January 05, 2005

Coooooomo esqueci de falar sobre "Ocean's Twelve"???? Filme-entretenimento do mês! Ótimas piadas, o casal mais bonito da humanidade moderna, Amsterdam, Paris, Roma (damn, só faltou Berlim), soluções rocambolescas para problemas impensáveis, elenco charmosíssimo e...Vincent Cassel. Uuuh, Vinz.

Agora eu QUERO um box set "Ocean's Eleven" + "Ocean's Twelve".

E meu carro foi atingido pelo seu próprio tsunami. Ficar esperando o guincho às dez da noite na chuva com o motor encharcado e o celular mudo não é divertido.

"Edukators", ou como no original, "Die fetten Jahre sind vorbei" é um "Jules et Jim" anarquista e rock and roll. Também sentimental na hora certa e faz um contraste lindo entre o que foi e o que será. E tem um elenco ótimo. Idealismo romântico e inocente é tudo.

E eu QUERO essa trilha sonora. Gah.

December 30, 2004

Agora, eu não poderia fechar o ano dos zumbis no cinema sem ter visto "Shaun of the Dead", nem que tenha sido em DVD. Zombie jamboree versão britpop, corram pra ver.

Não sei como, mas esqueci de falar sobre "The Incredibles". Que é um daqueles filmes que faz a gente querer agradecer a existência do John Lasseter. A história, as tiradas, os personagens, tudo é ótimo e com aquele toque retrô do Brad Bird, que eu desconfio que deva realmente ter tido um robô gigante alienígena guardado na garagem quando criança. Essas coisas mexem com a cabeça da gente, vocês sabem.

December 26, 2004

Em "Zatoichi", o velho e bom Takeshi Kitano conseguiu ser tão urbano como sempre mesmo no Japão feudal. E dá-lhe sangue, gangues, personagens ótimos, combates impossíveis, imagens lindas e uma dose de "Stompo". :)

December 20, 2004

Esqueci de comentar. Assisti a "De-Lovely" no vôo.
Er...eu gosto do Kevin Kline, mas acho que o drama ficou um pouco over the top. E romanticizado demais. Ashley Judd como Linda? Heh. De-lirious.

Hu. "North" do Elvis Costello, "Heathen" do Bowie e "Smile" do Brian Wilson. Tudo a 11,90 and I was never happier.

December 16, 2004

"Before Sunset" é um daqueles filmes que me fazem debulhar em lágrimas. Primeiro porque é tão lindo e real. Segundo porque os diálogos são brilhantemente naturais. Terceiro porque qualquer um se vê tanto em Jesse como em Céline. Quarto, porque Paris como cenário de um reencontro entre duas pessoas que nunca pararam de pensar uma na outra é até covardia.

December 14, 2004

Comprei também "Immortel", de Enki Bilal, d'après a BD de mesmo nome. Assisti só o comecinho por enquanto, mas parece ser incrível.

E uma das boas compras desta viagem foi o DVD de "Le Royaume des Chats" (Neko no Ongaeshi), do Studio Ghibli. O desenho é uma graça e a música-tema, "Kaze ni Naru", da Tsuji Ayano, é uma das coisas mais bonitinhas que já ouvi. Fico cantarolando o dia todo

"kimi to deaeta
shiawase inoru you ni"

December 13, 2004

Ah, tem textinho meu no Portal do Rock. O assunto? Toy Dolls, obviamente.

The Last Time I Saw Paris - foi semana passada, aliás. A cidade está linda e toda iluminada, não faz tanto frio e o euro, nas alturas. E aqueles músicos que vão de carro em carro no metrô tocando "Those Were the Days" no acordeon já eram. O negócio agora é entrar no vagão com um aparelho de som portátil ribombando ao som de Dragostea Din Tei karaoke version. Por um instante achei que o carro inteiro ia explodir de dar risada, mas vi todo mundo se contendo bravamente. Ah, se a moda pega aqui.

December 04, 2004

Fim de ano é a salvação dos freelas.

November 26, 2004

Fui ver "Sky Captain and the World of Tomorrow". Bem interessante, mas só pelo visual. E pela Angelina Jolie.
"O Exorcista - O Início" é interessante, gostei das idéias. E tem o Stellan Skarsgard, por quem eu tenho um misto de admiração e ódio.
"La Mala Educación" é bom, mas não é um dos melhores Almodóvar não. Cheio de auto-referências e cenas lindas, mas eu ainda sinto falta dos primórdios, quando a técnica não era lá essas coisas, mas o conteúdo era de verdade. Gael tá falando como um verdadeiro espanhol, bonitinho.

Então, até tenho ido ao cinema estes dias, mas faz tanto tempo que não posto aqui que nem lembro mais do que vi.

November 25, 2004

Só pra tirar o pó.

November 13, 2004

Fui ver uns shows do Cidade Mutação, no SESC Pompéia. Consegui ver Cansei de Ser Sexy, que foi surpreendente. Bom paca, tudo, músicas, show. Nego Moçambique deixou todo mundo com vontade de dançar igual a ele. Benzina a.k.a Scandurra foi bacana também, meio prejudicado por um apagão de uns dez minutos que dispersou o público restante. Mamelo Sound System foi ok, just right.

Bom, agora que acabou a parte "minha viagem", voltamos à programação normal.
Consegui ver "Depois da Vida", do Hirokazu Kore-Eda na Cinemateca. Lindíssimo, e apesar do título, faz a gente pensar é no durante. Que lembrança você carregaria consigo para a eternidade se só pudesse escolher uma?

Vi também "The Dangerous Lives of Altar Boys", outro filme que mereceria mais do que uma única sala em SP. O Kieran Culkin é um Robert Downey Jr. mini, com cinismo e charme impensáveis para alguém nessa idade. E meninos são os mesmos em todas as gerações.

Comprei o DVD de "12 Monkeys" super barato. Lucky me.

November 10, 2004


Túnel do Metrô de Copenhague (é, é todo iluminado) Posted by Hello

Depois do Museu, Marcello e eu fomos almoçar no Riz Raz, que existe há um tempinho e é nada mais do que uma versão dinamarquesa dos nossos restaurantes naturais. Ernesto veio ao nosso encontro e de lá fomos juntos para Christiania. Pegamos o metrô luxo para lá, mesmo sendo perto, só pra conhecer.
Christiania era inicialmente uma comunidade hippie que acabou se tornando um conhecido ponto de drogas até cair na degradação total. A aparência é de uma cidade-fantasma, ou de um parque temático abandonado. Algumas barraquinhas vendendo CDs e camisetas, artigos hemp. Polícia na porta aos montes para dar uma intimidada em quem vai lá procurando atividade na Pusher Street. Enfim, interessante e deprimente ao mesmo tempo. Não deixa de ser um contraste imenso com a "neatness" do resto da cidade.
De lá ainda fomos a um café dentro de uma livraria charmosa, e os meninos já demonstravam sinais de cansaço. Também resolvi ir embora logo para fazer as malas. Mie passou no meu hotel com uma sacola cheia de Danish goodies.
E assim foi.

November 06, 2004

(pausa no diário de bordo)

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!


Em frente ao National Museet Posted by Hello

Quarta-feira. Resolvi não tomar café-da-manhã pra dormir até bem tarde. Me levantei ao meio-dia e fui correndo encontrar Marcello na estação central para irmos ao Nationalmuseet, que era dia de entrada franca. O museu tem um acervo muito interessante, de antiguidades egípcias (sim, sempre elas) a arte folk dinamarquesa. Mas a pièce de resistance é mesmo a parte viking. Pedras rúnicas, objetos recuperados de pântanos, caixões funerários esculpidos em troncos, armas, jóias, idade da pedra lascada, idade do ferro, idade do bronze. Fantástico e organizado de modo a se passar por todas as salas de maneira natural. Pra variar, só a parte de arte sacra não me atraiu muito, com todas aquelas imagens terríveis e aterrorizantes típicas da Igreja Católica.


Nyhavn Posted by Hello

Passamos por Nyhavn, que foi transformado numa área de bares e restaurantes com mesas ao ar livre, num clima muito Amsterdam, mas mais colorido e alegre. No verão deve ser uma delícia ficar ali no final da tarde.
Continuei andando e cruzei a cidade praticamente. Passei pelo City Hall e na frente do Tivoli, que fecha no inverno. Passei num supermercado pra checar o que os locais consomem (e eles são felizes, têm batata frita sabor tzatzki e feta). Parei num correio para comprar selos e comprovei que os funcionários de lá são eternamente mal-humorados, independente da agência. E continuei descendo a Vesterbroegade. Quando começou a escurecer, vi que já estava perto da casa de Marcello e Ernesto, então aproveitei e fui pra lá a pé mesmo. E aí foi uma volta aos velhos tempos em Sampa, conversando até altas horas sobre mitômanos e austríacas excêntricas.


bicicletas dinamarquesas Posted by Hello

Almoçamos no Dansk, um restaurante moderno e lindo, que nos serviu uma versão light de smorrebrod. Yum. Depois, fizemos umas comprinhas de coisas fofas, que abundam em Copenhagen. Assim como bicicletas.


Round Tower Posted by Hello

Na manhã seguinte, obviamente eu estava quebrada. Mas me arrastei pra fora da cama pra almoçar com minha amiga Mie. Fiquei esperando por ela na estação Norreport (não sei fazer o ózinho cortado) e por coincidência encontrei o viking mais fumado da Islândia, o Baldur, namorado da Valentina.
A Mie continua com a mesma carinha de boneca de sempre e me levou para passear na Stroget, uma rua de pedestres coalhada de lojas e que corta boa parte do centro da cidade. Passamos também pela Round Tower, que foi construída no século 17 para ser um observatório astronômico. A vista lá do alto é ótima.

November 03, 2004


Tommy Posted by Hello


Dave the Nut Posted by Hello


Olga Posted by Hello

Marcello me acompanhou até o hotel e fomos catching up no trem. O trajeto levou uns 30 minutos e custou 34 coroas. Descemos em Osterport e o hotel realmente é atrás da estação. Dá pra ver os trilhos da janela do quarto.
Fui tomar um banho e dormir uma horinha antes de ir pro show. Ó meu Deus, que cama macia. Valentina, flatmate do Marcello e Ernesto, também queria ir comigo, então passei na casa deles em Sydhavn. De lá, resolvemos ir de bicicleta, eu na garupa. Os meninos me disseram que ficaram assistindo da janela a nossa "decolagem". Morreram de rir, óbvio.
Foi divertido, a noite estava linda e não tão fria. Dez minutos depois lá estávamos nós no Little Vega, guardando os casacos na chapelaria e retirando os ingressos na bilheteria. Eu já tinha comprado o meu pela internet, é claro.

O lugar é lindo, pequeno mas não apertado, digamos. Todo em madeira escura com móveis vermelhos e iluminação quente. Começou a encher rápido, e quando vimos, já estávamos lá na frentona. O show durou pelo menos uma hora e meia, fantástico. Olga, Tommy e Dave the Nut (a mais recente formação) tocaram quase todos os grandes hits pra uma platéia de punks dinamarqueses empolgadíssimos. E muito altos (em todos os sentidos). Mas foi tranquilérrimo, e depois a banda apareceu pra bater papo com o povo. Já me plantei ao lado do Olga pra pegar um autógrafo na camiseta da turnê e explicar que tinha vindo do Brasil especialmente pra vê-los. Ele foi A simpatia em pessoa, fiquei ainda mais fã. E aguardem, povo, eles devem vir à América do Sul ano que vem. Rezem pra que não fure.

Cheguei em Paris na segunda de manhã esperando pegar o vôo das 9h55 para Copenhague. Ledo engano. Além do desembarque ser remoto (quando você não desce diretamente num finger e tem de pegar um ônibus até a saída), havia uma fila imensa no controle de passaportes. Resignada, até fui ver quando era o próximo avião. Antes, passei no correio do terminal 2A comprar uma Télecarte e no Petit Casino procurar algo para beber que não custasse mais de dois euros. Ainda deu pra ler mais um pouco do meu Verne e fui lá pro vôo das 12h50. Fui confirmada na hora e já fui pra sala de embarque, uma vez que passar pelo raio x com minhas botas cheias de metal ia ser um processo meio longo, com direito até a aplausos por parte da segurança, que ficou observando atentamente o lace-up habilidoso de 17 ganchos por parte desta que vos fala. Comentaram até que "c'est sexy, euh!". Oooh la la.

Desci no aeroporto de Copenhague, e por um instante pensei estar num shopping center. Muuuitas lojas, sandálias Havaianas por 179 coroas dinamarquesas. Er, trinta dólares, note bem. Gulp. Pasei no Danske Bank para trocar dinheiro (1 USD = 6 DKK)e comprei um guia-mapa (não-POP UP, hehehe) por 69 coroas. Achei finalmente a saída e já estava procurando o metrô/trem para ir ao centro, quando meu queridíssimo Marcello Bosschar aparece na minha frente, com o maior sorriso deste mundo.

Bom, antes que faça quase uma semana que já voltei e nem dei sinal de vida, vamos lá. A viagem foi ótima, voltar e trabalhar direto é que não bom...Ainda corri para assistir a "Steamboy", do Katsuhiro Otomo e, bem, chegar à conclusão de que nunca haverá outro "Akira".

October 26, 2004

País bizarro. Cápsulas de vitaminas fazem parte do buffet de café da manhã.

Então, é o seguinte : vim pra Copenhagen assistir ao show dos Toy Dolls no Little Vega. Cheguei, dormi uma horinha no hotel (fantástico, aliás. Tem internet grátis no lobby), encontrei meus amigos queridíssimos e fui pra lá. O lugar é lindo e o show foi tudo aquilo que eu esperava. Quero muito assistir de novo. Infelizmente, a turnê se chama "Our Last Tour?", o que não me dá muita esperanca.
Bem, amanhã vou fazer um turismo básico, porque esta cidade é uma graca. E este teclado é ótimo, tem quase todos os acentos.

October 24, 2004

Então, os Doc Martens não vão desta vez. Porque eu comprei um par de botas novo. Té a volta.

October 21, 2004

E "Resident Evil 2 : Apocalypse" de apocalíptico não tem nada. Mesmo tipo de vácuo do "Matrix Reloaded", much ado about nothing e preparação para a parte três. Mas também, quão longe se pode chegar nessa mesma temática de zumbis, depois de uma overdose de "Dawn of the Dead", "28 Days Later" e o próprio "Resident Evil"? Só mesmo pela Milla Jovovich.

Fui assistir a "Passagem Azul". Bonitinho, mas clearly overrated. Simplesmente por ser chinês? Va savoir...

October 10, 2004

E eu não sei por que demorei tanto para assistir ao belíssimo "Primavera, Verão, Outono, Inverno...e Primavera", do coreano Kim Ki-Duk. É impressionante como um diretor que só descobriu o cinema depois dos 30 pode criar cenas tão lindas e simples. Claro que a paisagem ajuda, a Coréia é fantástica.

October 09, 2004

Em DVD, a programação foi quase exclusivamente os comprados em Londres. "Tetsuo II : Body Hammer", cult japonês de 92 entre o horror e o cyberpunk. Fantástico, quase vídeo-arte com uma trilha pulsante e tensa e cenários de pesadelo. Compramos "Tetsuo : Iron Man" também, mas ainda não vimos. Dizem que é ainda melhor e mais original que o segundo.
Outra compra maravilhosa foi "Life of Brian" dos eternamente insanos Monty Phyton. Tá lá do ladinho do "Holy Grail".
E, claro, pra minha coleção pessoal, o filme trash mais legal de todos, "Rock 'n Roll High School", que tem a melhor frase dos últimos tempos : "Do your parents know that you're Ramones?". Clássico.

Pra não quebrar a sequência da viagem acabei nem comentando os filmes do mês aqui (a não ser o "Sur Mes Lèvres"), então vamos de curtinhas.

"The Terminal" - apesar de ser do Spielblergh, eu queria muito ver. Bonitinho, apesar dos absurdinhos que só quem trabalha num aeroporto sabe apontar.

"King Arthur" - valeu pela idéia de mostrar um Arthur menos Mallory e mais Nennius, pela escolha do Til Schweiger e do Stellan Skarsgard para interpretar saxões muito fodas e por alguns personagens divertidos, além de colocarem pictos e os verdes campos ao norte da Muralha de Adriano. Não valeu pelo ar lento e pesado do Clive Owen, um Lancelot revoltado demais, a Keira Knightley que é muito criança para o papel e aquele grito ridículo : "Ruuuus!".

"The Village" - very Shyamalan, boa idéia, bons atores. Não inesquecível, mas interessante.

"Les Rivières Pourpres 2 - Les Anges de l'Apocalypse" - Ouso dizer que é melhor que o primeiro. E com peso no coração eu digo que o Benoît Magimel se dá melhor que Vinz em parceria com o Jean Reno. E dá de dez a zero em muito filme americano do mesmo gênero, com um argumento curioso e bem desenvolvido. Sem contar que os atores são bons e o Christopher Lee tem um francês impeccable.

"Alien Vs. Predator" - Desperdício de película. Enredo de game, atuações idem. Mas uma coisa eu concordo : o Alien é o monstro mais angustiante do cinema.

"The Bourne Supremacy" - Bom paca. Ritmo diferente do primeiro, mas tão bom e empolgante quanto. E cenas maravilhosas de Berlim, minha cidade favorita no momento.

"Interstella 5555" - animação lindíssima, fruto da parceria entre o Daft Punk e o Leiji Matsumoto. É impressionante ver como as músicas do álbum "Discovery" substituem perfeitamente qualquer diálogo numa história bonitinha e lisérgica.

E só pra terminar, Paris estava o caos. Não sei de onde surgiu tanta gente. Cidade lotada, calor, argh.

October 07, 2004


Figurino do Eric Bana em "Tróia" no British Museum Posted by Hello


nos jardins dos Cloisters Posted by Hello

October 06, 2004

No dia seguinte, até pensamos em ir a Stonehenge, mas como os horários dos trens não eram lá muito convenientes, acabamos passando o dia em Londres mesmo. Fomos ao British Museum rever as relíquias de Sutton Hoo, o Lindow Man e achamos até uma escultura que se refere a mulheres gladiadoras. Esse museu é sempre uma surpresa. No saguão também estavam expostas as roupas usadas no filme "Tróia", que se tornaram um ponto de fotos bem disputado. Bem-feitos os figurinos.
Fomos até Camden e torcemos muito para encontrar com a Cris, que saiu cedo do hotel para percorrer sua to-do list. Ela teria adorado a agitação que, independente do dia da semana, move o mercado e as ruas adjacentes. Comemos numa das várias praças de alimentação - sempre estiveram lá e eu nunca vi ou são novidade? - comida indiana, yum. Não comprei nada, mas foi divertido como sempre.
Marcamos rendez-vous no hotel no final da tarde e de lá fomos para o pub perto do hotel. Duas pints de London Pride depois, encerramos nossa breve jornada britânica e fomos arrumar as malas para ir embora.

October 04, 2004

O dia seguinte foi lindo e ensolarado, então fomos andar. Passamos pelo Parlamento, pelo Big Ben, pela estátua de Boudicca, essas coisas todas. Aproveitamos para conhecer a Abadia de Westminster, onde eu nunca tinha entrado. E que visita. A cadeira da Coroação, Mary Queen of Scots, Chaucer, D.H. Lawrence e tantos outros detalhes relacionados à história da Inglaterra.
Visitamos também o Templo de Mithras, escondido no meio da City, próximo à Catedral de St. Paul. Bem, na verdade as ruínas do templo. Passamos pela Torre de Londres e tiramos fotos da Tower Bridge. Passamos por Charing Cross, Piccadilly Circus e Leicester Square. Achamos a Forbidden Planet, que virou realmente uma megastore (perdeu um pouco do charme, contudo). Percorremos mais algumas comic stores e outras coisas de nerd. E voltamos, cansados. Cris, chiquérrima e britânica jantou scones and tea. Eu e Catus fomos ao Subway em frente à estação mesmo.
Gabi chegou à noite de Aberdeen e foi smuggled para dentro do nossso quarto. E eu acho muito nerd todo mundo ter link neste post.

October 03, 2004

A Cris era a mais disposta dos três e já saiu para reconhecer o terreno. Depois que ela voltou, fomos andando até a Oxford Street e foi lindo. Adorei companhia mulherzinha para olhar as lojas e as quinquilharias à venda na rua. Compramos um sanduíche numa boulangerie e almoçamos num banco à sombra, na frente do Marble Arch. Naquele momento eu me senti em férias.
Tentei levá-la na Forbidden Planet, mas ficamos andando de lá para cá como duas tontas. E nada. Só dois dias depois descobri que a maldita mudou de endereço, foi para perto dali, mas nunca que a gente ia saber.
Voltando para o hotel, foi a vez do Cato acordar e querer andar. Então lá fui eu com ele fazer quase o mesmo trajeto de novo (como se isso fosse um problema, bah!). Parada básica na Virgin quase fechando e compramos uns DVDs em promoçao. E lá fomos nós dormir felizes...

Chegar em Londres de manhã cedinho é uma visão interessante. Aquela cidade imensa, vazia, dormente. Descemos na Victoria Station e já fomos brigar com o Tube pra chegar em Paddington. O hotel era bem razoável e foi uma pechincha encontrada nos Last Minute do HotelClub. O recepcionista da madrugada não estava muito a fim de verificar se o nosso quarto já estava pronto e nos falou para voltar às duas da tarde. Eram oito da manhã...
Óbvio que nem nos mexemos, atulhamos todo o pequeno lobby com nossas mochilas e nossos corpos cansados e ficamos lá confortavelmente sentados nos sofás por volta de uma hora. Até que o recepcionista seguinte resolveu pensar um pouco e nos conseguiu um quarto. E, crianças, SEMPRE perguntem se vocês podem ter a nice room. Ele foi gentil e nos deu um quarto quádruplo tranquilo, com banheiro e quintal. Tudo isso por 50 libras por noite, com café da manhã. Pra Londres, isso seria impensável. Santo HotelClub.

October 02, 2004


Edinburgh Castle Posted by Hello


Bagpiper Posted by Hello

September 28, 2004


Castelo de Urquhart Posted by Hello


Stirling Castle Posted by Hello

No dia seguinte, acordamos mais ou menos cedo e arrumamos as mochilas para ir a Stirling, última parada antes de seguir para Londres. O lugar é uma cidadezinha bonitinha, que tem um castelo e um centro velho como atrações. O castelo é bem interessante, tendo sido morada da Rainha Mary e de outros monarcas. A amurada é extensa e dá uma vista linda de campos verdes, principalmente o da batalha de Bannockburn, entre escoceses e ingleses. Ao longe, o monumento a Wallace aparece solitário por ser distante da cidade. Vai merecer uma visita especial, numa próxima.

Voltamos a Edimburgo no comecinho da noite e pegamos as bagagens nos lockers, esperando o ônibus da Silver Choice para Londres. Já nos tinham avisado que a National Express era melhor, mas mais cara. Viagem budget, fomos de Silver Choice mesmo, com troca de "aparelho" no meio do trajeto e tudo.

No outro dia, fizemos o caminho para o Museum of Scotland com calma, parando nos pontos interessantes da área. O que incluiu uma Forbidden Planet e...uma lixeira. Sério, achamos uma lixeira com uma pilha de CDs dentro. E olha, se não tinha nada de que eu gostasse, eu diria que a tal da lixeira escocesa tem um gosto musical melhor que de muita gente que eu conheço.
O Royal Museum of Scotland tem uma boa variedade de artefatos orientais e europeus, uma parte de história natural e uma galeria deslumbrante dedicada à China, Japão e Coréia. Além disso, a parte egípcia é bem organizada e didática. Já o Museum of Scotland é, como o nome diz, voltado para a história do país, com muitos objetos celtas e pictos. Indispensável para quem gosta da cultura. E o melhor? Entrada gratuita.

Domingão, dia de encerramento do Festival de Edimburgo. As ruas principais já estavam todas bloqueadas para a queima de fogos no Castelo, então fomos caçar alguma coisa para comer ali por perto. E só porque o evento seria ao ar livre, claro que foi o único dia que ameaçou chuva. Mas foi apenas uma garoa...
Os fogos foram bonitos, um pouco prejudicados pelo céu nublado. Mas uma multidão tomou conta da Princes Street, na maior paz e com muitos celulares com câmera. Foi legal ter feito parte.

September 24, 2004

Hoje conseguimos assistir ao ótimo "Sur Mes Lèvres", do Jacques Audiard - graças à Cinemateca e sua mostra de Inéditos Franceses. Tensão perene, edição precisa, sem cenas desnecessárias, e sobretudo Emanuelle Devos e Vincent Cassel.
Não posso deixar de achar estranho este filme não ter chegado nem perto das salas de exibição normais. Mas enfim, apenas mais um de tantos excelentes que nunca iremos ver aqui...

September 23, 2004

Saímos do Castelo e andamos, andamos, andamos vasculhando a Royal Mile e ruazinhas adjacentes. Visitamos a linda catedral de St. Giles, que existe pelo menos há 900 anos. Andamos mais e fomos parar na Princes Street, o centro comercial da cidade. Como eu disse, tooodo mundo em Edimburgo deve ter coisas muito legais pra fazer em casa depois das seis da tarde, porque pra variar as lojas já estavam todas fechando. Acabamos jantando num Burger King e tomamos um táxi de volta à Bruntsfield Avenue (Mr. Gordon's lair).

September 21, 2004

Só existe uma palavra para definir a casa do Mr. Gordon : bagunça. Folhetos turísticos aos montes saindo de todas as gavetas, tranqueiras diversas, móveis demais para os cômodos. Uma esposa filipina e um gato amarelo gordo. E seis brasileiros e dois chineses. E UM banheiro.
Foi uma experiência e tanto, eu diria.

Bem, Edinburgh é uma cidade linda, linda, que pouco deve ter mudado em todos esses séculos. Fomos passear na Royal Mile à noite pra fazer um reconhecimento da vizinhança e vimos gaiteiros de fole, cinderelas e outras bizarrices. Tudo bem, estávamos em plena época do Festival de Teatro. No dia seguinte, a primeira coisa que fizemos foi visitar o famoso Castelo de Edimburgo. Somos recepcionados por Robert the Bruce e William Wallace logo à entrada e até cogitamos seguir um tour guiado, mas o ritmo era um tanto lento, então desistimos. Presenciamos uma entourage de casamento saindo da Capela de St. Margaret, com gaiteiros vestidos com o tartan Stuart, o que foi um belo presente de aniversário para mim, principalmente com o céu azul e o dia lindo que fazia.

September 20, 2004

Minha irmã bem que tinha me falado do Mr. Gordon, um velhinho escocês meio louco que ficava na porta da rodoviária arrebanhando hóspedes para seu "bed and breakfast". Ninguém menos que o próprio nos encontrou consultando um mapa procurando o caminho para o albergue.
"Vocês já pagaram o albergue?"
"Hmm. Não. Por que, o senhor tem alguma outra oferta?"
"Pelo mesmo preço do albergue, vocês podem ficar na minha casa" - e sacou uma foto amarelada de um quarto com várias camas. Depois, nos apresentou um grande caderno preto cheio de mensagens rabiscadas por hóspedes anteriores. A parte dedicada ao Brasil dizia : "E aí, moçada - o velho é meio pirado mas gente boa" e coisas do gênero.
Ok, dissemos. Tudo pela aventura. E lá fomos nós na perua velha do Mr. Gordon, junto com mais uma chinesa que, assustada, não dizia palavra.

September 16, 2004



O show lá em cima vai ficar bom.

September 14, 2004

De Inverness conseguimos um ônibus para Edinburgh por módicas seis libras. O caminho foi longo mas agradável, com chuva, sol, névoa, chuva, sol...típico.
Saindo da estação, ainda tentamos passar no centro de informações, mas já passava da hora dos escoceses assistirem TV, portanto estava fechado. Ligamos pro albergue e lá fomos tentar achar o tal do Johnston Terrace.
No caminho, paramos pra ver o mapa dos arredores e um senhor de cabelos brancos perguntou se precisávamos de ajuda. Indicou o caminho rapidamente e depois perguntou se já havíamos pago o hostel. Dissemos que não.

Pronto. Já éramos hóspedes da casa do Mr. Gordon. Mal sabíamos nós.

September 13, 2004

Chegamos em Aberdeen depois de um vôo de onze horas e mais uma espera de quatro horas em CDG. E ainda não era o final. Pegamos no aeroporto mesmo um ônibus para Inverness, onde chegamos às nove da noite, acabados e loucos por um banho. O albergue não era exatamente central, e como ninguém é de ferro, apelamos para um táxi depois de engolir um fish and chips num cubículo turco na frente da estação.
Eu e a Cris fomos para um quarto com mais três meninas que já estavam dormindo, coitadas. E Catus, para um outro onde dormia o Quarteto Fantástico. Bem, dormia não é bem a palavra.
Na manhã seguinte, fomos pesquisar como ir procurar a Nessie sem ser com aquelas excursões de van careiras e com horário cronometrado. Fomos ao centro de informaçòes turísticas e acabamos descobrindo que por seis libras um ônibus da Scottish Citylink nos levaria a Drumnadrochit, o melhor ponto para se ver o Loch Ness. De lá, seguimos alguns quilômetros a pé até o Castelo de Urquhart, cujas ruínas são uma visita imperdível, tanto pela história quanto pelo cenário.
De volta a Inverness, nos abastecemos numa Marks and Spencer e verificamos que tudo fecha muito cedo na Escócia. A exceção era um conveniente supermercado Safeway perto do hostel. Exploramos melhor a cidade no dia seguinte. Como capital das Highlands, é uma cidade linda e charmosa, com um museu gratuito, uma igreja e um castelo, que foi reconstruído e utilizado agora como fórum. O comércio, apesar de fechar às 5 da tarde, oferece boas compras e nós fizemos a festa (comedidamente, afinal, libras são libras).

Então. Jetlagged e tudo, fui correndo ao SESC Vila Mariana ver Arrigo Barnabé e Sabor de Veneno. Vinte anos depois, tá todo mundo mais em forma do que nunca - e eu sempre fico thrilled quando ouço "Diversões Eletrônicas". Tá, me chamem de saudosista, eu deixo. Ainda tem Patife Band esta semana.

September 02, 2004

A Escocia eh muito legal! (post ridiculo, depois posto outra coisa)

August 31, 2004

E juro que algum dia coloco os links de novo aqui. Juro que algum dia consigo voltar a fazer tudo que preciso.

Fomos ver um grupo de Bharatanatyam no SESC Belenzinho no sábado. Umas graças as seis jovens bailarinas, com sua dança gestual e seus levantares de sobrancelhas. Foi didático e encantador ao mesmo tempo. Talvez elas não sejam tão precisas quanto uma bailarina mais experiente, mas ganharam aplausos.



Obrigada, Ratapulgo e Gabi!

August 28, 2004

Pronto. Varei a noite mas acabei de ler o ótimo "What I Loved". Fui dormir às seis e meia da manhã com a cabeça cheia de personagens tristes, maníacos, artistas perturbados, escritores atormentados e tive sonhos estranhos com filhotes de gatos. Quero mais!

Aaaaaaaaaaah!

The Toy Dolls Tour Dates 2004

15 October
Belgium Brussels VK
16 October
Holland Sneeke Bolwerk
17 October
Germany Essen Zeche Kar
18 October
Germany Hamburg Fabrik
19 October
Germany Hannover Faust
20 October
Denmark Arhus Voxhal TBC
21 October
Sweden Gothenburg Sticky Fingers TBC
22 October
Sweden Stockhom Klubben TBC
23 October
Norway Oslo Garage TBC
25 October
Denmark Copenhagen Little Vega
27 October
Germany Berlin SO36
28 October
Czech Republic Prague Palace Acropolis
29 October
Slovakia, Bratislava TBC
30 October
Hungary Budapest TBC
31 October
Austria Graz TBC
1 November
Austria Vienna TBC
2 November
Croatia Zagreb TBC
3 November
Belgrade TBC
5 November
Austria Innsbruck TBC
6 November
Austria Rankweil TBC
7 November
Switzerland Winterthur Salzhaus TBC
8 November
Germany Munich Backstage
9 November
Germany Stuttgart Rohre
10 November
France La Laiterie
11 November
France Paris Elysee Montmartre
12 November
Switzerland Meyrin Undertown TBC
13 November
Switzerland Vervey Rocking Chair TBC
14 November
Switzerland Lucerne Schuur TBC
15 November
Germany Frieburg The Crash
17 November
Germany Frankfurt Batschkap
18 November
Holland Amsterdam Milkweg
19 November
Holland Tilburg 013
20 November
Holland Utrecht Tivoli
21 November
Holland Groningen Oosterpoort
3 December
Portugal Lisbon Paradise Garage
4 December
Portugal Porto Hard Club

TBC = To Be Confirmed

E graaaaças a Deus estreou o "Olga". Acho que se eu visse aquele trailer mais uma vez eu ia ter um troço. Cara, TODA vez que eu fui ao cinema nestes últimos meses. Eu gosto da Camila Morgado, mas não vou ver o filme não.
Mas os outros trailers só me deixam na expectativa : "The Terminal" (mesmo sendo do Spielblergh), "Godsend", que parece um terror interessante, e "Alien vs Predator", que deve dar o que falar. Cinemão-pipoca, aqui vou eu.

(e já vi o banner de "La Mala Educación" do Almodóvar pendurado por aí! êêê!)

August 27, 2004

E eu finalmente consegui acabar de ler o maravilhoso "1602", minissérie da Marvel escrita por Neil Gaiman e desenhada por Andy Kubert e Richard Isanove. Vocês não acreditariam na minha vibração ao reconhecer cada um dos personagens inseridos na Inglaterra elizabetana. Inevitavelmente, penso em "American Gods", também do Gaiman, que me causou o mesmo tipo de emoção. E, afinal, os dois partem de premissas muito semelhantes. Difícil falar mais sem estragar a surpresa de quem for ler. Mas não posso deixar de mencionar que tem o Doutor Strange, um dos meus personagens favoritos ever.
E sinto uma tristeza profunda agora que acabou (ô, vício).

Assistimos finalmente a "Super Size Me", do Morgan Spurlock. Esse era um filme que eu realmente não acreditava que viria pra cá, mas enfim, como o Michael Moore abriu o caminho a golpes de foice, voilà. É interessante, apesar de na estrutura ser bem subproduto de "Bowling for Columbine". E a gente sai do filme dividido entre a náusea e ir correndo ao McDo. E claro, tinha que ter o super freak da natureza, que comeu 19.000 Big Macs e tem um mísero colesterol de 140.

Sapphire
! You are most Like A Sapphire !Dark, mysterious - but unforgettable. You have a
deep beauty. Delicate, and shy you try to stay away from
the limelight but often your intelligence puts you in
at the deep end. You're like a Sapphire, because your
beauty is priceless.You're intelligent, full of opinions, and not
big-headed about it all.Sometimes you need to put yourself out there, as
you can be a bit shy.Congratulations ... You're the mysterious gem
everybody wants to have and learn more about.

?? Which Precious Gem Are You ??
brought to you by

August 24, 2004

Estou lendo "What I Loved", da Siri Hustvedt. Como é bom. E nessas, o coitado do Salman Rushdie foi lá pra baixo da pilha de livros. Um dia eu termino.

Uma das melhores compras da última ida a NY foi a coleção de DVDs que reúne a obra de três dos diretores mais foda dos últimos tempos. O do Michel Gondry é ótimo, psicodélico, original e só confirma que ele sabe traduzir qualquer coisa em imagens, de pensamentos a música. O do Spike Jonze, bem, é Spike Jonze. De Beastie Boys a Fatboy Slim, todos passam pelos micos criados por esta mente doente cheia de referências do cinema e da TV. Só falta ver o do Chris Cunningham. Que, a julgar pelos clipes da Björk e do Portishead, deve ser tão bom quanto.

(aliás, a Björk está nos 3 DVDs. Onipresença total)

August 18, 2004

E todos os meus planos culturais desta semana foram frustrados. Fui correndo tentar comprar ingressos pra peça do Peter Brook no SESC Vila Mariana, mas inútil! Os velhinhos me passaram a perna, como sempre. Eu ia assistir ao Corpo na quinta, mas vou ter uma reunião de última hora no aeroporto - à noite. E no dia em que eu ia tentar ver o De La Guarda me fisgaram pra um curso impromptu de três horas depois do trabalho. Aaagh.

August 17, 2004

Esqueci que tinha assistido a "Anything Else" num vôo, há alguns meses! Mas justamente, é um filme engraçadinho e não muito memorável, o que é uma decepção em se tratando de um Woody Allen. Tem a Christina Ricci e a Stockard Channing, mas sinceramente não entra na lista dos dez mais. Nem vinte, talvez. Mas vou assistir de novo. Quem sabe foi a telinha do avião.

August 16, 2004

E eu fui correndo assistir a "A Mi Madre le Gustan las Mujeres", como boa fanática por cinema espanhol alimentada pelas boas críticas na Première. Hum, decepção talvez seja um bom termo para usar agora.
É basicamente um chick flick com uma vontade muito grande de ser Almodóvar, sem chegar nem perto. Sem ritmo, seqüências desnecessárias, personagens rasas, situações falsas. O que me salvou de ficar extremamente entediada foi a gracinha da Leonor Watling. Que, coitada, pelo menos ganhou uma viagem a Praga.

E "I, Robot" tem, imperativamente, de ser visto em tela gigante. Afinal, os cenários vertiginosos e todos as centenas de robôs correndo foram feitos para isso. Imagino que numa telinha de TV fique a coisa mais sem graça do mundo. E o Sonny, bem, é outro triunfo da CG pós-Gollum em termos de expressividade e atuação.

Mas precisava de todo aquele merchandising vergonhoso no filme?

O que me surpreendeu mesmo foi a sala. Não ia ao Gemini há anos. Mas a sala continua grande, com telona. O som não é lá essas coisas, mas já vi piores. E o público, mesmo sendo na maioria adolescentes que pagaram dois reais pelo ingresso, foi o mais comportado e educado de todos os tempos. Não se ouvia um pio, celular, nada. Nem chutes no encosto das cadeiras. Amazing.

Fomos finalmente assistir a "The Butterfly Effect". Achei muito bom, mas quando eu soube que o DVD traz outra versão, com outro final mais sombrio, já me arrependi de não ter esperado porque essa parece MUITO melhor que a que foi para o cinema. Ah, o velho desejo de reparar os erros do passado.

Hu! Será que ainda sei postar por aqui?

Acordar cedo - no horário em que eu costumo IR dormir - me acaba. Mas tá bom, sobrevivi e ainda vi uns filmes de quebra.

August 07, 2004

Ah, sim, eu tenho de ir dormir. Mas eu preciiiiiiso contar que achamos "Being John Malkovitch", "The Bourne Identity" e "AntZ" em DVD. No Wal-Mart. Por 19,90. Todos em widescreen. E antes disso, "The Pillow Book" numa edição sem-vergonha, mas que custava 9,90 (e daí? Peter Greenaway é Peter Greenaway - tuuuuuuudo bem que a capa do DVD anuncia como atores Ewan McGregor e Sei Shonagon - lembre-se, menos de dez reais, e do lado de dentro a Vivian Wu continua sendo Vivian Wu)

"Hellboy" foi uma das melhores adaptações de quadrinhos para cinema dos últimos tempos. Pudera, com o Guillermo Del Toro no comando e tendo o próprio Mike Mignola como produtor associado e consultor não tinha como dar errado. Elenco acertadíssimo (meu Deus, e o Ron Perlman tem 54 anos). A maquiagem tinha o Rick Baker na equipe e conseguiu criar um Abe Sapien fenomenal. E claro, o Hellboy. Sarcástico, self-conscious, desconfiado, cocky, de coração mole e...vermelho. Ha. Adorei!

(vendo os make-up effects já imagino como vai ser o Coisa na versão cinematográfica do Quarteto Fantástico)

Vi "Fahrenheit 9/11". Não é tão bom como "Bowling for Columbine" mas tem partes ótimas. O Michael Moore, como sempre, sabe como ninguém fazer bom uso das imagens e do momento certo de uma trilha sonora escolhida a dedo com todo o sarcasmo do mundo. É um filme de editor, não de diretor. Pessoalmente, eu adoro ver o Bush sendo sacaneado pelas próprias declarações e atitudes, mas acho que ter essa visão imposta o tempo todo é desnecessário. Brilhante? É, sim. Mas Palma de Ouro foi um certo exagero.

July 30, 2004

E o que dizer sobre "Eternal Sunshine of the Spotless Mind"? Que o Charlie Kaufmann provavelmente é a maior contribuição para o cinema do século vinte e um? Que o Gondry é um gênio das imagens em movimento? Que o Jim Carrey nunca decepciona? Que a Kate Winslet é linda de morrer? Que ninguém mais agüenta ver a fuça da Kirsten Dunst? Que a idéia é absurdamente linda?

Nah. Chover no molhado. Esqueçam tudo que eu disse aí em cima e vão lá ver.

O melhor em "Starsky and Hutch" é certamente o elenco, que consegue não ter medo algum do ridículo e criou um filme divertidíssimo baseado na série de TV. Além disso, a produção é bacana, da trilha sonora aos figurinos e props. Dancinha de Ben Stiller (tá virando marca registrada), beicinho do Owen Wilson (idem) e personagem genial do Will Ferrell (idem, ibidem). Snoop Dogg ótemo, carros voando, super seventies. Do it. Do it.

July 26, 2004

Er...eu esqueci de postar sobre "Garfield". Provavelmente porque não há muito a comentar. Para quem tem gato, algumas piadas engraçadas. O Bill Murray é perfeito pro papel. Para quem gosta de cães amestrados, uma dancinha bonitinha. E só.

July 25, 2004

No Olimpo do anime coexistem harmonicamente  o mundo mágico de Hayao Miyazaki, o cyberpunk de Katsuhiro Otomo e o caos urbano de Satoshi Kon. Comprei "Tokyo Godfathers", o mais recente deste último, entusiasmada pelo ótimo "Perfect Blue". E não é que esse conto de Natal de misfits é muito bom? Ambientado numa Tóquio que ninguém vê, tem mágica, violência e personagens ótimos. Aproveitem.


July 21, 2004

Depois de muito enrolar, comecei a ler "The Ground Beneath Her Feet", do Salman Rushdie. É o meu primeiro livro dele, e me surpreendi com a prolixidade e a redundância - o que não me agrada. Sei lá, vamos ver o desenrolar da história de Vina Apsara e Ormus Cama pra ver se cativa ou se o excesso de palavras vai ser insuportável mesmo.

July 15, 2004

Achei uma edição especial de "Wonderful Days" numa livraria coreana em NY. Pechincha, 29 dólares, especialmente porque são 3 DVDs. O filme é uma espécie de breakthrough da animação sul-coreana, feito com animação 2D, 3D e modelos, graficamente um espanto de lindo. Os cenários e máquinas são feitos em CG, e tão realistas que dói. A história tem muitos elementos de "Castle in the Sky" do Miyazaki, e o traço dos desenhos por vezes lembra também o emblemático "Akira". Algumas vezes a gente lembra de "Cowboy Bebop" nas paisagens desoladas e personagens mercenários. Os personagens mereciam ser melhor desenvolvidos, também. Não vai ser o próximo "Aeon Flux", mas merece uma conferida. Dizem que vai passar no Anima Mundi deste ano. Agora, circuito normal? Só esperando...

E eu esqueci também de comentar que assisti a "School of Rock" duas vezes, uma no vôo para NY e outra em casa, em DVD. Evidentemente, para compensar não ter visto no cinema. E como é legal. No avião eu parecia uma retardada com os fones e balançando a cabeça ao som de "Bonzo Goes to Bitburg" e aquelas crianças fenomenais. O Jack Black é tão mental que deve ser insuportável, mas enfim, o filme foi escrito para ele. Ninguééém mais poderia se vestir de Angus Young and pull it off.

Ah, e eu esqueci de dizer que a Tina Fey rocks, e se ela for realmente lésbica vai ser só mais uma prova de só as dykes têm cérebro na TVlândia (algum canal exibe o talk show da Ellen aqui no Brasil? É ótimo!!). E também que a trilha do filme tem Blondie. Muito.

Então. Apesar do assunto nerds vs. patricinhas e todo o doente sistema de castas das escolas americanas parecer ter sido esgotado em "Clueless", Tina Fey conseguiu fazer um roteiro divertido e girl-empowering para "Mean Girls". Alguns momentos muito SNL graças à presença de Amy Poehler, Tim Meadows, Ana Gasteyer e um ônibus amarelo (conduzido provavelmente pelo Lorne Michaels), mas no fim é um filme bonitinho e sarcástico. O que me assusta é que o livro em que se baseou, "Queen Bees and Wannabees" da Rosalind Wiseman, é NÃO-ficção. Pelo contrário, é uma espécie de "guia de ajuda" para os pais que a autora compilou, depois de anos ouvindo depoimentos de garotas sobre grupinhos, popularidade, jogos de poder e outras coisas extremamente relevantes nas escolas lá dos isteites. Ou seja, Carrie, a estranha, sabe exatamente porque cada um tem o presidente que merece.

July 10, 2004

Tenho encontrado amigos muito queridos do passado graças ao Orkut. Por algum motivo, as pessoas desagradáveis parecem desconhecer Internet. Ha.

July 09, 2004

E finalmente consegui ir a duas atrações especiais do Museu de História Natural de NY - a exposição sobre Petra e o Sonic Vision. Hm, passado e futuro. Nice. E as duas são imperdíveis. Pra quem gosta de arqueologia e história antiga e pra quem adora Spiritualized, Bowie e imagens lisérgicas do espaço.

E é verdade. "Spiderman 2" é ainda melhor que o primeiro. Sinto falta das piadinhas e comentários infames do Aranha dos quadrinhos, mas a ação é de tirar o fôlego. Como eu já comentei no primeiro, eu tenho a vontade muito nerd de chorar em algumas cenas. Eu sempre gostei do fato do Homem Aranha ser um ser humano imperfeito e fodido na vida.
Eu só acho um tremendo miscasting a Kirsten Dunst. Nunca, nunca imaginaria uma Mary Jane tão sonsa. E alguém avisa o Stan Lee que ninguém mais aguenta vê-lo na tela?

July 07, 2004

A comida foi uma atração à parte. Dumplings coreanos (uma espécie de guioza) no Mandoo Bar, noodles vietnamitas no Pho32, wraps no Café28, tudo nos arredores. E em downtown, algumas recomendações - por favor, quem for pra Manhattan TEM de tentar ir - o Rice to Riches, uma casa que vende só arroz doce. É, arroz doce, rice pudding. Vinte e cinco tipos diferentes, todos inacreditáveis. O meu preferido foi o Sex Drugs and Rocky Road. Também tem a casa de chá do Moby, a Teany, e o Il Laboratorio del Gelato, os dois no Lower East Side. Os sorbets de cantaloupe e limão são uma coisa. Um lugar que só vimos de fora e vai ficar pra próxima foi a brasserie Les Halles, do Anthony Bourdain, na John St. E no último dia acabamos almoçando no Funky Broome, um chinês moderninho com cardápio gigantesco em Chinatown/Little Italy. Não provamos os intestinos de ganso, mas o sea bass pot foi inesquecível.

Aah. Que deprê voltar.

Voltei! Fui passar calor e ganhar bolhas nos pés em Manhattan, na melhor cidade do mundo. Fui com minha mãe e minha irmã desta vez, vi alguns amigos e outros não consegui encontrar, pois afinal era pleno feriado. Nem me liguei, pleno 4th of July em NYC. Hee hee, provavelmente a data mais segura para estar lá (e alguém ACHA que numa data tão óóóbvia aconteceria alguma coisa? :)
Ficamos num hotel simpático e barato para os padrões da cidade, o Red Roof Inn Manhattan. Além da localização ser ótima (West 32nd, entre Quinta Avenida e Broadway), a rua é cheia de restaurantes asiáticos baratos e deliciosos que funcionam 24h, tem continental breakfast (uma raridade nessa cidade), quartos todos reformados, ar condicionado, bathtub e conexão WiFi de graça nos quartos. Pra quem esqueceu o laptop, tem um cibercafé no prédio ao lado, com conexão hiperultrabroadband (dois dólares a hora, pechincha). Farmácias multi-uso como a Duane Reade e Walgreens na quadra ao lado, também 24h. Não dá pra querer mais.