September 12, 2008



A Lisboa moderna e jovem é o Bairro Alto à noite. Casas de fado tradicional dividem espaço com bistrozinhos aconchegantes e dezenas de bares espalhados pela Rua da Atalaia e suas paralelas e transversais, com mais gente fora do que dentro, bebendo cerveja e capirinha em copos descartáveis. E como gente chama gente, em alguns trechos é até difícil passar pela rua. Pode-se andar e andar e não se entrar em lugar algum, mas mesmo assim acompanhar a movida. Muito grafite, lojas de roupas multimarcas e de designers independentes, clubinhos, galerias de arte, livraria que fica aberta até as 2 da manhã, botecos de sinuca, lojas de música, quase tudo instalado em casinhas centenárias enfeitadas com azulejos...lembra ao mesmo tempo os centrinhos de cidade de praia do Brasil (ou a Vila Madalena) e o Lower East Side de Manhattan. O decrépito e o urbano combinam bem com a trilha sonora variada, da salsa ao hip-hop.

Aliás, é realmente muito engraçado reconhecer de onde vêm a nossa arquitetura e costumes. Na cidade inteira há pedaços que poderiam ser de bairros brasileiros. Só no caminho do aeroporto ao centro vi Higienópolis e a Pompéia, e partes do centro são totalmente o Rio de Janeiro. Apenas o Paço do Comércio e a Baixa me lembraram mais Barcelona, mas de repente poderiam ser Santos também.

Hm, pensando bem, é o contrário. Ha. Mas a verdade é que a presença do Brasil hoje é massiva em Portugal, e bem visível. Quase todo o staff dos restaurantes e bares em que fomos era de brazucas. Super simpáticos, aliás. Feijoada, picanha e capirinha são presença constante em cardápios, mesmo que a casa não seja brasileira. Será que um dia vamos voltar a ser uma cultura só?

September 11, 2008



No dia seguinte quis conferir a Feira da Ladra, que acontece às terças e sábados de manhã no Campo de Sta.Clara, na Alfama. Pegamos o metrô até a estação Sta.Apolônia e fomos andando pelas ruas estreitas até lá.

Livros de segunda mão, roupas e sapatos usados, louças, bibelôs e cacarecos em geral na praça em si; bolsas, CDs e bugigangas úteis (ou não) no resto da feira. Não vi nada de muito interessante e seguimos andando, desta vez procurando o Castelo de S.Jorge. E procurar é bem o termo : por entre tantas ladeiras e becos é difícil localizar o castelo só olhando. O que é engraçadíssimo, já que lá de baixo, na Praça da Figueira, Baixa e arredores, ele é o que mais se destaca na colina. Enfim, achamos.

A bilheteria é antes do portão, meio escondida ao lado de lojas de lembranças, bizarro. Mas o ingresso é baratinho, 5 euros.

Tá, então o castelo não é o original, porque o terremoto de 1755 derrubou as muralhas, que foram restauradas no governo do Salazar. Mas é um passeio bacana, igual aos dos castelos britânicos, de cujas amuradas pode-se avistar a cidade de um dos pontos mais altos e imaginar cortesãs e servos apressados de lá pra cá, soldados gritando "O inimigo se aproxima!" e...ok, you get the picture.


Lisboa vista do Castelo de S. Jorge

Na verdade, quem percorre os jardins do castelo são...gatos. E pavões. Curioso.

Depois de muito caminhar, resolvemos pegar o bonde 28 até o Chiado. Essa é uma das linhas que ainda usa os carros antigos, que são um dos cartões-postais de Lisboa.



Balança, faz barulho, custa 1,40, mas passa por boa parte dos pontos de interesse da cidade. E é um charme.

No dia seguinte, fomos encontrar a Ana Luisa - cuja presença em Lisboa foi o grande empurrão pra decidirmos fazer essa viagem, afinal. Combinamos há meses mais um encontro em terras européias, depois de Paris e Bruxelas, e com essa querida eu não furo.

Apesar do cansaço e do jet lag, ela andou com a gente toda a Baixa sem se queixar. Pra cima, pra baixo, pra cima e pra baixo, que é o que mais se faz em Lisboa (sapatos confortáveis são indispensáveis). Da Praça do Comércio à Alfama, da Rua das Portas de Santo Antão à Rua dos Bacalhoeiros, andamos e andamos. Passamos pela Casa dos Bicos e subimos uma escadaria escondida que dava num sushi-bar no meio da Alfama. E acabamos indo almoçar em outra cervejaria, a Concha d'Ouro, que pela localização (em plena Rua Augusta) me fez temer ser um tourist trap, mas nada. Pratos do dia a 8 euros, entre os quais a minha tibornada de polvo (polvo grelhado com batatas e brócolis) foi uma surpresa agradabilíssima.



A feijoada de gambas do Akira, então, foi um abuso :



Enfim, depois de tudo isso tivemos de andar, andar e andar. Passamos pela Fnac nos Armazéns do Chiado e também num café-quiosque com vista para o Tejo chamado "O Adamastor", evidentemente ponto dos lisboetas.



Terminamos no Café A Brasileira, onde comemos pastéis de bacalhau e rissóis de camarão (médios, já comi bem melhores) e tomamos cerveja. Do lado de dentro, evidentemente, porque começou a chover. A estátua de Fernando Pessoa ficou tomando chuva do lado de fora.

Voltamos para o hotel ensopados, mas dispostos a sair de novo. Depois de um banho, descemos a Avenida da Liberdade e chegamos à cervejaria Quebra Mar. Com cara de tourist trap, também meio desconfiada, pedi uma espetada de tamboril (monkfish, lotte, zeeduivel) - que veio ótima, chamuscada levemente por fora e suculenta por dentro. A verdade é : em Lisboa não se come mal de jeito algum. Akira pediu uma espetada de carnes, e todas vieram bem preparadas. Fiquei impressionada.

September 09, 2008

Então, dia 4 a campainha tocou de manhã e lá fui eu atender, descabelada e de pijama. Era o nosso vizinho, fofo que só, dizendo que o Akira tinha uma supresa pra mim. E me entregou um case de instrumento.
De queixo caído, abri e encontrei um baixo Höfner 500/1 - mais conhecido como "Beatle bass", por ser o modelo usado pelo meu beatle favorito, o Paul. Com correia de oncinha e tudo.
Claro que fiquei em estado de choque por alguns minutos. E aí vim postar sobre ele, hahaha.

Aproveitei então pra arrumar as malas, porque o nosso vôo pra Lisboa saía às 14h. E gente, como viajar só com bagagem de mão é bom! E adoro check-in pela internet - assentos escolhidos bem na frente, nada de filas, direto ao portão de embarque. Fomos de TAP, o que me causava um certo receio, mas pelo menos para vôos curtos a tripulação é simpaticíssima e os aviões decentes.

Chegamos em Lisboa às 18h00 depois de uma escala no Porto, e pegamos o AeroBus (3,00 euros) até a Avenida da Liberdade. Paramos bem em frente ao lindo cinema São Jorge e aproveitamos pra comprar ingressos pra "A Encarnação do Demônio", o novo do Zé do Caixão. A idéia era chegar no hotel, jantar e ir ver o filme.

O hotel foi o ótimo Eurostars das Letras - moderno, lindo e numa localização incrível. Os funcionários da recepção estão entre os mais eficientes e simpáticos que já encontrei, e o quarto extremamente confortável. Largamos as coisas e fomos para a rua.


lobby do hotel

Caminhando, chegamos ao Chiado. Lembrei que a Cervejaria da Trindade foi muito recomendada por amigos e guias de viagem e fomos pra lá. Que lugar maravilhoso! Ocupando o que foi um antigo convento do século treze, serve frutos do mar e pratos portugueses em abundância e preços razoáveis em meio a azulejos lindos (fotos aqui). Pedimos uma sapateira (um caranguejo gigante) de entrada, que pesava mais de um quilo e tinha carne à beça.



Depois, um arroz de marisco inacreditável, com muitos camarões e meia lagosta num caldo divino, e um bife de novilho com batatas ao bacon. Tudo acompanhado de duas garrafas de vinho verde, yum. A conta? Modestos 77 euros - o que, em Amsterdam, mal pagaria um jantar meia-boca pra duas pessoas.

Claro que em meio a tudo isso, desencanamos do filme - mesmo sabendo que vai ser difícil vê-lo por aqui, snif. Mas entendam, como largar tudo isso? Mojica que nos perdoe.

September 06, 2008

Abusando dos frutos do mar aqui em Lisboa. Volto na segunda!

(obrigada pelos parabéns todos :)

September 04, 2008

CACETA.



Meu presente de aniversário! :-O

(Akira rocks)

September 03, 2008




Quando esse luminoso daí de cima acendeu e uma voz anunciou :

"Ladies and gentlemen, from New York, the GRRREEEEEEEATEST rockabilly band in the world : STRAAAAAAAAAAAAAAAAAY CAAAAAAAAAAAAATS!"

eu comecei a chorar. Sério.

Até eu fiquei surpresa. Mas fazer o quê? Brian Setzer, Slim Jim Phantom e Lee Rocker abriram com "Rumble in Brighton", e foi emocionante demais pensar que é uma "Farewell Tour". Achei que fosse chorar durante o show todo, mas aí se seguiram "Fishnet Stockings", "Sexy + 17", "Stray Cat Strut" e todos os outros hits, e então tudo que eu queria era que alguém me rodopiasse e me jogasse pro alto. Mas olhei em volta e vi aquele Heineken Music Hall lotado até a boca e TODO MUNDO PARADO. No máximo, alguns dando uma balançadinha. Sério, quem consegue não mexer nem um pedacinho do corpo com "Rock This Town"? Bem, eu não consigo. E dancei sozinha mesmo no meu espacinho. Não tirei foto, não fiz videozinho.

(acho que só a Lia vai me entender)

O Brian Setzer continua mandando MUITO bem na voz e guitarra (e cada guitarra linda, meudeus), e o Lee Rocker é a alma da maioria das músicas, mas pra mim agora a imagem que traduz o rock 'n roll é o Slim Jim Phantom de pé sobre o bumbo de sua bateriazinha, magrinho e de braços tatuados com o topete iluminado pelo contraluz.


(imagem tirada de SlimJimPhantom.com)

Guitarra, baixo, bateria. Nada mais. Cat class and cat style. Meowrrr!

September 02, 2008

E aí, todo mundo baixou o Chrome? Eu baixei, mas não instalei. Tô esperando as repercussões primeiro, ha.

September 01, 2008

Tem musiquinha aí do lado agora! =====>

August 31, 2008




Outro filme que ficou abaixo da expectativa foi "La Fille Coupée en Deux", do Chabrol. Curto o elenco principal - François Berléand, LAdivine Sagnier e o lindo do Benoît Magimel - mas na trama faltou tensão, achei meio flat. Tudo bem, muita mulher já se viu no lugar de Gabrielle, perdidamente apaixonada por um cara mais velho que se recusa a se envolver seriamente, apesar de terrivelmente atraído por ela.

Ou ok, talvez tenha sido só eu.

Mas enfim, reconheci a felicidade de Gabrielle em compartilhar da intimidade de Charles, de perguntar de assuntos do dia-a-dia, oferecer um chá como se fosse sua companheira de vida. E também reconheci a tentação de se entregar a Paul, jovem, lindo, passional e quase insano em sua adoração. Afinal, sentir-se desejado pode ser um bom substituto para o amor. Mas Gabrielle é uma moça bonita, bem-amada e com uma carreira promissora na TV como moça do tempo. Por que ela haveria de se entregar a dois relacionamentos tão fadados ao fracasso?

Não me perguntem. Sou a pior pessoa pra responder isso.

(Agora vou esperar "La Fille de Monaco", que curiosamente tem uma história bem parecida : moça do tempo numa rede de TV se divide em dois amantes, um mais velho e outro mais novo. E com a Louise Bourgoin, que era realmente...moça do tempo na TV francesa. Coincidência?)



Lendo o post do Lixomania sobre a Bahia, me lembrei de que tinha "Ó Paí, Ó" pra assistir aqui.

Não sei o que me assustou mais : a confusão que parece ser Salvador ou o fato de eu conhecer a música do Araketu (e identificar na hora a Margareth Menezes e a Daniela Mercury ainda por cima!), hahahahaha. Mas a verdade é que é um filme fraquinho, tentando ser altmanesco sem muito sucesso. Alguns personagens são interessantes, como a crente dona do prédio e a moça que mora na Suíça, e podiam ter sido mais desenvolvidos. Chegou a se resvalar em possíveis frustrações e histórias difíceis das mulheres, mas aí o roteiro sai correndo atrás do trio elétrico de novo. E bicho, como tem trio elétrico nesse filme.

(ok, não tem tanto assim, mas pra mim é demais)

Mas foi bom pra lembrar que Brasil não é Rio e São Paulo. Às vezes eu esqueço.

August 30, 2008

Tá, então eu tou amando o Blip.fm. Como eu só tenho amigos com bom gosto lá, minha trilha sonora anda irrepreensível, he. Podem favoritar todos da minha lista, em especial a Lia, a Lilian/Ms.Tambourine e Mari Tramontina. E dêem play. Já!

August 29, 2008

E fui almoçar com a Marina no Incanto, um restaurante discreto no centro. Escondido mesmo, no primeiro andar de uma casa bem em frente ao Amstel e da Munt. Às 13h estava vazio e pudemos escolher a mesa. O salão é decorado com elegância e sem frieza, o serviço correto mas sem muita simpatia.
O menu para a Restaurant Week foi ravioli de queijo de cabra com pesto (muito bom), seguido de peixe-espada com ervilhas e tomates (ok) ou vitela com batatas e cogumelos chanterelle (bom). Na sobremesa, zuppa inglese com sorvete de chocolate ou seleção de queijos italianos. Em geral, estava tudo bom - mas com o problema que aflige 99% dos restaurantes daqui : falta de brilho. Visto que tudo é feito na casa, dos pães aos petit-fours, tinha grandes esperanças de que algo me arrebatasse, mas o meu prato favorito acabou sendo a seleção de queijos do final (muito boa, aliás). Tenho de voltar para conferir o menu normal da casa, sem as restrições do evento. Os preços das bebidas (prosecco e água italiana) foram até razoáveis, mas 5 euros por um espresso (bem ristretto, aliás), aviso, é meio um abuso.

Enfim, valeu a ida e foi agradável. Mas ainda quero ser arrebatada, e passou longe disso.

August 28, 2008



Caceta, tenho que admitir que adorei Fleet Foxes. Não dei muita bola no começo e não queria me render ao hype, mas quando vi que a capa do álbum é uma pintura de Pieter Brueghel, o Velho - que, como todo mundo sabe aqui, é um dos meus pintores favoritos - fiquei curiosa. E, dammit. Comovi.



The 60's are back, folks. Rejoice.

August 27, 2008

E lá no blog do André tem um post sobre a norueguesa Ida Maria, cujo hit "I Like You So Much Better When You're Naked" é mesmo bem bacana. E me lembrou várias coisas bem distintas :









E ouvindo as outras músicas no Myspace, ainda achei mais uma influência clara aqui :

Na verdade, tô meio vesga de passar horas ontem pesquisando os restaurantes da Restaurant Week na internet. Tudo bem, é interesse profissional também, mas seria menos cansativo se os cardápios não fossem tão parecidos e genéricos. Sinceramente, quase nenhum ali me tiraria de casa. Podem ser bons, corretamente executados e etc, mas nenhum pode ser considerado o melhor em algo, aquele lugar que atrai público por ter uma especialidade foda e única - o que rola tranquilamente em São Paulo, por exemplo.

Mas vamos lá...

August 26, 2008

Achei essa lista meio biased. Tipo, arroz e feijão é algo que alguém nunca comeu? Donut da Krispy Kreme? hahahaha
Ao mesmo tempo, faltam itens mais radicais - miolos, balut, lutefisk, essas coisas. Onívoros de araque.

"How the Omnivore's 100 Works:

1) Copy this list into your blog or journal, including these instructions.

2) Bold all the items you’ve eaten.

3) Cross out any items that you would never consider eating.

4) Optional: Post a comment at Very Good Taste, linking to your results"


My Omnivore’s Hundred:

1. Venison
2. Nettle tea
3. Huevos rancheros
4. Steak tartare
5. Crocodile
6. Black pudding
7. Cheese fondue
8. Carp
9. Borscht
10. Baba ghanoush
11. Calamari
12. Pho
13. PB&J sandwich
14. Aloo gobi
15. Hot dog from a street cart
16. Epoisses
17. Black truffle
18. Fruit wine made from something other than grapes
19. Steamed pork buns
20. Pistachio ice cream
21. Heirloom tomatoes
22. Fresh wild berries
23. Foie gras
24. Rice and beans
25. Brawn, or head cheese
26. Raw Scotch Bonnet pepper
27. Dulce de leche
28. Oysters
29. Baklava
30. Bagna cauda
31. Wasabi peas
32. Clam chowder in a sourdough bowl
33. Salted lassi
34. Sauerkraut
35. Root beer float
36. Cognac with a fat cigar
37. Clotted cream tea
38. Vodka jelly/Jell-O
39. Gumbo
40. Oxtail
41. Curried goat
42. Whole insects
43. Phaal
44. Goat’s milk
45. Malt whisky from a bottle worth £60/$120 or more
46. Fugu
47. Chicken tikka masala
48. Eel
49. Krispy Kreme original glazed doughnut
50. Sea urchin
51. Prickly pear
52. Umeboshi
53. Abalone
54. Paneer
55. McDonald’s Big Mac Meal
56. Spaetzle
57. Dirty gin martini
58. Beer above 8% ABV
59. Poutine
60. Carob chips
61. S’mores
62. Sweetbreads
63. Kaolin
64. Currywurst
65. Durian
66. Frogs’ legs
67. Beignets, churros, elephant ears or funnel cake
68. Haggis
69. Fried plantain
70. Chitterlings, or andouillette
71. Gazpacho
72. Caviar and blini
73. Louche (ouzo) or absinthe
74. Gjetost, or brunost
75. Roadkill
76. Baijiu
77. Hostess Fruit Pie
78. Snail
79. Lapsang souchong
80. Bellini
81. Tom yum
82. Eggs Benedict
83. Pocky
84. Tasting menu at a three-Michelin-star restaurant.
85. Kobe beef
86. Hare
87. Goulash
88. Flowers
89. Horse
90. Criollo chocolate
91. Spam
92. Soft shell crab
93. Rose harissa
94. Catfish
95. Mole poblano
96. Bagel and lox
97. Lobster Thermidor
98. Polenta
99. Jamaican Blue Mountain coffee
100. Snake

August 25, 2008



Aí, ontem resolvi assistir de novo ao primeiro "Hellboy". Po, eu lembro de ter gostado muito na época. Agora, depois de ver o segundo, me pareceu tão pobrinho...hahahaha
O de 2004 é mais "quadrinhístico", nos planos e na cinematografia, o que definitivamente não acontece no de 2008. O roteiro também é um pouco menos redondo por ser baseado em várias histórias diferentes. Ter uma história especialmente criada para o segundo filme faz uma diferença atroz. Os momentos românticos quebram o ritmo da narrativa no primeiro, no segundo não.

Apesar de gostar do David Hyde Pierce, acho que o Abe Sapien ficou MUITO melhor com a voz do próprio Doug Jones, e os efeitos e maquiagem melhoraram incrivelmente de lá pra cá. Obviamente, influência pós-"El Laberinto del Fauno" - que é o que tornou o segundo filme uma obra de arte visual.

O primeiro filme é muito bom, mas o segundo é genial. E pensar que o Del Toro quase embarcou em "One Missed Call" instead...Deus existe.

August 23, 2008



Em homenagem ao Ron Perlman, tô assistindo de novo a "La Cité des Enfants Perdus". Ah, como eu esqueci o quanto gostei desse filme. Mais um da época pré-blog, pré-internet para todos e pré-excesso de informação. Caro e Jeunet criaram uma fantasia futurista/expressionista com charme, personagens bizarros e cenários surreais. Impossível não achar um novo clássico.

(e na época, pré-imdb, pra mim o Ron Perlman era "aquele que fez o gigante bonzinho de "La Cité des Enfants Perdus")

August 22, 2008

Mais sobre Hellboy (agora aguenta) : além de tudo, junta os dois arquétipos masculinos que mais me atraem : o altamente racional, inteligente, mentor e pragmático : Abe Sapien, Spock, Poirot, Dr. Strange e Sherlock Holmes são crushes SÉRIOS meus; e o passional marginal solitário de bom coração que almeja ser amado : o Coisa, Hellboy, o Batman, Rhett Butler. Curiosamente, todos os meus relacionamentos foram com o segundo tipo. E mais curiosamente ainda, a minha paixão mais forte é pelo primeiro. Por isso não me surpreende o Akira ser uma mistura exata 50/50 dos dois.
Claro que há variantes. Notei que meu coração bate por homens muito altos, magros e freaks : de novo, Spock, Abe Sapien, Sherlock Holmes e...Joey Ramone. Entre outros. Meu deus, passo até mal. Já o tipo marginal costuma ser forte e tatuado, mas nada do tipo malhado em academia (ARGH), e sim o que adquiriu músculos em lutas, apanhando e batendo. O herói solitário, sem vaidade e humanitário.

Definitivamente, eu não sou do time que suspira por Mr.Darcys. Eu tenho problemas bem piores, hahahahahaha.