March 07, 2006

Nunca haverá fotógrafo como Henri Cartier-Bresson.

Tirei o dia hoje para ir ao Foam, o museu de fotografia de Amsterdam, que apesar de pouco conhecido tem um espaço razoável e bem bonito em frente a um dos canais. A exposição do Cartier-Bresson foi distribuída em aproximadamente dez salas, fazendo um bom panorama dos trabalhos mais significativos, divididos por localidade. Dos bailarinos em transe da Indonésia aos retratos de Picasso e Giacometti, passando pelas prostitutas mexicanas em suas janelas recortadas, cada foto carrega o característico olhar inobtrusivo mas revelador do fotógrafo. O que mais me fascina em algumas é a composição da imagem, tão geométrica e ao mesmo tempo tão natural, e em outras a capacidade de isolar um instante numa cena de movimento - um calcanhar prestes a tocar uma poça d'água, uma perna capturada antes de entrar numa sala. Me perdi com prazer entre esses momentos, entre Paris e Shanghai.

March 05, 2006

Na mosca!

E isto foi um dos assuntos da mesa ontem - as festas de aniversário holandesas. Believe you me, eu estive em duas, e é assim mesmo. E fiquei aliviada em saber que não sou a única a ter achado muito, mas muito estranho. Tá, podem ficar com peninha de mim agora e me convidar pra festas de verdade.

Pra quem quer saber um pouco mais dos hábitos alimentares dos holandeses, achei este texto no Expatica. Eu ainda sou mais os franceses...

E aí eu jurei que hoje não vou sair de casa porque ontem a gente foi jantar com uns amigos num italiano, tomou muito vinho e depois foi pro bar mais lotado da rua arco-íris daqui. E cansou, porque agora eu sou uma moça caseira, que gosta de ficar na cama tomando sol de inverno com o laptop do lado.

Ganhei até beijo de uma beesha abusada. Uma vez fag hag, sempre fag hag, tsc tsc.

Pleno mês de março e neva todo dia. Como pode?

March 03, 2006

Em compensação, hoje vi "Match Point". Fico feliz quando o tio Woody consegue dar um tempo do seu personagem/persona e seus maneirismos inconfundíveis que ultimamente acabam por desviar a atenção da verdade : o grande cineasta que ele é.
Deve ser um dos melhores filmes que ele fez nos últimos anos. A cidade pode ser Londres e a trilha sonora operística, a história pode ser a velha tríade homem-mulher-amante, mas nada disso é importante. O principal do filme, como nos melhores trabalhos desse gênio neurótico fã de Bergman, são as relações humanas e a idéia fundamental do papel da sorte no destino. Como em "Crimes and Misdemeanors", o crime em si tem menos importância do que saber quem o comete e por quê.
Cinematograficamente? É perfeito. Elenco adequadíssimo com personagens bem desenvolvidos (no começo fiquei intrigada pelo Jonathan Rhys-Meyers ser o protagonista. Depois entendi - porque ninguém mais tem esse olhar ambíguo, frio e quente ao mesmo tempo), ritmo impecável. Esse sim, um P-U-T-A filme.

Fui ver "Brokeback Mountain". E olha, vocês vão me achar muito sem coração se eu dizer que não me emocionou? Passei o filme todo aguardando aquele momento de arrebatamento, e nada. Esperei, esperei. Quando veio a cena das camisas guardadas juntas, achei que fosse aí. Mas também passou, com um princípio de lágrima que não quis sair. E quando vi, o filme terminou. E não pude evitar o sentimento de frustração, porque eu realmente esperava mais. Isso porque eu sou uma manteiga derretida.
Claro, é um belo filme, com uma história de amor trágica e bittersweet. Atores bons, mas cujo desempenho é só...esforçado. Mas talvez a culpa seja mais da falta de profundidade dos personagens e do roteiro muito ansioso por deixar claro o "gosto-de-um-homem-mas-não-sou-bicha". Além da vergonha e da frustração de cada um, não consegui perceber muito mais, faltam camadas. O seduzido quieto e humilde, o sedutor falante e aventureiro, same ol'story. Curiosamente, achei mais desenvolvimento emocional em Alma e Alma Jr., apesar de serem mais do que secundárias. Talvez tenha sido o receio de resvalar no piegas, o que acabou resultando numa secura exagerada. Sei lá. Só sei que fiquei decepcionada.

Tomei vergonha na cara e fui fazer o Pathé Unlimited, um cartão que dá acesso livre a todos os filmes em toda a rede Pathé na Holanda por míseros 17,50 mensais. Considerando que uma single admission custa pelo menos 9 euros, é um negocião se você pretende ir ao cinema pelo menos duas vezes no mês. Como eu queria que isso tivesse existido no Brasil...

March 01, 2006

Ué, fevereiro já acabou?

February 28, 2006


Mais Utrecht.



Nova cor.

Utrecht

February 27, 2006

O engraçado, Gal, é que tem Carnaval aqui na Holanda também. Mas é uma coisa beeeeeeem menor e só em algumas cidades, pelo que li. Dá pra ignorar completamente. Deve ser parecido com carnaval de rua brasileiro, o que eu só posso imaginar porque eu também nunca vi nenhum dos dois fora da TV.

Aliás, pensando bem, acho que nunca vi nada de Carnaval ao vivo. Ever. Pra mim, sempre foi só um feriado grande durante o qual não tem nada que preste na TV. Mas não tenho curiosidade não, deixa assim. Hahahahaha.

(e isso porque em São Paulo eu morava perto da Vai-Vai!)

February 26, 2006

Em compensação, fiquei com medinho de ir tomar banho depois de "Dark Water". Mas eu fui.

Vi "Battle Royale II : Requiem", muito tempo depois do primeiro. Infelizmente, é como "Matrix Reloaded" ou toda a trilogia "prequel" de Star Wars - nunca deveria ter sido feito. Da idéia original e humor negro do primeiro, só sobraram os adolescentes fuzilados um a um. Entremeados de declamações piegas sobre guerra, paz e declarações de amor não-confessado. Ugh.

Vi um cara usando tamancos de borracha no correio outro dia. Eu sei, aqui é a terra dos tamancos, mas achei curioso alguém realmente usá-los.

February 23, 2006

Hoje o mau tempo deu uma trégua e fomos run errands pela cidade. Como recompensa, fomos à Fame (o mais próximo que temos de uma megastore) usar uns bônus de desconto que tínhamos.

NUNCA me larguem numa loja que venda CDs, DVDs e livros com um cartão de crédito na mão e tempo livre.

Agora aqui em casa tem o "Dogma" do Kevin Smith, o "Dark Water" do Hideo Nakata, o "Down by Law" do Jarmusch, "Storytelling" do Todd Solondz, "Goodbye Lenin" do Wolfgang Becker (Daniel Brüuuuuuuhl!) e de quebra, o "American History X", que eu não sei quem dirigiu mas tem o Edward Norton e é um puta filme. Alguém levou pra mostrar um trecho na aula e eu lembrei como esse filme é foda. Por sorte, estava 5€, assim como quase todos os outros DVDs que estão aí em cima. Ainda comprei um DVD de um show do The Birthday Party pra minha irmã, que é fã do Cave.

Fora os CDs...

Em compensação, tô ficando craque na cozinha. Fizemos um ramen bem japa ontem, totalmente from scratch (menos os noodles, aí também não dá, né?), com sashimi de atum e polvo e ostras cruas. Hoje, feijão com muito bacon, batatas, brócoli e linguiça calabresa apimentada contrabandeada do Brasil. Outro dia, bistequinhas de porco temperadas com gengibre, shoyu, alho e cebolinha. Espetinhos de filé com pimentão, cebola e alho-poró com arroz à grega.

Depois a louca não sabe por que engorda...pfff.

Bom, onde eu parei mesmo? Putz, dez dias atrás.
Estes dias deu um surto de "Changing Rooms" na gente e foi um tal de trocar persianas, trocar móveis de lugar, fazer furo na parede e ir e vir da Praxis (a C&C daqui) vezes sem conta. O resultado? Um quarto mais iluminado e branquinho, um estúdio novo e mais funcional, estantes novas, menos cabos, instrumentos mais bem-acomodados e computadores menos barulhentos... :) e duas criaturas extremamente cansadas, sendo que uma delas está com um braço engessado (not me).

Pra completar, meu amigo Jé veio fazer uma visita de alguns dias e lá fomos buscá-lo na Centraal na terça. Já fomos direto encontrar alguns amigos que concidentemente também estavam na cidade e juntamos todo mundo num restaurante marroquino bacana, o Mamouche. Foi curioso sair com tantos brasileiros ao mesmo tempo, mas também foi extremamente agradável - sete pessoas na mesa, e só gente de quem eu gosto. Comida ótima, vinho - pra quê mais?

O tempo resolveu enfeiar justamente nessa semana, o que restringiu um pouco os passeios possíveis, mas foi divertido mesmo assim. Fomos pra Utrecht, que fica a meia hora de trem daqui, e é uma cidadezinha linda de 2000 anos de idade. Uma pequena parte é da época romana, se desenvolveu na idade média (alta e baixa) e atingiu o contorno atual entre os séculos 17 e 19. O centro histórico é cheio de lojinhas charmosas, bares e restaurantes ao longo dos canais, que devem ser uma delícia no verão. Algumas lojas de móveis e objetos de decoração eram melhores até do que as daqui de Amsterdam.

La cerise sûr le gâteau é ter que fazer os assignments semanais pra matéria que estou cursando, "Fictional Events and Actual Emotions", ministrada por uma finlandesa doooida que quer passar sete semanas discutindo como podemos ter reações emocionais a fatos que sabemos ser ficção (em filmes), e se essas reações podem ser consideradas emoções genuínas. Estamos na terceira semana, e tenho a impressão de que a discussão não sai do lugar (nem vai).

Sabem aquele estado de exaustão que te faz fechar os olhos e dormir direto? Pois é, daí os dez dias sem post.

Ufa. Não, não fiquei presa em nenhuma nevasca não. Simplesmente muuuuuuito cansaço.

February 12, 2006

Tá nevando!

February 10, 2006

Curiosamente, acho que a maioria dos que lêem aqui não mora em São Paulo. Mas quem puder, vá assistir a "Peças", trabalho do meu querido Luiz Päetow em cartaz na FAAP. Obviamente não vi a peça, mas só pode ser coisa boa. O Lu é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e um ator intenso e fantástico. E ele não sabe, mas mora no meu coração. E eu nunca vou me perdoar por não ter visto "4:48 Psicose".

Passei na American Book Center e comprei o "Chronicles : Vol. 1" do Bob Dylan por 9,90. Li as primeiras páginas e deu aquela vontade de engolir o livro inteiro de uma só vez, de tão bom.

February 07, 2006

Papai completaria 70 anos de idade hoje. Sonhei com ele ontem.

E eu dou um search no Google por "bisteca de porco".

E ele me responde : Did you mean: discoteca de porco?

*sigh*

O semestre mal começou, eu já tenho um orientador, ele já quer uma proposta mais detalhada da tese e está me fazendo um monte de perguntas que eu não sei respondeeeeeeeeeeeeeeeer!

Acho que vou fugir pro cinema e tentar ver "Match Point".

February 05, 2006




Vi na muié. Adoro!

February 04, 2006

Tiramos o dia pra ir ao Albert Cuyp fazer compras e dar uma olhada nas lojas de computadores lá perto - geek que é geek fica namorando mouse sem fio, mp3 player e notebook, tá pensando o quê?
Acabamos comprando uma carpa gigante pra assar e mais uns peixinhos. E achamos também a maior cebola do mundo *. Acho que é desse tipo que saem as Onion Blossoms do Outback.




* update : o cebolão pesa 720g

February 03, 2006

Eu preciso dormir.

E colocar queijo Stilton em tudo. Hmmmm, vício da semana.

Pelo menos já organizei meus bookmarks. Quem sabe um dia eu consigo recolocar os links aqui?

E passear pelos canais com céu cinza e ouvindo Bob Dylan é tão bonito...

Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh...*suspiro de alívio*

Finalmente entreguei aqueles dois trabalhos que estavam pendentes. Quero dizer, pendentes não porque o prazo era hoje, mas eu tive dois meses pra fazê-los e meu nome foi procrastination esse tempo todo. Não que eu não tenha me sentido culpada esses meses e com isso o tempo todo in the back of my head, mas eu não consigo não deixar pra última hora. Nem ler a bibliografia toda eu li, pra vocês terem uma idéia. Escrevi tudo da minha cabeça mesmo e separei umas citações. Mas agora acabou e eu estou L-I-V-R-E!

Er...até quarta-feira, quando começa o segundo semestre - e já tem texto pra ser lido, jesus.

February 02, 2006

"By the way, as to her hotness, Natalie Portman looks like a Pez dispenser with an attractive lid"


The Superficial já é de rolar de rir. Agora, os comentários me matam.

Esse deve ter sido o teste mais bizarro que já fiz.

E eu nem gosto de jelly donuts!

You Are a Jelly Donut

So you're a little rounder than most folks - but it's only in the right places!
You maintain a clean exterior, even if you're all messy on the inside.
You think you're the best, and that's mostly true...
But remember, you're just an empty shell without your jelly!

February 01, 2006

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, acho que acertei então.

Your Hair Should Be Blue

Wild, brilliant, and out of control.
You're a risk taker with an eye to the future.

Your Drag Queen Name is: Ivana Dick





HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Adoro!

E daí que temporariamente eu estou encarregada da cozinha. O que não é ruim, absolutamente - eu gosto de cozinhar, desde que não seja só pra mim - o único problema é que consome muito tempo. Porque como boa virginiana eu tento coordenar tudo pra que todos os pratos saiam ao mesmo tempo, pesquiso online trocentas variações da mesma receita pra ver qual tem mais chance de sair comme il faut, faço cronogramas reversos para marinadas e temperos, fico angustiada se ficou bom ou não e fico verificando o sal a toda hora, etc. Enfim, tudo que um temperamento obsessivo-compulsivo leva a fazer.

Acho que é por isso que eu prefiro ficar só picando alho e cebola. Menos pressão.

January 29, 2006

Credo. Um Double Whopper with Cheese tem 1060 calorias. Enquanto isso, um 6-inch sub do Subway tem em média 350. Alguém pode trazer uma franquia do Subway pra cá, faz favor? (como assim existem 32 Subways na Holanda e nenhum deles é em Amsterdam?)

E um doughnut da Krispy Kreme tem 380 calorias.
Acho que não devo mais ir aos Estados Unidos.

Feliz ano novo!

January 27, 2006

Já ouviram a história de como o fio de cobre foi inventado? Era uma vez, dois holandeses brigavam por uma moeda de um centavo...

January 26, 2006

"Platonic Love is a fool's name for the affection between a disability and a frost."

* Ambrose Bierce

January 25, 2006

Pra quem procura livros acadêmicos em inglês, eu sugiro a Labyrinth Books. Os preços são geralmente menores que na Amazon e eu encontrei alguns títulos difíceis de achar por aí. Aliás, o "The Essential Frankfurt School Reader" que o vizinho/carteiro/funcionário do correio holandês deve estar lendo? Pois é, comprei outro lá. E já chegou.

¬¬

Como assim uma Melissa tá quase cem reais??
E eu com dó de comprar um sapato lindo por 25 libras...trouxa. ¬¬

January 24, 2006

Er, foi só falar. Agora tá -0,3 graus.

Mas eu continuo tomando banho todos os dias (às vezes dois!)! Hahahahahahaha, vida na Europa...

January 23, 2006

Numtôintendeinnnnndo esse tempo. Já é final de janeiro e o termômetro marcou abaixo de zero uma ou duas vezes no máximo - e à noite. Os dias estão já ficando mais longos, com sol até umas cinco, cinco e meia da tarde, com uma média de 4 a 7 graus positivos, o que é totalmente ameno. Será que o frio vem em fevereiro ou ele resolveu parar pela Rússia?

o.O

Há uns dois ou três anos eu estava em NY exatamente nessa mesma época, e fez um frio tão desgraçado que não importava saber se estava -10 ou -15, era insuportável de qualquer jeito. E há uns dez anos eu passei o ano-novo em Paris, e o vento estava tão congelante que eu parava em cabines telefônicas na rua pra me recuperar um pouco do frio e conseguir respirar. E tem gente que não acredita no aquecimento global...

January 22, 2006

Uma das matérias que estou fazendo discute Cinema e Arte. Como trabalho final, organizamos ontem uma mesa-redonda sobre o tema numa galeria de arte daqui, aproveitando a exposição atual que de certa forma toca no mesmo assunto. Eu mesma não participei muito da estruturação do evento, que ficou mais a cargo das meninas holandesas. Elas estavam super entusiasmadas com a experiência, coisa que eu, muuuitos anos mais velha e já escolada nesse tipo de produção, nem tô mais a fim. Mas foi bem legal. Bem, pra nós. Pro público (umas 50 pessoas num espaço pra 35) deve ter sido um pouco monótono.
Os participantes da mesa eram 4 : Ellen De Bruijne, a dona da galeria; Saskia Janssen, uma artista/fotógrafa; Jan Van Woensel, artista e curador da exposição e Kris Gevers, artista e cineasta. Faltou talvez alguém com uma visão mais teórica da coisa, mas de qualquer jeito algumas questões interessantes surgiram, assim como boas respostas. E a sensação de trabalho de equipe, absolutamente pacífica e sem competições.
Cada um de nós, durante sete semanas, pesquisou questões a respeito de cinema, arte, mercado, elementos pictoriais, cinematografia, filmes biográficos e o que mais surgisse durante os seminários. É clichê dizer isso, mas foi enriquecedor. Mesmo.

January 20, 2006

Eu ando com três vícios : visitar blogs de foodies, ler os fóruns de comunidades absurdas no Orkut e fuçar os itens bizarros do eBay. Bota nerdice nisso.

January 18, 2006

* P.U.C.D? - pode uma coisa dessa?

Joey Ramone é o único que nunca me desaponta.

O correio holandês é peculiar. Eu faço uma encomenda na Amazon, eu viajo, o pacote chega. Em vez de levar o pacote de volta visto que o destinatário (eu) não está em casa para recebê-lo, o que o correio holandês faz? Entrega pra um vizinho qualquer do prédio, justamente o mais esquisito de todos. E deixa uma notinha na minha caixa postal, avisando que o vizinho esquisito recebeu a encomenda.
Volto de viagem e bato na porta do vizinho esquisito, que não fala coisa com coisa - mas uma coisa eu entendi : que ele levou de volta para o correio quando viu que a gente não estava em casa. Aí eu vou na agência do correio, e eles não sabem me dizer se o pacote foi devolvido, mas se foi, certamente foi enviado de volta ao remetente. Ninguém sabe me confirmar ou responder nada de concreto.
Ou seja, por enquanto eu estou sem saber se o pacote realmente voltou pra Amazon ou se o vizinho esquisito ou algum funcionário do correio resolveu ler S.J. Perelman e os autores da Escola de Frankfurt. P.U.C.D?

January 16, 2006

Resíduos me preocupam muito ultimamente.

Algumas pessoas são radicais livres.

January 15, 2006

Em compensação, vai muito bem com Iki, uma cerveja com chá verde que tem aqui.

(com chá verde? Álcool e antioxidantes ao mesmo tempo? Ótimo!)

Fourme d'Ambert não combina com vinho branco.

January 14, 2006

Enquete :

Ex-qualquer coisa que sabem que estão fora do jogo mas continuam querendo marcar território - merecem o quê?

a) pena de morte
b) só pena

January 13, 2006

A salvação é o Takeshi Kitano.

(tá, o cinema asiático em geral, vai)

Aliás, voltando ao "Broken Flowers", o brinde do kinder ovo são os personagens femininos - aaaaamo Tilda Swinton de biker redneck e Chloé Sevigny de assistente lésbica ciumenta. E a Sharon Stone não está a cara da Madonna?

Na verdade, acho que estou meio saturada de cinema. Pelo menos, das produções do último ano. Cópias das cópias das cópias, que seguem dois caminhos básicos : produções grandiosas sem conteúdo ou "indie flicks com freaks que amam". Bah.

Pensei nisso vendo os trailers no cinema hoje - "The Merchant of Venice", com Al Pacino fazendo Shylock; "Casanova", outra bobagem com figurino e fotografia lindas disfarçando uma história água-com-açúcar e o insosso do Heath Ledger no papel-título; "Munich", uma produção Spielblergh tentando-ser-cool sobre os atletas israelenses (ah!) assassinados por palestinos nas Olimpíadas de Munique (pelo menos tem o Eric Bana); "Me and You and Everyone We Know", de Miranda July - filho de Sundance, neto de Todd Solondz e talvez do Lars von Trier. Assim, PODE ser que esses filmes sejam bons em seu contexto. Mas que cada trailer me dava mais sensação de déjà-vu, dava...

January 12, 2006

Depois de devidamente estufada com um pãozinho com arenque, fui quebrar o jejum de 3 meses sem ir ao cinema. É, vocês leram certo. Três meses. Eu. Fazer o quê, vida nova, hábitos novos, nénão?

Vi "Broken Flowers", do sempre favorito Jarmusch. Eu particularmente adorei ser lembrada de que não, não é necessário dizer tudo sempre.

January 10, 2006

P-R-O-C-R-A-S-T-I-N-A-T-I-N-G.

Que feio.

January 09, 2006

Até resolvi calçar meias.

Temperatura : 0,0 graus Celsius. Dá pra ver a umidade do ar se condensando.

January 08, 2006

Nessas duas semanas, comprei o livro da Bruna Surfistinha, o CD do CSS e o box de CD-ROM da Bizz. O livro foi mais por curiosidade, porque é superficial, não diz nada de mais e é meio redundante pra quem já acompanhava o blog da menina, que em termos de juicy bits ganha de dez. Anyway, o que está em questão não é a qualidade literária do negócio, e sim como ela soube virar a mesa e aproveitar a onda. Ela tem plena consciência de que é um hype, o que eu acho tremendamente simpático.

O CD achei médio. Sei lá, excesso de produção? Gostava muito mais das demos, tinham mais punch, eram mais punky e menos anos 80. Mas tudo bem, eu gosto da banda. Tomara que venham tocar mesmo na Europa logo.

E por falar nozanozoitenta, comprei os CD-ROMs mais para recuperar parte do printed material sobre Akira & friends que se perdeu com o tempo. E pra isso, o CD tem um sistema de busca bem eficiente, além de ser bem mais portátil do que uma pilha empoeirada de revistas - o único inconveniente é ter de ficar trocando os disquinhos de acordo com o período. Mas fora isso, ficar na frente do computador lendo sobre os 80's e 90's e ainda mais na Bizz, ninguém merece.

January 07, 2006

Chegamos em SP cansados, mas felizes. Na mesma noite, eu PRECISAVA de um sashimi e fomos direto ao Nakasa, onde o grande mestre Tanji executa suas obras. Não tinha sugaki, infelizmente, mas o resto bem compensou. É sempre um prazer...
A noite seguinte foi do Sujinho da Consolação, com o sempre solícito Bernardo e a picanha sangrenta com molho de repolho. E daí em diante, é um blur contínuo de amigos e restaurantes. Fui ao Halim com o Iri, matar a saudade dele e de hummus com pão sírio torrado. Teve também um Á Mineira com a N et monsieur, e um Fogo de Chão com Miguel e Magda, pelo que me lembro. Até no La Pasta Gialla fomos, e eu adorei comer pasta à italiana. O churrasco em casa também foi ótimo, porque Akira é um mestre churrasqueiro e entregou uma picanha perfeita, e o Ano Novo teve sopa de dduk coreana tradicional. Comi nengmyun e bulgogi no Korea House e muita comida na Churrascaria Galvão Bueno. Fomos também ao Fifties com o pessoal da AF e eu matei a vontade de cheeseburger de picanha com bacon e champignon. E tive que ouvir "Como vc tá holandesa!" quando pedi a habitual porção de maionese pra acompanhar as batatas fritas. Vai rindo, Eriquinha, até eu te levar pra comer fritas com molho aqui no Maneken Pis (vc não vai querer outra coisa). E comemos pizza da Domino's , que no Brasil é outra coisa, nada parecida com a daqui. Uf. Acho que se eu voltasse a morar em São Paulo engordaria uns dez quilos.

Na ida, pegamos um trem até Paris e passamos uma noite lá. Tudo otimamente planejado, nem tivemos que nos preocupar com a mala de 27 quilos. Foi só escolher um hotel perto da Gare du Nord e deixar a bagagem no locker da estação.
Fomos andando até o centro de Paris e, God knows why, seguimos a Rue St.Honoré até os Champs Elysées. Acho que nunca andamos em meio a tanto dinheiro em nossas vidas. Chegou a ser engraçado.
Chegando lá, não me lembro de ter visto tanta gente em Paris nos últimos cinco anos. E olha que nesse período fui umas vinte vezes pra lá. Entramos rapidinho na Fnac onde achei um box set do Almodóvar, que foi rapidamente adquirido, e um mini box do Cédric Klapisch. Pronto, lá fomos nós pra Virgin e pra Monoprix fazer as compras de última hora. Esmagados no meio da multidão. Depois, fomos até o Opéra pro nosso ponto preferido, o Le Grand Café. Nos deram uma mesa maravilhosa no segundo andar, com vista para o Boulevard des Capucines, então pedimos um plateau de fruits de mer para começar (não é caro!) e combinar com o ambiente. Lindo, três tipos de ostras, moules, vinho branco, Paris fervilhando aos nossos pés. Um bom refresco da foule que está a cidade.
Continuamos, pedindo um steak tartare (que estava bom, mas veio já misturado, um pecado) e costeletas de cordeiro, que eu TENHO que comer na França e estavam divinas.
Voltamos para o hotel, não sem antes parar num café pra uma última garrafa de vinho alsaciano e uma boa noite de sono, pra pegar o vôo na manhã seguinte...

E é engraçado ter duas casas. Se bem que agora aqui, em Amsterdam, é onde eu me sinto em casa de verdade. Minha rotina, as coisas do jeito que deixei. Funny.

De volta aos Pays-Bas. Precisamos de uns dois dias pra descansar os ossos e tentar voltar ao ritmo normal, além de tentar espantar um resfriado chato. Mas a intenção é sair de casa o menos possível neste mês, pra compensar o ritmo de São Paulo...

Mas não reclamo não, foi legal. Tanto o Natal como o Ano Novo foram divididos entre família e amigos, o que foi bem simpático e auspicioso. Vimos um monte de gente, cozinhamos feito loucos, comemos quase tudo de que tínhamos saudades (faltou o sanduíche de calabresa com vinagrete da Casa da Mortadela). Só faltou tempo pra sair com a minha irmã e ver o apê novo do meu tio, mas a época também não ajudou. Gatinhos sempre fofos, adorando Pró-Plan de salmão. Revirei uns livros da estante e decidi que da próxima vez vou mandar a maioria pra alguma biblioteca pública. Compramos linguiça de picanha e sabonete Lux de guaraná, além de uma série de caldinhos Knorr de sabores bizarros que não existem por aqui. I mean, caldo de carne seca??

January 02, 2006

Uf. Se 2006 inteiro seguir o padrão do primeiro dia, vou ter um ano muuuuito cheio. Mas em boa companhia.

:)

December 31, 2005

Thank you 2005!

December 30, 2005

Aaah, São Paulo no feriado. Sem congestionamentos, calor de 30 graus, família, amigos, churrasco, jabuticaba, gatos, supermercado 24h...nada mal para terminar o ano.

December 22, 2005

Esta foi uma das melhores buscas que fizeram pra cair aqui : "gatinhos de intimação". Só perde praquela dos pontos turísticos da Babilônia.

December 20, 2005

Tão bom estar em casa!

December 17, 2005

Correria de fim de ano. E eu que queria fazer tudo com tranquilidade...
Claaaaro que surgem frilas de última hora, claaaaaaro que chegam amigos na última hora, claaaaaaro que tenho que ficar escrevendo até as cinco e meia da manhã pra terminar um trabalho e entregar agora de manhã, claaaaaaro que não consigo ir pra casa na hora prevista, claaaaaro que arrumar as malas demora, claaaaaaro que tem milhões de coisinhas da casa pra resolver antes de ir.

Mas valeu anyway, porque passei uma tarde muito legal com a Elaine, andando pra lá e pra cá, colocando a conversa em dia. Ainda deu pra bater um papinho com o Antonio e tomar umas no De Jaren. E ainda fazer tudo que eu tinha que fazer.

December 14, 2005

Ah, a vida. Como pode a gente reencontrar a long lost friend um dia, e no outro receber um email convidando para a cerimônia fúnebre desse mesmo alguém?

Conheci a Daisy quando a gente trabalhava juntas na Cultura, produção do Opinião Nacional - figura única, baixinha, bem-humorada, mal-humorada, geniosa, entusiasmada, ria às pampas com uma energia inesgotável, era a maior incentivadora de qualquer projeto dos amigos. Sério, nunca conheci ninguém como ela. Curtia viver, curtia sair, trabalhar, beber, comer, conversar, amar, ser amada. Como todos nós, mas com uma intensidade que era dela. Se dava, com a generosidade de sempre. E um dia, num acidente na Régis Bittencourt, tudo acaba. Ou começa, enfim.

Fiquei passada por uns dias, porque a gente se achou no Orkut há uns meses, depois de anos sem contato. E reler os scraps trocados agora me aperta o coração. É, Daisoca, acho que vai ficar pra mais tarde o nosso encontro.

December 07, 2005

No domingo pude participar de um evento social típico holandês, hahaha.

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Uma mudança!
Mas é mesmo um evento social, os amigos da pessoa vêm, virados da noite ou não, e põem mãos à obra. Descer caixas pela janela, empacotar o que falta, colocar na van, depois colocar toda a mudança pra dentro da casa nova. Tudo no maior bom humor e boa vontade. Depois, comidinhas e bebidinhas pra repor as energias, conversas entre pessoas que nunca se viram antes, família, piadinhas. Bem legal, mas fiquei morta de cansaço.

Aqui uma foto do defenestramento de uma caixa



E aqui o motivo do defenestramento (escada completamente inviável)

December 05, 2005

It Had To Be You
(Kahn/Jones)

Why do I do, just as you say
Why must I just, give you your way
Why do I sigh, why don't I try to forget

It must have been,
That something lovers call fate
Kept me saying: "I have to wait"
I saw them all,
Just couldn't fall 'til we met

It had to be you, it had to be you
I wandered around, and finally found
The somebody who
Could make me be true,
And could make me be blue
And even be glad, just to be sad
Thinking of you

Some others I've seen,
Might never be mean
Might never be cross,
Or try to be boss
But they wouldn't do
For nobody else, gave me a thrill
With all your faults, I
Love you still
It had to be you, wonderful you
It had to be you


One year.

December 01, 2005

E já que estamos falando nisso, eu adoro esse site : Stuff on My Cat

Awwwwwww. Eu geralmente acho a Continental uma companhia pa-vo-ro-sa, mas depois dessa até reconsidero (bom, de repente os funcionários franceses são mais legais)

November 30, 2005

Natal, Natal, tudo bem. Mas essa histeria de presente é um saco. Que tal uma alternativa?

November 29, 2005

E hoje me deu ataque de ansiedade. Por nada, o pior é isso.

E aí domingo era pra ser um dia tranquilo. Mas ao meio-dia um amigo queridíssimo liga dizendo que está na cidade pra uma reunião. Isso é o que eu chamo de uma boa surpresa e fiquei feliz. Akira, na sua bondade e paciência infinita, não só sugere que eu leve o cara pra sair como também vai junto, no maior pique. Aí depois de passar a tarde ajudando uma amiga com a reforma da casa nova, vamos nós lá pro Museumplein buscar o Fê. E daí o resto vocês sabem (mas hoje eu comi ANTES!).

November 28, 2005

Depois dos ateliers, fomos encontrar amigos no Café de Jaren. Gente bonita, descolada e simpática - e tantas coincidências e menos de seis graus de separação entre todo mundo. Só uma coisa : eu sabia que devia ter comido antes de ir pra lá (foram 4 ou 5 De Koninck lá, mais duas no ARC e mais duas outras cervejas no caminho pra casa. E eu sei que eu engoli um shwarma com fritas nesse meio tempo, mas não lembro nem do gosto). Ainda bem que eu não passo mal...

Sábado fomos aos Open Ateliers da Rijksakademie, que é um projeto para 50 artistas de vários lugares do mundo, selecionados para passar até dois anos desenvolvendo seus trabalhos aqui em Amsterdam. Uma vez por ano, o prédio é totalmente aberto ao público, que pode então conferir as obras desses artistas residentes. O espaço aliás é enorme e labiríntico, nos perdemos várias vezes procurando a saída.
Curiosamente, uma boa porcentagem dos trabalhos utilizou vídeo e/ou fotografia como mídia, seguidos de perto por instalações/objetos desconstruídos/duchampianos. E que invariavelmente eram os mais interessantes. Pintura e outras artes gráficas em geral me passaram uma falta de imaginação e transgressão total. Sign of the times? (não por coincidência, isso é um dos temas que estamos discutindo numa das matérias do mestrado, Art and Film. Há quem diga que os cineastas são os novos pintores clássicos)
Mas em geral foi bem interessante, tanto pra ver que iniciativas desse porte podem ser um verdadeiro sucesso de público (estava MUITO cheio), e portanto boas para os patrocinadores - quanto pra provar que povo que freqüenta galeria e evento de arte é tuuuuuudo igual no mundo inteiro, hahaha. Óculos de aro grosso, roupinha retrô/brecholenta, ar de tédio intelectual, vocês sabem.
Pra quem tiver interesse, o site é http://www.rijksakademie.nl/, e as inscrições para 2007 podem ser feitas online até 1 de fevereiro de 2006.

Estes dias Sabina veio me visitar. O tempo não estava lá essas coisas (a Tina teve muuuito mais sorte), mas foi divertido. Achei ótimo ter alguém com quem comprar lingerie e discutir cosméticos, cor de sombra, Bourjois, Biotherm etc, hahaha. Mas quem gostou mesmo foi o garçom do bar que freqüentamos, hahahahahahahaha. Ele deve achar muito engraçado, porque a cada semana a gente leva alguém novo lá.

November 26, 2005

The egg is "paschal" because its meaning includes death, too (the egg that gets broken represents the sepulchre that opens to allow resurrection)

Due to the magic inherent in images of the knife, malevolent creatures such as scorpions and snakes were often depicted cut with knives to render them powerless.

Ontem eu tive uma amostra de como o tempo pode ser horrível aqui na Holanda. Chuva incessante e ventania o dia inteiro. A feira nem funcionou, claro. Teria sido impossível armar barracas com tamanha tempestade. Mesmo assim, saímos para fazer compras, porque aqui não se espera o tempo melhorar (não melhora). Nada que um bom impermeável e botas não resolvam.

Voltando de NY ainda tínhamos umas horinhas pra gastar em Paris. Saímos da Gare du Nord e paramos numa brasserie, o Relais du Nord, ali do lado mesmo. Aaaah, café de verdade, vinho, senhores imersos em livros e fumando nas mesas ao lado. Resolvemos almoçar, porque as costeletas de cordeiro com legumes da mesa ao lado pareciam tão tentadoras que se eu não pedisse aquilo ia morrer de vontade. Ah, a França.

E mesmo aqui em Amsterdam não é nada difícil encontrar produtos franceses no supermercado. Ainda bem, porque não há nada como uma baguette com manteiga da Bretanha com cristais de sal marinho.

November 24, 2005

Adoooro ser coruja. Pena que os vídeos são só para os assinantes do Uol.

November 23, 2005




Bye, Akiko.

E domingo, último dia. Descemos a 6a olhando as lojas de atacadistas e fomos em direção a downtown até a loja da NYPD e do FDNY, na Lafayette St. Pra quem gosta, tem camisetas, bonés, patches e pins das duas organizações. Passeamos um pouco por NoLita e fomos subindo a Broadway até University Place. Lá achamos a filial do Mandoo Bar e resolvemos comer um mandoo combo regado a cerveja coreana. Tem gosto de pêssego e o absurdo nome de OB (Oriental Brewery). Subimos a 5a e ainda achamos tempo pra um cachorro-quente de carrinho antes de pegar o shuttle pro aeroporto. E aí acabou.

Continuando, no sábado fomos ao Empire State Building, aproveitando que a fila não estava na calçada ainda. Ufa, que saco esperar quase uma hora pra pegar o elevador super-ultra-mega rápido que sobe um andar por segundo. Mas também vale a pena, o céu estava claro e a vista linda. Ficamos rodando um tempo tirando fotos e brincando de localizar prédios conhecidos.
Na saída resolvemos dar outra passada no Foley's e a garçonete irlandesa simpaticíssima lembrou de nós e até do que pedimos na quarta-feira. Experimentei uma Yuengling, que apesar do nome é americana e fraquíssima.
Fomos depois procurar uns livros na Barnes&Noble nova. Não encontramos tudo lá, mas graças ao sistema de busca deles, só tivemos que ir à outra unidade dois quarteirões uptown. Nem olhei muito pra não cair em tentação.
Depois, fomos a outro pub experimentar mais algumas cervejas locais. Voltamos para o hotel pra depois sair de novo, mas! caímos no sono e só acordamos no dia seguinte.

November 19, 2005


Só uma interrupção pra contar de uma comprinha feita na Weber's, na mesma 32nd St. Os sapatos aí da foto custaram, respectivamente 1 e 3,99 dólares. E dava pra não levar?

November 16, 2005

Sexta-feira. Tomamos café no Brooklyn Bagel, do outro lado da rua (além de um chili comprado no Wendy's na noite anterior e que sobrou). Feriado, Veteran's Day, então demos de cara com a parada dos veteranos de guerra ali na 5th Ave. Estava meio parado, porque afinal parar o trânsito em Manhattan não deve ser brincadeira, então resolvemos nós ir descendo pra acompanhar o começo do desfile. Os carros estavam parados nas transversais, então encontramos tanques de guerra, tiozinhos vestidos de marinheiro, a banda da NYPD fazendo uma batucada, bikers barbudos de jaqueta de couro e motos inacreditáveis, chineses defendendo a prática do Falun Gong e meninas de fardinha congelando no frio. Paramos num diner de health food com atendentes polonesas extremamente confusas pra tomar um café e continuamos vendo a parada. Surprise, surprise, o próprio prefeito (agora reeleito) Bloomberg apareceu ali na nossa frente. Depois dessa, começamos a subir uptown, mas a massa de gente nos fez desviar para a 7th Ave. Paramos na rua 48, a das lojas de instrumentos musicais, e exploramos a Manny's e a Sam Ash. Continuamos até o Central Park, e dali seguimos por dentro até chegar no American Museum of Natural History, um dos meus museus prediletos. Vimos um dos space shows, foi bem legal. Além da parte de astronomia e dos dinossauros, my favorite.
De lá, encontramos o Jacques-Imo's Café, um restaurante de comida americana na Columbus Ave. com pratos deliciosos e cervejas locais, como a Magic Potion #9 e a Abita. Comemos rabbit sirloin in mustard sauce e fried green tomatoes, tudo hot e delicious. Voltamos para o hotel para um descanso e saímos de novo.
Sorte nossa que NY tem lugares de sobra pra se comer tarde da noite. Desembarcamos no West Village e descobrimos o Boxer's, um bar simpático, com bom atendimento, trilha sonora decente e comida apetitosa até as quatro da manhã. Eu não aguentava mais cerveja, então pedi uma coca - refills included, o que foi ótimo. De lá subimos a pé pela 6th Ave aproveitando o tempo fresco e fomos dormir às quatro horas.

Dia do aniversário. Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã no Café 28. Ovos, bacon, sausages, salada e café e lá fomos nós andar downtown. Passamos o Flatiron, Union Square, University Place, NoHo, SoHo, Chinatown, Canal Street e continuamos descendo. Paramos num Starbucks pra um espresso e um apple cider e descansar um pouco, e seguimos. Financial District, Ground Zero. Mais uma pausa, desta vez um pedaço de pizza no Stevie's (ponto obrigatório pra mim), mais um café. Caminhada ao longo da água até Battery Park, onde pegamos o ferry para a Liberty Island. O céu estava azul com algumas nuvens gordas, e o passeio foi ótimo. Para subir na Estátua da Liberdade agora é necessário fazer um booking com 48 horas de antecedência pela internet, então deixamos pra lá e ficamos andando pela ilha mesmo até o ferry de volta chegar.
A idéia inicial era pegar o metrô lá embaixo mesmo até o hotel, mas começamos a subir a Broadway procurando um bar pra tomar uma cerveja. Encontramos o John Street Bar and Grill, na John's St., um buraco escondido no subsolo onde engravatados de Wall Street afrouxam o colarinho e jogam sinuca depois do expediente. Tinha até um Joey Ramone chinês, impressionante.
Continuamos andando e pegamos o metrô de volta para o hotel. No caminho de volta, passamos pelo Madison Square Garden e demos uma olhadinha (nunca tinha entrado). Descansamos um pouco e saímos pra jantar. Fomos até Little Italy para escolher um restaurante, o que foi difícil. Todos pareciam tão bons! Passamos por alguns que eu já conhecia, na Mulberry St, mas acabamos indo ao Da Gennaro, onde nos deram uma mesa maravilhosa, ao lado da janela. Luz de velas, música italiana, vinho, pasta...absolute delight (mas eu recomendo mesmo também o Da Nico, na mesma rua). Subimos a pé, e quando passamos pela Bleecker, lembrei do CBGB's. No clube mesmo não estava rolando nada de interessante, então fomos ao anexo tomar mais uma cerveja e falar sobre a cena NY punk. Continuamos subindo e fomos parar em Union Square de novo, onde tem uma Heartland Brewery. Tomamos uma cerveja de abóbora (!), demos uma folheda no Village Voice da semana e continuamos nosso caminho.
Quando chegamos na 5a Avenida, meu estômago precisaaaava de um hambúrguer com fritas depois de toda essa cerveja e vinho, e entramos no Wendy's que fica aberto até as duas da manhã. Nunca um cheeseburger pareceu tão bom. E daí, cama.

November 15, 2005

Pra comemorar o aniversário do Akira, fomos pra NYC fazer uma festa de quatro dias. Acordamos às cinco e meia da manhã pra pegar o Thalys para Paris. A viagem foi quase toda tranquila, porque viajar de trem na Europa é praticamente como não sair da sua casa - aí aconteceu um atraso que me deixou estressada, porque nos deixou pouco tempo pra chegar em CDG. Mas conseguimos, e lá fomos nós cruzar o Atlântico.
Chegamos à tarde no JFK e passamos pelo tiozinho mais simpático na imigração. Pegamos um táxi e fomos para o hotel, na W 32nd. Não era minha primeira escolha, mas todos os outros estavam lotados e eu queria ficar nessa rua. As críticas no TripAdvisor me assustaram, mas na verdade ele é bem aceitável. O staff foi amável, a cama confortável, a água do banho quente e a localização ótima, pra que mais?
Já está escurecendo cedo em NY, quatro e meia da tarde e parecia oito. Além de tudo, resolveu chover. Entramos num pub irlandês simpático, o Foley's, para experimentar a Brooklyn Lager, a cerveja local mais famosa. Boa, escura e um pouco amarga. Pedi também uma porção de scallops (vieiras?) com cajun mayo (hot!) pra acompanhar, o que deu um ânimo pra andar até a Times Square, jetlagged e tudo. Foi uma caminhada agradável, e ao mesmo tempo uma busca por um lugar para jantar. Acabamos indo ao WonJo em Koreatown mesmo, pra um bulgogi absolutamente fantástico, feito sobre carvão em brasa, e um nengmyon (noodles coreanos) delicioso. Como é do lado do hotel, só rolamos até o nosso quarto, porque afinal vinte e quatro horas sem dormir é dose.

November 14, 2005

Ufa. Tanta coisa pra contar e tanto cansaço.

November 06, 2005

Onde dois bêbados iriam em plena Museumnacht, sábado à noite? No planetário, lógico! Ver a Terra rodar, hahaha.
O Museumnacht é um evento no qual os museus da cidade ficam abertos até as duas da manhã, com programações especiais, bar e DJs. E fiquei impressionada com a quantidade de gente circulando. O planetário daqui é modesto, e fica no complexo do zoológico. Mas as projeções são interessantes, com narração e explicação ao vivo, e tem uma exposiçãozinha multimídia sobre os planetas do sistema solar. Fomos e voltamos a pé, no arzinho frio da noite e Marte sobre nossas cabeças.

November 04, 2005

November 02, 2005

Andando estes dias com minha amiga alemã, ela notou que em Amsterdam existe um número impressionante de lugares para se comer. E alguns baratos, também. Claro, "barato" é um conceito relativo, e não estamos falando de alta gastronomia aqui. Mas - com 5 euros você pode comer :

* um falafel grande e uma bebida no Maoz - é uma rede, mas o falafel é bom e fresco, num pão macio e saladas à vontade. O desafio é equilibrar a maior quantidade delas no seu sanduíche e ainda cobrir tudo com tahine ou molho de alho. Ótimo para vegetarianos.
* um double bacon cheeseburger menu no Burger King - como sempre, com batatas fritas e um refrigerante. O molho para as batatas é cobrado à parte.
* um roti kip em qualquer surinamês/indiano - um prato que traz pedaços de frango ao curry, vagens e batatas cozidas e um ovo cozido acompanhados de um pão roti, que nada mais é do que uma grande tortilla fina. Absolutamente delicioso e farto.
* cinco hambúrgueres no McDonald's.
* comida oriental no Eat Mode, em Nieuwmarkt, um asian fusion bem legal e bem frequentado.
* sanduíches, saladas e pratos prontos em qualquer Albert Heijn, a rede de supermercados onipresente, onipotente.
* um prato no Atrium, o restaurante universitário da UvA. É um self-service bem variado que tem de pão com manteiga a pratos quentes. E o acesso não é exclusivo dos alunos, por isso vive cheio.

E deve ter mais por aí. Claro, comer por poucos euros acaba levando aos inevitáveis fast-food e snacks, mas como vocês vêem, não necessariamente...

Estou viciada em arenque. Já comi uns três desde quinta-feira.

Tentando achar uma trilha sonora pra uma tarde cinza. Tentei Teenage Fanclub, mas é too sunny. Decidi pelo Elvis Costello.