
Como é possível rir de uma perna amputada, um incêndio e tantas outras desgraças? "Rumba" colore com humor negro a tradição clownística e absurdista de Jacques Tati, com a mesma abundância de gags visuais e cenários engenhosos. Dominique Abel, Fiona Gordon e Bruno Romy obviamente vêm do teatro e da dança, o que faz com que diálogos sejam completamente desnecessários mesmo. Um pequeno filme, mas sensacional e surpreendente.
April 22, 2009
April 21, 2009
Apesar de ainda não ter perdoado o Nicholas Cage por ter arruinado um dos meus personagens favoritos, o Motoqueiro Fantasma, fui assistir "Knowing" porque o plot me intrigou. E, de fato, é interessante. Pena que tantas pontas soltas e inconsistências no roteiro enfraquecem o filme, e do mistério numérico se vai para uma fantasia sci-fi distópica, com final previsível. Mas eu gostei.
E sim, eu acredito que nada é por acaso.
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Annix
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April 18, 2009
Em homenagem aos caras do Pirate Bay, resolvi ir assistir a "The Boat That Rocked". Bacaninha, mas senti uma forçadinha tentando ser o novo "The Full Monty", o brit hit do verão. Mas é um filme super good vibe, cheio de clássicos do rock e do pop dos anos 60, juntando uma verdadeira motley crew (ha!) de personagens unidimensionais mas queridos. Mas claro, é dirigido e escrito pelo Richard Curtis de "Love Actually".
Fiquei um pouco surpresa por ser um pouco mais longo que o esperado, mas juro que não senti. São muitos personagens bacanas, foi legal ter tido espaço pra todos. Eu amo o Bill Nighy desde "Still Crazy", e fiquei fã do Rhys Ifans agora. Sexy.
E, putz, tocou "Georgy Girl" e "Lazy Sunday Afternoon"? Me ganhou. Não precisa nem ser bom. Saudação a todos aqueles que mantém o rock vivo.
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Annix
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April 15, 2009
Continuando a desencavar velharias. Agora nem sei mais como, fui achar um vídeo da Gigliola Cinquetti cantando "Non Ho L'Etá". Isso levou a outro de "Dio, Come Ti Amo" e descobri que sei toda a letra. Como? Provavelmente resquícios das aulas de italiano do colégio (Kris, procede?). Daí pra Ornella Vanoni e Sergio Endrigo, foi um pulo. Hoje consigo ver como eles cantam pra caralho, e tudo que eu quero agora é fazer drama em italiano.
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Annix
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April 14, 2009
Desenterrando velharias não-tão-velhas. Saint Etienne não é exatamente o tipo de banda que eu consigo ouvir muito. Fui ao myspace deles pra ver o que eles andam fazendo, mas odiei tudo que está lá, hehe. Acho que gosto mesmo é só de "Mario's Café", que eu acho fofíssima.
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April 13, 2009
Eu não devia mais me surpreender com a capacidade dos japoneses de pinçar as mais diversas tendências e referências aqui e ali, juntar tudo e ainda conseguir fazer algo interessante. "Detroit Metal City" é baseado num mangá sobre um mocinho que sonha em cantar baladas pop e ser parte do mundo moderninho de Tóquio, mas acaba por se tornar vocalista de uma banda de Death Metal, com direito a séquito de adoradores, rostos maquiados e letras sinistras.
Bizarro, cômico e adorável. Morri com os Power Rangers do metal, e com o exagero caricatural de todo o resto. E a sequência inicial de créditos é bacanérrima. E com esse título e o tema, faltou o Gene Simmons, você diz? Não faltou não, tá lá.
Go to DMC!
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April 12, 2009
Tinha seis filmes engatilhados no DVD, mas acabei não assistindo nenhum porque estava passando "Hellraiser3" na TV. Só tinha visto os primeiros, e tinha certeza de que ia ser uma bomba. Mas confesso que curti, apesar das atuações péssimas e de alguns efeitos toscos. Mas dá pra resistir? Pinhead é foda.
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April 10, 2009
Se você é muito sensível a violência, bad vibe e crueldade, não veja "Martyrs". Mais uma prova de que os franceses andam fazendo filmes de horror melhor que qualquer um, por não terem medo de serem brutais e perturbadores. Sério, é no nível "putaqueopariu, que filme tenso".
Por outro lado, se você gosta do gênero, assista. É surpreendente, um pouco inesperado, bem produzido e sem muita reverência a formas, estilos e "corretidão". A história acaba começando em um ponto e terminando em outro totalmente distante? Pois é, faz parte. E achei genial do Pascal Laugier não buscar ser perfeitinho, ter lógica ou explicação. Não precisa.
(lembram de quando eu falei de "À L'Interieur"? Então, é mais angustiante ainda. Não digam que eu não avisei)
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April 09, 2009
Sono. Reader estourando. E-mails sem responder. Posts atrasados.
Desculpaí, gente. Mas no fundo eu sou uma workaholic, por menos que pareça.
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April 08, 2009
Inveja mata. Mas putz, como eu queria ter estado lá. Depois podia até morrer feliz.
(explicação de como rolou aqui)
via @hectorlima.
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April 05, 2009
Não sei se é influência do Belles du Jour, mas vi dois filmes dos quais qualquer homem vai querer distância - a não ser que queira comprovar que mulheres são criaturas irracionais, dramáticas, superficiais, emotivas e...assustadoras. Pelo menos é o lado que "Confessions of a Shopaholic" e "Bride Wars" mostram. O primeiro, baseado na série de livros da Sophie Kinsella (da qual eu gosto e li todos, hein?), é um show de histrionismo, com uma personagem principal irritante e descontrolada. O segundo explora a obsessão de algumas mulheres com casamento, e como NÃO se deve arranjar encrenca com uma delas, sob pena de virar alvo de maldadezinhas de efeito moral.
"Shopaholic" me irritou profundamente - o elenco, os figurinos de mau gosto (olha essa foto), o humor raso. A única salvação foi ter visto a Wendy Malick, que eu adorava em "Just Shoot Me", ainda elegante e ácida. E claro, eu posso ser tão consumista quanto qualquer mulher, e ter um fraco por sapatos ou bolsas, mas o filme caricaturiza mal esse aspecto - o que não acontece nos livros. Enfim. "Bride Wars" é mais divertido, mas reforço - só para garotas. Porque não vou negar que a gente pode ser competitiva e irracional ao extremo, e um dia a melhor amiga virar inimiga mortal não é nada anormal - e isso pode ser engraçado. O que eu não consigo entender é esse fascínio por bolos de noiva e vestidos e alianças.
De qualquer jeito, os dois filmes são uma grande perda de tempo, seja você homem ou mulher. Quero ver agora esse "He's Just Not That Into You" - cujo elenco é tipo um top of the pops de Hollywood. Algo me diz que vai fechar a trilogia de filmes mulherzinhas from hell desse ano.
(bom, o que eu esperava, né?)
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April 04, 2009
Assisti ontem a "Girl's High School Horror : Voice". A idéia é bem interessante, mas achei confuso e cheio de pontas soltas. Em termos de horror/fantasmagoria, a Tailândia ainda lidera em geral.
mas em termos de bizarrices, "Cat Girl Kiki" ganha. Parte de uma série chamada "Akihabara Trilogy", é uma fantasia sob medida para nerds fetichistas. Moço nerd encontra um gatinho um dia, o leva pra casa e no dia seguinte, encontra uma moça com orelhas de gato em casa. Tenta ensinar-lhe o básico da convivência humana normal, mas ela aprende mais lendo a biblioteca dele - de onde tira a idéia de se vestir de criada francesa e servir ao seu mestre. Aaaah, esses japoneses.
(mas não se engane, o filme é fofo)
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April 03, 2009
Tem link novo aí do lado ===>
Como se já não bastasse não conseguir atualizar dois (este aqui e o Goma) blogs, ainda arrumei mais um pra aumentar a culpa de não postar, hahaha. Mas o Belles du Jour é um coletivo mulherzinha, onde a gente posta o que está vestindo no dia. Várias cabeças, vários estilos, várias histórias. Tá ficando interessante :)
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March 31, 2009
Só um link que preciso dividir com vocês :
Este Foreign Movies DDL é a coisa mais incrível do mundo. Filmes que não encontro em nenhum outro lugar, um acervo gigante de qualidade indiscutível e atualizações frequentes. Juro, é um sonho. Eu passo MAL com o que eles têm lá, e algo me diz que vou precisar de mais um HD externo de 1 Tera. Thumbs waaaay up.
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March 29, 2009
Opa! Novidades à vista.
Quem for no Myspace do The Gilbertos vai poder ouvir uma prévia do álbum novo, que está pra ser lançado. São duas músicas, "Ela Vai Longe" e "Tudo Isso Deu em Nada". Eu gosto pacas de ambas, e garanto que o resto do disco vai ser igualmente bom, fiquem ligados.
Como eu sei? Oras, The Gilbertos agora são Thomas Pappon e Akira S! :)
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Aaaaaaaaaaai, preguiça, pode?
Terminei de ler "Sweet and Vicious" do David Schickler faz umas semanas. O cara escreve bem, gostei do anterior também, "Kissing in Manhattan".
Esqueci, a Casa Claudia Luxo do mês que vem também está pra sair, com duas colaborações minhas (já posso criar a categoria "se achando" no blog? heheh, tá na hora)
Tenho dormido no meio de todos os filmes que tenho assistido. E tido sonhos bizarros, que esqueço depois.
A coisa que mais odeio é me comprometer a fazer algo e não fazê-lo direito.
Pra várias outras coisas, comofas?///
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March 26, 2009
Hohoho. Quentinha da gráfica ainda, saiu hoje a edição de abril da TimeOut Amsterdam! A matéria central, de 4 páginas, foi um trabalho conjunto a oito mãos : quatro repórteres (one of them, yours truly) enfrentaram o desafio de passar 12 horas ininterruptas na noite de Amsterdam - para descobrir what's hot and what's not.
A minha foi uma longa e bizarra noite, pra falar a verdade. Mas em retrospecto, foi divertido. Como eu não tenho o menor apreço por peruagem e fiRma, minha idéia era explorar o lado feio e maldito, e deixar os clubes bonitos pros outros. Fui à sessão de cinema da meia-noite, vi a brasileirada se acabando no funk num bar feíssimo e sinistro, visitei um clube latino kitsch (e em cujo banheiro foi encontrado um corpo durante as reformas, dizem) e fui ver quem amanhece no coffeeshop mais madrugador da cidade. Mas isso é só o que entrou na reportagem - ficaram de fora o clube de gay cruising pesado, um nachtcafé com cara de reduto de máfia e o ponto de encontro das meninas da zona da luz vermelha nas horas de folga. Ah, o maldito limite de caracteres.
Foi legal pra ver a diversidade que existe por aqui no after-hours, e realmente é algo que eu não faria por conta própria. Mas a grande verdade é : quer achar algo pra fazer em Amsterdam, das cinco e meia às sete da manhã? Boa sorte - vai ser difícil, mas se você tiver sorte, até consegue.
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March 25, 2009
Ó, eu admito que esnobei a exposição "Van Gogh and the Colours of the Night" no MoMA ano passado. Mas já que veio pra cá, por que não ir, não é mesmo? E fui.
E aí imediatamente me senti uma trouxa, porque é um apanhado sensacional de obras com tema noturno - não só do Van Gogh, mas também de suas grandes influências, Millet e Hiroshige - e uma ótima oportunidade de apreciar quadros não muito conhecidos do holandês sem-orelha, baseados numa paleta de cores diferente dos tons solares habituais. Adorei as explicações sobre detalhes de "Os Comedores de Batatas" e das "Starry Night", mas detestei o fato delas estarem posicionadas do outro lado do corredor, me fazendo ficar de lá pra cá verificando o que estava escrito.
E a "La Nuit Étoilée" propriamente dita pode ser a mais famosa e a mais significativa, mas eu gosto mesmo é da "Nuit Étoilée sur le Rhône". Que eu não via há uns anos, já que faz tempo que eu não vou ao Orsay. Ver as duas na mesma sala foi bem emocionante.
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March 24, 2009
Em homenagem ao Klein, ontem revi uma das coisas que me faz mais feliz nesta vida : "The Leningrad Cowboys Go America". É até ridículo o quanto eu amo esse filme. Adoro tudo : a música, o humor absurdista, a ponta do Jim Jarmusch, as expressões deadpan, como eles cabem todos num carro. Eu choro de rir, canto e danço junto todas as vezes e fico pasma de como os Kaurismäki só fazem coisas foda (nunca vi um filme ruim de nenhum dos dois). E a banda, claro, tenho crush neles todos (erhm, eu tenho uma tendência a gostar de músicos engraçados. Quem tem talento artístico e me faz rir, já me ganhou). Imaginem se eu não morri do coração nas duas vezes que eu os vi ao vivo. Finland rocks.
"Do you have...rock and roll?"
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March 23, 2009
Ah, mas eu é que não vou ficar sozinha com essa música na cabeça. "Megadeth, megadeth, megadeth..." (sic).
Los Parraleños - Megadeth
Los Parraleños, minha gente. Dica preciosa de Renato Yada.
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11:51 AM
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March 21, 2009
Não tô nem em São Paulo, e NÃO AGUENTO MAIS OUVIR FALAR DE RADIOHEAD!
(essa é uma banda que nunca me desceu - agora, então...)
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March 20, 2009

"Linha de Passe" é certamente um dos melhores filmes nacionais lançados nos últimos tempos. Nem vou entrar no mérito da história, porque tô sem tempo, mas a atuação! Ah, que absoluto prazer ver elenco e diretores que ENTENDEM.
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4:29 PM
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March 18, 2009
As fábulas dos Grimm sempre foram cruéis e sombrias. Lembram de João e Maria? Hansel e Gretel, no original, eram dois irmãos indesejados pelos próprios pais, se perderam na floresta e encontraram uma casinha feita de doce. Capturados pela bruxa malvada, foram mantidos em regime de engorda para serem devorados depois, mas conseguem virar a mesa e a bruxa morre dentro do forno. "Hansel and Gretel", do coreano Pil-Sung Yim, é uma variação curiosa sobre o tema - com cores de Tim Burton e três crianças creepy e misteriosas, é mais uma fantasia dramática do que um filme de horror, apesar dos trailers quererem passar essa impressão. E também outro bom exemplo de criatividade do cinema da terra da manhã tranquila. Bem produzido e intrigante, não me surpreenderia se Hollywood estivesse de olho pra um remake. Contanto que eles não escalem o Robin Williams...
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March 17, 2009
"Three Extremes" é um bom resumão do cinema fantástico/de horror asiático. Como diz o nome, reúne três curtas, um japonês, um chinês de HK e um coreano - dirigidos pelos nomes mais reverenciados desses três países : Takashi Miike, Fruit Chan e Park Chan-wook. SÓ. Já dá pra adivinhar que não pode ser ruim, né?
O do Miike na verdade me decepcionou, por ser mais lírico que de terror - o que não quer dizer que não seja bom. O do Chan, "Dumplings", foi bem mais macabro. E também bem legal. Mas o último, "Cut", é que foi realmente surpreendente. Nele a gente reconhece o visual psicodélico de "I'm a Cyborg but That's OK" e a tortura psicológica e corporal da trilogia da vingança, tudo inconfundivelmente Park Chan-wook.
Eu me peguei de boca aberta em vários momentos. Tem tiradas de humor negro ótimas, e, em geral, é simplesmente bizarro. Mas muito criativo e original, e vale a pena ser assistido.
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March 16, 2009
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Chorei horrores com "Gran Torino". Good ol' Clint. Nada como um ator old-school pra fazer cinema old-school. Não é artístico, não é propoxxxta, não é groundbreaking. É uma boa história, com personagens consistentes, elenco competente e dirigido com elegância. Me diz, pra que mais? É disso que a história do cinema é feita, assim são os clássicos que a gente ama.
Como nos outros filmes que ele dirigiu, o fator emocional é pesado - mas há mais humor e leveza, tanto no comportamento inacreditavelmente outrageous de Walt Kowalski quanto nas tiradas de seus vizinhos, Thao e Sue (esta, a moça mais fofa dos últimos tempos, Ahney Her), apesar das tragédias pessoais. Super interessante e inesperado o foco na comunidade Hmong, de cuja existência eu nem desconfiava, e a relação deles com o preconceito racial. E eu adoro uma saga de redenção, ainda mais quando o protagonista é um badass resmungão. Portanto, filmão.
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March 14, 2009
Achei que "Walled In" fosse ser muito, muito ruim. Mas é razoável até. Claro, não ajuda ser estrelado pela Mischa Barton, que é muito muito ruim, com um papel pior ainda. E o roteiro apelar pra uns clichês horríveis. Mas é assistível, e a idéia é legal : arquiteto louco e genial acredita que enterrar pessoas vivas nas fundações dos seus prédios lhes atribui uma força mágica. Se essa idéia fosse plenamente aproveitada por esse ângulo, teria sido do caralho. Mas acaba virando uma história de adolescente problemático apaixonado, o que no meu caderninho = blé. Todas as possibilidades legais do filme se evaporam no meio do caminho - cadê as vozes que atormentam a engenheira responsável pela demolição do prédio? Aparecem uma vez e somem. Enfim, vai do nada pra lugar nenhum.
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March 12, 2009
O filme de ontem foi "4Bia - See Prang". Posso dizer que todos os filmes tailandeses de terror que vi até agora são bons paca? Esse não foge à regra. Composto por quatro histórias, por quatro diretores diferentes, tem seus altos e baixos - mas no todo é bem legal, bem produzido e eficiente na tensão. Uma das partes, "In the Middle", é especialmente engraçada, quase um Apatow thai. Não me surpreendi em saber depois que é do responsável por "Shutter", que adorei (aliás, assisti à refilmagem americana, e não foi tão ruim como eu esperava, até curti).
Vai aí o trailer, mas se você pretende ver o filme todo, recomendo pular, porque estraga o impacto.
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11:38 PM
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March 11, 2009

E só porque eu falei que não estava conseguindo ver nada, ontem assisti ao curta "Mojica na Neve", do André Barcinski, Ivan Finotti e André Finotti. Em 2001, o Mojica foi participar do festival de Sundance e viu neve caindo pela primeira vez. No vídeo ele fala pelos cotovelos, faz comentários sobre o que vê pela frente, encontra com o Lloyd Kaufmann (da Troma, achei genial) e o Michael Stipe, entre outras viagens. A parte em que ele recebe um prêmio e é aplaudido é emocionante, principalmente quando a gente pensa em quanto perrengue esse homem já passou. Merece.
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7:49 PM
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March 10, 2009
Meio atrapalhada com várias coisas pra fazer. Daí não consigo terminar de ver nenhum filme (e o hd externo de 1 Tera enchendo, enchendo), tô lendo o mesmo livro há semanas, e sem criatividade nenhuma pra cozinhar. E portanto, também não consigo postar aqui. Mas não posso reclamar, estou me divertindo :)
O único problema é que a guitarra e o baixo estão encostados há umas duas ou três semanas, coitados. Até já perdi o calinho nas pontas dos dedos. Argh. Minha resolução de ano-novo durou pouco.
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March 07, 2009
E aproveitei que estava perto e fui ver a retrospectiva do Richard Avedon no FOAM. Como era de se esperar, incrível. Não entendo muito de fotografia, portanto adoro essas chances de ter um panorama da obra de alguém. E Avedon certamente merece ser plenamente apreciado, em tantas décadas de trabalho.
A série "In the American West" foi a minha favorita. Que imagens. Mais belas, mais poderosas que as de qualquer celebridade do século XX. Dos outros retratos, os que mais me marcaram foram os dos Beatles, do pessoal da Factory (Andy Warhol, Candy Darling, Viva, Paul Morrissey, etc), do Beckett, da Marian
Anderson e do Groucho Marx. Das de moda, a da Twiggy com os cabelos esvoaçantes é inesquecível. Mas tantas mereceriam o mesmo adjetivo. E adoro, adoro os retratos do Bob Dylan. Tão jovem, tão charmoso.
Vai até maio, e devo ir de novo.
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March 06, 2009
Acabei de ver "Watchmen". Apesar de ter lido o quadrinho atrasada, ainda assim faz uma década pelo menos, e não posso nem querer pretender lembrar de detalhes. Mas sei que me impressionou, e portanto quando começou o alarde da versão cinematográfica, nem me empolguei muito. Em parte porque o Zack Snyder me decepcionou em "300", outra adaptação de uma HQ que adorei, e em parte porque vi que tinham escalado o Matthew Goode pro papel de Ozymandias. Por mais que eu adore o Goode (assisti ao dispensável "Brideshead Revisited" SÓ por causa dele), ele não tem o porte e aparência perfeitos do personagem, que é crucial pra trama. Tá, ele é alto e lindo, mas não do tipo certo. Enfim. Daí resolvi esperar quietinha, sem fazer expectativas. E sem ler nada mais sobre a produção, como sempre faço.
O Snyder tem um poder inacreditável de tirar o máximo da parte visual (como em "300"). A sequência inicial de créditos é lindíssima, o que me animou depois da primeira cena, da morte do Comedian. Essa resumiu o meu medo, o de que a tentativa de reproduzir fielmente os quadrinhos travasse o ritmo da coisa. Mas não, ficou bacana. Boas caracterizações, cinematografia bonita, roteiro até bem fluido, se a gente levar em conta os milhões de fragmentos pra conseguir contar a backstory de todos. Mas faltou muita coisa, claro. De fato, o Matthew Goode não foi a melhor escolha pro Ozymandias, mas o roteiro também o deixou muito insosso, flat. Em compensação, AMEI terem escalado o Jackie Earl Haley (que achei incrível em "Little Children") pra Rorschach, e o Dr. Manhattan do Billy Crudup ficou muito, muito bom. Como são os personagens mais complexos (e os mais importantes), acertar neles foi fundamental pro resultado final ser positivo.
A alteração do final até que não foi tão criminosa, como eu tinha ouvido falar. Pra quem não conhece o original, não vai fazer diferença alguma, porque de qualquer jeito permanece a idéia. Mas será que alguém que não leu a HQ deve assistir ao filme? Porque eu imagino que sem alguns subtextos que sumiram na adaptação, perde-se um pouco da força do argumento. Pode-se facilmente achar que são todos uns neuróticos fantasiados (sendo que acho justamente o ridículo exagerado dos uniformes um detalhe sarcástico genial) e só, quando na verdade o foco é a questão do poder e da natureza humana. As cenas de ação não têm importância em si - tanto é que são rápidas. Como todo mundo já deve ter entendido, não é um filme de super-heróis comum.
(e outro detalhe bacana : a foto dos Minutemen foi tirada pelo Weegee, na história. Não lembro se isso está no livro, mas achei foda)
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7:57 PM
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March 05, 2009
O Jay Reatard fez hoje no Paradiso o show mais perfeito dos últimos tempos. Sonzaço, guitarradas, punk rápido, headbanger, uma música melhor que a outra e durou exatos 30 minutos. Não deu tempo de cansar, só deu vontade de ver tudo de novo. E, de novo, como me irritou aquele público PARADO. Em "Blood Visions" era pro lugar tremer de tanta gente pogando, e nada. Nada. Mas fora isso, fiquei felizaça de ter ido :)
E sim, a Matador continua foda.
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March 03, 2009
Fui conhecer hoje um centro cultural relativamente novo, o SMART Project Space. Com cinema, salas de exposição e um bar-restaurante, ele ocupa um prédio imenso que foi um laboratório de Análises Patológicas. A exposição em cartaz é "Coalesce : Happenstance", que como diz o nome, é um coletivo de trabalhos individuais, mas pensados como conviventes. Faz sentido? O aproveitamento do espaço ficou um pouco bizarro, mas acho que funcionou. O mais interessante pra mim estavam nas três últimas salas. Coincidentemente, tudo em videoarte. Curti o retro-feminista "Consciousness, Understanding' N' Trust" da Oriana Fox, de quem eu tinha só ouvido falar, e logo de cara me lembrou dos retratos da Cindy Sherman. No site dela tem alguns trechos, vale olhar.
Outro que achei divertido foi o "the 5 Boroughs of Soul", do inglês David Blandy. Descalço, vestido de monge shaolin e munido de uma vitrolinha portátil, ele faz uma peregrinação pelos 5 boroughs de NYC atrás dos pontos mencionados em vários clássicos do soul. Despretensioso e legal.
Mas "Shut the Fuck Up", uma sequência de 3 vídeos do grupo General Idea sobre arte e sua relação com a mídia, me fez parar e prestar atenção. Achei interessante levantar criticamente a questão da "arte-espetáculo-para-consumo" e da postura/participação/motivação do artista nisso. O episódio do "Batman" que eles usam pra ilustrar é perfeito, de um concurso de arte em que o Coringa leva o prêmio tendo apresentado uma tela em branco, mas com todo um blablablá sobre o conceito - que pelo visto enganou bem o júri (que quis ser enganado). Os outros participantes não ficam atrás : um macaco que cria uma tela jogando tinta e tomates (acho), um cara pintando com os pés, e por aí vai. No link tem os vídeos online, e recomendo, nem que seja pra ver o incrível balé dos poodles, hehe. Aqui, a parte I e II:
E aqui a parte III :
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March 02, 2009
E depois de tanto tempo, finalmente consegui ver "A Encarnação do Demônio"! Tinha até comprado os ingressos pra ver em Lisboa, no meu aniversário, e acabamos não indo (mas a gente encontrou o Mojica num restaurante uns dias depois lá mesmo, o que atenuou um pouco a perda :)
E que emocionante ver um filme dele tão bem produzido. Sério, o cara sempre foi foda num esquema below-low budget, mas agora, com cinematografia do José Roberto Eliezer (que simplesmente fez a de alguns dos meus filmes nacionais favoritos nos anos 80), montagem do Paulo Sacramento, figurinos Herchcovitch, Milhem Cortaz no elenco...sensacional.
Josefel Zanatas continua atrás de uma mulher que lhe dê um filho, mata, tortura, encontra bruxas, aparições, aranhas, bla bla bla. Pra quem não viu ainda, não esperem muito da história (que no fundo é sempre a mesma dos anteriores da trilogia) - o que vale são as imagens e o universo Zé do Caixão em geral. E durma-se com tanto sangue!
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March 01, 2009
Eu até gosto de sair à noite, mas gosto mais da minha cama.
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February 26, 2009
Huu, é tão legal quando algo de que a gente participa se materializa. Ainda fico toda elétrica e corro pra ver.
Acabou de sair a edição de março da Time Out Amsterdam!O tema é "The Cheap Issue", cheia de dicas pra se gastar pouco na cidade. E não deixem de ler a listagem de filmes especiais e mostras, que eles foram doidos o bastante pra deixar na mão da estagiária mais velha da história, hehehe ;)
Pra quem mora aqui, eu super recomendo assinar a revista. Por 23,95 euros, você recebe 12 números por ano - sendo que o preço de capa é 2,95.
(e a TimeOut Amsterdam é a única do grupo que tem listagem e resenha de...coffeeshops. E uma seção chamada "Vice". Evidentemente)
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Annix
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February 24, 2009

Então, "Milk" é o melhor filme produzido em 2008, hein? Ou um dos melhores, vai.
Tive vontade de dar um beijo na bochecha do Sean Penn, do Van Sant e de todo mundo que participou, hahaha. De gratidão pura por um trabalho tão foda, e tão relevante.
E Harvey Milk merece ser conhecido pelo mundo todo. Se ele vivesse nesta nossa época, imagino que miséria ele não faria na cabeça dos conservadores/fanáticos religiosos/bigots em geral, com a ajuda da internet. Toda aquela energia e garra inspiraria gente muito além do Castro, muito além da Califórnia, muito além dos Estados Unidos. Enfim. A gente lamenta, mas não desiste.
(e tenho que concordar com ele na questão da visibilidade. Há que se falar alto pra ser ouvido, às vezes)
...ok, eu não vou resistir. Apesar de tudo, tenho que criticar UMA coisinha. Pra que aquela cena ao telefone, antes do atentado? Sappy, emo e apelação. Não precisava.
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February 23, 2009
Eu procuro evitar séries. Uma, porque eu tendo a ser obsessiva - e naaaaada pior pra alguém como eu ter à disposição muitos e muitos episódios de alguma coisa, porque sempre quero ver TUDO, de cabo a rabo. E não consigo fazer outra coisa enquanto não acabar (tanto é que só parei de ver o "Chi's Sweet Home" quando o YouTube travou no 76º). Outra, porque eu raramente assisto à TV, o que torna meio difícil acompanhar coisas que já estejam passando. E daí baixar tudo que já perdi me dá preguiça, a não ser que eu seja completamente fisgada pela série e ela já tenha terminado. Por isso que eu nem começo a assistir. A última dessas atuais que comecei a ver no Brasil e depois desandei foi "The L Word", que, entre o último capítulo visto e a possibilidade de baixar facilmente o resto, se passou tempo demais, e aí perdi o pique. Frustração.
Mas aí surgiu esse "United States of Tara", e não resisti, vi os 4 primeiros episódios. Criado pela Diablo Cody, com a Toni Colette e o bonitón do John Corbett? Posso até esquecer que é produzido pelo Spielblergh, he. E tenho de dizer que achei divertida. Os comentários no imdb esculacham dizendo que não é um retrato correto do que é ter DID (personalidades múltiplas), blablabla, mas alô, não é Discovery Channel.
Tem uns trechos pra assistir no site oficial, e o motivo de eu ter gostado é justamente ser levemente absurda. Claro que não falta aquela pitadinha de I'm-so-hip, com uma personagem de uns 13 anos vestida em vintage dos pés à cabeça, incluindo os óculos gatinho (pra não falar em Alice, uma das personalidades de Tara, que é uma dona-de-casa dos anos 50, e usa vestidos rodados e batom vermelho). Não é engraçado de rolar de rir, mas tem bons personagens e atores legais. Vamos ver quanto tempo eu consigo seguir...
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Annix
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February 21, 2009
Compramos um peixe pro jantar, e o moço da banca deve ter percebido como eu estava cobiçando os sacos de ovas expostos sobre o gelo, porque depois de limpar, nos entregou o pacote dizendo que era uma "peixa" com ovas, e ele as deixou dentro dela. Yay!
Em casa, primeiro verifiquei se as ovas de northern pike são comestíveis. Apesar de um ou outro dizerem que podem ser levemente tóxicas, não achei evidências que me convencessem disso, e arregacei as mangas pra curá-las segundo esta receita de ikura (ovas de salmão). Realmente, a parte mais chata é remover a membrana das ovas, mas fica bem mais fácil depois de deixar os sacos mergulhados em água quente por uns 10 minutos. Tirar o excesso de água, misturar uma colherzinha de sal e deixar na geladeira por meia hora. Depois, mais um pouco de sal, mais meia hora no frio. Daí, colocar numa peneira até escorrer toda a água. E pronto! Caviar de pobre numa quantidade pra um exército, yum. Tô louca pra fazer uns sushis de ovas, ou simplesmente comer com arroz japonês fresquinho. Ficaram maiores que tobiko (ovas de peixe voador) e menores que ikura, de cor dourada. Adoro a textura das bolinhas, que fazem ploc!
(e se forem tóxicas mesmo, tchau gente! Foi bom conhecer vocês)
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Annix
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February 20, 2009
Sempre adorei o grande Carlos Reichenbach, desde muito antes de ter estudado na ECA. "Anjos do Arrabalde" e "Filme Demência" foram dois dos filmes que me abriram os olhos para as possibilidades do cinema brasileiro. Nos anos 90, Carlão era sinônimo de filme bom, apesar de curiosamente não ter muitos filmes lançados nessa década. Ganhou o respeito geral com "Alma Corsária", acredito.
Com "Falsa Loura", ele retoma a mulher operária de "Garotas do ABC". Assisti ontem, e fora algumas viagens de roteiro e falhas de elenco, achei muito bom. Não conhecia a Rosane Mulholland, que achei linda e talentosa. As participações femininas em geral foram ótimas (Suzana Alves, que surpresa!) - atuação natural, e na maior parte do tempo, livres dos vícios que assolam grande parte dos atores brasileiros. Já as masculinas...*suspiro*. Não se salvou um. Talvez o mais experiente João Bourbonnais (que na minha época era galã, omg), mas mesmo ele estava retraído. Mas o personagem era assim, sem muito espaço, então entendo.
As partes musicais, hã, foram desnecessárias. Tá, eu entendi o propósito, de fazer o contraponto do sonho com a aridez da vida real, bla bla bla, mas francamente - a qualidade das canções era tão ruim, e os intérpretes (Cauã Reymond, wtf - e Mauricio Mattar) tão péssimos, que só me deu vontade de dar fast forward. Não dei, mas me peguei prestando atenção em outras coisas nessas horas.
A história, na verdade, poderia ter sido um pouco mais "concentrada". Personagens secundários interessantes sumiram no meio, e o arco principal se diluiu em seqüências looongas de praias idílicas e as malditas músicas, deixando pouco tempo pra um final mais impactante. Mas adorei os detalhes, do velho que xinga o homem de muletas no ônibus à hiper-paulistanidade do ônibus "Jd.Almanara", e a cinematografia sintética, sem ser seca. Enfim, Reichenbach continua um excelente retratista do universo feminino - constrói figuras reais e com as quais é sempre possível se identificar. E ele realmente deveria pensar em deixar os personagens masculinos pra lá...
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Annix
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February 19, 2009
E como uma coisa leva a outra, acabei lembrando de um dos meus discos favoritos desde sempre. Ok, era da minha mãe, mas tomei posse dele bem cedo, que me lembre. Preciso urgentemente digitalizar o vinil, porque não consegui encontrar online - só algumas das músicas separadamente. E eu gosto de tudo, da capa às canções. Claro que vivia cantando "Blame It On The Bossa Nova" antes mesmo de saber o que era bossa nova. E sabia quem era Eydie Gorme, mas não conhecia os Beatles. Criança estranha, mas tudo culpa dos meus pais, juro.
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February 18, 2009

E procurando pela abertura de "Georgy Girl" no YouTube, acabei achando outra pérola : as Lennon Sisters cantando o tema, em 67. Love the cute accent on "Geor-gy".
(elas ainda existem, cantam, mas ficaram velhas e chatas. Fique com elas nos anos 50 e 60 na lembrança, que é melhor. E não, nem vá ao site atual delas, porque você vai se arrepender)
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Annix
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Lembrei hoje que nunca cheguei a falar de "Georgy Girl". Eu sempre adorei a canção dos Seekers, mas o filme é ainda mais especial. Porque é uma delícia, ácido e doce ao mesmo tempo, como boa parte dos bons filmes britânicos dos anos 60.
E Georgy é a mãe de todas as Bridget Jones da vida : de personalidade forte mas insegura; fora dos padrões de beleza, o que às vezes a incomoda, em outras ela não está nem aí; passa por situações vexaminosas, mas é amada porque tem muito bom coração. É aquela pessoa que anda no seu próprio ritmo, e procura algo que não sabe o que é. Ainda. A Lynn Redgrave é adorável, e faz a gente torcer muito, muito para que Georgy tome jeito. Amo.
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February 17, 2009
Tenho gostado de passear pela cidade de novo. Por algum motivo, entrar em contato com gente nova me faz conseguir olhar as coisas de sempre com outra visão, porque começo a imaginar que tal pessoa gostaria de conhecer a rua X, outra adoraria a loja Y, e por aí vai. E nisso, São Paulo em janeiro foi a abundância total. Só gente linda, inteligente, criativa, com algo a dizer. E isso porque nem cheguei ao Rio, hehe.
Pode ser também que outros motivos também estejam conspirando pra que eu procure mais pontos interessantes em Amsterdam, ou pelo menos pra que eu volte a prestar atenção neles. Whatever it is, que continue. Tô curtindo.
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February 16, 2009
Ok, primeiro eu fico falando de Barbies, e agora coloco aqui um anime fofinho sobre uma gatinha que se perde da família. Mas é muuuuuuuito bonitinho, aaaaaawwwwwwgh! Meu cérebro derreteu.
(tem o resto no YouTube, tou oficialmente retardada. Aaaaaaaaaaaa)
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February 15, 2009
OMG, morri. Um desfile com Barbies humanas! Amei as roupas da segunda parte. A primeira é bem 50's, e tem uma terceira, mas achei sem graça.
Minha primeira Barbie foi uma Ballerina de 1976, comprada nos Estados Unidos em 1977. Até achei uma fotinho neste flickr que vende bonecas vintage. Era igualzinha, e calçava um par de sapatilhas de ponta que eu achava a coisa mais delicada do mundo.
(update : achei uma foto melhor ainda aqui! E aqui, na caixa)
Coitada, foi mordida, amarrada e pendurada de cabeça pra baixo, carregada pra lá e pra cá e protagonista das histórias mais absurdas. Mas também teve as roupinhas mais bacanas que existiam entre os anos 70 e 80 - a maioria roubadas da Susi, porque a Barbie no Brasil só foi lançada em 82, pelo que vi. Foi uma relação de amor e ódio, hehe. Imagino que esteja em algum canto da casa da minha mãe. Da próxima vez, vou resgatá-la e trazer pra casa, porque a velhinha merece um lugar digno :)
via CajonDeSastre.
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February 14, 2009
Uh, esqueci de falar sobre "JCVD". Como alguém que sempre evitou filmes de pancadaria (bicho, tentei. Não dá, morro de tédio), tenho certeza de que perdi algumas piadinhas internas e referências. Mas e daí? O que importa é que Jean-Claude Van Damme fazendo troça de si próprio é inesperado e imperdível, mesmo que seja o único filme dele que você veja na vida. Bom roteiro, humor estranho e - sim! - boas atuações. Não é uma produção facilmente classificável : ficção com personagem real, mas que na verdade é um personagem? Quase-biografia-ficcionalizada? Being John Malkovitch? Sei lá, mas é uma boa surpresa.
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9:45 PM
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February 13, 2009
Só agora li "Out", da Natsuo Kirino. Tenho de dizer que a mulher sabe escrever, hein? O quarteto principal de personagens é super bem construído (dentro da fôrma de bolo que é o romance criminal), e a trama se desenrola bem. E gosto de personagens femininas fortes, como a Masako.
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11:01 PM
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February 12, 2009
Finalmente assisti a "Gomorra". Devia ter visto no Brasil, aliás - aqueles dialetos escalafobéticos + legendas em holandês fizeram barbaridades no meu cérebro, que teoricamente sabe italiano. Heh.
Mondo cane. Cru, naturalista, brutal, curti pacas. A câmera bafejando no pescoço ameaçadoramente, o clima de "quem vai ser o próximo?", a falta geral de escrúpulos e, o que me marcou mais, a alegria completamente inocente de Ciro, o garoto magrinho que é só braços e pernas.
O excesso de personagens e histórias é, ao mesmo tempo, problema e virtude. Arrasta o ritmo e confunde, mas ao mesmo tempo gostei tanto de cada fio narrativo ter sido escarafunchado devidamente (na medida do possível) que senti muito quando o filme terminou. São pessoas, é believable, é sujo, é possível. E de arrepiar.
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12:10 AM
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February 11, 2009
Dicas consumistas :
Não lembro se já falei da Better World Books aqui ou se foi uma recomendação em particular pra alguém, mas nunca é demais repetir. É como ter a De Slegte ou a Strand em casa...e ainda por uma boa causa. E com frete a 3,97 dólares, difícil resistir.
E pra instrumentos musicais, equipamentos e miscelâneas relacionadas aqui na Europa, ainda não encontrei loja online melhor que a alemã Thomann. Atendimento incrível, preços bons e entrega rápida (e barata). Mas repito - dentro da Europa. O melhor lugar pra comprar essas coisas é nos Estados Unidos, não tem jeito.
Nesse ritmo, não saio mais de casa...
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4:04 PM
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February 10, 2009
Lembrei de como eu adorava esse disco. E isso gerou um post no Goma sobre um dos meus filmes favoritos EVER. Quer saber qual é? Vai lá.
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5:40 PM
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February 09, 2009
Fiquei uma semana considerando se ia ou não ver as Vivian Girls tocarem no Paradiso, ontem. No final a preguiça foi mais forte que meu amor por all-girl bands :-\
Aí depois eu fico vendo os vídeos de shows e me arrependo. Oh, well. Velhice é isso aí. Quem sabe elas voltam?
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5:07 PM
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O Saj, na Vila Madalena, foi uma surpresa agradável. Recém-inaugurado, ambiente bonito e agradável, serviço atencioso, bons preços e com pedigree. Precisa de alguns ajustes na cozinha, mas nada que não possa ser remediado rapidamente. Como estávamos em cinco pessoas, conseguimos pedir uma quantidade de pratos boa para se avaliar o cardápio num espectro amplo. Como entrada, uma combinação de pastas (hummus, babaganoush e coalhada seca) com dois tipos de pães : árabe e o Saj, pão-folha com zátar (quase um roti, um círculo grande de massa fina e dobrado em quatro). Bem corretos, e os pães feitos na hora, muito bons. O quibe cru também estava bom, embora precisasse de um pouco mais de hortelã. O falafel foi um pouco estranho : bem crocante e em porção de cinco sobre uma salada verde, mas senti falta dos temperos tradicionais. Gosto de falafel quase verde : o do Saj é grão-de-bico puro, parece. Bom, mas não exatamente tradicional, talvez.
Os charutos vegetarianos, feitos com couve, e as linguiças árabes foram pedidos mais por não serem comuns em outros restaurantes libaneses. Não se destacaram muito, porém. O melhor prato de todos, na minha opinião, foi o Arroz Califa : úmido, saboroso, bem temperado. E pra quem tiver saudade do Chocolamour do Bambi, é um dos destaques entre as sobremesas. Me senti com cinco anos de idade de novo.
Se eu voltaria? Lógico, o mundo precisa de mais comida libanesa sempre.
O Chi Fu era outro lugar a que eu devia uma visita. Agora em novas instalações, onde até dá pra se levar a mãe, porções imensas de pratos primariamente cantoneses podem ser divididas em lazy susans (aquela parte giratória em mesas redondas - tem nome em português?), servidas com rapidez e uma certa brusquidão. Pedimos bifum à singapore, camarões do tamanho do meu punho fechado, arroz frito com linguiça chinesa, lulas com aspargos, sopa de milho e ovos e costelinha braseada. Comemos em seis e a conta não chegou aos 190 reais, com bebidas. De sobremesa, melancia e egg tarts, a versão chinesa dos pastéis de nata portugueses. Nada memorável, mas delícia do mesmo jeito. E, pelo amor de deus, se você for lá, não peça yakissoba e frango xadrez. A culinária chinesa é tão rica e variada, merece ser explorada.
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6:18 AM
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February 08, 2009

Slumdog Millionaire = Danny Boyle continua gênio.
Foda.
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E trouxe comigo um exemplar do "Laertevisão : Coisas Que Não Esqueci", presente da minha irmã. Meio memória, meio scrapbook daquele que é, sem dúvida, o autor de quadrinhos mais genial do Brasil, o livro traz pequenas crônicas visuais relacionadas à infância diante da TV que qualquer adulto brasileiro pós-60 é capaz de resgatar das próprias lembranças, sem precisar cavar muito. Nostálgico e engraçado, para se folhear sempre.
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5:32 PM
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February 07, 2009
No vôo da volta, nem dormi direito pra poder ver filmes. Um deles foi Tokyo Sonata, um drama cheio de sentimentos abafados e criados pela rigidez da sociedade japonesa, com momentos de um certo humor. Para não-orientais, talvez seja um pouco difícil atinar de início com o fato do protagonista simplesmente não conseguir comunicar o desemprego à família, mas certamente vão entender que, à medida que o tempo passa, fica mais difícil dizer a verdade.
Vi também o curioso Boys Before Flowers : Final, baseado num mangá hiper popular, que já gerou animes e outros filmes, com versões coreanas e japonesas. Divertido e cheio de ação, mas um pouco sem graça para quem não tem familiaridade com os personagens.
O melhor filme da noite foi mesmo o fofo Nick and Norah's Infinite Playlist, rom-com indie por natureza (Michael Cera? Letreiros desenhados à mão? Playlist no título? Alguma dúvida?) e com um elenco charmosíssimo. Quase um After Hours juvenil, acompanha um grupo que roda por NY atrás de um show secreto da banda favorita do Nick e da Norah do título, que não se conhecem até então, mas são claramente o par perfeito. Entre decepções amorosas, exes com falta de simancol e figuras bizarras da noite novaiorquina, só Band of Horses, We Are Scientists e Devendra Banhart (que tem um rápido cameo). Adorei e quero ver de novo. No Brasil, está previsto pra estrear logo. Aqui, só deus sabe.
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Mais um da coleção extensa da minha irmãzita, li "Morte", a incrível edição da Conrad que junta Morte - O Alto Preço da Vida, Morte - O Momento da Vida e A Morte Fala Sobre a Vida, as histórias que têm como protagonista a carismática personagem criada por Neil Gaiman na série Sandman.
Não tem outro jeito de descrever : foda.
O Gaiman é, fácil, um dos meus grandes ídolos. O cara é genial, criativo, escreve bem, tem humor e inteligência. Associado a ilustrações foda de gente como o Dave McKean, fica perto do perfeito. Contando o fato da Morte ser uma das personagens mais simpáticas já criadas pra uma graphic novel, ter tudo isso num pacote só, com formatação bem cuidada e impressão caprichada, é uma jogada de mestre. Pra guardar com carinho.
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Annix
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5:56 AM
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February 06, 2009
Eu sempre fui fãzaça do Kevin Smith. Pra mim, ele era a voz da minha geração, obcecado por cultura pop, romances falidos e humor doente. Diálogos inteiros antológicos. Criou filmes marcantes como "Clerks" e "Dogma". Lançou o Jason Lee ao mundo, e só por isso ele já teria cumprido sua missão na Terra. "Chasing Amy" sempre foi um dos meus favoritos, apesar da voz irritante da Joey Lauren Adams. "Jersey Girl" certamente foi um equívoco, um caso isolado em meio a uma obra sólida e consistente...
...mas não. Depois de ver "Zack and Miri Make a Porno", saí tão estraçalhada que não consegui acreditar que aquilo tivesse saído da mesma cabeça que criou Jay e Silent Bob. Premissa interessante, mas desenvolvimento absolutamente preguiçoso. Nem UMA frase digna de citação, nem UM personagem bem construído, nem UM toque de humor decente. Bobo e raso, clichê e tedioso.
A presença do Seth Rogen é obviamente uma tentativa de surfar na onda "Superbad", mas nem ele salva essa bomba. Tudo que ele fez foi me deixar confusa no começo, achando que estava vendo um Apatow ruim (o que não existe, btw). Daí entrou a costumeira participação horrenda da mulher do Kevin Smith, e lembrei que filme eu tinha vindo assistir.
Colocar a Traci Lords também foi uma jogada esperta - ícone pr0n e pop, perfeito. Mas ela está tão envelhecida (e é tão má atriz) que acabou sendo patético, coitada. Elizabeth Banks, a Miri, é bonita, de um jeito completamente errado. Parece uma Parker Posey mais nova e white trash.
E tudo isso falhando, minha única esperança era o Jason Mewes. Pancada, junkie mas gato, tenho um crush inexplicável nele. E, putz, fail também. O cara perdeu os dentes, e os implantes/dentadura que ele está usando deixaram a dicção incompreensível. E perdeu a vivacidade, parece envelhecido e cansado. Nem aquela bunda incrível conseguiu me animar.
A visão de sexo é infantil, a de relacionamentos é adolescente. Teria sido engraçado se a idéia de um spoof pr0n de Star Wars tivesse ido pra frente, mas ela surge e some. E pra quê? Só pra gastar meia hora bolando nomes engraçadinhos de filme usando referências nerd?
Querido Kevin Smith, acho que vai demorar pra eu conseguir ver um filme seu de novo. Ou você está ficando retardado, ou eu é que fiquei velha, mas obviamente não estamos mais falando a mesma língua.
Maldita a hora em que o Silent Bob resolveu falar.
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11:19 AM
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February 05, 2009
photo ©Steve Jennings
Shit. Shit. Shit. Shit. Shit.
RIP, Lux Interior.
E meu sonho de ver um show deles, puf. Eu realmente devia ter ido pra Londres vê-los, em 2006. Merde! Merde! Merde!
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Annix
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11:39 AM
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February 04, 2009
E ganhei da Cris A. o ótimo livro do Liniers, que é bem conhecido dos brasileiros e argentinos, mas para os habitantes do outro hemisfério só acessível pela web, por enquanto. Quem quiser um tantinho de humor surreal e poético todo dia, pode assinar o AutoLiniers, que é como conheci as tirinhas, há um tempo. Ou então dar uma olhada aqui, tem tudo.
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Annix
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5:09 PM
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February 02, 2009
E mal aí se acabei esculachando o "Menina Infinito" de certa forma. Mas entendam, depois de ler qualquer "10Pãezinhos", dos geniais Gabriel Bá e Fábio Moon, fica difícil continuar aceitando aquela velha fraqueza do quadrinho nacional, o roteiro. No caso dos gêmeos, tudo é bom : desenho e texto. E nem venham me dizer "ah, mas eles são dois" - individualmente, cada um também é foda. Li o "Crítica", de 2004, e quero todos os outros.
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Annix
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February 01, 2009
Anita me emprestou vários livros que eu queria ler. Eu estava especialmente curiosa com "Menina Infinito", do Fabio Lyra.
A primeira impressão é de familiaridade : Francine de "Strangers in Paradise"? Não, mais jovem e moderninha. Enid, de "Ghost World"? Não, mais bobinha e menos ácida. Universo Hornby? Blogs? Teenage Fanclub? Evidentemente, o autor tem mais ou menos a nossa idade. E não é difícil reconhecer os personagens : não são ninguém em especial, mas todo mundo conhece alguém igual. Mal da nossa geração, de vomitar referências pop pra poder ser parte de um grupo que cresce e se reproduz, o sub-indie.
Por isso mesmo, achei bacana. O traço é irregular, e as histórias um pouco clichê. A grande falha mesmo é o texto, artificial e forçado. Mas faltava uma visão brazuca de um grupo que consome tanto, mas é pouco retratado oficialmente. Contudo, fiquei na dúvida se a intenção era satírica ou ingênua mesmo. Pode ser lido dos dois jeitos, acredito - depende de que lado da corda você se encontra.
Outro empréstimo valioso foi "Lucky", de Gabrielle Bell. Publicado pela Drawn and Quarterly, editora que respeito muitíssimo, é mais um diário em forma de desenho, onde o que importa não é o que acontece (não muito), mas as relações interpessoais absurdas da vida moderna (e a dificuldade de se achar um lugar para morar em NY). Bom, urbano e cheio de subtextos. Acabei curtindo paca.
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Annix
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2:54 PM
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