June 28, 2006

O domingo começou tarde, porque todo mundo estava muito cansado. Fomos comer um falafel no Maoz da Leidsestraat : bom, saudável e barato. Voltamos então ao Museumplein, e as visitas foram ao museu Van Gogh enquanto nós fomos ao Rijksmuseum (e aí aconteceu tudo aquilo do post lá de baixo). As crianças foram passear e nós, os velhos, fomos pra casa descansar, comer andijvie stampot e ver o começo do jogo da Holanda.
À noite, pra compensar a indignação com maníacos destruidores de obras de arte, fomos ao show do Gilberto Gil no Concertgebouw. Era o encerramento do festival Amsterdam Roots, e o lugar estava quase lotado. Tínhamos convites com lugares bons na platéia, mas chegamos um pouco atrasados e resolvemos sentar em qualquer lugar que estivesse livre, já que todo mundo já estava acomodado e o show começando.
Devo dizer que o Ministro fez o que sabe melhor : cantou, dançou, cativou a platéia, comandou a banda, fez o Concertgebouw pular e cantar junto num pique inacreditável. Teve momentos charmosos, como tocar "When I'm 64" dos Beatles, uma hora antes do próprio Gil completar 64 anos.
Mas o que mais me divertiu foi observar a audiência. Oitenta por cento de brasileiros, certamente, que não tinham que pensar duas vezes antes de abandonar as cadeiras e dançar na maior animação, de bracinho pra cima e tudo - certamente matando a saudade. E os vinte por cento de holandeses observando, doidos de vontade de fazer o mesmo mas ainda tímidos. A chance veio na última música, quando TODO mundo se levantou, e assim os laranjinhas tiveram a cobertura perfeita pra arriscar uma balançadinha.
Depois do show, fomos ao backstage para que AA pudesse dar aquele abraço (haha) no amigo e agradecer os convites. Gil tem um ar muito zen, olhar calmo, fala baixo. Foi simpático e atencioso, olha nos olhos ao apertar a mão. Rolou uma champagne pelo aniversário, ficamos um pouco e resolvemos debandar quando um grupo de fãs chegou com uma mesa (é, uma mesa!) com um bolo (é, um bolo!), hahaha. Cantaram parabéns e tudo, foi simpático.

Recebemos mais uma visita estes dias. Mestre AA, Rosa e Fê chegaram cansados no sábado à tarde, mas estava dispostos a dar umas voltas para reconhecer o terreno. Começamos pela Centraal e fomos descendo até o Dam. Muita gente, credo. Subimos a Kalverstraat e paramos no Café Belgique, um bar minúsculo especializado em quê? Cerveja belga, claro. Não tinha De Koninck, tomamos Palm, Duvel e Hoegaarden Grand Cru.
Continuamos andando e fizemos outra parada no De Beiaard, um dos cafés que consideramos "nossos" e ficamos batendo papo. De lá fomos andando até o Museumplein, sentamos no gramado verde até dar a hora de jantar. Escolhemos o Sama Sebo, ali do lado. As críticas o apontam como um dos melhores indonésios da cidade, e está sempre cheio. Não tínhamos reserva, mas conseguimos uma mesa. O bami (noodles) e o nasi (arroz) goreng são ótimos, e o molho de amendoim dos satés surpreendentemente delicioso - não tão adocicado como se costuma ver em alguns outros lugares, e com pedacinhos de amendoim, em vez de ser uma pasta uniforme e lisa.
Já cheguei à conclusão de que nunca vale a pena pedir uma rijsttafel (uma sequência de pratos pré-arranjada), e sim montar a sua própria, pedindo apenas o que se deseja. Sai muito mais barato e satisfaz mais.

June 27, 2006

Isso não pode ser verdade. Ninguém é tão burro assim. Quero acreditar que seja uma jogada pra alimentar a imagem da Sabrina Sato como "burra gostosa", mas não é possível alguém ser assim.

June 25, 2006

Aqui, uma análise dos tipos de vândalos de arte. Loucos, iconoclastas, radicais, artistas frustrados, conoisseurs fanáticos, take your pick.

Dammit! Fomos hoje ao Rijksmuseum hoje pra ver a instalação do Peter Greenaway sobre o "Nightwatch" do Rembrandt. Passamos uns vinte minutos olhando o acervo, e quando chegamos na sala da instalação, uma sirene começou a tocar e o aviso : "Por favor evacuem a área! Não utilizem os elevadores!". Nem pensamos duas vezes e já nos encaminhamos direto pra saída. As pessoas à nossa volta demoraram pra absorver a informação, e os funcionários não sabiam o que estava acontecendo. Me ocorreu que poderia ser um engano, uma brincadeira de alguém, mas a gente que não ia ficar pra ver.
Fomos para o Café Cobra, em frente ao museu, e ficamos acompanhando o movimento. Uns quinze minutos depois, uma massa de gente começou a sair e ficou em volta do café, comentando. Ninguém sabia o que tinha acontecido. Uma meia hora depois, alguns funcionários do museu explicaram que alguém tinha tentado incendiar uma tela!

O museu fechou pelo resto da tarde, e viemos para casa ver o que tinha acontecido. Parece que um senhor de 69 anos jogou ácido numa das telas, repetindo o ataque realizado ao próprio "Nightwatch" em 1990. Fez um certo estrago, mas esperemos que seja restaurável. E eu (e o resto do mundo) me pergunto : por quê?

Wooh, so cool!








Who is Your Alter Poet?




Way to go, your alter poet is Jack Kerouac, who is by FAR the coolest!
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June 22, 2006

HAHAHAHAHAHAHAHA

(algumas pessoas têm tempo demais nas mãos, but it's cute)

June 20, 2006

Procrastinando porque francamente não sei de onde a monografia da tese vai sair. E se vai sair. Não consigo escrever um "a", let alone 20.000 palavras. Vou ter de me inscrever pra mais alguns meses de universidade e uma late graduation. Falta de vontade de encarar o mundo real depois do mestrado? You bet.

Oba, comprei um pedaço de pecorino hoje. Vou usar no penne al pesto que vamos jantar.

June 19, 2006

Terminei "JPod", do Coupland. Ele obviamente esgotou a fonte de idéias novas, mas pelo menos consegue tirar sarro de si mesmo quanto a isso. Como diz a capa, é "'Microserfs' for the age of Google", um pouco mais bizarro e com referências geek-pop. A bolha estourou faz tempo, então os personagens trabalham numa empresa desenvolvedora de videogames. As famílias são disfuncionais e o protagonista é o eterno perdido. Enfim, as coisas de sempre. E não se impressionem pelo volume - pelo menos um terço é ocupado pelos cinco mil primeiros dígitos de Pi, listas de números aleatórios e sequências de números primos.
Claro, algumas idéias são ótimas. Mas peguem o livro emprestado, sei lá. Pagar 17 euros por algumas idéias, e não por um livro ótimo, me parece muito.

June 18, 2006

Puxa, fui ver a programação de filmes do Brasil e vi que estreou "Père et Fils". Não se se comentei do filme aqui ou se foi pro limbo da minha memória - como tantos outros - mas é bem legal. Não só pelo carisma do Philippe Noiret ou pela boa atuação de todo o elenco (adoooro o Charles Berling), mas pela história sensível e endearing. Faz um certo tempo que assisti, mas lembro que achei as brigas entre os irmãos uma coisa tão infantil mas tão querida. Que homem não é emocionalmente criança? Enfim, o equivalente masculino de um chick-flick.

(cara, as informações do UOL estão completamente erradas. Trocaram o título original e o elenco de várias produções - coitada da Miranda July, o filme dela virou "Slither", aquela coisa nojenta dos vermes)

Fomos assistir a "Silent Hill" antes que saísse de cartaz. Efeitos visuais fantásticos, ambientes grandiosos, criaturas de pesadelo e um argumento com alguns buracos, mas bem entertaining. Como "Le Pacte des Loups", foi feito para ser visto em telona - quanto maior, melhor.

(difícil dizer mais sem virar um spoiler)

Nunca joguei o videogame, mas agora estou curiosíssima, porque se for mesmo igual ao filme deve ser aterrorizante. O Cristophe Gans é muito bom no gênero, e as atuações pouco naturalistas acabam ajudando a criar o clima de estranheza, apesar de serem irritantes no começo. Eu gostei.

(e a policial Cybil? Uaaaau, se um dia eu mudar de time quero uma daquelas pra mim!)

Sábado fomos ao PC Dump Dag,uma feira bimensal no RAI, o centro de convenções daqui. Vários stands vendem todo tipo de hardware, usados e novos a preços um pouco mais baixos que as lojas de rua. Não é muito grande, mas dá pra sair carregado. Vi uma impressora a laser Minolta, nova, 1200 dpi, a 45 euros. Laptops e PCs usados a partir de 39 euros. Tudo bem, não eram grande coisa, mas perfeitamente utilizáveis - ou seja, aqui só não tem computador quem não quer mesmo.

Pô, Bussunda.

June 16, 2006

Felicidade é ter uma conta premium no Rapidshare, mesmo que por dois dias. E claro, uma conexão ultra rápida.

June 15, 2006

Esqueci também, terminei de ler "Dance, Dance, Dance". Hahahaha, adoro o fato do Haruki Murakami ter criado um personagem escritor chamado "Hiraku Makimura". Self-deprecation no máximo.

O livro todo é ótimo, mas eu realmente acho que deve ser lido só depois de "A Wild Sheep Chase". Eu imagino que sem saber o que é o Sheep Man, quem é o Rat, e por que o protagonista tem aquela obsessão pela garota das orelhas, o leitor se sinta perdido. Ou não. Afinal, quando o clima todo continua tão surreal quanto o primeiro, quem liga pra mais uma esquisitice na trama?

Le temps des cerises.


June 14, 2006

Esqueci. Dia desses a gente ainda foi ao Paradiso ver o show do Azymuth. É, eles ainda existem e fazem o mesmo som (que hoje em dia é tão vintage que soa moderno). Foi bem legal porque os tiozinhos ainda mandam muito bem, mas a atração mesmo é ficar observando a holandesada dançando passos de salsa ao som de samba... eles juuuuram que estão certos e se divertem horrores. Tudo bem, a banda faz uma espécie de "jazz samba", mas até aí, nem é música pra se dançar. Mas vocês sabem, pros lados de cá é assim - falou em Brasil e o povo acha que é tudo Carnaval, macaquinhos nos coqueiros, olê olê olá.

(não, eu não vou falar das holandesas bêbadas fazendo a dança do acasalamento e balançando os ombros como rumbeiras de nascença na nossa frente. Let me forget.)

June 13, 2006

Eating Cookie (Classic Sesame Street)

Tá, eu sou boba. Fiquei cantando isso a manhã toda e nunca mais vou conseguir ouvir "Makin' Whoopee" sem dar risada.

June 12, 2006

Mulherada, eu SEI que vocês estão todas aí vendo o jogo da Itália. Nem adianta negar.

June 09, 2006

E voltou o calorzinho, o céu azul e todo mundo esparramado nos cafés e nos parques. Quarta fui ajudar a gravar um vídeo lá na praia, em Zandvoort. É engraçadíssimo, meia hora de trem e de repente você se vê numa versão holandesa de Santos/Guarujá. Uma praia loooonga, plana, reta, guarda-sóis e cadeiras agrupados por "condomínio" (no caso, eram dos cafés/restaurantes mesmo), um mar completamente parado, quebrando numas ondinhas sem-vergonha (uma de cada vez) e mesmo assim tinha gente com prancha insistindo. Do outro lado da praia, uma série de predinhos sem-graça, uma rua com lojinhas, banquinhas de peixe frito e muitos, muitos velhinhos passeando. E quando você acha que nada pode ser pior, você repara que se viu duas pessoas de roupa de banho, foi muito. O resto andava de calça jeans, camisa xadrez abotoada, sapato social, bota...¬¬ Espero que no alto verão não seja assim (não que eu vá verificar, claro).

June 06, 2006















No barquinho (festa à prova de penetras!)

Segunda foi feriado aqui e visto a movimentação dos últimos dias, resolvemos não fazer NADA. Aaaaah.

E o cara que resolveu comer "ração para primatas" durante uma semana? Ele está no terceiro dia, se quiserem acompanhar é só ler o diário. Morgan Spurlock fazendo escola.

¬¬

June 05, 2006

Sábado - fomos ao Albert Cuyp ver o movimento da feira, e almoçamos no surinamês Albert Cuyp 67. Eu juro, vocês nunca vão achar comida tão boa e farta a preços tão baixos. Comi um roti kip com 3 pedaços de frango e muita vagem, bok choy e batatas com molho curry por 3,50 euros. Isso sem falar no mihoen Singapore da minha mãe (bifun com curry, camarões e carne de porco). Absurdo.
Depois fomos na loja dos museus na Museumplein. Enquanto minha mãe e irmã faziam compras, eu e Akira ficamos bebendo cerveja no Café do Cobra. Ficamos horas aproveitando o sol. Ainda jantamos num italiano turco, o Piccolino, perto da Leidseplein, mas a comida era boa e muito barata. Pizzas e calzones gigantes.

Sexta - descemos direto no Dam, em frente à Bijenkorf. Loja de departamentos + minha mãe = duas horas de compras. Mas foi legal, várias ofertas e coisas legais que tenho de comprar quando estiver no centro da próxima vez. Aliás, pra quem estiver passeando em Amsterdam, uma dica - a Bijenkorf tem lockers no quinto andar. Uma moedinha de 2 euros e você fica livre da sua bagagem por quanto tempo quiser.
Fomos almoçar no Wagamama, e foi bom. Mas ainda digo que o Eat Mode é melhor.

Quinta-feira. Uma da tarde e eu já lá, no hotel da minha mãe, de cara inchada e tudo. Akira ficou em casa se recuperando, the lucky bastard. De novo, ninguém tinha comido nada ainda, então resolvemos parar no Pancake Corner da Leidseplein. Achei que ia ser péssimo, por ser um lugar hiper turístico num lugar hiper turístico, mas que nada! A comida é boa e farta, o serviço rápido (o mais rápido da cidade) e os preços muito razoáveis. Comemos panquecas holandesas gigantes com queijo, presunto, cogumelos e outras coisas e mal conseguimos terminar os pratos.
Fomos então até o Museu Van Gogh, onde vimos o bom acervo que eles têm do holandês doidinho e genial e mais a exposição "Rembrandt-Caravaggio", uma comparação genial entre o "Rembrandt do Sul" e o "Caravaggio do Norte".
Andamos então pela Leidsestraat, com suas várias lojas tentadoras, e fomos até o Dam. Depois das compras, fomos parar no Oud-Holland, um restaurante holandês que, de novo, me pareceu um tourist trap, mas a comida era surpreendentemente boa e barata. Comi um rollade de porco maravilhoso, minha mãe comeu mariscos cozidos no vinho, minha irmã mariscos refogados com alho e salsinha, e meu tio um cozido de carne com purê de batatas típico daqui. Tudo maravilhoso, saboroso e bem apresentado.
Depois, fomos até a Centraal pra ver se a gente conseguia comprar a passagem do meu tio pra Paris, mas o balcão já estava fechado. Voltamos pro hotel então.

June 04, 2006

Quarta-feira, 31 de maio. Acordamos, nos vestimos e colocamos as champagnes na mochila. Fomos a pé até a prefeitura, onde todo mundo já nos esperava. Nos ajeitamos e o auxiliar de casamentos veio falar com a gente pra acertar os detalhes, saber se todas as testemunhas tinham chegado, etc. Claro que a testemunha que é nosso vizinho foi a última a chegar, mas em tempo. Combinamos que todos os convidados entrariam primeiro e nós depois, eu sentando à direita.
A cerimônia foi leve, comandada por uma mulher - o que eu achei particularmente fantástico - bem humorada e simpática, que disse, entre outras coisas "não vou dizer o que vocês devem prometer um ao outro, isso deixo para que vocês mesmo decidam". Nos desejou sorte e felicidade, e assinamos os papéis. Done.
Na saída, fomos cumprimentados por todos, minha mãe, irmã, tio, Bebete, Antonio, Mattia (os mais elegantes da cerimônia), Ivan, Juliana, Charlie, Sandor, Maaike e suas filhas lindas, Joaquim, Lilian e seu filho. Fomos a pé então até o canal em frente ao Tropenmuseum, de onde o barco que alugamos iria sair. O dia estava agradável apesar da garoa que caiu em alguns instantes (dizem que dá sorte).
O barco, o Belle Époque, chegou no horário e era a coisa mais linda deste mundo. Uma embarcação de 1910, restaurada e com bastante espaço para todos, champagne, comidinhas, fazendo um passeio de duas horas pelos canais de Amsterdam. Quer melhor que isso?

Foi muito agradável, e claro que não parou no desembarque. Os que não tinham compromisso foram para casa com a gente terminar o que sobrou da champagne. Daí chegaram outros amigos do Akira que não puderam ir à cerimônia, com cerveja, cachaça, saquê...fiz pão de queijo, linguiça acebolada, abri pacotes de salgadinhos e o povo ali, forte. Decidimos ir jantar no restaurante coreano na Marnixstraat, e lá fomos nós. Mais saquê, churrasco coreano, soju, cerveja. Saiu todo mundo tortinho em direção ao tram, descemos antes do nosso ponto pra deixar minha família no hotel, e o Sandor desceu junto. Achei que fosse por ele nem saber onde estava, mas era pra nos pagar mais uma cerveja e agradecer a noitada. Fomos ao East of Eden, bar rock 'n roll perto de casa e fechamos a noite. Quatorze horas de bebedeira.

Elas e meu tio chegaram segunda à noite. Muitos presentes mandados pela família, amigos e o amigo do amigo. Aí resolvemos jantar num restaurante que abriu na frente do hotel. O velouté que pedi era uma água de frutos do mar com uma camada de creme horrível em cima, e uns camarões e mariscos flutuando no meio. Tudo bem, o restaurante abriu há quatro dias, então pediram desculpas e não cobraram o prato. O resto estava ok, ravioli com pinoli e frango defumado, bacalhau fresco com shanghai noodles, entrecôte com fritas. Se uma dia eles melhorarem e colocarem o site pra funcionar eu posto aqui.

No dia seguinte, todo mundo estava baleado e perdeu o café da manhã do hotel, então fomos comer numa pâtisserie na rua da frente. Andamos pela feira, e eles chegaram à conclusão de que o custo de vida na Europa é relativamente menor que o do Brasil (comparando preços em relação ao salário médio). Pegamos o ônibus até a Estação Central e de lá fomos andando. Descemos o Damrak até o Palácio, subimos a Kalverstraat até os prédios da Universidade, andamos pelo mercado em Waterlooplein. Decidimos ir comer no bairro chinês e paramos no Eat Mode no Zeedijk. Continuo recomendando, porque a comida é ótima e incrivelmente barata. E ainda tem dois gatinhos branco-e-preto servindo de hosts.
Voltamos para o hotel e fizemos um estoque de pão e frios para o jantar, já que ninguém aguentava sair de novo. Voltei pra casa e caí na cama, porque o dia seguinte começava às oito.

Ufa. Achei que só a realeza comemorasse um casamento por mais de três dias. No nosso caso, foi quase uma semana. Ainda compramos uma Moët e uma Piper-Heidsieck pra celebrar sozinhos hoje, depois de levar minha mãe e minha irmã ao aeroporto.


(don't get me wrong, foi a melhor coisa do mundo ter minha família aqui, e festa de 14 horas com os amigos. Mas tuuudo o que eu queria esses dias era olhar pra carinha do meu marido e lembrar que eu sou feliz - e não fazer absolutamente nada. Mas mãe, principalmente a minha - quer dizer passear e fazer compras non-stop)

June 01, 2006

It Had To Be You

(G.Kahn, I.Jones)


Why do I do, just as you say, why must I just, give you your
way

Why do I sigh, why don't I try - to forget

It must have been, that something lovers call fate

Kept me saying: "I have to wait"

I saw them all, just couldn't fall - 'til we met

It had to be you, it had to be you

I wandered around, and finally found - the somebody who

Could make me be true, and could make me be blue

And even be glad, just to be sad - thinking of you

Some others I've seen, might never be mean

Might never be cross, or try to be boss, but they wouldn't do

For nobody else, gave me a thrill - with all your faults, I love
you still

It had to be you, wonderful you, it had to be you

May 27, 2006

Wouldn't we all?

Assisti ao "Little Women" do Mervyn LeRoy, um dos meu all-time favorites. É sessão da tarde, eu sei, mas tem o Rossano Brazzi tentando parecer alemão e eu adoro. Assisti quinhentas mil vezes desde criança (só essa versão - ignorei completamente a mais recente e a primeira - June Allyson é a melhor Jo de todas!) e mesmo assim só hoje eu vejo como a família March influenciou todo meu desenvolvimento como pessoa. A mesma relação com a família, o mesmo temperamento da Jo. E ainda achei o meu Professor Bhaer, olha só.
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Pensando bem, tá mais pra Professor Pardal...hahahaha, tá bom, pode me chamar de Lampadinha.

Acabei de saber que a minha mãe está fazendo um curso de Geofísica na USP, e nos intervalos das aulas ela discute o filme do "Da Vinci Code" com os colegas de terceira idade. Quero muito ser assim quando eu tiver 65 anos. Minha irmã disse que é bem possível, e que provavelmente ainda vou estar usando vestidos zebrados. Hahahahaha.

May 26, 2006

Fomos ontem à festa de 10 anos do restaurante de um amigo aqui, o simpaticíssimo Joaquim. Casa lotada de holandeses, portugueses e brasileiros, open bar e muita comida que não parava de chegar (porque afinal é um restaurante), danças portuguesas e mulata brasileira devidamente paramentada dando o truque do samba-enredo. Acho que alguns holandeses devem ter achado o paraíso naquela noite, hohoho. Calvinismo, bah.

Adorable.

May 24, 2006

Comprei um Le Pié d'Angloys pra experimentar. Hmmmmmm, creamy and delicious. É um queijo de washed rind (não sei como é em português, é um processo no qual se banha o queijo em algum líquido durante o amadurecimento), com um interior cremoso como um camembert bien fait (no ponto, maduro). Yum.

May 22, 2006

Domingo fomos para Groningen, lááá no norte do país. Longe paca, três horas de trem vendo muitas vaquinhas e carneiros e plantações de batatas e mais vaquinhas e mais carneiros - opa, um moinho! - e mais vaquinhas e...you get the picture. O landscape holandês não é dos mais variados.

A cidade em si é grande e agitada - tem um museu conhecido, que certamente vou visitar da próxima vez, várias construções medievais, um boulevard comercial com várias lojas de redes nacionais e internacionais, muitos cafés e restaurantes...enfim, o básico de várias outras cidades holandesas. O saguão da estação central é lindo e merecia uma foto, mas esqueci a maldita câmera em casa e tive que me virar com o celular mesmo.

Mas o que eu vou me lembrar mesmo é da Wieckse Rosé, uma cerveja ROSA com gosto e cheiro de morango, que eu, muito sem noção, quis experimentar. No primeiro gole já senti que aquilo ia me fazer muito mal, e fez. Revertério MONSTRO. Agh.

May 20, 2006

Vamos ajudar?

À noite, fomos jantar na casa de amigos e levamos quatro garrafas de vinho (uma por pessoa, ué). Depois de um frango ao curry verde tailandês, as quatro garrafas já eram história, mais duas que eles tinham na geladeira. Geez. Vinho evapora fácil, não?

Depois de enfrentar a multidão na Zara, resolvi passar na livraria americana. Pra quê, ômeudeus? Já tinha o novo do Coupland, "JPod", e o "Lunar Park" do Bret Easton Ellis estava em promoção.

(What puzzles me é - como pode a Amazon.co.uk dizer que não foi lançado ainda e eu ter uma edição britânica nas mãos?)

May 19, 2006

Alguém me explica porque tanta gente tem adoração pela Zara? Fui lá esta semana, e depois de conseguir passar pela mulherada enlouquecida revirando as araras e desviar das roupas caídas no chão (resultado do mencionado reviramento), não vi nada de tão especial. Coisinhas entre o básico e o clássico, materiais mais ou menos, acabamento menos ainda. Ainda prefiro a H&M (hm, mais compatível com a minha idade mental)

May 18, 2006

Na segunda-feira resolvemos jantar no De Kas, um restaurante montado numa antiga greenhouse no parque Frankendael. O lugar é lindo, tanto de dia como de noite, e o menu é montado com vegetais plantados ali mesmo e produtos orgânicos de produtores locais. A carta de vinhos é boa, e incluía algo que nem mesmo o Akira, nos seus 15 anos morando aqui, tinha visto antes - vinho holandês. Resolvemos pedir uma garrafa, e não foi uma má escolha. Caiu bem com o menu do dia - lagosta com feijões verdes, beterraba com um emincé de échalottes e tempura de queijo de cabra, lasanha de vegetais, hazelhoen (uma ave selvagem, de carne branca absurdamente saborosa) grelhado com aspargos e batatinhas na manteiga, e sorvete de açafrão com morangos frescos e bolinho de baunilha. Tudo delicioso, e o que me impressionou foi a preparação simples, que só ressaltou o sabor de cada elemento. Batata com gosto de batata, aspargo com gosto de aspargo, e nada mais (claro, os vegetais serem orgânicos ajudam). Engraçado como às vezes a gente esquece o que é essencial.

Nem tudo está perdido. Fomos à IKEA comprar uns troços pra casa, e não é que eles entregam em casa no dia seguinte? Nove e meia da manhã, ding-dong! Pelo menos UMA empresa confiável...

May 16, 2006

Essa daqui é uma das princesas da Holanda. Atentem para o traje usado no dia da Rainha (koninginnendag, no post do dia 4 de maio. Depois me digam o que eu tenho de fazer, porque sinceramente fiquei sem reação.

Que espécie de criatura ingere 552 ostras em 10 minutos? É Sonya "The Black Widow" Thomas, campeã de "competitive eating" nos Estados Unidos que, entre outros feitos, comeu 37 cachorros-quentes em 12 minutos, 57 hambúrgueres em 8 minutos e 6 quilos de cheesecake em 9 minutos (argh!). É, essa magrinha aí do meio.

(Acabei de ler uma matéria na Jane sobre ela e coincidentemente, um dos sites que leio também mencionou o mundo de competitive eating. Next big thing, pelo jeito)

May 15, 2006

Tô rolando de rir com isto aqui. O melhor foi : "When following a list of instructions, if something doesn't work as expected, instead of trying to figure out what went wrong, or even reading the error message, simply start over from the beginning. Repeat as needed."

Existe gente assim, acreditem.

May 14, 2006

Semana passada fomos comemorar o aniversário de um amigo tri-querido. Na praia. É, aqui tem praia.
Na verdade, é até perto aqui de casa, mas acabamos pegando um táxi e um tram. Chegando lá, começamos a ver pessoas (muitas) indo e vindo de chinelo, sacolas de compras, botas de cowboy (mau sinal) e assim em diante. Na "entrada" da praia propriamente dita, um quiosque vendendo cachorro-quente. Yum. Seria esse nosso jantar?
Hopefully, not. O café/restaurante estava absolutamente lotado, assim como a praia, com cachorros molhados passeando por entre as mesas, crianças sujas de areia correndo, palco montado com banda tocando música de praia, gente equilibrando cinco pratinhos de batata frita com maionese nas duas mãos.

Nunca chegamos a saber o que o restaurante servia. Saímos correndo de lá e voltamos para o centro. Acabamos indo jantar num português com comida maravilhosa e vinho verde, terminando a noite num bar moderninho, onde tomei o pior vinho da minha vida. Mas por 3,50 euros eu queria o quê, né? Mas foi divertido.

May 13, 2006

Serviço de utilidade pública : European City Cards - pra quem vai pra países europeus a passeio, alguns desses são vantajosos se os museus e monumentos incluídos estão na programação. Se a idéia é só aproveitar o transporte ilimitado, vale mais a pena procurar os sites das empresas de transporte público de cada lugar e ver se existe algum tipo de passe de dia inteiro, ou semanal (mesmo que você só use o passe pra ir e voltar de onde vc estiver hospedado e faça o resto a pé, em alguns casos compensa mesmo assim).

May 12, 2006

Tô fu. Achei no supermercado um queijo curado com azeite de oliva. Meus sanduíches de queijo jamais serão os mesmos.

May 11, 2006

Eu ia falar de várias coisas que eu odeio, mas vamos deixar pra lá. Primavera, you know.

Pronto. Saiu o sol, começou o show de horror - calça branca, top verde-limão, bota branca, essas coisas. Mas pelo menos fica todo mundo de bom humor.

Nos vôos consegui colocar alguns filmes em dia :

"The Chronicles of Narnia" - bonitinho, se eu tivesse filhos seria o tipo que eu gostaria que eles assistissem. Por mim, achei um pouco "efeitizado" demais e tá começando a me incomodar essa coisa de o "homem" ser a esperança do mundo, sendo que é exatamente o contrário. E aquela Susan me irritou demais com aquela cegueira racional voluntária, apesar dela ser a cara da Janeane Garofalo. Mas vale pela fantasia e os valores morais.

"Fauteils d'Orchestre", da Danièle Thompson - nem tinha ouvido falar do filme, mas quando vi o nome da Cécile de France, fui correndo assistir. Uma coisa meio Amélie, sem o lado esquizofrênico, sobre uma moça simples de Mâcon que vai a Paris juntar dinheiro e interliga a vida de um pianista cansado da vida de concertista (o sempre ótimo Albert Dupontel), uma atriz de TV que quer ser levada a sério (a sempre hilária Valérie Lemercier), uma camareira de teatro em vias de se aposentar (lembram da Dani?) e um milionário colecionador de arte e seu filho (não sei quem são). O filme é uma graça, e a Cécile de France é a coisa mais querida deste mundo, adoro. Assisto até a comercial de TV se for com ela.
"

"Je Vous Trouve Très Beau
", com o Michel Blanc. Achei parecido com "Une Hirondelle a Fait le Printemps" (com outro Michel clássico, o Serrault), a velha história do velho solitário ranzinza que tem sua vida transformada com a chegada de uma jovem (romena) cheia de vida e amor pra dar...mas é bom, basicamente porque o Michel Blanc é um talento clássico e a Medeea Marinescu é charmante.

"Harry Potter and the Goblet of Fire" - bom filme da série. Não o melhor, mas bom.

May 10, 2006

Ou pergunta pra Rita Lee, de repente ela sabe.

Porra, de novo entraram aqui procurando pelos pontos turísticos da Babilônia. Já disse, vai ver os Jardins Suspensos e manda um alô pro Nabucodonosor por mim.

E homens orientais magrinhos lindos, que cuidam da mulher com todo o carinho, são gentis mas sabem dar porrada, e consertam tudo em casa absolutamente RULAM.

May 09, 2006

E acabei de ver outro filme do Kim Ki-Duk, "Bin Jip" (Casa Vazia). Tão lindo que nem preciso escrever nenhum comentário, só que me arrancou algumas lágrimas. Lindo, lindo.

Certo, voltei à programação normal. Estou procrastinando. Mas não completamente, porque estou tentando terminar um trabalho sobre a necessidade de um background étnico-cultural para se compreender emocionalmente alguns filmes. Ou algo assim. Ontem assisti a "The Isle", o filme mais polêmico do Kim Ki-duk. Aquele, dos anzóis. E achei num livro uma análise que diz exatamente o que eu queria, que enquanto a alguns olhos o filme parece carregado de uma violência e brutalidade gratuitas, para quem entende o pensamento oriental são apenas metáforas de uma dor interna não-verbalizada. E como em "Primavera, Verão...", o cenário é único, com a mesma sensação de isolamento e atemporalidade, quase sem diálogos. Mas "Primavera, Verão..." fala do self, e "The Isle" da dor da necessidade de fusão com o outro. É um filme lindo e perturbador.

Credo, que post chato. Deixa eu voltar pro Word que é melhor.

Em São Paulo, aproveitei pra assistir a "Les Poupées Russes", já que aqui saiu de cartaz faz tempo. Damn, e agora estou com raiva da minha caixa do Cédric Klapisch não incluir esse filme. Porque faz super sentido acompanhar o Romain Duris evoluir de moleque sujinho a thirtysomething imaturo e continuar pegando todas, hahaha.

Mas o que eu saí pensando foi que as pessoas acham o amor muito complicado. E não é.

May 08, 2006

Num dia desses, ainda descobrimos que o Juca Chaves tem um teatro, dentro do Extra Itaim. Essa a gente tinha de ver. Chegamos lá, e realmente existe um teatro! E mais, dentro da sala da bilheteria, ao fundo, o próprio Juca falando ao telefone! Imediatamente, adquirimos a caixinha com 3 CDs com "o melhor de Juca Chaves" e pedimos pra ele autografar, o que foi feito com simpatia. Saí de lá achando tudo muito engraçado e bizarro. Só chegamos a ouvir os CDs aqui em Amsterdam, o de Modinhas é ótimo e tem clássicos como "Por Quem Sonha Ana Maria", mas o que mais me impressionou foi como todas aquelas letras satíricas continuam atuais. JK, Jango, Figueiredo, Collor, Sarney, Tancredo, Funaro, mudam os nomes e as épocas, mas a situação...

Chegamos na nossa querida cidade semi-acabados, mas nada que um banho e uma cochilada básica não resolvessem. E daí em diante, só alegria...

Pizza com Bohemia no Micheluccio na Sexta-feira Santa, festa num apartamento gigantesco em Higienópolis com direito a polícia e tudo, almoço no Club da Cana com caipirinha trifásica (maracujá, caju e limão - genius!), campeonato de golfe, Satã meio vazio, churrascaria rodízio (high end e low end - a low end foi muito melhor), comida mineira, Sujinho, espetinho da Dona Regina na Liberdade, comida coreana no Lua Palace, saladas no Ráscal, sashimi no Takô à meia-noite do domingo, obras culinárias do Tanji, patas de siri na Vila Madalena, espetinhos na Pompéia, dim sum na Aclimação, aquele frango absurdo do Frangó, muita pizza de padaria, feijoada no Bolinha, pastel de feira...e ainda faltou tanta coisa, tanta gente pra ver (porque claro, cada um desses lugares foi desculpa pra ver alguma pessoa querida - ou vocês acham que a gente só pensa em comida? hahahahaha)

(só faltaram as minhas duas Xris e Kris, tô na dívida)

E dormir com os gatinhos, ô coisa boa.

Dia 13, enfim, depois de resolver alguns assuntos práticos, fizemos a mala e acabamos com o que tinha na geladeira. Minha irmã fez uma omelete com abobrinha absurda, nos entupimos de queijos franceses e pão, resto de stampot, de pasta, e fomos daquela que "fait du ciel le plus bel endroit de la terre" rumo a São Paulo...

Continuando sobre a visita da minha irmã, os dias seguintes foram uma sucessão de passeios aleatórios, compras, comidinhas e bares. Fomos a Utrecht e compramos uma french press para café, vários tipos de Yogi Tea, comemos batata frita do Maneken Pis. Em Amsterdam, jantamos uma noite no Sherpa, um restaurante nepalês-tibetano perdido no meio de um bairro cheio de tourist traps. Decoração simples e alegre, raviolis cozidos no vapor, curries de cordeiro, serviço simpático, ótimo. Sobremesa no Café Americain, aquele salão lindo art-nouveau. Passeio de barco. Compra de CDs na Boudisque. Petiscos holandeses no De Blauwe Parade, nossa parada obrigatória. Cervejas no Du Lac. Mercado de Waterlooplein e a feira do Albert Cuyp. Roti surinamês, panquecas com açúcar e manteiga, arenque com cebola e picles, nada foi poupado.

Tá, eu voltei e vou tentar colocar tudo em dia, apesar de sinceramente não me lembrar de mais nada, hahahahaha.

April 27, 2006

Saindo do Museumplein, fomos a pé até o centro. Mesmo sendo domingo, parte das lojas estava aberta até as seis horas. Comemos batata frita numa lanchonetezinha com o atendente mais simpático da cidade. Andamos mais e fomos pra casa, comer boerenkool stampot.

Bom, minha irmã e uma amiga foram me visitar em Amsterdam no começo do mês. Foi bem legal, apesar de não ter dado tempo de ver metade do que eu tinha planejado.

No sábado, fomos fazer compras e elas se encantaram com os produtos disponíveis no Albert Heijn. Ainda demos uma volta e fomos tomar uma cerveja e churros com chocolate quente no bar espanhol aqui do lado. Resolvemos jantar fondue em casa, e à meia-noite e meia a noite parecia no final, quando Antonio e Mattia nos ligam convidando pra uma festinha improvisada na casa deles. Pegamos a loja de conveniência antes de fechar, compramos duas garrafas de vinho e fomos pra lá. Acabou sendo bem divertido, porque os hosts são dois fofos e os outros dois convidados também :)

No dia seguinte, fomos ao Rijksmuseum ver a parte da coleção que está aberta em comemoração aos 400 anos de Rembrandt. Uma exposição interessante foi a "Really Rembrandt?", que apresenta obras atribuídas ao pintor quando adquiridas pelo museu e que depois tiveram sua autoria questionada. A mostra comparativa "Rembrandt/Caravaggio" parecia interessante também, mas era paga à parte, então nem fomos. Mas na verdade, mais do que pelos Rembrandt, a visita valeu por dois quadros do Frans Hals. Preciso ir a Haarlem visitar o museu qualquer dia desses.

April 21, 2006

São Paulo no feriado é tão, tão legal que quase me faz querer voltar a morar aqui.

April 18, 2006

Uf. Os últimos dias têm sido uma correria.

April 07, 2006

Pronto. Acabei de descobrir mais um site absurdo, mas que eu VOU TER que checar regularmente : o MoFA - Museum of Food Anomalies

Isso aqui tem grande chance de ser a coisa mais idiota que já li na minha vida. Geez.

April 06, 2006

Fui ver o filme do Turturro, "Romance and Cigarettes". Filho legítimo dos irmãos Coen, que assinam a produção, tem todas as características adoráveis do resto da família : a América working-class, com suas neuroses e quirky humor, referências ao mundo do cinema dos anos 40 e 50, um elenco de matar (James Gandolfini, Susan Sarandon, Steve Buscemi, Christopher Walken, Kate Winslet, Aida Turturro, quer mais? Aliás, pode mais?). Tem homenagem a "West Side Story", tem uma trilha sonora inesquecível que literalmente faz parte da história - que apesar de ser mais uma história de amor de classe média, é sensível em meio ao absurdo kitsch das situações, tem uma cena linda com a Kate Winslet debaixo d'água. Deliciosamente bizarro.

Coloquei dois dourados marinando em limão, alho, azeite e dill um dia inteiro. Forrei uma assadeira com rodelas de batatas e deitei os peixinhos em cima. Forno durante uns 40 minutos, coberto com papel alumínio e regando com a marinada. Fiz um molho com mostarda, alcaparras, azeite, limão e um pouco de maionese. Servi o peixe com o molho, as batatas e arroz branco misturado com arroz selvagem. YUM.

April 04, 2006

Tá rolando aqui o CinemAsia, que ainda é um festival pequeno, mas com uma seleção até interessante de filmes. Inicialmente era mais queer-oriented, mas acabou englobando outros gêneros nesta versão. Fomos ver o tailandês "Shutter", que vi que está em cartaz no Brasil com o nome de "Espíritos" (que criativo, dã) ou algo assim. E é um terror ótimo, na linha dos japoneses "Ringu" e "Ju-On", mas ouso dizer que até mais assustador.
A sessão foi no Filmmuseum, um prédio lindo no meio do Vondelpark e que pelo jeito é o QG dos cinéfilos de Amsterdam. O lugar ainda tem um café simpático e aconchegante, o Vertigo, onde também se pode jantar coisas como "Trio de peixes - atum, seabass e dourado - com crocante de legumes" ou algo do gênero (Espaço Unibanco, alô?). Eles vendem também caixas de piquenique pra comer no parque, mas dá licença : com 15 euros vc vai no supermercado mais próximo e compra comida pra umas três pessoas pelo menos.

April 02, 2006

Vi um programa britânico outro dia sobre a reciclagem de lixo em São Paulo. Segundo eles, a cidade consegue reciclar 76% do papel e papelão usados, o que a princípio me pareceu um número absurdamente alto - mas enfim, sucata e papelão são um comércio lá, então faz sentido. Imagine se a coleta de lixo seletiva fosse levada a sério...

Um paulistano consciente, além de de boa vontade tem de ter espaço pra manter em casa pelo menos quatro contêineres diferentes para papel, vidro, plástico e alumínio - fora o lixo orgânico - depois fechar todos os sacos quando cheios, colocar no carro e levar até um centro de recolhimento, que só deus sabe onde ainda existe. Sendo que a outra opção é simplesmente jogar fora tudo junto e colocar o lixo pra ser recolhido na porta de casa (ou do prédio) na maior comodidade, o que será que acontece mais, no ritmo de hoje?

Tá, o correio fdp daqui pode ser uma droga (e ainda acabaram de aumentar as tarifas!), mas o sistema de separação de lixo ainda funciona. Cada quarteirão tem um conjunto de lixeiras próximo, com recipientes para lixo normal, vidro e papel (os plásticos e metais são separados na central porque não faz mal se misturarem com o orgânico). Quando se desce pra levar o orgânico, é só levar junto os recicláveis e colocar cada um no seu lugar. No hassle e custa muito menos pra cidade, e por consequência, pro contribuinte. Por essa, eu até aguento o fdp do correio.

April 01, 2006

Essa conversa toda me fez pensar no que eu comeria anytime, anywhere (por "anytime, anywhere", eu quero dizer "não recusaria nunca").

- Sashimi de qualquer peixe
- Tofu fresco com shoyu, cebolinha e gengibre ralado
- Batata frita (à belga)
- Salmão defumado (pensando bem, qualquer peixe defumado)
- Camarão à provençal (pensando bem, any style)
- Purê de batatas com ciboulette ou alho poró
- Pizza
- Pão fresco quentinho
- Ovo (any style)
- Queijo
- Hummus
- Steak tartare (carne crua com uma gema de ovo crua, mostarda, alcaparras, molho inglês, sal, pimenta e tabasco)
- Salada de veldsla (lamb's lettuce em inglês, mâche em francês)e rúcula com azeite, limão e sal
- pipoca (no óleo, sem manteiga)

Hahahaha. Gourmande...

Em compensação, isto aqui eu comeria. Aos montes. Ai.

Eu sempre adorei comer. E não sou a pessoa mais chata do mundo em relação a comida (como de quase tudo - menos cérebro e pombos). E sempre procuro provar os pratos típicos dos lugares em todas as minhas viagens.

Agora, tô com medo de ir pra Noruega e encarar isso aqui.

(prefiro minha comida sem cara, pufavô)

March 31, 2006

Tinha começado o "A Wild Sheep Chase" do Haruki Murakami há alguns meses, mas o ritmo dos trabalhos começou a apertar e deixei as ovelhas e carneiros pra lá. Hoje resolvei acabar com essa pouca vergonha e terminei de ler o livro - uma trama intrincada e surreal, mas sem dúvida interessante - graças, claro, ao estilo seco e sintético do Murakami. Acho que poucos conseguiriam levar adiante uma história onde personagens são possuídos por um carneiro misterioso que quer dominar o mundo.
Agora preciso ler o "Dance Dance Dance". Ô papo de viciada.

March 30, 2006

Esse horário de verão me confunde. Sete da noite e não é noite ainda.

Mas...é tempo de voltar a ficar em cafés ensolarados tomando Hoegaarden com limão! E pessoas bem-humoradas na rua, e poder escolher roupinhas bonitinhas pra sair (no inverno, pra quê? Podia sair sem nada por baixo do casaco que dava na mesma), e andar só por andar. Quem quiser me visitar aí, agora é a hora.

March 26, 2006

Fomos dar um rolê no quarteirão à procura de uma tabacaria aberta e aproveitar o solzinho da manhã. Na volta, Akira criou um molho inacreditável com um restinho de moutarde à l'ancienne (com grãos), raiz forte, vinho branco e ciboulette pra colocar sobre o salmão defumado. Isso, uma baguette, mais fatias de ovos cozidos e frango defumado frio e uma tacinha de Chardonnay espumante foi nosso brunch de domingo. Acho que não vou conseguir comer mais nada hoje.

Ainda em Arnhem, no final da tarde entramos no Café Störtebeker pra tomar uma cerveja. Seis rodadas depois, depois de discutir o pôster dos Dead Kennedys na parede e a cabeça raspada do bartender e bem felizes de ter encontrado o lugar mais rock and roll da cidade (o The Queers tocou lá ano passado, damn!), fomos procurar um lugar pra jantar. Acabamos entrando no La Cucina Italiana, que apesar do nome er, óbvio, é bem bom, relativamente barato e tem um atendimento ótimo, o que pros padrões daqui é algo raro. Pedimos uma pizza e uma bistecca que na verdade era um filé, e ambos vieram perfeitamente executados e saborosos (o que deveria ser regra, mãs...). Pena que não consegui tirar fotos do lugar, que é lindo, mas roubei umas imagens do site.



Ainda tive a sorte de encontrar um par de botas Converse de couro preto. Par único, tamanho 6 americano, cano até o joelho, remarcado a 49 euros (sendo que o preço normal seria pelo menos o dobro). Os tênis de couro da Converse são a coisa mais confortável do mundo e eu ainda estava mourning o roubo do meu par cor de vinho. Gente, elas estavam esperando por mim! Ainda tentei ser forte e saí da loja sem nem experimentar, desfiando desculpas imaginárias :
"Não vão servir"
"Botas nesse calor?"
"Você tem pernas curtas, tá pensando o quê?"

Mas uma hora depois voltei correndo, com aquele medinho de que alguém tivesse levado (I know, I know). Quando as vi ali, agarrei o par e provei ali mesmo. Perfect fit, aceita cartão?

Aproveitei então para conhecer o Museu de Arte Moderna de Arnhem. Foi interessante como introdução à arte moderna holandesa - que, com exceção do Maurits Cornelius Escher e Mondriaan, era completamente alienígena pra mim. E que interessante! Uma exposição sobre ilusão e fantasia reuniu vários trabalhos de 1925 a 1950 onde predominam crânios humanos e seres de pesadelo. Dick Ket e Carel Willink, Charley Toorop e Pyke Koch. Gostei muito de uma série de 15 retratos de pessoas mortas. Rostos emaciados, tons esverdeados e expressões ora serenas, ora de agonia. Pena que não lembro o nome do artista.
Na parte contemporânea, algumas instalações dignas de nota e a video-arte de Lida Abdul, uma artista afegã que trabalha com vídeo e fotografia e fez algumas séries em Kabul entre 2000 e 2004. A exposição especial era do alemão Franz Radziwill, mas francamente achei pouco expressiva.
Mas o melhor mesmo? A vista. O museu fica numa parte elevada com vista para o rio Reno. O dia podia estar chuvoso e escuro, mas a visão do rio por entre árvores desfolhadas made me stop on my tracks.



March 25, 2006

Fomos para Arnhem de novo. Desta vez, sendo sexta-feira, tudo parecia muito mais lively. Mesmo às dez da manhã, as ruas do centro estavam movimentadas - talvez por causa da feira na praça da igreja. E que feira! Algumas barracas de vegetais, outras de pães, outras especializadas em azeites e azeitonas, muitas vendendo roupas e tecidos, uma oferecendo todo tipo de salame e salsichão possível . Mas a grande atração mesmo eram as barracas dos peixeiros. Pessoas se aglomerando para comprar kibbeling (iscas de peixe branco à milanesa) e arenque preparados na hora, para comer ali mesmo, de pé.



Devorando, não. Inalando, eu diria.

Sábado de primavera, enfim. Quatorze graus!
Fizemos o circuito de compras de todo sábado, depois a limpeza da casa, botei meus membros enferrujados pra alongar e quase consigo recuperar minha abertura. Fizemos guacamole, frijoles, carne com chili (e não o contrário) e estou devorando tudo com Doritos e tacos. Aaaaah, life is good.

"Funny how the new things are the old things"
Rudyard Kipling
(1865-1936)

March 21, 2006

Aí, pra comemorar fui na Waterstones comprar livros na promoção de 3 por 2. E saí com dois Murakami ("Hard-boiled Wonderland" e "The Wind-up Bird Chronicle") e um Paul Auster ("The New York Trilogy"). Tudo bem que eu já tinha o "Wonderland", mas tá no Brasil, pô. No momento preciso de livros companheirinhos para todos os outros que comprei e que eu não vou conseguir ler até terminar a maldita tese. Pra quê? Ora, pra não se sentirem solitários, já que atenção eu não posso dar mesmo...

Então. Mandei um email pra Amazon sobre os livros-que-o-correio-holandês-fdp-não-sabe-se-devolveu. Mas só por desencargo de consciência, porque afinal a Amazon não teve culpa absolutamente nenhuma nessa história toda. E não é que eles me responderam prontamente? Dizendo que pelo jeito minha encomenda tinha se perdido no envio, então outro pedido igual foi processado e enviado no dia seguinte, sem custo algum. Mal tive tempo de responder dizendo que não precisava, porque eu já tinha comprado os livros de novo - alguns dias depois, pimba! O replacement chegou. Eu juro que fiquei pasma com o bom atendimento : solução imediata e fácil, com prejuízo arcado por eles, mesmo sem serem culpados (correio holandês fdp!). Resolvido com UM e-mail. E pensar que tem empresa que a gente tem de ficar meses em cima telefonando, pentelhando e mesmo assim não consegue solução alguma.
Tudo bem que agora tenho dois "The Essential Frankfurt School Reader" na estante (alguém precisa de um?), mas aí também é problema meu, porque eu decidi comprar o livro de novo em outra livraria.

Ah, e alguns dias depois, recebi um e-mail de outro setor deles, dizendo que a minha encomenda devolvida chegou nos depósitos deles (o que o correio holandês fdp ficou fazendo com o pacote até agora?). Legal, agora eu tenho os meus livros, eles têm os outros de volta e tá todo mundo feliz. E claro que eu vou continuar cliente da Amazon. Agora, do correio holandês fdp...(maldito, não tenho outra opção!)

March 19, 2006

Ando estocando filmes coreanos pra minha tese, e assisti a dois deles estes dias. O primeiro foi "Samaritan Girl", do Kim Ki-duk - que, como sempre, consegue fazer de um apanhado de simbolismos um filme inquietante e reflexivo. Usei um trecho na aula de Fictional Events como exemplo de cena que necessita de um cultural background específico pra ser entendida - porque afinal muito do comportamento dos personagens é extremamente coreano. A ponto de, ao ver a reação do pai da menina, pensar que meu pai faria o mesmo, por mais chocante que pareça. Lindo, lindo.
O outro foi o famoso "My Sassy Girl", que pelo jeito foi um grande hit nas bilheterias coreanas. Também, uma comédia romântica com uma heroína não muito convencional (para os padrões asiáticos - e, putz, eu sou desse jeito às vezes) não deixa de ser uma delícia. O filme muda radicalmente de ritmo na divisão de partes, passando a ser quase um melodrama, mas faz parte do charme.

March 18, 2006

Fomos assistir a "Hostel" hoje. Jesus, fazia tempo que eu não saía passando mal do cinema. Aquele tremorzinho nas mãos, falta de ar e um certo nervosismo que a gente adora sentir e que qualquer filme de terror decente deveria proporcionar. Mas também, produzido pelo Tarantino, dirigido pelo Eli Roth e até com uma participaçãozinha do Takashi Miike, eu queria o quê?
Not for the faint of heart.

March 17, 2006




Eusebiuskerk, Arnhem.



Espero que o morador do número 17 não seja muito alto, coitado.

(isso sempre me intriga nas casas antigas daqui, essas portas de anão)

March 15, 2006

Fomos pra Arnhem, uma cidade a 20km da fronteira com a Alemanha. Fui acompanhar Akira num trabalho, e enquanto ele fazia isso eu fui dar umas voltas pelo centro, que estava deserto porque ainda era cedo (pra uma segunda-feira). O que eu realmente queria visitar, a Eusebiuskerk, estava fechada (porque era segunda-feira). Fiquei então dando voltas nas ruas de comércio, que a partir do meio-dia começaram a ficar bem movimentadas. E têm praticamente todas as lojas de redes que existem aqui, então não foi exatamente uma novidade. Mas achei uma loja de CDs e DVDs que me manteve ocupada por pelo menos uma hora, mas o que me pegou mesmo foi uma caixa de filmes dos Irmãos Marx. Cinco filmes. Vinte euros.
No final da tarde, fomos almoçar no café do Musis Sacrum, o Mahler. Lindo, amplo, todo envidraçado. Ficamos numa mesa ao sol e comemos filé com risoto de vinho tinto e mini-shiitakes e cordeiro com couscous de tomates. E um gratin dauphinois MUITO bom.
E claro, depois fomos rolando até a estação.

March 14, 2006

Eu não sei o que dá mais medo : o fato do menu ter um item numerado 2009, ou o item ser "cowboy leg". O que você pediria?

(tem mais aqui)

March 10, 2006

Ontem encontramos uma loja especializada em azeite, vinagre e mostarda. O paraíso gourmet e gourmand. Todos os tipos de óleos e vinagres aromatizados possíveis, azeites de todas as procedências, enlatados espanhóis e...sal. Maldon sea salt, fleur de sel de Guérande, kosher salt, gray salt, sal da Sardenha. Investimos uns eurinhos numa caixa de Maldon, e posso dizer que vale cada centavo, e já quero cobrir tudo com aqueles cristais lindos e deliciosos.
Já faz algum tempo que banimos o sal refinado iodado da nossa cozinha lá em São Paulo. Quando vi que o Akira também é adepto do sal marinho grosso, pensei : "match made in heaven". Porque sal refinado iodado não dá.

March 07, 2006

Ainda no assunto "esses holandeses esquisitos": ditados.

Confesso que a maioria não fez sentido algum pra mim.

E é velho, mas eu morro de rir : Engrish e Dunglish

De lá, deu tempo de pegar "Caché" no Tuchinski. Que, como todos os outros filmes do Michael Haneke, me deixou em estado de tensão e desconforto durante toda a sessão. Mas é MUITO bom : intrigante, crítico, perturbador - qualidades que são acentuadas quando Haneke nos obriga a partilhar o ponto de vista dos protagonistas from the inside (o que Murray Smith chama de "central imagining") durante as sequências dos vídeos. Que aliás só existem com essa função.

Agora eu queria muito rever "Code Inconnu".