntando pó, mas contêm coisas legais : "A Loja da Esquina", de Ernst Lubitsch, "Let's Make Love", do George Cukor, com a Marilyn e o Yves Montand, "As Três Faces de Eva", com a Joanne Woodward, "Cidade Oculta", do Chico Botelho, "Doc, You've Got to be Kidding", um filme que eu adoro com a Sandra Dee, "Daddy Long Legs" com o Fred Astaire...e isso é só o que lembro agora, mas tem muito mais. Tenho que conseguir comprar os DVDs de tudo isso.
Pois é, quando eu era criança e pré-adolescente eu assistia a clássicos e beach movies e musicais da Metro. Agora, depois dos 30, tô eu aqui assistindo a MIB II e desenhos e Guerra nas Estrelas. Deve ser porque eu nasci ao contrário, só pode ser.
July 25, 2002
Hm. Não resisti. Comprei a Details com os três "Friends" na capa.
Desde que a revista mudou a linha editorial e se relançou, não li nenhuma. Eu gostava da Details antiga, com mulherões na capa em estilo La Chapelle. As matérias eram divertidas, tinha seções impagáveis, tudo witty e moderno. Estão todas guardadas, ainda releio de vez em quando. Ainda não li a nova, mas a folheada básica mostra que está mais voltada para um público Wallpaper, mais cool e sofisticado. Tá certo que pro meu gosto, as capas melhoraram muito - Jude Law, John Cusack, Robert Downey Jr. - mas não tô entendendo. Eles querem vender pra homem ou pra mulher? Ou descobriram que a maior parte do público deles é gay?
Aaanh, tá, entendi. Pro homem, pelo conteúdo. Pra mulher, pela capa. Claro, somos todas superficiais. É.
Desde que a revista mudou a linha editorial e se relançou, não li nenhuma. Eu gostava da Details antiga, com mulherões na capa em estilo La Chapelle. As matérias eram divertidas, tinha seções impagáveis, tudo witty e moderno. Estão todas guardadas, ainda releio de vez em quando. Ainda não li a nova, mas a folheada básica mostra que está mais voltada para um público Wallpaper, mais cool e sofisticado. Tá certo que pro meu gosto, as capas melhoraram muito - Jude Law, John Cusack, Robert Downey Jr. - mas não tô entendendo. Eles querem vender pra homem ou pra mulher? Ou descobriram que a maior parte do público deles é gay?
Aaanh, tá, entendi. Pro homem, pelo conteúdo. Pra mulher, pela capa. Claro, somos todas superficiais. É.
Assisti a "The Curse of the Jade Scorpion". Maravilha, quase um old classic Hepburn & Tracy. One-liners cáusticos que bem poderiam ter sido escritos por Dorothy Parker. O velho Woody muito bem no papel de um Woody malandro de língua afiada. A trilha que você sai cantarolando. Dan Aykroyd. Nova Iorque. Enfim, não preciso dizer mais nada.
July 24, 2002
July 23, 2002
Sessão dupla hoje (ei, só tenho uma folga esta semana) : "About a Boy" e "MIB II".
O primeiro é engraçado e adorável, em grande parte por causa do Hugh "I'm-so-over-Liz" Grant. Eu imaginava um Marcus bem mais freak, não tão bonitinho-de-franjinha-torta (mulheres matariam por aquela pele transparente, olhos claros e lábios vermelhos. Mas enfim, estamos falando de um garotinho). O personagem da Toni Colette aparece pouco, graças a Deus. A adaptação ficou boa. A trilha também. E eu juro que chorei na hora da apresentação-suicídio-social (loved that!). Soooo pathetic, eu sei.
O segundo foi uma decepção. Teve momentos muito legais, que se perderam entre efeitos batidos e toscos e piadinhas fracas e previsíveis. Mas são só 88 minutos, não dá tempo de se aborrecer. E eu adoro o Tommy Lee Jones. Macho pacas.
O primeiro é engraçado e adorável, em grande parte por causa do Hugh "I'm-so-over-Liz" Grant. Eu imaginava um Marcus bem mais freak, não tão bonitinho-de-franjinha-torta (mulheres matariam por aquela pele transparente, olhos claros e lábios vermelhos. Mas enfim, estamos falando de um garotinho). O personagem da Toni Colette aparece pouco, graças a Deus. A adaptação ficou boa. A trilha também. E eu juro que chorei na hora da apresentação-suicídio-social (loved that!). Soooo pathetic, eu sei.
O segundo foi uma decepção. Teve momentos muito legais, que se perderam entre efeitos batidos e toscos e piadinhas fracas e previsíveis. Mas são só 88 minutos, não dá tempo de se aborrecer. E eu adoro o Tommy Lee Jones. Macho pacas.
July 22, 2002
Assisti em vídeo (claro, não foi pros cinemas - e talvez com razão) à versão turbinada 2001 de "Josie and the Pussycats". Tá, a idéia foi bonitinha, fazer uma crítica a este mundo feio do consumismo massificado, de boy bands a marcas de xampu. Mas não rolou. Talvez se não tivessem entupido a tela de marcas reais - mas aí cadê a grana pra fazer o filme, não é? Ha.
Tem alguns momentos legais, como a boy band Dujour, que até site real na web tem. Vale pra ver o Seth Green e o Breckin Meyer cantando/dançando "Backdoor Lover". E a Melody, a fofa da Tara Reid. Ela não é tão hot como nos quadrinhos, mas é tão retardada quanto, o que é engraçadíssimo. E a Parker Posey, minha canastrona indie predileta, nuns modelones inacreditáveis. E o Alan Cummings. E as músicas, girly punk pop à la Julianna Hatfield (cuja versão da música-tema devia ter sido usada no filme btw). Eles moram em Riverdale, a cidade do Archie.
Mas de resto...fraquinho de morrer. But that's entertainment!
Tem alguns momentos legais, como a boy band Dujour, que até site real na web tem. Vale pra ver o Seth Green e o Breckin Meyer cantando/dançando "Backdoor Lover". E a Melody, a fofa da Tara Reid. Ela não é tão hot como nos quadrinhos, mas é tão retardada quanto, o que é engraçadíssimo. E a Parker Posey, minha canastrona indie predileta, nuns modelones inacreditáveis. E o Alan Cummings. E as músicas, girly punk pop à la Julianna Hatfield (cuja versão da música-tema devia ter sido usada no filme btw). Eles moram em Riverdale, a cidade do Archie.
Mas de resto...fraquinho de morrer. But that's entertainment!
Pronto. Vai começar Anima Mundi de novo. Vou estar na labuta diária do aeroporto, mas mesmo se não estivesse você não ia me encontrar naquelas filas gigantescas, onde 90% das pessoas estão lá só porque contribui para o currículo cool descolado. Pena porque vou perder o "Parking", do Bill Plympton. E li em algum lugar que vai passar "Les Voyages de Chihiro", do qual eu não sei o título original e dizem que é lindo, um dos melhores filmes de animação japonesa ultimamente. Fazêoquê.
Eu lembro das primeiras edições do festival, nunca tinha público. Fico pasma e contente ao ver como ele cresceu e se popularizou. Tanto que não dá mais pra ir. Podiam cobrar ingresso, nem que fosse uma soma simbólica. Quem sabe seria possível estender a programação. A seleção é ótima, mas espremida em quatro dias fica inviável.
Eu lembro das primeiras edições do festival, nunca tinha público. Fico pasma e contente ao ver como ele cresceu e se popularizou. Tanto que não dá mais pra ir. Podiam cobrar ingresso, nem que fosse uma soma simbólica. Quem sabe seria possível estender a programação. A seleção é ótima, mas espremida em quatro dias fica inviável.
O que me deixou chocada foi saber que "A Fantástica Fábrica de Chocolate" foi produzido para promover um chocolate, que foi devidamente batizado de "Wonka". O problema é que o chocolate era uma droga e foi recolhido, enquanto o filme virou ícone.
Mas que eu queria MUITO ter uma barra de chocolate Wonka, eu queria...
Mas que eu queria MUITO ter uma barra de chocolate Wonka, eu queria...
Sou uma pessoa mais completa : acabei de comprar o DVD da "Fantástica Fábrica de Chocolate". Não caibo em mim de contentamento. Além do filme, o DVD traz um documentário sobre a produção, com direito a entrevistas com o elenco...hoje em dia. O loirinho Charlie virou um veterinário bigodudo, a Veruca está enxutona e é mãe e locutora, o Mike Teevee está careca e é consultor financeiro, a Violet virou uma tiazinha e mãe de dois filhos e o alemãozinho gordo mais bizarro de todos, o Augustus Gloop, bem...é um alemãozão gordo. E bizarro.
E mais! Tem um "sing along" das músicas do filme, uuuuuh! I'm eight years old again.
Cadê meu livro do Roald Dahl?
O único problema é que com a nitidez digital, os gobstoppers permanentes agora aparecem como o que eles realmente são : pecinhas coloridas poligonais pintadas. Não sei se eu é que era míope ou a imagem da TV borrada, mas naquele ambiente fuzzy os gobstoppers pareciam comestíveis e deliciosos. Hoje não parecem. Snif.
E mais! Tem um "sing along" das músicas do filme, uuuuuh! I'm eight years old again.
Cadê meu livro do Roald Dahl?
O único problema é que com a nitidez digital, os gobstoppers permanentes agora aparecem como o que eles realmente são : pecinhas coloridas poligonais pintadas. Não sei se eu é que era míope ou a imagem da TV borrada, mas naquele ambiente fuzzy os gobstoppers pareciam comestíveis e deliciosos. Hoje não parecem. Snif.
July 18, 2002
E claro, o crédito da descoberta do casalzinho é do Alice in Wonderground. Mas não é possível. Ainda estou na esperança de que seja gozação. Ninguém se prestaria a esse mico publicamente. Or would they?
July 17, 2002
Eeca. Chaterine Deneuve no Caderno 2. Tudo bem, um a cara do outro, chato e burocrático.
Eu costumava gostar mais do Estadão do que da Folha, oooh. Mas de uns anos pra cá a Folha melhorou tanto o conteúdo que deixou o dinossauro pra trás. Muito. Além disso, um jornal que tem uma coluna como a do César Giobbi tem mais é que sumir mesmo. Eu tento encarar como uma coluna humorística, mas tanto reacionarismo e futilidade e informações erradas não descem.
Eu costumava gostar mais do Estadão do que da Folha, oooh. Mas de uns anos pra cá a Folha melhorou tanto o conteúdo que deixou o dinossauro pra trás. Muito. Além disso, um jornal que tem uma coluna como a do César Giobbi tem mais é que sumir mesmo. Eu tento encarar como uma coluna humorística, mas tanto reacionarismo e futilidade e informações erradas não descem.
A propósito : eu não costumo assistir a versões dubladas, mas "Ice Age" em português ficou muito melhor que em inglês. Na verdade, a versão francesa ficou melhor que a inglesa. Ou seja, a versão original sucks. Tudo por causa daquele chato do Ray Romano fazendo a voz do Manfred. Em francês foi o Gerard Lanvin, óóótimo porque ele tem voz de mamute mesmo. O John Leguizamo, bem, é o John Leguizamo. Engraçadinho e caricatural como sempre.
Ah, e o Diego em francês é...(ganha um Chocookie quem acertar) o Vincent Cassel! Eu achei perfeito, eles têm até a mesma cara!
Ah, e o Diego em francês é...(ganha um Chocookie quem acertar) o Vincent Cassel! Eu achei perfeito, eles têm até a mesma cara!
July 15, 2002
July 12, 2002
Muitas estréias em cinema. Bom, muito bom. Not enough time pra assistir a todas. Não bom.
Mas vejo que "8 Femmes" do François Ozon chegou. Acho que parte do público vai odiar, mas arrisquem. A trama em si é banal - não passa de um pretexto para exibir na mesma tela alguns dos grandes talentos femininos do cinema francês - mas os números musicais são deliciosos. Claro que um dos melhores personagens é da Isabelle Huppert. Por causa dela, até a chata da Catherine Deneuve eu engoli.
Mas vejo que "8 Femmes" do François Ozon chegou. Acho que parte do público vai odiar, mas arrisquem. A trama em si é banal - não passa de um pretexto para exibir na mesma tela alguns dos grandes talentos femininos do cinema francês - mas os números musicais são deliciosos. Claro que um dos melhores personagens é da Isabelle Huppert. Por causa dela, até a chata da Catherine Deneuve eu engoli.
July 11, 2002
July 10, 2002
July 09, 2002
E "How to Be Good" do Nick Hornby é bem interessante, pelo fato do narrador ser mulher. Claro, a personagem é tão descabeçada e frágil e idiota que você vai automaticamente se lembrar de todas as Bridget e similares que preenchem a prateleira de "British girly novels", mas os losers do universo Hornby são sempre tão cativantes e proporcionam cenas tão engraçadas que vale a pena investir neles mais uma vez. Quem achou chato ou algo parecido provavelmente estava esperando outro "High Fidelity"- ícone-de-cultura-fucking-pop-oh-eu-queria-ser-o-Rob. Tá bem mais pra "About a Boy".












