Heineken Music Hall lotado (comprei os nossos ingressos há 3 meses), expectativa no ar. "Berlin" sempre foi o álbum não-compreendido do cara - primeiro por suceder "Transformer" sendo completamente diferente deste, e segundo pelo conceito de músicas como narrativas. Portanto, quando o velho Lou Reed anunciou um show baseado exclusivamente nesse álbum, as reações devem ter sido as mais variadas.
Mas eu digo : a única reação possível é a de "maravilhamento" (existe?), do começo ao fim. Da música-título a uma execução inesquecível de "Sad Song", a sensação é a de um arrepio perene correndo sob a pele. Paredes de guitarras sustentadas por uma pequena orquestra, um coral, um baixo elétrico e outro acústico. E imagens de "Caroline" projetadas ao fundo, enquanto as letras geniais falam de perdas e pulsos cortados.
E como se não bastasse tudo isso, um bis. Que sinceramente me pegou de surpresa. Imaginei que, sendo uma obra conceitual, com início, meio e fim, não caberia mais nada. Mas generosamente o mestre volta e nos dá "Sweet Jane". E "Satellite of Love". E, claro, "Walk on the Wild Side".
Gente, morri, tá?
Ai Annix, só de vc falar menina, eu já fiquei arrepiada. Morar aí com certeza tem suas vantagens!!!Vide shows incríveis e otras cositas culturais, aqui o negócio é escasso...
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