Imaginem o que é entrar numa sala de concertos pequena, intimista, praticamente um cubo com apenas quatro fileiras de cadeiras centrais e outras tantas laterais, todas ocupadas. Quem senta na primeira praticamente põe o pé no palco. Que é um tablado quase ao nível do chão.
Agora imaginem subindo ao palco uma big band com um naipe de metais completo (trombone, trompetes, sax soprano, alto, tenor e barítono), gaita, um baixista, dois bateristas, dois guitarristas, uma percussionista, uma tecladista, uma flautista, uma go-go girl, três bailarinos de butô, um pintor, um violinista, um bandleader que bebe vodka no palco e um MC de sunga e quimono enlouquecido. São 26 pessoas.
Claro, a isso tudo acrescentem o fato da banda ser japonesa.
Imaginem que a big band toca free jazz, Zappa, baladas com arranjo à la Burt Bacharach, rock e ska com a mesma energia, com solos dignos do Ornette Coleman e John Coltrane, guitarras metaaaaaaal, vocais doces e etéreos e grooves à James Brown. E durante todo o show, a go-go-girl dança sem parar em seus figurinos e perucas coloridas, uma mulher dança segurando duas bananas de plástico como se fossem katanas, os bailarinos de butô fazem suas coreografias baseadas em histórias criadas em suas cabeças e o pintor cria um quadro no fundo do palco. Os músicos páram de vez em quando para sacar as câmeras digitais e tirar fotos dos colegas e do público, e o bandleader sinaliza convenções nada convencionais. A flautista veste asas de anjo, um dos guitarristas usa longos dreadlocks e chinelos e o outro parece um modelo de bom moço japonês. O MC conta uma história sobre pescadores japoneses e incita a platéia a cantar junto, enquanto os dançarinos portam tendas em formato de guarda-chuva.
Não é sonho, mas é bem próximo disso : é uma apresentação da Shibusa Shirazu Orchestra. O nome quer dizer algo como "foda-se o cool", e cada show pode ser diferente, mas nunca menos que espetacular. Acho difícil chegar ao Brasil, já que o custo de se levar uma equipe enorme do Japão para a América do Sul é bem alto, mas torçam para que alguém enxergue a luz. Ou veja os vídeos do site oficial, ou os meus tosquinhos no YouTube (quando eu tiver tempo de fazer o upload).
September 15, 2007
September 14, 2007
Fui ao cinema ontem. Durante os trailers, fiquei pensando em como estou cansada de certos gêneros - épicos, de época, filmes "sérios" hollywoodianos (oxymoron, I know), filmes britânicos mostrando looooongas tomadas de campos verdejantes e costumes vitorianos, filmes sobre guerra (TODAS elas), filmes sobre o mundo cão do terceiro mundo feitos e estrelados por americanos, filmes americanos com UM ator europeu para dar aquele ar de cosmopolitismo exótico, filmes holandeses querendo copiar os americanos, adaptações americanas de sucessos europeus/asiáticos/whatever, filmes brasileiros endossando a estética da fome, comédias italianas sem graça, filmes sobre mulheres loucas pra casar mas que não admitem, filmes sobre adolescentes problemáticos, filmes sobre julgamentos...af. E por uma horrível coincidência, a maior parte do que está em cartaz aqui se enquadra em alguma dessas categorias aí. Tudo encheção de linguiça, seguindo fórmulas seguras enquanto o sucessor de "Matrix" não vem, ou pra cumprir contrato.
Por sorte, o que fui ver é uma bela prova de que ainda existe vontade de se fazer cinema comme il faut - com cuidado, com um bom roteiro, com bons atores, sem artifícios para se prender a atenção a não ser uma trama bem elaborada, que não se prende a um formato pré-definido. No excelente "La Sconosciuta", Giuseppe Tornatore nos apresenta um enigma : quem é Irena? O que ela quer? De onde vem? Presa ou predador? Por quê? E o que mais me intrigou : como nos solidarizamos tanto com ela, mesmo sem saber nada sobre seus motivos? Será a bela trilha do mestre Morricone?
Não posso falar muito sobre o filme sem entrar na história e nas respostas, dadas a conta-gotas - e analisá-lo seria redundante. Portanto, o que me resta dizer é : assistam.
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Annix
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Aw, essas late entries são sempre as melhores. Depois que eu postei a lista daí de baixo, me vem essa :
"em hollywood eu era assim mas envelheci e fiquei assim- atores dos anos 80"
Hã...se você conseguir achar alguma coisa procurando desse jeito, let me know.
Pensando bem, não me avisa não. Medo.
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Annix
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September 12, 2007
Lendo o post da Andrea, lembrei que é hora da sessão "Ó Poderoso Google", pra alegria da Chris. A de julho ainda é a pior, e a de maio eu ainda estava boazinha e respondi alguns, então este aqui ficou meio-termo.
"adaptação de churros para carro" - umas rodinhas, talvez?...
"churros non tatuapé" - então é o da Móoca.
"casa noturna/entrar descalços" - why, lord, oh why?
"companhia aerea mybaby" - eu conheço a bmi. Hahaha, bmi, bmi baby...
"filhotes da raça bag" - eu juro que não entendi. Pochete? Moedeiro?
"hel potter o que as pessoas acham desse filme" - alguém quer mesmo que eu me jogue da janela.
"homem nao gosta muito de mulher gravida"
"jogos de criadas e cozinheiras" - how fun.
"letra da musica que tenha palavra cogumelo"
"lista de ingrediente para fazer quantidade grande de cachorro quente" - quantidade grande de pães. Quantidade grande de salsichas.
"musica de dawson screek , começa com a palavra - hello musica é hello..." - canta no ouvido do Google pra ver se ele sabe.
"need shoes" - vai falar com aquele que quer entrar na casa noturna descalço.
"o que tem para fazer em tatuí" - tem Lonely Planet : Tatuí? Não? Então não tem nada.
"o que é uma terceira felina" - quando você tem duas gatas e pega mais uma.
"para que serve semente de girassol" - para...plantar...girassóis?
"poblemas de auto-afirmação" - acho que não só de auto-afirmação.
"porque o sal de cozinha tem o nome de iodado?"
"qual a problematica tratada pelo filme paradise wow" - a diferença entre "wow" e "now".
"receita torcicolo" - eu costumo dormir de mau jeito. Sempre funciona!
"red light district garotas cobram" - que vc acha?
"tattoos de faróis" - se achar, me mostra.
"textos cheios de interjeições" - ai! ui! ufa! epa! oba! xi! (tá bom ou quer mais?)
"woodstock o filme,eu preciso encontrar um lugar" - Tomara que você ache. E fique por lá.
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September 11, 2007
Aw, a Anita Roddick se foi. Eu sou cliente de carteirinha (literalmente) da Body Shop, e adorava a postura dela - admitir que nenhum produto de beleza faz milagres e que qualquer hidratante serve, ao mesmo tempo que procurava usar só ingredientes fair trade e não testar produtos em animais. Sem contar que os produtos são bons mesmo.
Mas isso me fez lembrar uma coisa que descobri em NY no começo deste ano. Já tinha lido sobre a miraculosa Mane 'n Tail, que produz shampoos e condicionadores...para cavalos. E que podem ser usados por humanos também, sem problemas. Achei um frasco pequeno e resolvi experimentar pra ver qual era, finalmente. Meninas, the hype is true. Vão por mim.
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Achei um livro que, mesmo se não tivesse sido editado pelo Michael Chabon, eu levaria de qualquer jeito, só pela capa : 
É uma coletânea de contos, como diz o título, astonishing. Fantasmas, mistérios ou simplesmente histórias esquisitas inéditas de autores como Stephen King, Margaret Atwood, Roddy Doyle e outros. E como se não bastasse, ilustrações do Mike Mignola! Achei muito, muito bom. Às vezes dá certo julgar um livro pela capa ;)
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Annix
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September 10, 2007
Não há muito o que falar sobre "No Reservations" além de ressaltar que só acrescenta açúcar ao original alemão e que a melhor atuação é da Abigail Breslin. Mas o que importa mesmo é que é a representação do que eu disse ai embaixo. Kate (Catherine Zeta-Jones) é uma chef que se refugia em regras - nada surpreendente que a sua especialidade seja cozinha francesa, sofisticada, cheia de técnicas e precisões. A única vez em que deixa aflorar sensualidade é descrevendo uma codorna perfeitamente preparada, suculenta e saborosa - que mesmo assim, DEVE ser acompanhada de trufas, senão não merece ser degustada. Uma verdadeira dominatrix fetichista. Não gosta nem de provar algo da colher dos outros (saliva, yuck!). Nick (Aaron Eckhart) é o sous-chef passional, emocional, espontâneo e dado a improvisos - claro, especialista em culinária italiana, rústica, quente, pé-no-chão e associada a conforto. Quem aproveita mais a vida?
...
...
...
O Anthony Bourdain, óbvio! :)
A associação de comida ao sexo não é nem de longe nova - é primal e óbvia também. Ambos têm várias formas de serem aproveitadas, e cada uma delas oferece um prazer diferente. Às vezes queremos algo bonito de se ver, mesmo que não desça muito bem. Outras, algo confortável e familiar. Outras ainda, temos vontade de algo picante e excitante. Mas a verdadeira satisfação que ocorre quando todos os sentidos são estimulados é algo excepcional - texturas, temperaturas, cheiros, cores, sabores, sons. E pode acontecer tanto com algo cuidadosamente preparado como com algo rapidamente improvisado, sem planejamento. Às vezes, oh! Até com algo que achamos que não gostamos. Vai saber.
Portanto, não interessa se você come de tudo ou quase nada, se gosta de sorvete de mangostão ou de baunilha, de BD&SM, de homem, de mulher, whatever. O importante é : enjoy. Senão não tem graça.
(na verdade, todo esse blábláblá aí eu poderia resumir em : eu não deixaria de comer um caranguejo maravilhoso por ser necessário comê-lo com as mãos e sujar pratos, dedos, toalha de mesa, etc. É gostoso? Tô dentro, não sendo balut nem leite condensado. But that's me)
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10:22 PM
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Por falar em gostos, uma teoria que sempre defendi é que os hábitos alimentares refletem a vida sexual de uma pessoa. Picky eater, picky partner. Quem se aventura menos em gostos e texturas tenderia a ser mais conservador na cama. Que vcs acham?
(imagina o Anthony Bourdain! hu!)
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September 08, 2007
Af. Estamos fazendo curry de frango pra comer com uns rotis surinameses que compramos, e o cheirinho tá me matando. Será que tem alguém que não gosta dessa mistura maravilhosamente aromática que é o curry? Pode ser, já que tem gente que não gosta de comida muito temperada. Ouvi falar que holandês não curte alho - já vi que nunca vou poder convidar nenhum pra comer aqui em casa, porque eu AMO alho, tento colocar em tudo.
Mas eu entendo quem tem restrições alimentares. Eu mesma não comia nada que tivesse leite ou creme quando criança. Manteiga e queijo nem pensar, só de sentir o cheiro tinha vontade de vomitar. Tomate cru tampouco. Chantilly, então, irgh! Eu não gostava do McDonald's porque os hambúrgueres tinham aquele queijo amarelo e os sorvetes eram sempre de creme - não tinha nada que eu comesse lá.
Não sei como, hoje em dia virei esse monstro que varre as gôndolas de queijos no supermercado e compra sempre umas 4 variedades, adora uma salada caprese (tomate, mozzarella e manjericão), não vê sorvete sem chantilly e fica discutindo que país produz a melhor manteiga (França, Irlanda ou Escócia? A holandesa é medíocre, das brasileiras só Aviação). Ainda não tomo leite de jeito nenhum, e ainda odeio creme de leite e leite condensado puros, mas posso dizer que fora isso, em comida eu topo quase tudo. Gosto de língua de boi, timo (sweetbreads), peixe cru, ovas de peixe, algas, salada de água-viva, escargots, todos os frutos do mar (incluindo ouriço-do-mar), haggis, carne crua, miúdos de galinha, fígado - até miolo, que era algo de que eu tinha o maior nojo, estou considerando. Ainda não tentei, mas vou alguma hora. Só não encaro mesmo balut, chapulines e cuitlacoche (respectivamente, ovo de pato fertilizado, comido nas Filipinas, Camboja e Vietnã, e gafanhotos e milho fungado, especialidades mexicanas).
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7:39 PM
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September 07, 2007
Esqueci de escrever uma coisa que me marcou no casamento da Gaybee. A frase "Finding someone you can live with is nice, but finding someone you can't live without is special". Achei lindo, real e explica tanta coisa. Explica por que alguns relacionamentos podem ser legais, mas não duram. Por que algumas pessoas se casam e se separam. Porque às vezes é necessário algo a mais, mas a gente só descobre o que é quando encontra.
Pra ilustrar, fica o videozinho tosco da first dance. Primeira de muitas, esperamos.
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2:26 PM
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September 06, 2007
E "Planet Terror" é muito bom. Não só pela linda da Rose McGowan no melhor papel da carreira dela, mas por todo o conceito de Grindhouse - trailers falsos, estética 70's com tecnologia 00's, zumbis, gore, peitos de fora, pulos propositais no roteiro (quem precisa de história?), cinematografia tosca. É entertainment do começo ao fim - e nem pense em encontrar sentido ou mensagem no negócio. Genial.
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10:38 PM
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O que acontece no quarto 1408?
(assista sem ver trailers ou spoilers antes - o grande mérito do filme é o fator surpresa. E o John Cusack, é claro)
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September 05, 2007
Bom, então não tenho mais 35 anos. Daí resolvi que festa de aniversário não tá com nada - o negócio é fazer comemoraçãozinha particular e fechar o ano bem ;)
(e com as mensagens de todos vocês, fechou do melhor jeito possível! Merci!)
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September 04, 2007
September 03, 2007
Falando em "sexo x gênero", impossível não falar de um filme que pega TODOS os clichês, mitos e preconceitos envolvendo o assunto, mistura com senso de humor, uma dose de kitsch, um elenco cheio de gente legal e uma trilha sonora adorável : o já clássico do cinema gay "But I'm a Cheerleader".
Megan (Natasha Lyonne) é enviada para um "reformatório" heterossexualizante, porque a família e amigos acham que ela é lésbica. O "tratamento" segue seis etapas, e é a coisa mais engraçada do mundo ver o quão ridículo é delimitar gender roles, e que nem tudo é o que parece.
(mas o elemento MAIS gender bender do filme é a participação de RuPaul - ganha um doce quem identificar a poderosa de cara)
Adorei a presença de Mink Stole, claramente uma homenagem ao papa John Waters, cuja influência é inegável. Fora isso, ainda tem a fofa da Melanie Lynskey (de "Heavenly Creatures"), a Clea DuVall e a Julie Delpy numa ponta. Só ficaria melhor se tivesse a Guinevere Turner também, hahaha.
Apesar de ser triste notar que as famíias dos "internados" existam exatamente daquele jeito na vida real, o tom geral é alegre e a mensagem totalmente positiva - "seja você mesmo". Que, espero, seja possível pra todo mundo num futuro próximo. Ficou curioso? Dá pra ver mais ou menos no tv-links, aqui. Ou procura o DVD.
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August 31, 2007
Terminei de ler o ótimo "Middlesex", do Jeffrey Eugenides. O autor de "The Virgin Suicides" conduz agora o leitor por uma verdadeira mini-odisséia moderna : partindo da Ásia Menor, de onde um casal de gregos foge da guerra com os turcos, rumo à Berlim de hoje, passando pelos EUA dos anos 70, onde uma família greco-americana vive num subúrbio de Detroit, com os problemas que toda boa família greco-americana tem. Em meio a conflitos raciais, buscas religiosas, relações familiares conturbadas e mitos gregos, Calliope Stephanides passa por todas as angústias de ser adolescente, de se sentir diferente de todo mundo e ter sentimentos "errados". Mas ah! O Destino tem desígnios misteriosos e a jovem Calliope descobre ser hermafrodita, XY de nascença mas criada como mulher - e passa a viver como Cal. A voz que conta a saga se alterna entre o masculino e o feminino, o presente e o passado, onisciente e onipresente como um coro grego, e por ela aprendemos o que acontece por dentro e por fora de uma pessoa que os índios norte-americanos chamavam de double spirited. O livro levanta questões boas de se discutir, como a diferença entre "sexo" e "gênero", experimentalismo sexual na puberdade, tabus sociais, etc - sem deixar de ser leve. Curti bastante.
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August 30, 2007
Assim que voltei, dormi, ajeitei minhas coisas e pulei num Thalys e rumei a Paris. Desci na Gare du Nord às onze da noite e a Ana estava esperando por mim. Meu hotel era o Hotel de Saint-Germain, bem na rue du Four. Depois do recepcionista brincar comigo dizendo que minha reserva tinha caído, e eu accordingly ter dado uma bronca leve, deixei minhas coisas e fomos tomar um vinho no Café de Flore. Não adianta, é turístico mas tem uma vibe Sartre-Beauvoir inegável, e fica aberto até tarde. Batemos papo até tarde.
No dia seguinte, choveu pencas. Mas não fazia diferença, Paris não é mais destino turístico : é quintal de casa, hahahaha. Então andamos até o Cimetière de Montparnasse e fomos prestar homenagem ao eterno Gainsbourg. Paramos num café próximo pra almoçar e ficamos a tarde toda em companhia de um steak tartare e um steak thon.
Eu tenho que admitir que eu não lembro muito do que fizemos. Mas sei que andamos pela Rue de Rennes, depois fomos ao Champ de Mars, passamos perto da minha antiga residência na rue St.Dominique. Fomos aos Champs Elysées, onde o comércio fecha mais tarde, e entramos na Virgin. Por coincidência, a Amélie Nothomb estava autografando o novo livro, mas ignoramos o hype e fomos direto ao café.
Depois fizemos compras na Monoprix, na Fnac e voltamos a Saint Germain, para comer no Le Buci. Serviço gentilíssimo e comida razoável, bom para as altas horas.
No dia seguinte, fiz minhas compras obrigatórias de queijos e manteigas francesas, e andamos muito pelo bairro. Pelo quai, depois entrando pelo 7ème, chegamos ao Le Bon Marché, onde estava rolando uma expo "Tokyo Design - Emballe-moi", com o melhor dos produtos japoneses expostos em globos de arame. Fiz umas compras na Grande Épicérie de Paris, na mesma loja, e já era hora de voltar.
Comprei as três principais revistas francesas sobre cinema na estação : Prémière, Studio e a Cahiers du Cinéma, e todas elas falavam sobre os mesmos assuntos : Ludivine Sagnier, a mostra de filmes romenos, as novas cineastas francesas e o novo filme do Olivier Assayas. Incrível, mas cada uma com seu enfoque. A Prémière é mais jovem, e tem a Ludivine Sagnier na capa. A Studio traz Laetitia Casta na capa, mas basicamente os mesmos assuntos dentro. E a Cahiers, clássica, tem Juliette Binoche na capa, com uma bela entrevista ilustrada por desenhos feitos pela própria. Ator francês é outra coisa, ela discorre sobre assuntos interessantíssimos como o trabalho como cineastas como Kiarostami, Amos Gitai, Berri, Carax, Haneke, Minghella, Téchiné, Hou Hsiao-hsien, com uma fluidez e sensibilidade de uma verdadeira artista. Génial.
E assim foi meu passeinho por terras gaulesas. Uma espécie de pré-presente de aniversário, andando com uma pessoa inteligentíssima e com histórico semelhante ao meu. Foi super.
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Annix
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Na segunda, vimos finalmente Glasgow com sol. Mas já era hora de partir, então o bom tempo nos acompanhou no trajeto de trem até o Glasgow Prestwick International Airport. O nome pomposo engana - é um aeroporto pequenininho a 45 minutos da Central, e monopolizado pelas empresas low-cost. Mas a estrutura é ótima e o acesso é fácil, tem algumas lojas, lugares para comer uma coisinha e bares pra um último pint antes de viajar. Inclusive, o pub dentro da área de embarque segue o clima rock 'n roll glaswegian e homenageia ninguém menos que The King himself. Que James, Charles ou o quê.
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Annix
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August 28, 2007
Edinburgo sempre é uma viagem no tempo. As duas vezes em que lá estive foram em pleno Fringe : cidade lotada, Royal Mile povoada de grupos divulgando suas peças, cantores líricos, violinistas, comediantes, acrobatas, mímicos e bailarinos fazendo pequenos números ao ar livre, transeuntes conferindo o bric-à-brac das muitas lojinhas ao longo da rua, gente sentada nos pubs comendo e bebendo cerveja. Com isso tudo e o Castelo ao fundo, o chão de pedras e as ruelas sinuosas aqui e ali, impossível não se imaginar numa feira medieval.
O Castelo em si estava bem menos concorrido, felizmente. Curti bem mais desta vez, e pude observar melhor algumas coisas, deixando as menos interessantes de lado. Mas a verdade é que é um lugar tão absurdamente antigo e tão carregado de história que o simples fato de transpor as muralhas já me dá arrepios. Certamente o melhor lugar de onde observar a bela Edinburgo do alto.
Depois, percorremos a Royal Mile no sentido oposto, até o Hollyrood Palace. Estava fechado, mas o passeio serviu pra pararmos no cemitério de Canongate, na casa do John Knox e no pub The World's End pra umas pints e um haggis. A comida é boa (não excelente) e o atendimento, como em todo lugar em que fomos na Escócia, pra lá de simpático e eficiente. Com uma curiosidade - o nome não é por nada. Vizinho ao World End's Close, que era realmente o limite da cidade no séc. XVI, o pub foi construído sobre as bases do antigo muro que cercava a velha Edinburgo.
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Annix
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8:29 PM
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August 26, 2007
No dia seguinte, ignoramos completamente o scottish breakfast do hotel, acordamos tarde e fomos direto pegar o ônibus de volta a Stirling, e de lá o trem para Glasgow.
A chuva foi uma constante durante o dia todo. O hotel é ótimo e altamente recomendável. Bem próximo às duas estações de trem, a Glasgow Central e a Queen St., às ruas comerciais e vários centros de compras, cinema e boa parte das atrações da cidade.
Fomos dar uma volta, mesmo sob a chuva. Compramos um guarda-chuva numa loja de "tudo por 1 libra" e andamos pela Sauchiehall Street (gah, tem uma Primark lá! Mas consegui não entrar. A Primark é o paraíso das roupinhas budget, mas eu sinceramente não tenho mais onde guardar roupa). Entramos num pub para comer, porque eu já estava verde de fome. E foi uma boa escolha, porque o Lauders tem o pub grub básico e bom, além de uma (boa!) banda tocando jazz ao vivo. Achei barato comparado a Londres, a maioria do cardápio por volta de 6 pounds.
Andamos mais pelo centro, passamos pela linda e gigantesca estação Central, pela Gallery of Modern Art, pelas Buchanan Galleries (não se enganem com o nome, não tem nada a ver com arte - é um shopping center, como os que temos no Brasil e coisa rara aqui na Europa), Hope Street, etc. Apesar das construções sólidas e altas, Glasgow é uma cidade bem menos opressora que Londres, com ruas amplas e uniformemente divididas, como em Manhattan. Diferente do interior do país, a atmosfera é bem urbana e apressada, com uma parcela de decadência que toda cidade grande tem.
(acho que eu moraria em Glasgow. É mais ou menos do tamanho de A'dam, mas menos bicho-grilo, e com a mesma estrutura)
A Virgin Megastore da Buchanan St me assustou. Estava quase deserta, com as gôndolas de CDs cheias de...espaços vazios. Não sei se eles tiveram problema com a reposição de mercadorias, se estão em fechamento iminente ou se é consequência da internet, mas o fato é que nunca vi uma Virgin tão abandonada.
Tomamos uma Tennent's no Iron Horse, um pub com boa música mas cheio de peruas naquele horário. Ouvir "500 miles" dos Proclaimers num pub escocês é divertido - todo mundo canta junto.
Acabamos jantando num italiano ao lado do hotel, o DiMaggio's - nada excepcional, mas como em todo o país, o atendimento era extremamente bom. E as mussels Livornese nos deram uma boa idéia para se fazer em casa.
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Annix
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6:55 PM
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Voltando : a cerimônia do casamento foi simples e divertida, com gaita de fole e costumes celtas. Se seguiu um típico ceilidh, com parte do Belle&Sebastian tocando a música da primeira dança dos noivos. Ha! Nada mais adequado, já que se não fosse a banda esse casamento nem estaria acontecendo ;)
Os escoceses são certamente um dos povos mais simpáticos e gentis da Europa. Os homens são amáveis e educadíssimos, sem perder o porte altivo de quem carrega tantos séculos de história nos ombros. Basta observá-los, magros, gordos, altos, baixos, jovens ou velhos, elegantíssimos em seus kilts e dançando as coreografias tradicionais, para ser lembrado de William Wallace e Robert the Bruce, os dois maiores ícones do orgulho escocês. Fascinante.
Todos nós acabamos participando das danças, por natureza conviviais e alegres. Divertido e educativo. E ainda conhecemos pessoas ótimas, com quem dividimos a mesa -uma franco-brasileira, um malásio, um espanhol, além do Chris Geddes do B&S e sua namorada, uma moça simpaticíssima, fofa e falante, cujo PUTA sotaque glaswegian manteve os meus ouvidos afiados por boa parte da noite (adoro!).
Muito vinho, stovies com bannocks, música e fotos depois, voltamos para o hotel. Bem felizes por ter passado uma noite ótima, cheia de amor, alegria e todas essas coisas que pessoas especiais trazem.
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August 24, 2007
E pra não perder o gancho de "cada um tem a audiência que merece, graçazadeus" : a internet é uma grande ferramenta para descobrir pessoas com gostos similares aos nossos, cabeças pensantes e, como eu digo, quem nos faça voltar a ter fé na humanidade, hohoho. Pra quem não notou, tem link novo aí do lado, o PostBlogger. Filmes ótimos e pouco conhecidos, música boa e uma boa vontade imensa de postar tudo isso com legendas - eu garanto, gente : mina de ouro.
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Annix
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9:29 PM
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Eu já gostava dela porque é inteligente, culta, cool, simpática e um doce de pessoa. E sonha com galinhas gays. Como se não bastasse, ainda tem o blog mais original dos últimos tempos, que faz o link entre a arte e o rock.
Por isso, quando ela me disse que estaria em Paris esta semana, como eu poderia deixar de encontrá-la? :) Lá fui eu aportar em Saint-Germain por uns dois dias, visitar o Gainsbourg e tomar chuva e Bordeaux em ótima companhia.
;)
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Annix
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August 21, 2007
Oops. Eu disse que continuava hoje, but these boots were made for walkin'. Volto na quinta. À jeudi!
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August 20, 2007
E o fim de semana foi dedicado à cerimônia escocesa do casamento da Gaybee. Foi um verdadeiro périplo - saímos de Amsterdam rumo a Edinburgh pela Easyjet na sexta de manhã (1h30 de viagem). Pegamos o AirLink até a Waverley Station (mais 25 min), depois um trem até Stirling (50 min). Lá, a idéia era pegar um ônibus H31 até Crieff, mas ele nunca chegou e por sorte tínhamos a opção de pegar o 47, depois de esperar 50 minutos em vão. Mais uns 40 minutos de viagem em direção ao norte e chegamos à simpática cidadezinha de Crieff, capital dos Highland Games e berço do Ewan McGregor.
Mas ainda não acabou : fizemos o check-in no Crieff Hotel, trocamos de roupa e já fomos para o Crieff Hydro, o lugar da festa. Mais uns 15 minutos caminhando morro acima, e aí realmente chegamos. Mas valeu a pena, porque afinal foi uma ocasião especial para duas pessoas especiais.
(continua amanhã)
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Annix
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August 16, 2007
Até agora, as adaptações da Marvel para o cinema têm sido as melhores. "Fantastic Four : The Rise of the Silver Surfer" é bem divertido, apesar de perder um pouco de tempo na crítica ao culto a celebridades. Mas eu sou suspeita pra falar : desde cedo eu curto o Coisa e adoro o bordão "It's clobberin' time", tão bem adaptado para o português como "Tá na hora do pau!". É, eu tenho um fraco por personagens extremamente inteligentes mas exilados do convívio humano por alguma "deficiência". Portanto, o Surfista Prateado também figura no meu panteão de figuras ideais, e merecia um filme só pra ele. Mas pelo que vi, não tarda.
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Annix
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August 12, 2007
Desculpem o sumiço. Visitas conhecendo a Europa pela primeira vez sempre merecem um tratamento exclusivo, ainda mais quando são família de uma amiga querida. E ainda mais quando uma das visitas em si é uma senhora de 62 anos ansiosa por ver tudo que o mundo oferece :)
E depois, claro, deu uma puta preguiça de escrever. Qualquer coisa - email, blog, blablabla. Hoje tô voltando pro mundo dos vivos.
Finalmente consegui ir assistir a "Les Témoins". Na estrutura tragédica clássica de três atos, poderia ser mais uma crônica de relacionamentos humanos, sexualidade e triângulos amorosos - todos temas queridos do diretor. Puro Téchiné, pura geração Cahiers. Mas aqui um acontecimento real, de um passado nada distante - o grande estouro da AIDS nos anos 80 - acaba acrescentando um elemento : o medo.
E é por situar temporalmente a história que subitamente Manu, Mehdi, Sarah, Adrien e Julie deixam de ser personagens e tornam-se reais e próximos. Ao menos para pessoas da minha geração, uma das primeiras a entrar em contato (direto ou indireto) com o que viria a ser apelidado de peste, pela velocidade com que se disseminou e pela falta de perspectivas de cura. Com ela vieram mudanças de comportamento, desconfiança, desespero, tristeza, todas bem retratadas no pequeno universo desse grupo - assim como também manifestações de amor, aceitação e solidariedade. Realmente, testemunhas de nosso tempo.
Manu é o personagem deflagrador, que entra em cena para alterar o destino de todos os outros. É também o fio condutor da história, mas o principal não é sua degradação física com a doença, mas sim como ela afeta aos que o cercam. Como em "Les Roseaux Sauvages", vários tipos de amor e atração se revelam e interagem. Há ciúmes e a ausência total dele. Há paixão e há frieza. Há egoísmo e total abnegação. Há erotismo e platonismo. Téchiné consegue que essas forças todas se complementem, sem anulação de nenhuma, compondo um retrato complexo e sensível da sexualidade humana. Vale ver.
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Annix
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11:43 PM
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Que coincidência. Fui assistir a "Les Témoins" na sexta e hoje me deparo com a notícia no Terra de que pesquisadores franceses conseguiram determinar onde o HIV se esconde no organismo dos pacientes que têm se submetido a tratamento contínuo.
Para mim e tantos outros que já perderam pessoas queridas com AIDS, e têm ainda amigos infectados mas com a síndrome sob controle, isso é mais que uma boa notícia - é um breakthrough importantíssimo que pode significar o começo da cura. Vamos torcer.
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Annix
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11:27 PM
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August 09, 2007
Assistiu a "Ratatouille" e ficou com vontade de cozinhar, mas se sente intimidado com termos extremamente técnicos como "picar a cebola" e "untar a fôrma"? Nunca sabe qual parte da cebolinha usar, a branca ou a verde? Não entende o que quer dizer "fatiar a carne across the grain"?
A Pioneer Woman ajuda! Mais fácil que isso, só tendo um ratinho sob a toque mesmo.
(via Slashfood)
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Annix
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August 08, 2007
Terminei de ler "Blind Willow, Sleeping Woman", do Murakami. Bom, como tudo que ele escreve, mas nada de excepcional. Como são contos, a maior parte deles dá até um certo déjà-vu com temas já desenvolvidos em livros anteriores. Tenho esperança de que "After Dark", o mais recente, seja mais legal.
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Annix
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August 07, 2007
A você que entrou aqui procurando "photos tamanho original sagrada família barcelona", eu me sinto na obrigação de avisar : se algum dia você achar, não esquece de ajustar o monitor, hein?
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Annix
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Então, lembram do que eu disse sobre voltar a ter fé na humanidade? Dêem uma lida no Dessine-moi un mouton! e suspirem aliviados.
Dica da Galaxy of Emptiness.
(ah, meus 15 anos!)
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Annix
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August 06, 2007
Da última vez que saí com a Beth, ficamos discutindo sobre essa neura atual das mulheres quererem ser magras-esqueleto. Vimos uma passando perto do café onde estávamos, e o assunto se somou a vários debates sobre o assunto numa lista de discussão que assino e na mídia em geral.
Desculpa, mas eu CANSO de falar pra mulherada : do que eu conheço a mentalidade masculina hetero comum, homem NÃO gosta de osso. E, na boa, o seu desempenho (leia-se desembaraço) na cama e sua personalidade falam muito mais alto do que você ter pneuzinhos ou celulite a mais. NUNCA na minha vida vi um homem se queixar de encontrar celulite na mulher que ele ama. Mas já vi muitos reclamando de não conseguir manter uma conversa com a mulher que tem.
Eu conheço pelo menos duas mulheres quase-anoréxicas. E além de achar que elas têm corpo de menino, as duas já deixaram bem claro que não querem ter filhos. Uma delas, mais corajosa, deixou claro que não quer "estragar o corpo" ficando grávida. A outra não diz isso, mas fala com todo o orgulho : "Falaram que eu ia engordar quanto chegasse aos quarenta, mas não engordei!". Claro, cada um, cada um. Ter filhos ou não é escolha de cada um, seja por questões sociais ou pessoais. Mas ditar essa escolha por um padrão artificial e imposto, eu acho tosco.
CLARO que existe a questão do gosto, e homens que gostam de mulheres magras - mas também há aqueles que não seriam vistos jamais ao lado de alguém que fuja aos padrões fashionistas de estética pra não pegar mal, mas a minha pergunta às mulheres pensantes que frequentam este blog é : vocês perderiam tempo ao lado de alguém que pensa assim, sendo que para manter essa expectativa talvez vocês precisassem colocar em risco sua saúde e seu metabolismo natural?
E claro que existem as naturalmente magras, que absolutamente não se encaixam nesse rant que virou este post e são felizes, mas eu continuo sustentando : QUEM inventou que mulheres têm de ser esqueléticas para ser atraentes?
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Annix
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August 05, 2007
Estes dias fiz pela primeira vez japchae, um prato coreano à base de macarrão transparente (feito de batata-doce) com vegetais e cogumelos, temperado com óleo de gergelim e shoyu. É um dos meus exemplos de comfort food, que remete sempre a casa e ocasiões especiais em família (ou algo próximo disso).
Tão curioso. Quando provei e vi que ficou com o gosto certo, a cara certa, não pude deixar de sentir uma sensação de continuidade. Como se as gerações anteriores da minha família estivessem dizendo naquele momento : "vai, agora é com você".
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Annix
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August 04, 2007
Em tempos de "Lost" e "Heroes" e tantas outras séries gerando manias (e que eu nunca vi), o meu vício mesmo é "Star Trek" - o original, com o Kirk e o Spock.
I know, I know. Nerd alert total. Mas a série é legal paca. Como não gostar de uma equipe formada por personagens carismáticos e fora dos padrões? - e nisso o Gene Roddenberry se esmerou : vocês imaginam o que era mostrar uma equipe harmônica formada por diferentes etnias, e homens e mulheres exercendo funções iguais em plenos anos 60 nos EUA? Um personagem russo em tempos de Guerra Fria? Um nipo-americano, enquanto as relações EUA-Japão ainda estavam meio estremecidas depois da guerra? Uma MULHER e NEGRA entre os tripulantes principais? Um half-breed de alienígena com terráqueo que ainda por cima é o ser mais inteligente e ponderado da nave? E o all-american boy volta e meia desobedece às regras se achar que deve. Pô. Tenho certeza de que poucas séries hoje em dia ousam questionar o posicionamento norte-americano em relação ao mundo assim, e ainda promover o pensamento de convivência pacífica entre culturas diferentes, sem interferência.
E, acima de tudo, I ♥ Spock : 
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12:17 AM
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August 03, 2007
"Ratatouille" já está sendo aclamado nos food blogs mundo afora como uma absoluta delícia. E com razão. Mas mesmo quem não tem uma paixão profunda por gastronomia, Paris, desenhos da Pixar ou ratos com aspirações humanas vai adorar o filme. Primeiro, porque eu não acredito que exista um ser humano pensante que não goste de pelo menos uma das alternativas acima. C'mon : Comida? Criaturas fofas e carismáticas? PARIS? Ya gotta be kidding me.
Segundo, porque é dirigido pelo Brad Bird, que até agora tem dois filmes muito adoráveis no currículo : "The Iron Giant" e "The Incredibles" - que, se não são nenhuma revolução no cinema, ainda assim são divertidos e emocionantes sem cair no piegas.
Com colaborações de gente como Tony Bourdain e Thomas Keller, é um retrato surpreendentemente realista da rotina cachorra de uma cozinha profissional entremeado com uma boa dose de fantasia e (acima de tudo) amor à arte culinária - que sim, é tratada como arte, mas acessível a meros mortais. Quem se entusiasma com o perfume de um ramo de tomilho vai saber do que estou falando.
E, não sei se ando hormonalmente emotiva demais, mas a verdade é que eu quase chorei quando Rémy, o ratinho, descobre estar em Paris e vislumbra a cidade do alto, com todas as suas luzes. Se alguém ama Paris como eu, vai entender. E o insight do crítico ao provar o prato que dá nome ao filme é absolutamente emblemático para se compreender o poder de um sabor - de transportar, excitar, confortar. Delightful.
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Annix
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12:09 AM
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August 01, 2007
Por falar nisso, alguém consegue definir exatamente "charme"? Só consegui explicar com uma frase gigantesca, "qualidade que torna atraente sem ter ncessariamente relação direta com beleza física". Mas mesmo assim talvez seja mais que isso, sei lá.
Pensei nisso porque assistindo ao "Ensemble...", não pude deixar de notar como os atores franceses em geral são um poço de charme natural. Incrível. Seja segurando um cigarro, dando um sorrisinho besta ou simplesmente olhando para o nada, eles conseguem parecer as criaturas mais atraentes da terra. É alguma coisa ligada a autoconfiança, à consciência corporal, à atenção aos prazeres, acho. E daí também me veio outro insight : o oposto total, os holandeses. Jesus, finalmente eu entendi o que me incomoda neles : a falta total e absoluta de charme. Alguns podem ser até bonitos (homens e mulheres) e tal, mas você olha dois minutos e diz : "cansei de você - next!".
Não sei se é o excesso de "camponismo", se é a secura calvinista, mas eu vejo holandeses atuando e eu tenho vontade de sair correndo. E até agora, o que assisti de produções daqui por algum motivo só tem gente gritando, discutindo, drama mesmo. Saca americano caipira? Então.
E eu ia finalizar colocando umas fotos como estudo comparativo, mas desencanei porque em foto até a Britney Spears consegue sair bem (embora ultimamente não tenha sido o caso). O negócio é ver a pessoa andar, falar, respirar. Mas como enfeitar nunca é demais e eu já tinha separado essa foto mesmo, vai o Guillaume Canet.
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July 31, 2007
Nem todos têm o privilégio de nascer numa família estruturada e harmoniosa, que sirva de abrigo para os problemas que nos afligem. Mais provável é que a família SEJA o problema, ou parte dele.
Que fazer, nesse caso? Ora, sair por esse mundo e montar a sua própria, os amigos e amores que encontramos pela vida e que nos completam.
O quê? Você acha que ninguém completa ninguém e todo mundo pode viver bem sozinho? É possível, mas não é o que diz Claude Berri com seu "Ensemble, C'est Tout". Baseado num romance, é um filme bonitinho fincado na premissa de que todo mundo precisa de alguém. E que mesmo as pessoas mais díspares podem conviver bem, contanto que haja respeito e uma dose de generosidade recíprocos. Camille é artista, problemática, levemente offbeat, trabalha como faxineira e tem uma mãe reprovadora. Philibert é tímido, gago, gentil e carrega o peso de uma família aristocrática nas costas. Franck é grosso, estourado, mulherengo e tem de dividir o tempo entre a avó doente e o trabalho na cozinha de um restaurante. E todos muito, muito solitários.
Lugar-comum? É, mas colocando uma atriz queridíssima do público, um sociétaire da Comédie Française e um ator charmoso e sedutor nesses papéis, dirigidos por um diretor nada excepcional mas competente, e pronto : um entretenimento leve, na profundidade exata para quem não quer pensar muito em seus problemas mas se identificar e sair com um certo otimismo e esperança de que sim, tudo pode dar certo no final.
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Shit. Fim de uma era.
Primeiro o Bergman, e agora o Antonioni. E, em outra esfera, também o Michel Serrault. Todos, um atrás do outro, entre ontem e hoje.
Pra onde eles foram? Também quero. Deus cansou de assistir HBO?
Nesses casos eu sempre me lembro do "After Life", do Hirokazu Kore-eda. É uma fábula linda sobre a morte e o que realmente é importante carregar conosco desta vida. Nela, quem morre tem de escolher um único momento de sua vida para ser reproduzido e registrado em filme, e guardado. Imaginem quão agitado deve estar o set de filmagem do além neste momento...
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12:20 PM
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July 30, 2007
Então, não me joguei não, hahaha. Mas que dá vontade, dá.
Mas é o que eu sempre digo - a internet pode ser democrática, aberta e uma via de troca livre de informações entre mundos, mas a verdade é que o nosso comportamento na vida online sempre vai repetir os padrões que mantemos offline. Eu não tenho amigos burros, não tenho paciência com gente limitada, tenho surtos com gente que fala e escreve errado o tempo todo, não gosto de gente folgada, odeio pensamento de massa, não confio em tudo que leio/ouço. E principalmente, não entendo poesia. Antes de dizer qualquer coisa, me pergunto se preciso mesmo ou é só vontade egocêntrica de ouvir a minha voz e de dar minha opinião que ninguém pediu. Se eu não sei algo, eu procuro até achar - só pergunto pra alguém se eu esgotar TODAS as minhas possibilidades. Não faço perguntas pessoais pra todo mundo, mas se me contarem alguma coisa eu ouço e guardo pra mim e NUNCA vou dividir a informação com ninguém. Se me pedirem algo, eu faço se for razoável. Se não pedirem, faço também, se eu achar necessário. Só mantenho contato com pessoas de quem gosto e que gostem de mim.
...
...
...
...e é por isso que eu nunca recebo scraps coletivos no Orkut com desenhos de passarinhos e caminhões de carinho e desejando bom dia e mensagens construtivas! :) Hahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
(graçazadeus!)
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6:26 PM
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July 27, 2007
e depois de postar isso aí de baixo, vou lá nos stats e vejo a mais recente busca neste blog : "baixar filmes do hel poter". Peraí que vou me jogar da janela e já volto.
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7:26 PM
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GAH! Não aguento mais!
Pessoas do meu Brasil, se vocês continuarem procurando no Google por "kate marrone" vocês NUNCA vão achar. PORQUE VOCÊS ESTÃO ESCREVENDO ERRADO! Tentem "Katy Mahoney" ou "Lady Blue", POR FAVOR. Ou "Jamie Rose", que é a atriz. Me façam voltar a ter fé na humanidade, vai. Thanks.
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6:32 PM
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July 26, 2007
Que aconteceu com o humor sutil e sarcástico britânico? Fui assistir a "Death at a Funeral" ontem e a minha única reação durante o filme todo foi *roll eyes*. Nem parece que é dirigido pelo Frank Oz, fiquei estarrecida. No começo, pensei - "oba, uma comédia old-school, sem preocupação de ser cool e tongue-in-cheek". E aí virou uma sequência de piadas grosseiras, de "Papai era gay?" a shit jokes. Sem contar a sem-vergonhice de tentar arrancar risadas com a velha história do personagem que toma ácido sem querer e começa a surtar. Af.
Pelo menos, tive uma boa indicação do senso de humor holandês finalmente. A sala inteira morreu de rir o filme todo...
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Annix
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11:09 PM
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July 25, 2007
July 24, 2007
Acho que poucas vezes esperei por um show como o de ontem. Afinal, não é todo dia que se pode ver Blondie ao vivo! E com a formação original quase completa!
Debbie Harry é simplesmente tudo que existe de cool no rock, e eu sou devota. Fundamentalista.
A loira continua bonitona e charmosa. Pena que a voz se desgastou com o tempo. Agudos? Não dá mais. A maior parte dos refrões ficou a cargo da platéia mesmo. Mas e daí? É Blondie, soltando todos os hits um atrás do outro : "Call Me", "Rapture", "Hanging on the Telephone", "Atomic", etc. Só não tocaram a minha mais favorita de todas, "Rip Her to Shreds". Só não fiquei profundamente inconsolável porque teve "Sunday Girl", a segunda favorita. E "One Way or Another".
Ver o Clem Burke vestindo a camiseta do CBGB foi demais. Só fiquei decepcionada com a roupa da Debbie Harry - er, acho que ícones do cool também erram, hahaha. E quando ela tirou o chapéu que estava usando eu comecei a rir, porque ela ficou parecendo a Ana Maria Braga. Mas tudo bem, na Holanda faça como os holandeses e abrace a cafonice ;)
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5:59 PM
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July 23, 2007
E vocês acham que só o Brasil tem políticos surreais, hein? Só lendo o post de hoje do Antonio pra ter idéia.
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3:13 PM
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July 20, 2007
Fui ver o novo Harry Potter. Até agora, o mais legal.
E pelo menos agora consigo entender o que os fãs dos livros falam. Ou pelo menos parte, já que os nomes que não aparecem no filme eu não faço idéia de quem sejam, hahaha.
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12:33 AM
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Uma coisa que o Brasil não tem são catástrofes naturais.
Pra quê?
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12:21 AM
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July 17, 2007
O post abaixo se refere a várias pessoas, btw. Que provavelmente não lêem isto aqui. Se tiver algum paranóico na platéia, senhoras e senhores, favor ir abaixando as anteninhas aí que eu não tô falando de você.
Ha.
(todo paranóico é um egocêntrico?)
(e não, não recebi nenhuma reclamação. Paranóico que é paranóico fica remoendo sozinho a grande questà : "Ela tá falando de mim? Ela tá, né? Só pode estar. Essa vaca! Brlghhhbrl!", mas nunca confronta. Tô só me prevenindo mesmo)
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July 16, 2007
Eu tenho muita, muita pena de quem vive preso ao passado.
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July 15, 2007
Leitura nova na área! Devoradores de livros comandam.
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1:36 PM
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E o ZoneHorror me proporcionou a melhor surpresa da semana : o filme "Cannibal! the Musical". Também conhecido como "Alferd Packer : the Musical", o primeiro delirio cinematográfico independente do Trey Parker, muito antes do sucesso "South Park". E foi lançado pela Troma - o que já é o melhor indicativo do que esperar : muito gore, canções e coreografias absurdas, figurinos toscos e, acima de tudo, diversão garantida :)
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Annix
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1:33 AM
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July 13, 2007
Eu às vezes não sei o que pensar quando olho as buscas que trazem as pessoas aqui. Mentira, sei sim.
Sabe aquela pessoa que nunca consegue achar nada no Google? Então. Por que será?
"sex avec animou"
"i can't bilieve myself tema super herói americano"
"amstelveen o filme de terror" - esse eu demorei pra entender.
"beleza e charme das mulheres portorriquenho"
"morar em bubai"
"figuras ilustrativa de audrey hepburn"
"les animou sauvages"
"meu preme tipo de tecido" - essa também demorei. Até que li em voz alta.
"letras de musicas das pucci cats dawson's" - esse merece um prêmio.
"ceminterio de avioes comerciais"
"briget bardot"
"seriado kate marrone"
E finalmente os meus dois preferidos :
"quero ver crisps de rok"
"fotos de brac pit"
Daí tem as combinações inexplicáveis. Que certamente fazem um super sentido pra quem está procurando :
"anderson banda suco de pimenta"
"red light center nao consigo abrir"
"fotos namorada loja delta sul"
"eternal fred cavalo"
"restaurant la boi de seis patas paris"
Daí tem as buscas simplesmente engraçadas:
"you tube fazendo lanches na chapa" - pô, função nova? Mais útil que o tal remixer.
"brasileiro que comeu morfina no pão"- agora também quero saber.
"churros do escoces" - er...com recheio de haggis?
"atores que morreram" - TODOS?
E finalmente, aqueles que acham que o Google é alguma espécie de oráculo. Ou que tem alguém do outro lado do computador que recebe as perguntas e digita as respostas que você quer :
(acho especialmente bonitinho aqueles que fazem perguntas como se estivessem falando com alguém)
"marcas de roupas favoritas do orlando
bloom"
"cor da tinta de cabelo de marion da novela"
"como transportar bolo de dois andares"
"melhor cinema do século vinte"
"baixar jogo igual wonderland"
"pan 2007 ate que idade paga meia em ingressos"
"procurar a cidade do interior de paris tours"
"queria imagens na hora do acasalamento das cobras"
"asistir au filme e o vento levou"
"desenho engraçado relacionado com trufas"
"quanto pesa a maior cebola do mundo?"
"peixes o que fazer para preservar"
"onde acho camarao defumado em berlim"
"filme sobre o compositor"
"como baixar musicas de chimarruts"
"o duty free fica aberto"
"programa de fidelização pronto"
"de onde veio a esfirra de carne"
"amsterdam tem praia?"
"tenho pernas curtas quero alongar"
"os holandeses são pessoas frias?"
"predinho cor de rosa pinheiros"
"me fale sobre a semente de girassol e para que serve"
"lojas que vende a peixinha dory"
"ver videos de cabeleireiros cortando desfiados"
"os tipos de livros que giselda laporta mais gost de escrever"
"documentarios sobre revistas antigas anos 50 para cá"
"receita de bolinho de queijo com foto ilustrativa"
"quem criou o caldo de feijão?"
"horário e localização do metrô de paris"
"saber se elizabeth montgomery morreu"
"porque o uso de incenso no velorio japones"
"filme monica belluci passa no cinemax"
"quais sao as diferenças e semelhanças entre arte moderna e contemporanea"
"como era antes e como é atualmente a televisão cinema videoartes"
Edit : chegou mais um, fresquinho! Daqueles que precisaria de um tradutor online pra decifrar : "asistir au vivi o pam"
E vai este de bônus : "como paçar de pirates of cariben na parte que ten que chuta". Com diria a Chris, "q".
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Annix
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July 12, 2007
Vendo a Marianne Faithfull nesse filme, não pude deixar de ficar curiosa com como deve ter sido ouvir tantas vezes "você é velha" em cena - logo ela, que foi elevada à categoria de musa desde os 17 anos de idade e sempre um símbolo de juventude e beleza. Tudo bem, Maggie é um personagem e totalmente diferente da Marianne - mas a idade é real, e o comportamento da sociedade também.
Marianne continua linda, até mais interessante do que quando mocinha (bonitinha mas um tanto genérica). Talvez ela seja muito segura de si e nem ligue pros comentários de como ela mudou/engordou/envelheceu por saber que ela é muito mais que isso, e talvez ela seja tão boa atriz que consiga deixar seu ego completamente de fora num personagem, e talvez também ela seja realista o suficiente para perceber que o tempo passa, as pessoas envelhecem mesmo e o que importa é tirar o máximo proveito de sua vida. Seja o que for, ela tem minha admiração plena por tudo isso. Ainda mais num meio onde ser jovem e bonita é moeda forte.
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"Irina Palm" pode não ser grande, inovador nem original, mas todo mundo conhece uma Maggie (Marianne Faithfull), aquela que é sempre "algo de alguém" : esposa, viúva, mãe, avó, vizinha, amiga - boa pessoa, mas sem vida e identidade próprias. Mas esta Maggie é forçada a estourar a bolha e a recompensa é finalmente descobrir ser boa em algo. E daí que é fazer hand jobs numa casa chamada "Sexy World" no Soho londrino? Como Irina Palm e com filas à sua porta, ela agora tem orgulho de si e até volta ao controle da sua vida.
Longe de querer glamourizar o mundo do sexo pago, o filme se volta mais pro aspecto da auto-descoberta. Maggie/Irina aprende que não precisa agradar a todos, a não ser a si mesma. Que ela pode abandonar um círculo de amizades falsas sem medo de ficar sozinha. Que merece algo melhor que um casamento sem amor. E, principalmente, que pode brigar para ser reconhecida como pessoa. Se todo mundo conseguisse...
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Annix
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5:25 PM
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Tô desolée. Minha revista preferida bateu as botas depois de dez anos de existência.
(porra, eu leio desde o primeiro número e tenho todas as edições, menos uma - minha vida acaba de ficar mais vazia. Enquanto isso, as revistas para peruas tipo Cosmo/Nova da vida continuam...life's so unfair)
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Annix
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July 10, 2007
Ó todo-poderoso Tarantino,
Redentor do cult e do trash,
Hipster dos hipsters,
Grandmaster Flash do cinema obscuro,
És grande na arte de fazer filmes legais sem criar nada de novo,
só juntando referências nerd e pop
costuradas com pérolas do rock, pop e soul resgatadas para a salvação nas tuas trilhas sonoras geniais.
Ainda por cima, mostras sempre girls kickin' ass e arrancas aplausos de platéias masculinas com isso. Por essa bênção, agradecemos.
Pelo milagre da ressurreição de atores esquecidos te louvamos,
Em nome do John Travolta, David Carradine, Pam Grier e Kurt Russel,
Amen.
("Death Proof", 2007)
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Annix
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11:35 PM
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July 09, 2007
Aw, tempos modernos. Eu lembro que pra assistir aos filmes do Bill Plympton eu e minha irmã tínhamos que esperar as mostras de curtas e de animação no MIS ou no CCSP todo ano. Mas também era uma alegria aquela expectativa toda (quando não tinha filas quilométricas, então, era melhor ainda. Mas isso faz muuuuuito tempo, eu sou velha). Era legal olhar a programação, tentar encaixar o que a gente queria ver, etc. E também ser surpreendidas por coisas novas e desconhecidas então.
Hoje em dia, é só ir ao YouTube.
(não posso deixar de pensar que perdeu um pouco da graça)
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Annix
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6:34 PM
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No final das contas conseguimos ir ver a Björk! Akira, mesmo operado e claudicante, bravamente me acompanhou ao Westerpark - que surpreendentemente estava mais vazio que no dia do Peter Gabriel. Bem mais. Vai entender esses holandeses.
Tinha comprado o "Volta" em NY e gostei MUITO - um alívio depois dos chatíssimos "Drawing Restraint 9" (tudo bem, era conceitual e trilha de uma obra do Matthew Barney - NOT made to be fun) e "Medúlla" (que é lindo, though). Imaginem então um setlist que foi a mistura perfeita do "Volta" e os grandes hits dos outros álbuns - que além de tudo ganharam arranjos novos, aproveitando a presença de um tentet de metais, bases eletrônicas e percussivas. "Hyperballad" ficou mais "lenha", "Army of Me" mais pesada, e assim vai, até chegar o bis, uma versão fodíssima de "Declare Independence". E ela pula, faz dancinhas e fala com aquele sotaque fofo, vestida de vermelho e branco num palco cheio de cores. E continua cantando como nunca :-)
Parece que ela vai tocar no Brasil, né? Não percam.
(eu fui no de 96, no Free Jazz - que foi naqueles galpões na Barra Funda, se não me engano. Mas agora não consigo lembrar se fui no de 98 - que eu não sei nem onde foi. Mas isso não quer dizer nada, minha memória plays tricks on me all the time)
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Annix
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July 07, 2007
E falando em rock, esta moça sempre me deixou passada com os paralelos incríveis que ela descobre entre a arte e a música. E agora ela ainda resolveu arrasar escrevendo mais também. Fala se não é um eye-opener?
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Annix
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July 06, 2007
E claro que aí lembrei dos Sims, que eu acho muuuuito mais divertidos e ainda exercitam o control freak em cada um de nós. E como great minds think alike, ela e ela mencionaram o jogo recentemente. Os Simbecis da Dani são ótimos e me deram vontade de criar uma família lá de novo e ficar observando. Sims são os novos hamsters? hahahaha
(eu desinstalei o meu porque senão não faria mais nada da vida)
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Annix
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6:36 PM
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Entrei no Second Life pra ver qual era. Pra gente como eu, que evita interação social quando possível, é um inferno, hahahaha. Eu lá tentando seguir o tutorial inicial e um bando de gente falando comigo, aff. Fiquei uma meia hora andando de lá pra cá, e a verdade é que ou você gasta algum dinheiro num membership pago pra poder começar a fazer algo interessante ou fica extremamente limitado no mundinho. Sou mais a minha "first life". One and only.
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July 05, 2007
Saco. Nem sabia que o CocoRosie ia abrir o show da Björk aqui domingo. Só fiquei sabendo quando recebi um email da organização avisando que elas não vem mais.
(Bom, nem sei se vou conseguir ir ao show mesmo. Alguém quer dois ingressos?)
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Annix
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July 02, 2007
Mas falando de posters, não posso esquecer os do meu caríssimo Peter Sempel.
Esse alemão-cineasta-marqueteiro-punk entrou na minha vida há uns 10-12 anos, quando eu estagiava na Cultura e ele estava em SP a convite da Mostra. Nem lembro mais o que ele estava fazendo lá na TV (entrevista pro Metrópolis, talvez?) e muito menos por que a gente começou a conversar, mas ficamos amigos. E toda vez que ele voltava à cidade lá íamos nós nos embrenhando pelo centrão ou pela Vila Madalena. Ele gostava da Mercearia São Pedro (que ele chama de Pedro's Bar) porque era habitué lá junto com o Nick Cave no começo dos anos 90. A primeira vez em que fui com ele confundiram minha irmã e eu com as meninas do Cibo Matto (!!!), que pelo jeito tinham ido lá quando estavam no Brasil.
(¬¬ sabe aquela coisa de "japonês é tudo igual, né"?)
Outra vez, ele quis ir na Sé filmar pessoas. É. Um cara de dois metros de altura, com a MAIOR cara de gringo, carregando uma câmera de vídeo. Na Sé. Sozinho (tá, eu tava junto, mas que diferença faz?). E por incrível que pareça, não aconteceu nada. A gente encontrou dois garotos absolutamente chapados de crack, que estavam conversando com a gente e de repente deitaram no meio da praça, de barriga pra baixo. E lá ficaram, e deixaram o cara ficar filmando.
Numa outra madrugada, ele queria porque queria tomar caipirinha, e claro que tinha que ser no boteco mais tosco da Amaral Gurgel, bem na frente do Minhocão, quase na saída pra Consolação. Daí entrou uma trava já meio louca e desdentada pedindo cigarro e falando em francês. Quando ela descobriu que eu entendia, o rosto dela se iluminou e desandou a me contar da época em que ela morava em Paris, de como ela era feliz. Naquele momento, a insanidade despareceu e o que eu via ali era uma pessoa lúcida e nostálgica. E que devia levar uma vida extremamente triste. Ficamos conversando um tempo, ela se levantou, agradeceu o cigarro e se despediu. Até hoje lembro dela.
Enfim, esse papo todo é só pra explicar que os filmes do Peter podem não ser fáceis de assistir, mas são extremamente autênticos. E os posters são geniais. Nick Cave, Nina Hagen, Kazuo Ohno, Jonas Mekas, Lemmy e tantos outros. Quem frequentava o antigo Retrô deve lembrar do poster do "Dandy". Então, quem quiser um pedaço da história do rock 'n roll em casa, já sabe.
(momento propaganda gratuita, hahahaha)
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9:16 PM
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Preciso de mais paredes.
The Aesthetic Apparatus
The Decoder Ring
The Patent Pending
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8:39 PM
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July 01, 2007
Sexta fomos ao Westerpark ver o show do Peter Gabriel. Quero dizer, eu só ouvi - porque é isso que acontece quando você tem 1,60m e todo mundo mede pelo menos 15 cm a mais que você. No país inteiro. Especialmente num show gigante, com um mar de gente na frente do palco. Mas nem me importei, porque eu só fui pra ver o Tony Levin no baixo. O Gabriel eu não gosto musicalmente (pessoalmente sim), e particularmente abomino "Biko" (a música). Estava toda alegrinha quando o show acabou sem eu ter que ouvir essa música, quando de repente ele volta pro bis e...
Enfim, mais divertido foi fazer o estudo antropológico da platéia. Principalmente das outras (poucas) pessoas vertically challenged, que, como não conseguiam ver nada como eu, ficaram arranjando outras diversões - tirar foto do arco-íris que apareceu depois da chuva, ficar conversando em voz alta e atrapalhar quem queria ouvir o show, ir buscar bebida (não entendi como eles conseguiam sair da multidão e voltar pro mesmo ponto depois. Se não tiver uma bandeira vermelha de 3 metros de altura fincada no lugar eu não chego).
Just kidding. Ir a um show (qualquer que seja) e não conseguir ver detalhes é meio que perder todo o propósito da coisa. Mas como é Holanda, acho que os produtores do festival ficaram com dó de gastar dinheiro e pensaram "ah, telão pra quê?". Pelo menos o som estava bom.
(e eu lembrei que eu odeio show grande a céu aberto)
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June 28, 2007
Jorge almeja deixar o trabalho de porteiro de prédio, ter o amor de Natalia, possuir um terno elegante, ser livre. Mas a vida termina por lhe empurrar um pai inválido para cuidar, recusa após recusa em todas as entrevistas de emprego, uma Natalia indecisa, um irmão na cadeia e...
Paula precisa engravidar. Antonio se apaixona. Israel questiona sua sexualidade.
Todas essas vidas se cruzam em Madri, no bonito Azuloscurocasinegro. Pessoas comuns, com dúvidas, angústias, problemas e um ou outro momento de alegria passageira. Doce, suave, sem ação, aventura, clímax ou efeitos especiais. Só humanidade mesmo.
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3:09 PM
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June 26, 2007
Tá, vocês conseguiram. Agora "Luiz Päetow" é a palavra-chave mais procurada aqui. A primeira era eu mesma, mas agora tô na segunda posição, com 10 buscas a menos. Pode? Que mais vcs querem, que eu mude o nome do blog? hahahahahahahahahahahaha
Lu, you rock.
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10:18 PM
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June 25, 2007
Fui finalmente ver "Zodiac" (minha fila de filmes tá num backlog desgraçado). Uau. Intrincado, detalhista, elenco bem escolhido (gostei até do Brian Cox, vejam só). Nem notei que durou 3 horas, porque obviamente não poderia levar menos que isso pra contar a história e transmitir a obsessão dos investigadores. Curti.
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10:50 PM
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A semana de pintura continua. Desta vez foi a cozinha, e eu nunca me senti tããão cansada. Mas antes a gente fez um jantar de frutos do mar que levanta qualquer um.
Molhos de mostarda, mignonette, azeite-alho-salsinha e maionese com curry. Penne com rúcula e tomates cereja assados. Navajas cozidas no vinho branco. Escabeche de horse mackerel (aji). Aspargos brancos e verdes no vapor. Ovos de codorna. Wild salmon e bacalhau fresco grelhados. E patas de caranguejo.
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June 23, 2007
"Cashback" me surpreendeu. História simples, elenco charmoso, cinematografia ousada e transita livremente entre o cômico, o filosófico e o romântico, sem se prender exatamente a nenhum gênero. Poderia dar errado, mas não deu. Virou um filme lindo e sensível, tentando definir o indefinível - o conceito de beleza e o tempo - e ao mesmo tempo legal, divertido.
E sendo mulher, não pude deixar de me sentir extremamente compreendida quando Ben, o personagem principal, fala sobre encontrar a beleza em todos os lugares - a questão é tomar o tempo pra isso. E sobre observar cada curva, cada dobra do corpo de uma mulher - que constituem a beleza da uniqueness de cada uma. Muito me lembrou os textos do André. Lindo e digno de alguém que realmente ama a figura feminina.
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12:24 AM
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June 20, 2007
Heineken Music Hall lotado (comprei os nossos ingressos há 3 meses), expectativa no ar. "Berlin" sempre foi o álbum não-compreendido do cara - primeiro por suceder "Transformer" sendo completamente diferente deste, e segundo pelo conceito de músicas como narrativas. Portanto, quando o velho Lou Reed anunciou um show baseado exclusivamente nesse álbum, as reações devem ter sido as mais variadas.
Mas eu digo : a única reação possível é a de "maravilhamento" (existe?), do começo ao fim. Da música-título a uma execução inesquecível de "Sad Song", a sensação é a de um arrepio perene correndo sob a pele. Paredes de guitarras sustentadas por uma pequena orquestra, um coral, um baixo elétrico e outro acústico. E imagens de "Caroline" projetadas ao fundo, enquanto as letras geniais falam de perdas e pulsos cortados.
E como se não bastasse tudo isso, um bis. Que sinceramente me pegou de surpresa. Imaginei que, sendo uma obra conceitual, com início, meio e fim, não caberia mais nada. Mas generosamente o mestre volta e nos dá "Sweet Jane". E "Satellite of Love". E, claro, "Walk on the Wild Side".
Gente, morri, tá?
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11:59 PM
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Acabamos de voltar do show do Lou Reed tocando o "Berlin".
CARALHO.
Pardon my french, mas não tem outro termo pra definir o que foi aquilo.
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11:39 PM
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Em uma época da minha vida eu ouvia obsessivamente as Andrews Sisters (quando criança a deslocada temporalmente aqui só ouvia coisas feitas entre os anos 40 e 60 - fora a Suzi Quatro) - acho que o "Rum and Coca-Cola" foi um dos primeiros CDs que comprei (quando eu vi que não ia ter jeito de continuar comprando vinis) E foi um dos que eu trouxe comigo pra ilha deserta, ops, Amsterdam.
E eu tinha ouvido falar das Puppini Sisters, mas confesso que fiquei com birrinha de ouvir justamente por elas serem tão abertamente influenciadas pelas minhas queridas. Mas minha irmã me mandou o site hoje e não resisti - pô, elas conseguiram o que eu sempre quis fazer! ;) Fofíssimas! Achei divertido até os timbres das vozes serem parecidos.
Já vi a programação de shows, e elas vão se apresentar um dia aí com a Dita Von Teese! Luxo burlesque!
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3:21 PM
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June 18, 2007
Hou. Sumi porque dois amigos do Iri vieram passar uns dias na cidade. Como sempre, fiz as vezes de guia - coisa que eu curto, porque a cada visita também descubro algo interessante. Sem contar que algumas pessoas são muito, muito bacanas. Grupo em que o Virgilio e Marina podem ser incluídos, fácil. Acho lindo gente que mantém o bom humor mesmo sob chuva.
Akira me deu um strap novo pra minha guitarra. Coisa mais linda.
Coisas pra fazer. Correndo. Té!
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11:14 PM
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June 17, 2007
Segundo o Google Analytics, o segundo termo mais procurado neste blog é "Luiz Päetow". Bizarro. Mas não muito, pensando bem. Quem cai aqui não deixa de chegar no lugar certo - já que, como eu já disse, ele tem lugar cativo no meu coração e na minha vida. E eu adoro divulgar os projetos dos quais ele participa, mesmo que ele não me conte diretamente quase nada ;)
(isso é uma bronca, btw)
Então, quem puder vá assistir a "Matamoros [da fantasia]" no CCBB de São Paulo, até dia 5 de agosto. E me conta depois como foi. Ou então me leva pra SP pra eu poder ver pessoalmente.
Hahahahahahahaha
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11:00 PM
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Ah, eu comentei que assisti a "Number 23"? Já faz semanas, mas como entrou por um ouvido e saiu pelo outro acho que esqueci de falar. Pena, a idéia é bem interessante - mas faltou alguma coisa que não sei o que é no momento. Enfim.
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12:46 AM
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June 13, 2007
Voltei. Além de tirar os respingos de tinta ainda limpei as portas, passei aspirador E um esfregão no chão, hahahahaha. Super spring cleaning!
Essa tinta sai muito fácil esfregando com água. Quero ver como isso vai durar nas paredes...
Ih, João, cor aqui só branca mesmo ;-) - ambientes pequenos, sacumé. O banheiro era verde-claro (!) e isso me irritava profundamente.
E pra tirar o certificado de dona-de-casa nível 4, ainda resolvi contrariar os hábitos da casa e fazer... brownies. Zás!
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9:21 PM
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Passamos os últimos dias dando um trato no apartamento. E eu descobri que curto pintar paredes, hohoho. O chato é limpar tudo depois. A sorte é que essa tinta que a gente comprou é solúvel em água. E seca em duas horas!
(vamos ver quanto essa pintura vai durar, especialmente a do banheiro)
Lá vou eu, esponja e balde d'água...
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June 09, 2007
Aimeudeus. Tudo começou com a idéia hoje de manhã :
"vamos comprar um peixe e assar".
Fomos à feira, e no caminho veio a idéia :
"em vez de peixe, vamos fazer sardinhas?".
OK, resolvemos comprar o peixe E as sardinhas também. Daí, associação de idéias => sardinhas = comida portuguesa = bolinho de bacalhau.
"Vamos fazer bolinho de bacalhau também!"
Aí toca a comprar bacalhau seco, com direito ao Akira surpreender os donos da venda falando surinamês com eles. Depois, não sei direito ainda como, veio a idéia de fazer rissoles de camarão (claro, pra ficar no tema português). Aí fomos no turco comprar camarãozinho congelado.
Chegando em casa, achamos uma receita de bolinho de camarão. Pra não desperdiçar a massa de rissole que eu estava fazendo, então resolvemos fazer rissoles de palmito e de queijo. Aí vimos que acabou a farinha e os tomates. Fomos ao supermercado de novo, e no meio do caminho falamos de esfihas.
E aí é o seguinte : estamos na cozinha há horas fazendo bolinho de bacalhau, bolinho de camarão, rissole de queijo, de palmito E esfiha de carne. Pra nós dois.
Acho que as sardinhas vão ficar pra amanhã.
(Xris, acho que a gente ia se dar tão bem com a sua avó...)
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June 08, 2007
"What the World Eats" : série fotográfica genial, mostrando o que famílias em várias cidades do mundo consomem em uma semana. Bem interessante.
(via Slashfood)
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6:06 PM
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June 07, 2007
Pra quem não sabe (e, pra falar a verdade, ninguém tem obrigação de saber o que acontece aqui no pântano), o Theo Van Gogh foi um cineasta indie e polêmico que foi assassinado por um muçulmano (aqui do lado de casa, aliás), basicamente por sua visão sobre o islamismo e um filme sobre o assunto. Mas a importância real da morte dele foi suscitar uma discussão que os holandeses tentaram abafar por anos - a da imigração, especialmente a marroquina. Como disse um colega holandês da universidade, foi a desculpa perfeita para os holandeses poderem abertamente dizer o que sempre quiseram mas não podiam, por conta da fama de tolerantes/não-discriminadores : "fora marroquinos". Desde então, as relações e questões de imigração têm gradativamente alcançado tensões excruciantes, com partidos de direita fazendo propostas segregacionistas absurdas e clamores de racismo por parte do outro lado. Logo, logo, vai ter quebra-quebra por estes lados também, aguardem.
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10:14 PM
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Fui assistir à refilmagem do "Interview" do Theo Van Gogh dirigida pelo Steve Buscemi. Bem interessante. Não assisti ao original, mas vi no fórum do imdb que as opiniões holandesas estão divididas : uns acham que o remake melhorou vários pontos fracos dele, um outro ficou ofendidíssimo pela refilmagem, dizendo "o filme holandês é bom o suficiente para ser difundido mundialmente". Bem, meu caro, acho que não. Tanto é que, fora da Holanda, acho que ninguém nunca viu alguma coisa do Theo. Ah, esses holandeses que acham que a Holanda tem uma importância maior do que na realidade...
Mas enfim, o filme é bom. Basicamente pelo trabalho de atores, criando tensões e enredamentos contínuos e graduais, porque a história é simples. Várias referências e homenagens espalhadas aqui e ali, mas que só vão ser compreendidas por quem tem um pouco de intimidade com o cinema holandês. Mas gente, é o Steve Buscemi. O cara pode e faz.
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6:31 PM
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Os últimos posts da lisa me lembraram que um dos motivos de eu adorar ir à feira é fazer peoplewatching. Claro, a grande maioria são pessoas comuns, mas vez ou outra aparece cada um...como a senhora (?) gorda com cara de avó vestindo top de alcinha com estampa de renda e minissaia e botas, ou a moça de vestido de tafetá listrado, meia fina preta e sapato de salto fazendo a Audrey Hepburn comprando batata. Mas já vi gente bem stylish também, como uma mulher magra de uns 60 anos, cabelos brancos na altura dos ombros, num vestido verde bem mod e óculos. Droga. Por que eu não lembro nunca de levar a câmera?
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6:03 PM
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June 06, 2007
Nesse atraso todo, esqueci de falar que vi "Spiderman 3". Hoho, é o mais engraçado de todos. Engraçado mesmo, de pequenas gags a piadas internas. O Stan Lee tem até falas desta vez!
Aliás, o Venom está bem legal, muié. Aquela foto que tu viu deve ter sido só um protótipo de uma das cenas. Em ação é aquilo dos quadrinhos sim.
O único problema de toda a série é o miscasting. Eu não acho o Tobey Maguire o Peter Parker perfeito, nem a Kirsten Dunst a Mary Jane, aquele garoto bonito do James Franco também não convence. Agora, a Bryce Dallas-Howard tá linda, uau. O único perfeito mesmo é o J.J.Jameson, sempre foi.
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1:10 AM
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June 04, 2007
Dicas culinárias :
Tem um pedaço de peixe ou polvo dando sopa por aí (eu usei o polvo)? Refoga uns 4 dentes de alho, uma folha de louro, uma cebola fatiada fininha, pimentão cortado em tiras em azeite de oliva até dourar. Acrescenta um ou dois tomates fatiados, uma pimenta vermelha picada (eu joguei meia berinjela e um bulbo de cebolinha também). Joga uma xícara de vinho branco e meia xícara de água, tempera com sal e deixa ferver uns 5 minutos. Tira do fogo e reserva.
O polvo cozinhei com sal, cortei em pedaços, pus numa assadeira com rodelas de batatas cozidas e reguei com o refogado acima. Depois é só levar ao forno por uns 15 minutos. E tenha pão à mão, porque você VAI querer algo pra comer com o molho restante.
Quer que seu frango assado tenha o gosto daqueles da padoca assados em televisão de cachorro? Moa 3 dentes de alho, um punhado de orégano seco, sal e azeite. Espalhe a pasta resultante sob a pele do frango, e dentro da cavidade também. Se quiser, uma pimenta vermelha. Enrole o frango em magipack ou num saco plástico limpo, fechando bem. Deixe um ou dois dias e asse. Comprove.
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Uau. Tive um sonho incrível, um navio cheio de Johnny Depps, todos vestidos de Jack Sparrow!
...
Ops. Sorry, isso aí foi o "Pirates of the Caribbean 3". O sonho foi outra coisa.
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June 03, 2007
Pois é. Vi uma peça de filé mignon aqui no açougue ontem, daquelas inteiras que no Brasil custam 20 reais. O preço aqui? 65 euros.
Em compensação, compramos na feira uma caixa com 25 ostras gigantes frescas por 16 euros. E estamos aqui aproveitando o final do domingo com ostras, limão, mignonette (molho de vinagre com echalotes picadas), tabasco e umas taças de vinho branco. Hoho.
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7:59 PM
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June 02, 2007
Enfim, como eu disse antes, logo depois de eu voltar pra Amsterdam o Ricardo veio nos fazer uma visita.
(pausa para um *rofl* básico - verbete na Wikipédia??? hohohohohoho, essa bateu a da "lista dos homens mais lindos da TV por assinatura")
Pro Antonio e pra Bebete, que perguntaram, o Rico é do bem sim - que amigo meu não é? *wink*
(nunca tinha posto link pra ele, agora que achei vários coloquei mesmo, hohoho)
Como o tempo estava mais ou menos e ele já conhece a cidade, ficamos só andando por aí, batendo papo. E como era feriado, o Akira conseguiu escapar do trabalho e andar junto. Fomos ao Amsterdams Historisch Museum, que foi um passeio bem legal e informativo, ao Van Gogh (que está com uma exposição temporária ótima, sobre o Max Beckmann durante o período em que ele viveu aqui), comemos pizza no La Place, sentamos em cafés no Nieuwmarkt, vimos a exposição do Steve Bloom no Westermarkt, e ele até conheceu a Arnild e a Beth, que estavam indo pro acarajé no Café Lef com metade da população brasileira na Holanda, pelo visto(nós não fomos).
Foram quatro dias, mas passaram tão rápido! De qualquer forma, foi ótimo pra colocar os assuntos em dia. Apesar da gente ter se encontrado várias vezes nos últimos meses, são 20 anos de amizade com várias lacunas pra serem preenchidas. Agora tô esperando a Kris pra aquele papo heart-to-heart básico ;).
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June 01, 2007
Eu sempre odiei All Star por causa dos cadarços, apesar de gostar dos modelos.
E eis que alguém na Converse gosta de mim e lançou os Chuck Taylors sem cadarços! Oh!
Comprei logo na primeira loja em que os vi em NY (and of all places, justo a Yellow Rat Bastard), mas meio que estão sendo vendidos em qualquer lugar. Até na Gap. Yay!
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Annix
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11:22 PM
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I know, I know. Tô atrasada nos posts, nos blogs, em cinema, nos emails, no orkut, nas respostas dos comentários...gah. But don't give up on me - to tentando tirar o atraso.
Então, de NY faltou falar do p*ong, um lugar novo que tem uma proposta de small plates pan-asiáticos, quase como tapas, e como o Pichet Ong era o chef de sobremesas do Jean Georges Vongerichten, esperava-se bastante das ditas cujas no estabelecimento do dito cujo. E surpreendentemente, as sobremesas são o único ponto negativo lá. O ambiente é lindo, o staff maravilhoso, a carta de bebidas super interessante. Mas apresentar algo chamado "crème caramel de coco" (na verdade mais um pudinzinho de leite sem muito gosto de coco at all) rodeado de granita de ruibarbo, semente de manjericão e sal rosa do Himalaia é no mínimo uma falta de noção total. A granita (raspadinha, pros íntimos) derretendo ao redor do pudim e fazendo aquela agüinha vermelha, agh! E isso porque nem falei do bolo de azeite de oliva extra-virgem recheado de sorvete de missô com morangos e wasabi confitado. O bolo não tinha muito gosto de azeite, mas o sorvete tinha gosto de missô - e como! Chegava a ser salgado. Argh de novo. Inovação tem limite, e tem de saber fazer. O Wylie Dufresne tá aí pra comprovar.
O pior é que pedimos o menu degustação, que inclui quase todos os pratos do cardápio, e mais uma sobremesa - e o chef deve ter ficado tão lisonjeado que nos mandou ainda mais uma, como cortesia. Eu e minha irmã nos entreolhamos, sem saber o que fazer. A gente estava tão aliviada por estar no final da degustação! hahahahahahahaha
Demos um jeito de comer parte da pavlova de limão, mas o gosto realmente era do desinfetante que uso aqui em casa. Na hora de pagar a conta - nãããão! Um prato com gourmandises, chocolatinhos, docinhos, etc. Jesus. Alguns razoáveis, mas quando mordemos um chocolate, nos entreolhamos como que tentando descobrir que sabor era aquele.
ORÉGANO.
Saímos correndo, antes de estourar de rir. E antes que eles tentassem nos servir mais alguma coisa.
(claro, vou ser injusta se não disser que algumas coisas foram bem boas. O sorvete de manjericão e rúcula que acompanha o suflê de stilton (foto acima) é uma das melhores coisas que já provei - realmente, os pratos salgados foram muito melhores que os doces)
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Annix
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8:53 PM
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