A previsão pra hoje é de ventos entre 110 e 130 km/h. E não era brincadeira não. Abri a varanda pra sentir o drama e mal consegui respirar com o vento contra. A clarabóia da cozinha quase saiu voando. A professora de dança do ventre já ligou cancelando a aula.
O negócio é ficar quietinho em casa e ficar fuçando nestes sites que eu TENHO que dividir com vocês :
- Cute Overload - como o nome indica, é uma compilação de coisas FOFAS. Assistam ao vídeo da gata que faz scuba diving e do pinguim de mochilinha. Aw.
- AdFreeTV - quem precisa de TV? Séries, animes, filmes...tô adorando porque tem o "Nana" que eu queria tanto ver.
- Joven Pan AM - só para os muito saudosistas. Jingles antigos (alguns só velhos mesmo). Passei uma boa meia hora dando risada lembrando de algumas coisas.
- blog da Magda Pucci - pra quem gosta de música étnica, world music e afins. A (d)escoladíssima Magda, à frente do seu grupo Mawaca e de seu programa de rádio "Planeta Som" é uma das pessoas que melhor pode falar sobre o assunto no Brasil.
- JBox - coisas japonesas, do fofo ao bizarro. Comprei um carimbo do Jiji e um livro de tatoos japonesas lindão. Uma das lojas online que eu olho dia sim, dia não.
- Hel-Looks - já tá na lista dos links aí do lado faz um tempo, mas reforço porque finlandeses são chiques demais. Um descanso para a vista, depois de toda a cafonália daqui da Holanda...
E chega, né?
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January 18, 2007
January 17, 2007
Aff. Que correria estes dias. Até esqueci de falar que vi "Babel" e "Borat". O filme do Iñárritu é interessante e levanta umas questões importantes (existe algo de muito incômodo na imagem de uma criança manuseando uma arma com tanta naturalidade, por mais que a gente saiba que rola mesmo), mas me irritou o fato de justamente a família WASP ser mostrada como vítima inocente de todos os acontecimentos desencadeados. Tipo, norte-americanos tão temerosos de outras culturas, de tudo que é estranho a eles, e serem tão protegidos - por eles próprios, pelo povo que eles temeram tanto, por Deus, pelo destino. Fiquei irritada com o helicóptero mobilizado pra tirar a personagem da Cate Blanchett do vilarejo marroquino. Quando alguma daquelas pessoas que vivem no mesmo vilarejo fica doente, alguém chama helicóptero pra levá-la pra um hospital decente? Oras.
E aí o restante da Babel é simbolizada pelo mexicano bêbado e irresponsável, a japonesa perturbada, o marroquino ignorante...dá um tempo. Ao mesmo tempo, exatamente por tudo isso achei o filme muito bom. Afinal, a genialidade não está em agradar ao público, mas em gerar reações. E isso esse diretor sempre conseguiu fazer.
Agora "Borat" é MUITO bom. O tipo de filme ao qual não dá pra se ficar indiferente (da mesma forma que "Babel", pra falar a verdade). Chocado, abismado, passado talvez - mas indiferente não. E come on, é muita falta de senso de humor ficar ofendido com qualquer coisa nele. O Sacha Baron-Cohen é um cara extremamente inteligente (além de ter estudado História em Cambridge e estar ali com o Hugh Jackman no quesito uau!), e consegue alfinetar com precisão tudo que pode ser considerado um ponto "sensível". Deve ser tão divertido ter um personagem que permite fazer as coisas mais ridículas, absurdas e impróprias! Até hoje me pego falando "High fiiiiive!", hahaha.
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Annix
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January 14, 2007
Sexta de manhã, Ary e Zuzu partiram para Paris. Tentei descansar um pouco porque fomos todos dormir lá pelas cinco e meia, mas eu não consigo dormir de dia. À noite Akira e eu pegamos o metrô pra Amstelveen (seria uma Santo André ou São Bernardo daqui), ver o show do Jan Akkerman no P60. Chegamos um pouco depois das oito, e a casa ainda não estava aberta. Fomos tomar umas Heineken no café do clube, que era bem legal aliás. Em São Paulo sinto que faltam lugares desse tamanho pra shows - não tão grandes e nem tão minúsculos, com boa estrutura de som e luz. O finado Aeroanta e o agora também finado Blen Blen Club são as únicas casas de que me lembro agora que davam conta, tirando os SESC da vida.
Enfim, a abertura foi um tal de Matt Schofield, que me lembrou porque blues me dá sono. E eu realmente dormi por um instante durante o show, de pé mesmo. E tive um micro-sonho - visualizei um envelope verde, que continha cocô em pó. Pra vocês verem o que meu inconsciente estava achando.
Depois de uma hora de tortura, mais quarenta e cinco minutos de intervalo até entrar o Akkerman. E finalmente vimos que valeu ir até lá, porque o velhinho é um grande guitarrista, e fez um grande show. Focus é uma banda que definitivamente NÃO faz parte nem das minhas 100 mais (sendo que eu devo gostar de umas 20 bandas, só), e eu odeio solos intermináveis de guitarra, mas tenho que admitir que ao vivo é tudo mais legal.
Voltar pra casa de Amstelveen foi uma aventura à parte, principalmente porque o serviço de metrô até a Centraal de Amsterdam foi interrompido inexplicavelmente. Mas nada que um táxi não resolvesse.
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Annix
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Na quinta, depois de bater perna pelo bairro em busca de uma mala nova, eu e as visitas fomos para o centro. Mais compras, hahaha. Akira nos encontrou mais tarde e fomos todos para o Beurs van Berlage ver a polêmica "Bodies - The Exhibition". E chegamos todos à conclusão de que se alguém se chocou com essa exposição é porque tem algum problema sério em se reconhecer como ser humano. Não é sensacionalista nem chocante como os comentários fazem crer, e sim extremamente didática.
(bom, eu tive uns dois anos de aulas de anatomia na universidade, então não havia nada de novo lá, mas imagino que para algumas pessoas seja o primeiro contato com cadáveres dissecados e expostos, e portanto meio impressionante)
Esse tratamento pelo qual passam os corpos (substituição da água por um polímero) é realmente genial - mantém as cores dos músculos (formol deixa tudo meio amarelado/acinzentado), não tem cheiro e preserva perfeitamente pele, veias, tendões, gordura, membranas. Ficamos um bom tempo circulando entre as peças e comentando. A parte do sistema circulatório é especialmente linda, e a dos fetos me fez entender em parte a posição de quem é contra o aborto.
O ingresso é salgado (22,50 euros), mas vale bem a pena. Crianças curiosas, então, devem adorar. Só não se esqueçam de agradecer mentalmente aos donos dos corpos pela oportunidade fantástica de observar e refletir sobre o que nos torna mais que meros pedaços de carne ambulantes.
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Annix
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5:30 PM
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Na quarta-feira, Akira e eu fomos ver o Blue Man Group no Theater Fabriek Amsterdam. Os ingressos já estavam comprados há tempos, porque esse é um espetáculo que eu sempre quis ver. E não desaponta. Cheio de humor, música e surpresas para o público, não me espanta o sucesso que fazem há anos pelo mundo.
A parte musical é surpreendente, tanto pela escolha de instrumentos como pela criatividade à la Uakti em usar tubos de PVC e outros objetos. Imaginem, tinha até Chapman Stick - que é um instrumento que poucos músicos tocam (o Akira é um deles)/conhecem.
O lugar é uma antiga fábrica convertida, então guarda aquela atmosfera industrial retrô misturada com móveis de design moderno, muitas lâmpadas de luz amarela iluminando um espaço imenso e de pé direito altíssimo, um restaurante lindo no mezanino - enfim, um arraso. Vou esperar ansiosamente outras produções nesse teatro.
Achei simpático os três Blue Men saírem para o saguão após o espetáculo para que o público possa pedir autógrafos (o que será um autógrafo de um Blue Man?) e tirar fotos. Claro que eu não fiz nada disso, mas fiquei morrendo de curiosidade de passar a mão na cabeça de um deles, pra ver qual a textura daquela maquiagem. Fiquei sabendo depois no site que é uma tinta oleosa, que não seca. Brr.
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4:50 PM
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January 10, 2007
Hoje o Ary e a Zuzu foram fazer um dia indoors nos museus, porque mesmo todo o magnetismo pessoal do mundo não foi capaz de segurar a chuva por mais um dia. Mas conseguimos aproveitar duas longas tardes de caminhada pela cidade.
Achei um sapato preto fantástico no Albert Cuyp por 6,98 euros. A Zuzu, uma bota/tênis de couro por 7,50. O dono da barraca resolveu vender tudo por esse preço pra poder ir embora mais cedo com medo de tempestade. Então tá, né?
(e é por essa e outras que todo mundo que levo pra passear aqui acaba sempre carregado de sacolas no final do dia. Já estava achando que sou eu que levo o consumismo das pessoas pro mau caminho, mas me garantiram que não - é a oferta que enlouquece todo mundo)
Andar ao lado de dois comediantes não dá outra - eu morro de rir o dia todo, e as piadas internas crescem e se desenvolvem e ganham vida própria.
E aw, as pessoas mais fodonas deste mundo são as que não se levam a sério mesmo.
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5:23 PM
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January 09, 2007
As nossas visitas são pé-quente e trouxeram o sol de volta, nem que por um dia. Aproveitamos e andamos o dia todo. Hoje é a outra parte do tour, hahaha.
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January 07, 2007
Acabei de ler a edição dupla de "Intimacy"/"Midnight All Day", do Hanif Kureishi. Ou "50 Ways to Leave Your Lover", que seria um título mais apropriado. Eu gosto sempre do que o Kureishi escreve, mas tanta gente infeliz junta me deixou cansada.
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Antes de ir pra SP, no meio das compras de última hora, resolvi entrar no cinema e assisti "Happy Feet". Achei insuportavelmente chato do começo ao meio, mais ou menos, com todo aquele r&b cheio de vocalises penteeeeeelhos, personagens penteeeeeelhos tight-arsed, etc. Depois melhorou, junto com a descoberta do pinguinzinho desafinado de que existem outros tipos de expressão (graças a Deus!). Aí entra uma mensagem/drama pró-ambiental, que achei bem legal pras crianças, mas que foi se alongando, alongando...e o olhão/voz de Frodo ali, o filme inteiro. E o Robin Williams se dividindo em dois papéis, nenhum dos dois muito bom, pena. A única coisa bonitinha mesmo foi o pinguinzinho desafinado quando filhote.
Enfim, apesar de não ter entusiasmado minha idade mental de 6 anos, é um bom filme infantil. Acho.
(ou então, eu é que não acho pinguins essa coisa toda. Shoot me, ué)
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4:18 PM
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January 05, 2007
Um desses dias, resolvi fazer aquilo que estava me dando mais saudade : ir a pé até a Paulista. Apesar do calor, foi tão legal. Exceto pela parede humana que tive de ultrapassar perto do MASP, porque tinha um coral de natal se apresentando na frente de um banco, e todo mundo resolvia PARAR pra ver. Mas parar mesmo, no meio do caminho, até bloquear a calçada inteira. Grrr. Mas fui passando pedindo licença, porque São Paulo não é Holanda.
Quando cheguei no Espaço Unibanco pra ver o filme que eu queria, levei um susto com o preço do ingresso : 14 reau. E isso porque era uma terça-feira à tarde. Mas tudo bem, não tinha fila, e tive a impressão de que o lugar estava maior. Claro que era só impressão. Tomei um espresso no café, comprei uma lata de iced tea e entrei na sala.
O filme, "Time", é mais uma realização brilhante e perturbadora da mente do nosso velho Kim Ki-Duk. A premissa da mulher que passa por uma cirurgia plástica para mudar de rosto com a intenção de salvar o relacionamento levou alguns desavisados a achar que o filme versa sobre estética, ou beleza (juro que li isso em alguma crítica lá no Brasil - quem escreveu certamente não viu o filme), mas a palavra-chave na verdade é identidade. E claro, com a passagem do tempo - essa força implacável de transformação.
Achei curioso o personagem masculino ser mostrado trabalhando com filmes, um em especial : justamente "Bin-Jip", outro filme do KKD. Uma das passagens vistas em seu computador é a cena da balança, na qual os dois amantes se pesam juntos, como se fossem uma só pessoa, indissociável. Em "Time", existe esse mesmo desejo de unificação - que desta vez não se concretiza, justamente pela fragmentação da identidade da personagem principal. Imaginem, alguém que muda de identidade, se reaproxima do namorado como se fosse outra pessoa, e quando este corresponde, sente ciúmes de si mesma? Tanto a nova persona (See Hee) quanto a velha (Seh Hee). A nova sente ciúmes do amor que Ji Woo mantém pela antiga, enquanto a antiga se sente mal por estar sendo já "substituída". Not easy.
Surreal e fabulesco, é agressivo e doloroso ao mesmo tempo. Gostei muito, como de TODOS os outros trabalhos do KKD.
Depois do filme, liguei pro Iri e fomos tomar um café no Viena do Conjunto Nacional. Aaaaah, como é bom poder voltar a esse passado recente, mas tão fundamental na minha vida. Amigos queridos ao alcance, lugares familiares, rotinas confortáveis. Aproveitei o máximo que pude e fiz o caminho de volta para casa, antes que a chuva desabasse.
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5:53 PM
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E aí a passagem do ano foi tranquila, com a família em casa - o que é uma certa novidade pra nós. Lá pelas duas da manhã eu já estava dormindo em pé, então fui pra cama logo, já com a maioooor preguiça de encarar as onze horas de vôo do dia seguinte.
No dia 1o, mais comida (não acaba nunca?) e lá fui eu tentar finalizar as malas. Deixamos pra trás um monte de presentes que ganhamos, meus DVDs que estavam separados, umas roupas, e pronto - fechamos nos 40kg. Paciência, fica pra próxima (franquia de bagagem européia sucks).
Fiz o check-in pela internet (adoro!) e fomos pro aeroporto. Mandamos a bagagem e fomos dar um oi pro pessoal da AF, que eu não tinha visto ainda. Saudades, abracinhos, comentários sobre o caos aeroviário dos últimos tempos, etc.
Não tinha fila pro embarque internacional, passamos rapidinho pelo raio-x e federal e fomos pro portão. Uau, Guarulhos também passou por umas boas mudanças estes meses.
O vôo da KL saiu no horário, o pessoal foi gentilíssimo como sempre. O serviço de bordo também atencioso - não tão refinado como o da AF, mas mais personalizado. Achei legal pegarem os pedidos antes, assim como poder personalizar o café-da-manhã.
Os assentos, como é um Boeing 777-200 dos novos, eram confortáveis e com a opção da massagem. A nécessaire também bastante razoável, incluindo meias, chapstick e...uma caneta (que se provou bem útil, bem pensado). Vi mais uns filmes e dormi um pouco. As onze horas passaram bem rápido, tenho que admitir.
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2:42 PM
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January 04, 2007
Hehe. E pra completar, escrevendo aqui, com link, não fica dúvida de quem é quem. Agora, e eu tentando explicar pro Akira que existe a Kris-com-K, a Chris-com-Cê-Agá e a Cris-só-com-Cê? :) E eu falo tanto das 3 que essa explicação bizarra se repete várias vezes.
Ô perseguição, hein? hahaha.
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5:14 PM
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E nesses dias todos, ela e eu ficamos brincando de gato-e-rato. E aí, na reta final do ano, consegui finalmente ir lá dar um abraço de verdade na Chris, de quem, como ela mesma disse, eu leio o blog desde a primeira url.
E é engraçado, porque no fundo só encontrei uma pessoa que conheço faz algum tempo. Ela sabe o que se passa na minha vida, mais do que gente que me via todo dia. E se ela escreve que algo vai bem ou não, eu fico mais feliz ou preocupada do que com gente que eu via todo dia. Hee hee, relações pós-modernas. Por isso eu digo, Orkut, blog, internet em geral - quando se sabe usar, traz coisas boas.
:)
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2:35 PM
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Sexta e última noite da Cris em SP, íamos jantar no Takô. Mas estava surpreendentemente lotado, às onze e meia da noite, e resolvemos então ir à Choperia Liberdade. Decoração kitsch, frequência moderninha misturada aos anjos da noite paulistana, cardápio esquizofrênico (sushi, sashimi, carnes grelhadas, porções), mesas de bilhar, karaokê, garçons com cara de michê. Quer melhor? Não, né?
Acabamos com três garrafas de sakê e uma mini-barquinha de sushis, trazida pessoalmente pela Mama, com o maior dos sorrisos. Et voilà, uma grande noite!
No dia seguinte, levei uma Muié levemente ressacada ao aeroporto. Mas ela sobreviveu! :) Depois Akira e eu fomos almoçar na casa do Fabio, que fez uma comida chinesa inacreditável. Ficamos lá papeando até a noite, e depois passamos na casa do Renato pra nos despedir. Era pra ser uma visitinha rápida, mas com eles a gente não consegue ficar pouco. Fomos pra casa então, tentar arrumar as malas. Meio caindo de sono, consegui fazer com que as duas dessem mais ou menos 40kg, que era o limite. E fui dormir.
Domingo, acordei e dei de cara com a minha mãe na sala. Deixei o Akira dormindo e fomos nós três ao cemitério dar um trato na plaquinha do meu pai, ao supermercado comprar as últimas coisas e almoçamos sashimi em casa. Voltei pra casa e saímos de novo no final da tarde. Na casa da minha mãe, lá fomos repetir as ações do Natal e ficamos na cozinha. Fizemos espetos de alcatra com bacon, filé mignon, drummets de frango, costelinha de porco, etc. Mais tender fatiado com picles, camarões com alho e pimenta, lulas, mariscos ao vinagrete, salada de batatas, salada verde...
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Annix
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1:46 AM
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Dia 26, fomos conhecer o nosso sobrinho, o Theo. Fomos à casa do meu cunhado e acabamos ficando até tarde. Resolvemos fazer uma comidinha por lá mesmo, e fomos fazer compras. E acabamos preparando MUITA coisa, o que não deve ter sido ruim, visto que a mãe do bebê mal consegue fazer todas as tarefas da casa com ele no colo, quanto mais cozinhar. Tomei um syrah chileno ótimo. Pena que esqueci de anotar o nome.
No dia seguinte, fomos a pé até o centro. A idéia era ir ao Mercadão, mas fomos parando aqui e ali e ficou tarde. Acabamos indo mesmo ao Salve Jorge do centro, que é lindo e fica num lugar privilegiado, bem na frente da BM&F. Entre Bohemias, bolinhos de bacalhau e de carne-seca, ficamos horas ali. A Cris saiu antes pra encontrar um amigo na Paulista, e nós voltamos com minha irmã de carro. Ainda demos muita risada com a história da chaleira no fogo (interníssima).
À noite, saímos com minha cunhada e família. Fomos à Hamburgueria Nacional, no Itaim. O lugar é bonito e alguns pratos são bem pensados, mas em geral nada de especial. O hambúrguer, que deveria ser a estrela do cardápio, tem textura estranha e sabor de menos. As onion rings e batatas fritas vieram sem sal algum, o que eu imagino que seja proposital, para não brigar com os molhos com que são servidas (maionese com wasabi e cheddar), mas eu particularmente prefiro minhas fritas só com sal. Enfim, um lugar que não preciso visitar de novo. Nada como um velho e bom hambúrguer de lanchonete comum, na chapa.
Dia 28, fomos direto ao Mercadão e compramos várias coisas para trazer. Um bacalhau lindo, lombinho apimentado, um vidro de palmitos gigantes. Até pensamos em comer algo por lá, mas como nada merece uma fila de mais de 6 pessoas, fomos embora. Almoçamos com minha mãe e meu tio e voltamos pra casa de ônibus. Akira tinha um compromisso, então a Muié e eu fomos fazer compras na Liberdade e no Shopping Ibirapuera. De novo, achei tudo muito caro. Uma calça jeans da Levi's custar quase 400 reais?? Quem paga isso? Jesus, é uma calça.
Fomos buscar o Akira e encontramos o Re e a Marta pra ir na Casa do Espeto da Pompéia, um dos nossos novos lugares prediletos. A gente comeu MUITO. Quando o lugar não está lotado, é fabuloso. Tenho muito que ir lá de tarde algum dia.
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Annix
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1:07 AM
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Dia 24 fomos almoçar no Sushi Yassu (de novo!) - Kris, Marcelo, Rico, Muié, Akira e eu. Pegamos uma das salinhas fechadas (ozashiki) e pedimos uma mega-barca de sushis e sashimis tradicionais e excelentes, teppan-yaki de shimejis e shiitakes, salada de wakame, the works. Pra vocês terem idéia, é o único lugar em que comi mais de um uni nigiri (nigiri de gônadas de ouriço-do-mar). O deles é maravilhoso, fresco, com nada do gosto amargo que já senti em outros lugares. Certamente é um dos melhores japoneses da cidade pra mim.
foto roubada da Muié
Ficamos horas conversando, e quando vimos já eram cinco da tarde. Corremos pra casa pegar as coisas da ceia e fomos pra casa da minha mãe. Começamos a preparar a comida, que na verdade não deu muito trabalho. Um peru, recheado com dois limões taiti cortados ao meio e mais um limão siciliano, ramos de tomilho e alecrim e uma cebola, com ervas frescas sob a pele; legumes no vapor com molhos de maionese com curry e pesto; purê de batatas com bastante salsinha; cogumelos salteados no azeite e alho. Mais as sobremesas preparadas pela minha irmã : sopa de peras com nozes e "savarin" de chocolate com sorbet de maracujá. Foi um menu bem leve, até. Nada de cremes, queijos e outras coisas enjoativas (pensando bem, teve queijos sim - enquanto a comida não ficava pronta, colocamos um Rochebaron e um Port Salut na mesa, com baguettes, azeitonas e vinho tinto - mas aí não é comida, é degustação ;)
Mesmo tendo combinado não trocar presentes este ano, como sempre ninguém cumpriu e todo mundo ganhou alguma coisa, hahaha.
Dormimos todos lá, e quando acordei um brunch já estava rolando na sala de almoço. Short stacks de panquecas com maple syrup (do de verdade e Aunt Jemima também), cuscuz paulista, frutas, bolo de nozes...fiquei só no cuscuz (do qual eu estava com saudades) e fui arrumar meus livros no meu antigo quarto. Consegui separar uma caixa pra doação, pelo menos.
Ficamos enrolando por lá até o final da tarde, e voltamos. A Cris ficou em casa e nós fomos encontrar a Dani pra dar um abraço de aniversário. Fomos ao Sujinho, onde conhecemos duas pessoas ótimas amigas dela e ainda encontramos o Iri por acaso. Eu juro que ainda tive coragem de comer um espeto de coração de galinha.
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Annix
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12:31 AM
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No dia seguinte não tivemos muita energia pra fazer nada de especial, então ficamos descansando, fomos ao supermercado e fizemos um gnocchi com peito de frango em casa. Em compensação, na sexta fomos à Liberdade encontrar a Juli no Sushi Yassu, foi bem legal colocar a conversa em dia. Andamos pelo bairro, fomos tomar uma cerveja no Terraço e depois compramos uns pastéis no Yoka. Acho meio bizarra a textura da massa deles, mas é boa. Depois passamos o resto da tarde com o André e Marta, com vinho, cerveja e churrasco, música, vídeos desenterrados do baú dos anos 80. Pessoas queridas, dia maravilhoso.
Depois ainda dei uma passada na casa da Glaura, onde o pessoal que cantava no CoralUSP comigo estava reunido. Mais fotos jurássicas, onde nem me reconheci às vezes.
Sábado, dia 23, fui buscar a Muié em Congonhas. Mal reconheci o aeroporto, aliás! Adorei o estacionamento novo, é só atravessar a rua pra chegar ao embarque/desembarque. Fomos deixar as coisas dela em casa e fomos pra Liberdade, almoçar/fazer compras. No Korea House, tudo ótimo como sempre, não fosse minha teimosia em comer um bocado de "sashimi coreano", o mesmo que tinha me feito passar mal da outra vez. Bom, pelo menos agora tenho certeza de que ele me faz mal.
Fiquei o resto da tarde na cama, e à noite deixamos o Akira na casa do Giuseppe pra todo mundo ver o vídeo do show, e eu e a Cris fomos à FNAC. Bem mais tarde, nos juntamos aos outros e foi muito legal. Filhos de músicos sempre são uma atração à parte. O pessoal pediu pizza, mas Akira não estava a fim e quis sair pra comer. Acabamos indo no Micheluccio da Consolação, e arrastamos a Corina junto. Ela é absolutamente um amor de pessoa.
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Annix
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12:04 AM
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January 03, 2007
Continuando, dia 20 girou em torno do show. Ensaio, passagem de som, volta rápida pra casa pra um banho, troca de roupa e uma comidinha básica. Era pra ter começado entre 23h e 23h30, mas como sempre nesse horário não tinha muita gente ainda. Eles entraram à 01h30 da manhã, pra uma casa cheia até. O lugar é lindo, um CBGB mais limpinho, hahaha.
Foi curtinho mas bem legal. Vários amigos presentes, acabamos ficando pra ver as outras bandas e conversar com todo mundo - vi até a Gaybee! Seychelles foi muito bom, os caras têm talento.
Akira já subiu uns vídeos pro YouTube, então vou colocar um aqui.
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9:49 PM
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December 31, 2006
December 30, 2006
Acho bom eu começar a postar os últimos dias aqui, antes que eu esqueça de tudo...
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4:42 PM
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December 20, 2006
Na sexta à noite saímos com um casal de amigos muitíssimo queridos e fomos prum boteco na Pompéia. O bar não era nada demais, e achei abusivo as porções custarem uma média de 15 reais cada uma. É impressão minha ou tudo ficou muito mais caro nestes últimos meses?
O fim-de-semana foi tranquilo, porque Akira tinha ensaio os dois dias. Aproveitei pra dormir um pouco, ficar com minha mãe fazendo nada, ler os jornais e revistas das últimas semanas. E fomos matar a saudade de pizza paulistana.
No domingo fomos jantar com o trio Val+Magda+Zuzu, e foi divertidíssimo. Vocês não sabem o que é estar na mesma mesa que uma moça pintada como uma divindade hindu numa cantina italiana.
Segunda comecei a me sentir mais gente. Fui ao centrão, comemos calabresa na Casa da Mortadela na Av. São João, passamos pelas lojas de instrumentos musicais da Rua do Seminário e fomos tomar algo com minha irmã no Girondino. De lá peguei o metrô até a Marechal Deodoro e fui ao dentista. Akira e eu voltamos a pé da Santa Cecília, parando para algumas cervejas no caminho. É disso que eu sinto saudade, de andar pela cidade, ver gente. Calçadas esburacadas e irregulares, barraquinhas vendendo cartão telefônico, padoca com geladeira da Kibon (picolé de limão!), bandinha de rua tocando hino de clube de futebol, velhinhos andando de sandália e bermuda na rua, office-boy de camisa do Corinthians no metrô...
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1:30 PM
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Ô, que calor que faz aqui, hein? Ando praticamente me arrastando estes dias.
Bom, saímos cedo pra Schiphol na quinta-feira, já tendo feito o check-in online um dia antes. Deixar a bagagem no drop-off foi facinho, controle de passaportes também rapidinho, lindo. Só a fila no portão de embarque estava gigantesca, porque o raio-x estava sendo feito lá.
Enfim, a viagem foi ótima. A KLM é uma puuuuta companhia boa - avião novinho, sistema de entretenimento genial (a oferta de filmes é enorme), o atendimento extremamente simpático e a comida surpreendentemente boa (fornecida pela Bertolli). Uau.
Chegamos ainda dez minutos antes do horário previsto, a bagagem foi descarregada rápido, não tinha trânsito nem na Dutra nem na marginal...enfim. Cheguei a pensar que tivesse acontecido alguma coisa na cidade.
Fomos jantar no Sujinho - uma picanha sangrenta e perfeita and all the works. Minha mãe gostou.
No dia seguinte, saímos pra resolver umas coisas e fomos almoçar no Hideki, em Pinheiros. Uau, esse é um dos japoneses bons da cidade. É caro, mas vale. Fomos de lá a pé até a Teodoro comprar umas coisas, e na hora de voltar resolvemos desviar um pouco e descer pela Artur de Azevedo. Já de carro e indo pra casa, quase na Henrique Schaumann, de repente o trânsito pára. E carros, motos e helicópteros da polícia começam a aparecer de todos os lados. Ih. Uma hora depois, quando conseguimos sair da confusão, descobrimos - tentativa de assalto ao Itaú, ali na esquina de onde estávamos. Lendo no jornal depois, ficamos sabendo que havia 20 reféns dentro da agência, policial baleado, essas coisas de São Paulo, Brasil.
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December 16, 2006
Akira S & As Garotas que Erraram @ CB Bar - 20/12
No próximo dia 20, as festas Radio Rockers e Viva el Roque promovem no CB Bar um encontro inédito de gerações. As bandas Seychelles e Monokini são as representantes da última década. Já Alex Antunes, Akira S, Miguel Barella e Giuseppe "Frippi" formam o combinado Akira S & As Garotas que Erraram/Voluntários da Pátria, que tocará as principais músicas desses dois expressivos grupos do rock underground paulistano dos anos 80. Participações especiais de Fabio Golfetti (Violeta de Outono) e João Parahyba (Trio Mocotó).
Flyer: http://www.emsuma.com.br/akira/index.htm
:: SERVIÇO ::
Festa: Radio Rockers e Viva el Roque
Shows: Akira S & As Garotas que Erraram/Voluntários da Pátria + Seychelles + Monokini
Quando: 20/12 (quarta)
Onde: CB Bar
Endereço: R. Brigadeiro Galvão, 871 - Barra Funda
Fone: 3666-8971
Quanto: R$ 12,00 ou R$ 10,00 com nome na lista*
* Lista de desconto: lista@cbbar.com.br
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December 12, 2006
December 11, 2006
Hoje vi mais uma pessoa que conheço falar mais do que devia no Orkut e agora anda se lamuriando sobre "os outros" darem pitaco na sua vida, bla bla bla. E eu já cansei de dizer que o Orkut (e a internet em geral) é uma mera ferramenta, quem faz mau uso é que é o culpado.
Quando se escolhe tornar pública sua opinião, vida ou hábitos, deve-se primeiro entender o sentido da palavra "pública". E aceitar que quem chega a essa informação tem todo o direito de opinar a respeito, pró ou contra.
Tudo que cai na web viaja muito mais rápido e longe que qualquer informação dada pelos meios tradicionais - TV, rádio, imprensa escrita. E por isso mesmo, o cuidado na hora de se pronunciar deve ser dobrado. Se a pessoa em questão é conhecida, ainda por cima, a responsabilidade é muito maior.
Não por acaso, a maioria dos meus amigos são prudentes na hora de se expor, e procuram ter o máximo de controle sobre o quanto revelar. E os que se escancaram assumem as consequências, de cabeça erguida (eu não tenho amigos burros nem covardes). Não é o caso dos queixosos, que se recusam a ver a própria boca grande (ou dedos soltos) como responsável. E também não por acaso, essas pessoas são as que eu classifico como "sem noção".
Ainda bem que eu não tenho amigos sem noção.
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December 09, 2006
Eu normalmente não escrevo sobre os meus sonhos aqui - primeiro, porque ninguém supera a Chris nessa matéria, hee hee. Segundo, porque eu acabo esquecendo mesmo. Mas há uns dias sonhei que estava num lugar chamado Café Velório. Um lugar todo envidraçado, ensolarado, cheio de plantas e mesas com gente elegante vestida de preto. Comendo coxinhas com uma fitinha preta amarrada na ponta, bem Prada-chic.
Esse, eu juro que não sei daonde veio.
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December 07, 2006
Alguma coisa boa posso dizer que causei nesta vida.
Parabéns, meus queridos. Mais 999 anos de felicidade pra vocês!
:)
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Annix
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6:26 PM
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December 06, 2006
E pra comemorar dois anos, então, fomos jantar na Brasserie Flo, filial da original francesa. Que lindo, a gente não precisa mais ir a Paris para pedir um plateau de fruits de mer. Como é dezembro, as ostras e todos os frutos do mar estavam no auge do sabor. Ainda fizemos os gulosos e pedimos um prato do dia (perdiz com fígado de ganso e choucroute) e uma poitrine de veau com cogumelos e sweetbreads. Maravilhosos e bem executados, mas já estávamos tão empanturrados de frutos do mar e pão com manteiga (francesa com sal marinho, ui) que mal conseguimos terminar. Achei o atendimento extremamente simpático e atencioso, o que pras bandas de cá é meio raridade. O ambiente bonito, carta de vinhos boa e pagável, águas Evian e Badoit, enfim, tudo para transportar a gente por umas horinhas para as terras gauloises.
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11:29 PM
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December 05, 2006
Hoje, 5 de dezembro, é dia de Sinterklaas aqui na Holanda. Mais do que o Natal, este é o dia mais esperado pelas crianças dos países baixos. Presentinhos, chocolates, poeminhas, the whole shebang.
Também é aniversário da minha amiga Beth. Pô, afilhada de São Nicolau!
E, principalmente, é o dia em que o Akira ganhou o melhor presente dele do Sint : eu!
(ei, ele que disse, viu?) ;)
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December 04, 2006
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December 03, 2006
Eu acho curioso o fato de 90% das pessoas que dizem que gostam de música imediatamente citarem a letra de alguma canção preferida. Aliás, tem gente que só gosta de música com "letras". Mas gente, vendo o concerto do Terry Bozzio com o Amsterdam Percussion Group no Muziekgebouw, é fácil lembrar que às vezes palavras são completamente desnecessárias.
O Bozzio foi baterista do Zappa, e há uns anos ele faz apresentações solo, com uma bateria-monstro. 
(tirado daqui)
Mas este concerto foi acima de tudo do APG, dois alucinados em lados opostos do palco, cada qual em sua "ilha" de percussão - vibrafone, marimba, agogôs, gongos, sinos, congas, bongôs, what have you. E tocam com uma energia e bom humor radiantes peças lindas - um Piazzola etéreo, um Zappa pesado, composições próprias rítmicas e vibrantes. Pena que esqueci a câmera desta vez, queria ter feito uns filminhos. Mas achei uma foto do show no "Mundo da Percussão".
Sem contar que o Muziekgebouw é lindo e tem uma acústica fantástica. A sala não é grande (tem um palco quase do tamanho do Sérgio Cardoso, acho, com uma platéia do tamanho do SESC da Dr. Vila Nova, eu diria), o que ajuda bastante. Arrasô.
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December 01, 2006
Uau. Fui hoje na Feira do Livro aqui em Amsterdam. Cheguei com as expectativas baixas, porque "meio milhão de livros com até 90% de desconto" parecia bom demais pra ser verdade. Mas era verdade. Imaginem um espaço do tamanho de...sei lá, um quarteirão da Av. Paulista? - com seis filas de bancadas cheias de livros. Achei livros que estavam na minha wish list por 3 euros, outros por 98 centavos, uns por 6 euros...comecei com uma cestinha modesta de compras e tive que mudar tudo pra um carrinho, porque eu não estava mais aguentando o peso. Guias de viagem, Hanif Kureishi, chicklit boba, livros de arte, Neil Gaiman, Chuck Palahniuk, Virginia Woolf...e isso porque deixei milhões de coisas lá, sem comprar (algum bom senso me restou). Aargh, já quero voltar amanhã.
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November 29, 2006
Doenças japonesas : OH!Mikey!, uma série onde todos os personagens são...manequins. Daqueles, de loja. Dizem que é um sucesso no Japão, o que eu não duvido.
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9:41 PM
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Semana passada finalmente fui conhecer Rotterdam (o consulado brasileiro é lá). A uma hora e pouco de trem daqui, a cidade é absolutamente o oposto de Amsterdam. Prédios altos, futuristas, muitos carros nas ruas largas, restaurantes e lojas modernos, clima cosmopolita. E aí me dei conta de como minhas origens paulistanas necessitam de edifícios gigantes e cheios de luzes e de faróis de carros para se sentirem em casa. Mas é verdade, me crucifiquem : eu prefiro o anonimato que só as grandes metrópoles podem dar a viver em vilarejos preservados e lindamente pitorescos, onde todo mundo se conhece. Mas só pra provar que ninguém nunca está satisfeito, em São Paulo eu sonhava em morar num predinho sem elevador, numa rua onde tivesse feira perto e bares e lojas legais que se pudessem acessar a pé. Nos sábados de sol faria as compras no comecinho da tarde e passaria o resto do tempo fazendo pão, cultivando ervas aromáticas e recebendo os amigos na minha casa muito aconchegante. Ironia do destino : consegui exatamente tudo isso, mas não em São Paulo. E não, não estou me queixando. Reclamar do quê? É a vida que eu queria, não é? O lugar é legal, as pessoas é que estragam. Exatamente o que dizem de Paris. E hoje me pego suspirando por apartamentos em andares altos em prédios em que você não conhece nenhum dos vizinhos, e por fazer compras em hipermercados onde é impossível ser atendido pelo mesmo funcionário no caixa duas vezes seguidas. You just can't win. Ou eu é que tenho problemas seríssimos.
(não nasci pra ser famosa, definitivamente. O meu apreço ao anonimato e à privacidade é algo mais forte do que eu. Me incomoda até ser reconhecida pelos garçons de restaurantes que eu frequento sempre em SP. É muita doença?)
Enfim, ir a Rotterdam foi quase como viajar, com a vantagem de ser muito mais perto e barato do que ir à Alemanha ou à França. Saindo do consulado, paramos no café Engels, no mesmo prédio. Cadeiras estofadas de oncinha, paredes vermelhas, um luxo. Saímos de lá e fomos andando até o Coolsingel, onde vários quiosques fazem as vezes de restaurante. Entramos no Wasabi, um japonês simpático bem na frente da prefeitura, um dos únicos edifícios sobreviventes ao bombardeamento na IIWW. O combinado de sushi e sashimi que pedimos foi ótimo, com peixes além dos obrigatórios salmão e atum. O mais interessante foi um de tobiko com wasabi, com os ovinhos tingidos de um verde vibrante, cor de gelatina de limão, mas com todo o poder do wasabi.
Andamos até o porto, lindo à noite, com todas as luzes e a Erasmus Bridge ao fundo. Achamos um bar/restaurante descoladíssimo, o Bazar, ao lado do hotel de mesmo nome. Apesar de só termos bebido cerveja, vi que o menu é basicamente turco/mediterrâneo, e pelos pratos que vi circulando, a comida deve ser ótima. O ambiente é animado, cheio de gente jovem/bonita/moderna, atendimento idem. Cool. Preciso voltar lá alguma hora.
Mas não vejo a hora de chegar em SP, pra falar a verdade.
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Annix
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November 28, 2006
Movida pela versão bonitinha de "After Hours" que o Gael canta vestido de ursinho no filme, tou aqui ouvindo todos os meus álbuns do VU. Tão lindo, lindo, lindo. Fico sempre arrepiada.
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Annix
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November 26, 2006
Sabe quando a gente tem um daqueles sonhos que envolvem algumas coisas da vida real misturadas a outros fatos levemente (ou muito) absurdos, mas que no sonho fazem super sentido? E quando a gente acorda ainda achando que faz super sentido e tenta contar para alguém o tal sonho, não consegue explicar como uma coisa se transforma em outra de repente e como os fatos seguem uma lógica truncada. E cinco minutos depois, se pega perguntando a si próprio como achou que aquilo tudo fazia super sentido.
"The Science of Sleep", do genial Michel Gondry, consegue a proeza de colocar tudo isso num filme difícil de definir ou explicar - exatamente como um sonho. Tudo é estranho. E como Stéphane (Gael García Bernal, foooofo), a gente acaba não conseguindo distinguir onde começa ou termina a realidade. Mas pra quê? Viver num mundo que tenha nuvens de algodão que flutuam com o acorde certo, água de celofane, Charlotte Gainsbourg (fooooofa) e Alain Chabat (impagavelmente pentelho), clima impossivelmente retrô e Paris me parece melhor que em qualquer outro.
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11:17 PM
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November 24, 2006
Hahaha! A Kris me passou um meme original, pelo menos : 3 autores que desisti de ler.
I.Salman Rushdie - tentei ler "The Ground Beneath Her Feet". Tentei, mas não consegui passar dos primeiros capítulos. O livro está fechadinho ali, até agora, e não tenho vontade nenhuma de abri-lo novamente. O que pra mim é equivalente a sair no meio de um filme no cinema. Aconteceu UMA vez, num filme do Manoel de Oliveira. Insuportável, pretensioso, lento, verborrágico. Argh.
II.Jorge Amado - li "Capitães da Areia". Ou foi "Tocaia Grande"? Talvez os dois, sei lá. E jurei nunca mais perder tempo com algo dele. Literatura barata, pobre. Material excelente pra novela de TV.
III.Qualquer autor português - Acho todos insuportáveis. Li vários na época do colégio, e se me perguntarem agora qual é qual, não saberia dizer. Agora tenho trauma. Sou menos culta por causa disso? Foda-se. Pelo menos não perco mais tempo. Aliás, estou começando a achar que o Salman Rushdie é português.
Paulo Coelho não entra nesta lista porque é um autor do qual decidi conscientemente ler UM só livro, só para saber do que se trata (e poder falar mal). E assim foi.
Agora tenho que passar pra alguém. Tenho? Sei lá, responde aí quem quiser. Só me avisem que eu quero saber quem são seus autores renegados!
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Annix
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November 23, 2006
Ontem foi dia de eleição por aqui. Alguns resultados são bom sinal, outros não. Mas eu me recuso a falar sobre política, nem brasileira e nem de qualquer outro lugar - o que ímporta é que existe um Partido dos Animais aqui, e ele recebeu votos suficientes para garantir duas cadeiras no Parlamento. Nem tudo está perdido...
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Annix
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2:04 PM
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Ah. E eu tentei tirar fotos do show do CSS. Mas a indomável Lovefoxxx não parava quieta, e todas saíram borradas. Ela estava menos "furiosa", diga-se de passagem - mas isso eu devo ao desgaste de uma turnê longa e ao bom apoio de banda. Ana Rezende inclusive foi uma das presenças mais cool no palco, dançando a macarena com o ar mais blasé deste mundo e um cigarro eternamente pendurado entre os lábios. Com direito a subir no plateau da bateria nos últimos momentos, de costas para o público. Rock and roll.
;)
edit : Mãããs...consegui fazer dois videozinhos. A imagem não está grande coisa porque resolvi usar a resolução menor para conseguir gravar mais tempo. Mas dá pra ter uma idéia. "Alala" e "Off the Hook".
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12:31 AM
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November 22, 2006
Fui ver "The Black Dahlia" hoje. Jeeeesus, por onde começo? Roteiro confuso, com milhões de pontas soltas, personagens que aparecem do nada e vão a lugar nenhum, elenco mal escolhido? Ou talvez pela cenografia e figurinos bonitos, que se perdem em meio a elementos inexplicáveis, como os personagens assistindo a filmes mudos da década de 20 em 1947 e a coreografia de showgirls lésbicas? Ou então o fato de quererem convencer o público de que a Hillary Swank é sósia da Mia Kirschner? (juro, esse foi o pior na minha opinião. Cheguei a me sentir culpada por não achar nenhuma semelhança entre as duas, o que era um ponto crucial no plot - somado ao fato de que não gosto de nenhuma das duas). Em resumo? Um desperdício de Scarlett Johansson.
(quem, QUEM achou que o Josh Hartnett poderia fazer um detetive de filme noir?)
Pra falar a verdade, só gostei da k.d.lang cantando "Love for Sale". Mas eu adoro a k.d.lang anyway, então não é um grande mérito.
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11:11 PM
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Fomos ver o CSS no Paradiso, finalmente! Os modernos saíram de suas tocas (onde será que eles se escondem?) e encheram a casa. E claro, ficaram cativados porque sinceramente, foi um PUTA show. A banda, depois de tanto tempo de turnê, está à vontade e com o som redondinho, pesado e punchy. A fofa Lovefoxxx, como sempre, carregou a platéia around her little finger. Falou bobagem, jogou colheres de plástico para o público, reconheceu gente que tinha ido ver o show em outras cidades. Minha gente, ela fez a holandesada fazer dancinha!
Fiquei emocionada, sério. Quando todo mundo vibrou ao reconhecer "Let's Make Love...", que acho que é a música de trabalho para o mercado internacional, fiquei pensando que gostaria de ver as caras de todo mundo que gongou MUITO a banda no começo. Tsc.
Eu só acho que eles deveriam fazer um álbum ao vivo. Sinceramente, e como eu já disse antes, o CD não faz jus ao som. Akira disse que definitivamente não é a mesma banda.
Senti uma certa agulhada num dos jornais daqui dirigidos à comunidade de expatriados, que comentou que o CSS é a única banda vinda de São Paulo que já fez sucesso internacionalmente, mas que o show vale a pena porque as meninas são bonitinhas. Er, juro que não consegui pensar NUMA banda holandesa que tenha chegado ao mesmo ponto recentemente (Focus não vale). Aliás, não consigo pensar em nenhuma banda holandesa BOA. O Bettie Serveert, que começou bem na década passada, hoje está um porre de chato. Então, holandesada e outros com dor-de-cotovelo, shut up.
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1:15 PM
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November 19, 2006
Resolvi testar a técnica de brining este fim-de-semana, e coloquei um frango totalmente imerso numa vasilha com água fria e sal. O truque é experimentar a água, que deve ter um gosto parecido com água do mar. Acrescentei uma folha de louro esmigalhada, algumas folhas de tomilho, algumas pimentas-do-reino, fatias finas de alho, um pouco de açúcar e uma metade de limão espremido, e deixei na geladeira por 24 horas.
Retirei a ave do brine, sequei bem com toalhas de papel e esfreguei uma mistura de manteiga, tomilho, alecrim, sal e alho por baixo de toda a pele. Recheei com uma cebola cortada, meio limão e uns ramos de tomilho e alecrim. Espremi suco de limão por toda o frango, polvilhei com sal e pimenta e coloquei no forno a 220 graus por 30 minutos, com o peito virado para baixo. Virei o peito para cima e deixei mais 30 minutos. Mais uns 15 minutos para dourar a pele, e voilà : um frango macio, suculento e bem temperado. YUM.
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9:24 PM
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Graças ao Antonio, em Barcelona comprei o lindo "La Catedral del Mar", do Ildefonso Falcones. O livro acompanha a saga de Arnau Estanyol, um homem íntegro e corajoso na Catalunha medieval, onde guerras, feudalismo, fome e a Inquisição põem à prova o direito de ser livre. Super bem baseado historicamente, é um page-turner delicioso, mais ainda por quase todos os lugares descritos ainda existirem atualmente. E acima de tudo, ter toda a construção da Igreja de Santa María del Mar como pano de fundo. Essa é a igreja que me emocionou ao ponto de me debulhar em lágrimas sem nem saber o porquê. Hoje acho que sei - tanta dedicação e devoção por parte de um povo não podem passar batidas, e com certeza aquelas pedras ainda carregam uma vibração emocional imensa. Não vejo outra explicação. E agora, mais que nunca, tenho vontade de voltar a Barcelona e explorar novamente todos esses lugares.
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Annix
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8:28 PM
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Aliás, este ano foi particularmente feliz em termos pessoais. Pude conviver um pouco com alguns dos meus amigos mais amados (que por algum motivo estranho moram quase todos fora do Brasil) - e consequentemente, Akira também os conheceu, o que é totalmente importante pra mim. Além disso, recebemos MUITAS visitas e vimos MUITA gente. As conhecidas se tornaram ainda mais queridas, e as desconhecidas (amigos/família de amigos) se mostraram ótimas surpresas, pessoas absolutamente queridas e especiais.
Snif. Fico até emocionada. Isso porque não tô nem falando dos amigos que vi no Brasil. E dos que faltou ver. E dos amigos que moram aqui. E dos com quem retomei contato, graças à grande rede e ao Orkut. E dos que estou esperando aportarem aqui algum dia.
E não vou citar nomes, vocês todos sabem quem são.
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7:37 PM
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Aline queridíssima me mandou de presente o novo livro do Giorgio Locatelli. Uau. Uma verdadeira bíblia de 600 páginas de cozinha italiana, alternando histórias, receitas e fotos fantásticas. Autografado, ainda por cima. Estou lendo pouco a pouco, e a minha vontade é ou ir passar um mês na Itália ou me trancar na cozinha pelo mesmo tempo executando aquelas receitas maravilhosas.
A coincidência é que chegou no dia do aniversário dela. Mandei flores, que acho que não conseguiram ser entregues porque claro, ela foi comemorar! ;)
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7:31 PM
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November 16, 2006
Ê! Nasceu o Théo, sobrinho!
(eu que nem gosto de criança, tô aqui comemorando, vê se pode)
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10:08 PM
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Minha mala chegou, depois das feriazinhas no Faro.... ¬¬
Fui assistir a "Clerks II" antes que saísse de cartaz (Kevin Smith não faz sucesso aqui na Holanda, caralho?). Uau. Clerks em crise de meia-idade, curioso. A eterna questão "crescer e encaretar ou fazer o que se tem vontade", vendo todo o universo ViewAskew meio caidaço fisicamente, mas o cineasta mostrando que cresceu. A cinematografia muito mais elaborada que em "Clerks", mas mantendo o mesmo espírito. Idéias ótimas como sempre. Humor de fazer rolar de rir. Sarcasmo no talo. E colocando as gerações "Star Wars" e "LOTR" em luta. NERD até o fim.
O Brian O'Halloran tá ficando a cara do Stephen Root (Newsradio), que tem uns 15 anos a mais. E o Jeff Anderson tá inchado, esquisito. Dá pra perceber os dentes falsos do Jason Mehr. O Jason Lee incorporou o Earl, pelamordedeus (and to think he was so hot). E Jesus, acabei de ver que a mulher do Kevin Smith tem a minha idade. O único que não sentiu o peso do tempo foi o próprio Silent Bob. E a LINDA da Rosario Dawson, aff. Mas o que vale mesmo é ver o Trevor Fehrman e seu Elias absolutamente impagável. Novo clássico.
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November 15, 2006
Segunda-feira, acordamos tarde, arrumamos a mala, tivemos um check-out elegantemente britânico e saímos em busca de algo para comer antes de ir ao aeroporto. Acabamos parando no Café Brood (é, pão em holandês!!!), onde comemos um lamb kebab e um beef kofta feitos na hora por uma mocinha muito rápida. Andamos um pouco mais e o café "Support British Food" das linguiças por £3,50 estava aberto, crap.
Fomos para Gatwick naquele trem que, por mais rápido que seja, demora séééculos para chegar (tá, meia hora) e fizemos o check-in cedo na EasyCrap, conseguimos entrar no grupo B de embarque e tomamos mais umas no café do aeroporto. Chegamos em Amsterdam, e guess what? Minha mochila não chegou. Foi para o Faro, em Portugal. EasyCrap.
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9:52 PM
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Domingo acordamos tarde e fomos tomar café da manhã num bar da estação. Yum, english breakfast comanda. Depois fomos andando até a Tower Bridge e estava uma movimentação danada por lá. Entendi que era uma maratona patrocinada pela Nike. Resolvemos então atravessar a ponte (aquele bolo de noiva liindo, hahaha) e passar na Tower of London pra comprar perfume de rosas pra minha mãe. O problema é que pra voltar foi uó, andamos e andamos até conseguir atravessar o Tâmisa de volta. Ufa.
Pegamos o trem até o Pappon Manor e passamos o resto da tarde lá. Eu curto, as crianças são lindas e super bem-educadas, a casa é uma delícia, a senhoura P. é uma querida absoluta sem frescuras e o Thomas preparou uma galinha d'angola matadora. Quer mais?
Pensamos em ir para o centro depois, mas : 1. Domingo à noite 2. Quase dez da noite = não ter muita coisa acontecendo. Fomos ao bar do hotel mesmo e tivemos uma noite super agradável. Depois que ele fechou, compramos crisps (lamb with moroccan spices, tasty!) no off-licence na frente da estação, mais duas latas de Guinness e we were happy for the night.
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Annix
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8:50 PM
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Aline foi com a gente até o Tube, e de lá seguimos para a Roundhouse, na Chalk Farm Rd., perto de Camden Town. A fila para o show do Herbie Hancock estava assustadoramente longa (tipo, dobrando duas esquinas), mas como já tínhamos ingressos reservados resolvemos não esquentar e fomos comer um kebab na frente enquanto não abriam as portas.
O lugar é grande, e mesmo com lotação esgotada dava pra ficar mais para o fundo sem acotovelamentos. O som é que não era grande coisa, mas enfim, depois que o show começou vimos que não ia fazer muita diferença mesmo. Que repertório mais estranho! Nos entreolhamos várias vezes, e quando HH anunciou que iam tocar uma música do Stevie Wonder, meu cérebro em pânico disse : "só falta ser I Just Called to Say I Love You!". Era. Saímos correndo e fomos tomar uma cerveja no terraço de fora. E assim foi o show inteiro. No bis, finalmente, veio aquilo por que Akira esperou o show inteiro - HH na sua forma original e conhecida, e não um arremedo de jazz pop para ouvidos infantis. Mas o bis foram duas músicas, e acabou.
Meio frustrados, resolvemos fechar a noite comendo algo e descemos na Leicester Square. Já eram dez e alguma coisa, então não pudemos pensar muito. Entramos em outro japonês em Chinatown e pedimos sashimi e sakê. Foi ótimo, a variedade de peixes surpreendente e a qualidade bem boa para o preço. Minha única decepção foi a tobiko salad que pedi. Pela descrição seria maravilhosa - pepinos e ovas de peixe-voador - se não tivesse vindo com maionese. Eew. Mas tudo bem, happy stomachs e fomos dormir.
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7:44 PM
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Sábado dormimos até tarde e fomos de novo ao Borough Market for some breakfast. Estava absurdamente impossível de se andar (vá às sextas, definitivamente) lá dentro, mas conseguimos dar uma olhada nas barracas perto da Catedral. Acabamos dando sorte e comemos num café na Stoney St. que vendia 3 sausages no pão por £3.50, com mesinhas e tudo. Cumberland sausages are YUM.
Continuando pela vizinhança, fomos pela margem do rio até a Tate Modern. Como esse pedaço é agradável! O tempo bom, a Tower Bridge ao fundo, vários cafés e restaurantes, o Globe Theatre, e de repente a gente chega naquele colosso de museu. Estava cheio, claro, mas transitável. Fiquei com muita vontade de escorregar naqueles tubos prateados do Carsten Höller, mas as filas de crianças com seus pais eram quilométricas, hahaha.
O acervo é fantástico, uma boa coleção de arte moderna e contemporânea dividida em 5 andares. Não consegui me ater a detalhes por causa da multidão (pra mim), mas vi Giacometti, Miró, Duchamp, Warhol, Liechtenstein, Rothko, muitos Georges Braque e alguns Picasso, Léger, Francis Bacon. Tinha até uma bailarina do Degas. Pelo menos dois móbiles do Alexander Calder, alguma videoarte. A sala do Joseph Beuys foi uma das minhas favoritas, e algumas coisas que vimos no MACBA em Barcelona, semana retrasada : as figuras risonhas de Juan Muñoz e a arte da palavra no papel de Marcel Broodthaers. As caixas da Susan Hiller também achei fantásticas, and I could go on and on. Imagine se eu tivesse tido o tempo de apreciar tudo com calma.
(tenho que observar : esse site da Tate é absolutamente maravilhoso, lista quase tudo que está em exibição!)
Queríamos poder ter ficado no restaurante do último andar, que tem uma vista espetacular, mas de novo o problema de haver gente demais no mundo : tudo lotado. Ficamos andando por ele, então, vendo Londres pelas paredes envidraçadas. A Millenium Bridge vista do museu é um quadro futurista, com centenas de pessoas cruzando o rio entre a Tate e St.Paul.
Liguei pra Aline, minha amiga que mora há alguns (muitos!) anos na cidade, e marcamos de nos ver mais tarde. Akira e eu então fomos andando, andando, andando e quando vimos estávamos perto do Edgar Wallace. Entramos e resolvemos esperar lá. Entretanto, às cinco horas começou uma queima de fogos de artifício e o trânsito lá fora começou a ficar complicado. Damn, comemoração do Remembrance Day! O pub acabou fechando e tivemos que seguir andando até Covent Garden. Aline me ligou e combinamos no The Wellington, mas esse também estava cheio. Acabamos indo a um pub canadense, porque afinal o importante era conseguir botar parte da conversa em dia. ;)
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Annix
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6:58 PM
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Atravessamos a Southwark Bridge e fomos caminhando em direção à City. Engraçado, nos últimos meses parece que houve uma explosão de fast-foods japoneses vendendo sushis e bento boxes. Os sushis vêm embaladinhos individualmente em celofane, parecem docinhos. Na Cannon e na Fleet St. vi pelo menos umas três casas dessas, devia ter tirado umas fotos.
Chegamos no Strand bem na hora de encontrar com o Thomas saindo da BBC, e fomos comemorar o aniversário no The Edgar Wallace, um dos pubs mais simpáticos que já conheci.
Ainda era relativamente cedo quando saímos de lá, então paramos no Brewmaster. Ligamos para uma amiga do Akira que veio nos encontrar. Saímos em direção ao Soho para tentar um dim sum no Ping Pong, mas estava lotaaado (que pena, eu realmente queria ir lá). Ficamos meio que vagando pelo pedaço, conversando. Acabamos então entrando no Ramen Seto, perto da Carnaby St. E pedimos, claro, ramen. E edamame. E sashimi. E guiozas. Achei o caldo do ramen uma delícia, mas acho que já estava meio drunk demais (só no Edgar Wallace foram 4 ou 5 pints) e não consegui acabar meu prato. Shame.
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Annix
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5:51 PM
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Ufa. Toda viagem, mesmo que seja pra lugares a 45 minutos de vôo daqui, me deixa acabada e com preguiça de postar. Hã, talvez o fato de andar pelo menos seis horas sem parar todo dia tenha algo a ver com isso. Enfim.
Então, na sexta-feira foi aniversário do Akira, e fomos comemorar em Londres. Saímos daqui ao meio-dia de EasyCrap e chegamos mais ou menos no horário (ai, que saudade da Vueling). Fomos para o hotel, perto da estação London Bridge. Uau, lugar genial, atendimento elegante, altamente recomendável. Deixamos as bolsas e fomos direto ao Borough Market, na rua de trás (não escolhi esse hotel por nada). Uau duplo. Se na Boquería o forte são os pescados e frutos do mar, queijos e presuntos ibéricos, aqui o negócio são as especialidades gourmet- de linguiças de javali a cidra. Frutas e verduras? Tem, mas juro que nem prestei muita atenção (deixo isso para os restaurateurs que vão se abastecer lá). Queijos, chás (ah vá!), faisões ainda com as penas dependurados, foie gras, pães, salsichas, tudo oferecido por produtores do país inteiro. 
Sexta e sábado são os dias abertos ao público normal, e muita gente vai é para comer. Hambúrgueres de avestruz, falafel, sanduíches de pernil assado, salted beef com mostarda de dill ou raiz-forte, raclette, beef and guinness sausages, souvláki de cordeiro - é só seguir o cheirinho de carne na chapa.
Acabamos decidindo por uma barraca que fazia sanduíches de filé fatiado com salada no ciabatta. Com mostarda à l'ancienne e cracked black pepper em cima é fantástico.
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Annix
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November 10, 2006
November 08, 2006
November 07, 2006
Comprei pelo bol algo irresistível : a Hitchcock Collection. Duas caixas de DVDs com 15 discos, cobrindo boa parte da filmografia do mestre. Por 30 euros cada.
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Annix
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Wow. O Muziektheater está anunciando pra abril uma montagem do Woyzeck pelo grupo islandês Vesturport Theatre/Reykjavik City Theatre, com música do Nick Cave. Os ingressos começam a ser vendidos em janeiro. Vou até postar aqui no blog pra não esquecer.
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Annix
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November 06, 2006
Putz, tô tão atrasada com os posts. Mas com visitas em casa as coisas vão se acumulando, a gente acaba saindo todo dia. Aí uma viagem aqui, um show ali, ir pra cama às seis da manhã várias vezes na semana e outras coisinhas não ajudam nem um pouco no time management. Mas vamos lá tentar atualizar.
* Vi "Little Miss Sunshine" com a Beth. Poderia ser só mais um filme-indie-americano-sarcástico-com-temática-losers-são-gente (pleonasmo!), mas de alguma forma os personagens são tão adoráveis e têm momentos tão inesperados que acabou se tornando uma das boas produções do ano. A famosa coreografia da Olive ao som de "Superfreak" vai ficar gravada na minha mente por um bom tempo.
* Eu adoro receber gente que vem pra cá pela primeira vez na vida. Adoro mais ainda quando é a primeira vez que a pessoa viaja ao exterior. Gosto de saber das impressões e do sabor que essa primeira vez dá, já que é algo que perdi há muito tempo. Gosto de imaginar a sensação do encantamento da descoberta, do friozinho no estômago que deve dar a cada situação nova. Esse thrill, infelizmente, só tem força total na primeira vez. Depois, como qualquer droga, precisa de doses cada vez maiores pra causar alguma sensação.
* Li "After the Quake", do Haruki Murakami. Histórias curtinhas, quase polaroids de algumas vidas afetadas pelo terremoto que atingiu Kobe em 95. Curtinhas, adoráveis e melancólicas, mas como sempre com um bittersweet aftertaste. Ótimo para se iniciar em Murakami, eu diria.
* Li também "The Man Who Ate Everything" do Jeffrey Steingarten. Achei divertido o estilo, algumas informações interessantes e algumas receitas boas, mas os food bloggers hoje em dia fazem um trabalho muito melhor. É, eu sei, deveria ter lido antes.
* Uma surpresa : ontem, antes do show do Gong propriamente dito, arriscamos jantar no Dim Sum Palace, na Leidsestraat. A localização, mais turística impossível, assusta. Mas a comida é ótima. Na minha opinião, melhor que alguns chineses consagrados da cidade. Preciso voltar e experimentar o dim sum.
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Annix
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O fim de semana foi de lua cheia, e por isso mesmo escolhido para a Gong UnConventional Gathering 2006 - uma maratona de 3 dias de bandas relacionadas ao Gong, das 4 da tarde às 3 da manhã. Hippies de toda parte, especialmente ingleses e franceses, lotaram o Melkweg em meio a projeções de luz psicodélicas, incensos indianos e claro, muito THC.
Seguir a maratona mesmo é coisa para fãs hardcore. Akira e eu fomos só ao primeiro dia, ver a performance da incrível Glissando Orchestra, da qual participa o grande Fabio Golfetti, do Violeta de Outono. Todos os guitarristas do evento num palco, tirando - ah vá! - glissandos de seus instrumentos, num evento único mesmo. Pra vocês terem uma idéia, um minutinho do show aqui :
Foi uma das coisas mais interessantes que vi nos últimos tempos. E mais interessante ainda pelo Gong ser uma banda criada em 1970, com o malucão Daevid Allen, do alto dos seus 68 anos, participando de todos os shows e ainda criando momentos como esse. O que só me faz ficar mais e mais inconformada com a falta de criatividade e originalidade na música hoje em dia. Na verdade, falta de genialidade, ousadia, sei lá. Quem hoje faz coisas como o Zappa, ou Pere Ubu, ou o James Chance/James White, ou o Kraftwerk (isso pra ficar só no rock)? Tô aqui gastando o cérebro, e a única ocorrência digna me parece ser a Björk. O resto é coisa pra vender disco. Se alguém lembrar de alguma coisa, comenta aí. Eu preciso recuperar a fé na humanidade.
Depois, a atração foi a Acid Mothers Gong, uma derivação dos japoneses psicodélicos do Acid Mother Temple, liderados pelo cabeludão Kawabata Makoto. Barulheira das boas, destruíram o Melkweg. Como eu digo, sempre se pode confiar nos japas.
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November 04, 2006
November 03, 2006
Finalmente, na segunda acordamos cedo e fomos ao supermercado perto do hotel antes de fazer o checkout. O Condis é meio um Extra, com os básicos e sem produtos de luxo. Mas no caso, o que a gente queria mesmo eram os básicos : queijos espanhóis (comprei duas bandejas de degustação, com cinco tipos diferentes em cada uma, além de um pedaço de manchego maturado), boquerones no vinagre, latas de vários tipos de mariscos, azeitonas verdes gigantes, molho de pimenta local, anchovas, etc.
Enfiamos tudo nas mochilas, pedimos para o hotel guardá-las até o final da tarde e saímos para o Mercado da Boqueria. Ainda eram onze e meia da manhã, então o movimento estava tranquilo, sem as multidões do sábado. Resolvemos comer no Kiosko Universal, que tinha os camarões mais atraentes expostos. Pedi uma parrillada mista de frutos do mar (Gambas, almejas, calamares, navajas e peixe) e Akira gambas a la plancha com aspargos. Tudo preparado ali na chapa com um pouco de sal e um molho de salsinha e alho. A foto do meu tá aqui, a das gambas não saiu, mas asseguro vocês de que estava lindo o prato.
Com uma cerveja e uma água com gás, a conta saiu 38 euros. Pros dois. Juro que não acho caro.
Começamos então a fazer as compras - um pedaço de jamón serrano aqui, uns fuets ali, morcilla de cebolla, chorizos frescos, chás, atum defumado. Satisfeitos, fomos de novo à Plaça Reial tomar uma cerveja, e eu não resisti - tive que pedir umas patatas alioli. Batatas fritas crocantes com maionese de alho, hum! Ficamos um tempo no sol ali e depois fomos andar mais. Na Plaça de Sant Miquel, paramos pra mais cerveja, desta vez uma San Miguel especial, e mais boquerones e azeitonas com manjericão. Andamos de novo e voltamos à Boqueria porque queríamos sardinhas (acho que estou assustando vocês). Àquela hora, o mercado já estava lotado de novo, então fomos num dos bares da frente, o Petit. Não tinham sardinhas, mas fizeram um outro tipo de peixe na plancha pra nós. Não sei o nome, mas achei muito bom. Algo entre uma anchova e uma sardinha, tanto no sabor como no tamanho.
Finalmente, resolvemos voltar ao hotel. Andamos, passamos por outro mercado, o de Sant Antoní, que tem na sua área externa uma série de barracas vendendo roupas baratas e outros trecos. Passamos rapidinho por ele, e continuamos andando. A certa altura, notamos que estávamos na direção errada. Achamos então a Plaça de Espanya e fomos descendo de novo. Como já estava em cima da hora, acabamos pegando um táxi, o que foi uma ótima decisão. Por 20 euros, chegamos em 15 minutos ao aeroporto, onde de novo não pegamos filas de espécie alguma e ainda conseguimos comprar duas garrafas de cava. Uma delas é ótima, a Juvé y Camps, e a outra ainda não abrimos, mas promete.
Enfim, foi tudo isso e muito mais, mas seria impossível anotar tudo. Minha primeira vez em Barcelona foi há dez anos, em 1996. Os lugares são os mesmos, as ruas continuam no mesmo lugar, a Sagrada Família permanece imóvel. Mas eu era mais jovem, não tinha blog, não existia câmera digital portátil, não tinha o meu corintiano querido, não morava aqui. Na época, era a segunda cidade européia que eu conhecia e eu tinha a firme convicção de que eu nunca esqueceria aquela viagem.
E, claro, hoje até eu me surpreendo agora do tanto que esqueci. Acabei vendo tudo desta vez como se fosse pela primeira vez, mas óbvio que quem mudou não foi a cidade.
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November 01, 2006
Domingo de madrugada acabou o horário de verão, então acabamos acordando uma hora mais cedo. Tomamos café e um bocadillo no bar galego da esquina e decidimos ir até o Museu d'Art Contemporani de Barcelona, o MACBA. A entrada custa 6 euros e disseram que dava direito a visitar o primeiro e o segundo andares. O negócio é que não existe nenhum outro andar, então não entendi a observação. Mas tudo bem, os dois andares ligados por rampas super clean já são suficientes. O acervo em si achei fraco e muito pouco representativo, com algumas instalações interessantes, MUITA arte conceitual (demais) com os dois pés no pop e videoartes pouco inspiradas. A parte dedicada à Galeria Cadaqués é mais divertida, com alguns Duchamp e outras ousadias expostas na cidade nos últimos 25 anos. Man Ray, Richard Hamilton, Dieter Roth. O segundo andar tem algumas surpresas, comío obras dos brasileiros Cildo Meirelles e Jac Leirner, e algumas boas instalações de videoarte (inclusive uma sobre a Síndrome de Stendhal, a qual mencionei aqui outro dia).
Paramos no café do museu, que na verdade é do vizinho CCCB, e ficamos tomando cerveja e curtindo o sol da tarde.
Saímos do Raval, passando pela sempre legal Santa María del Pi e voltamos ao Born. Entramos no El Xampanyet, um buraquinho na Carrer Montcada especializado em cava. Pedimos uma garrafa da xampanyet da casa (um vinho gaseificado semi-seco) e uma série de tapas. O pessoal, simpaticíssimo, nos arranjou uma mesa e ali ficamos entre anchoas, atum defumado, boquerones e azeitonas. Pedimos então uma cava, desta vez brut e uma garrafa muito superior. A conta foi bem razoável considerando tudo que pedimos, e lá fomos nós cambaleando por La Ribera.
Entramos na Santa Maria del Mar, e fui acometida de um ataque de choro inexplicável. Saí e nos degraus da entrada um senhor de idade sentado sorriu, me estendeu a mão e disse que chorar era bom. Sentei do lado dele e continuei me debulhando em lágrimas, ao mesmo tempo em que conversava com ele. Me contou que era sozinho, que só tinha um filho que não via muito, então gostava de passar as tardes ali na escadaria da igreja. Akira veio me encontrar e o velhinho disse : "lo debes querer mucho, y él a ti". Me deu um abraço e um beijo e nos despedimos. Fomos para o La Vinya del Senyor, um bar especializado em vinhos atrás da igreja e bebemos mais duas garrafas de uma boa cava. Quando passamos de novo em frente à Santa Maria, olhei as escadas esperando encontrar aquele senhor de novo, mas obviamente ele não estava mais lá.
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1:25 AM
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Sábado, fomos tomar um espresso num café no caminho pro centro e fomos até o Mercat de la Boquería. Lotado até a boca, conseguimos circular um pouco mas desistimos logo. Mas tantos peixes, cogumelos, frutas, presuntos e queijos pareciam irresistíveis e resolvemos voltar outro dia.
Andamos pelo Barri Gòtic, passando por todas as vielas tortas medievais e admirando as construções de pedra. Uma das que achei mais interessantes foi a Carrer de Sant Domenech del Call, mas a Carrer d'Avinyò, frequentada por Picasso, também faz jus à fama, com lojinhas descoladas e bares. Seguindo a Carrer Ferran, achamos o Vildsvin, um restaurante/bar moderninho e com ostras ótimas. Andamos mais e achamos a Plaça de Sant Miquel, atrás da Generalitat de Catalunya.
Acabamos indo parar no Port Vell, andando todo o Passeig de Colón e Passeig de Joan Borbó. Achei muito triste as pessoas comendo nos restaurantes carésimos nas arcadas do Museu Histórico de Catalunya sendo olhadas pelos camelôs africanos do outro lado da rua, em frente à praia. Resolvemos ir até a Barceloneta, e paramos num boteco para uns boquerones e uma porção de bacalhau no alho e óleo inesquecível.
Fomos então passear por La Ribera, nas vizinhanças do Passeig de Born. Lojinhas lindas, Museu Picasso (não fomos), Carrer de la Princesa, Carrer Montcada. Fiquei impressionada com a Església de Santa María del Mar e botei na cabeça que deveríamos voltar no dia seguinte.
Voltamos pro hotel pra um banho e um descanso, e saímos de novo. Pegamos o metrô até o Passeig de Gràcia e ficamos andando por essa outra Barcelona, de avenidas amplas e prédios luxuosos como em Paris. Ver as casas Battlò e Milá (La Pedrera) à noite é uma experiência que recomendo, porque a genialidade das curvas de Gaudí ficam ainda mais evidentes com a iluminação apropriada.
Fomos até o bairro de Gràcia, na Plaça de Rius i Taulet que normalmente abriga uma boa vida noturna, mas por algum motivo (ou por causa das obras ali) estava bem parado, mesmo sendo sábado à noite. Pulamos então de novo no metrô (6,65 euros o T-10, um bilhete múltiplo de 10 multipersonal, a good deal sendo que um bilhete individual custa 1,10 euros) e descemos nas Ramblas, perto do Liceu. Acabei comendo um sanduíche por ali mesmo e voltamos para a Av. Paral.lel, onde surpreendentemente o movimento estava mais animado do que em Gràcia. Fomos de novo ao Bar Zodiac pra uma saideira, quase fomos massacrados por um grupo de portuguesas peruas faladeiras e fomos dormir.
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12:38 AM
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October 31, 2006
A viagem já começou bem. O check-in da Vueling foi exemplar (e eu entendo disso). Sem filas, eficiente e em um minuto já estávamos com os cartões de embarque na mão. Fomos com calma para o portão, passando rapidamente pelo raio-x. O embarque começou pontualmente, o vôo saiu no horário e a tripulação correta e amável. O único senão seriam os assentos muito juntos uns dos outros, mas fora isso nem se lembra que se trata de uma empresa low-cost.
Chegamos em Barcelona lá pelas duas da tarde, e compramos os tickets para o Aerobus (3,75 euros), que pára na Plaça de Espanya e Plaça de Catalunya. Da Plaça de Espanya, descemos a pé a Avinguda Paral.lel e chegamos ao hotel, na frente do metrô Poble Sec.
O Silken Concordia é ótimo, confortável e tem um staff muito atencioso. Deixamos as mochilas e saímos a pé.
Passamos por El Raval, um bairro que só pode ser definido como "cortiçódromo", mas que é muito interessante ao mesmo tempo. Prédios e mais prédios em estado precário, com roupas estendidas em todas as janelas, lado a lado com prédios hiper-modernos como o MACBA e bares e cafés hip. Prostitutas, marroquinos, moderninhos, junkies.
Passamos pelas Ramblas e chegamos à Plaça Reial. Paramos na Cervecería Canarias e pedimos dos cañas, xoriços fritos e calamares à Romana. Os calamares não eram nada de mais, mas os chorizos!
Fomos andando então até a Plaça de Catalunya, onde fomos ao prédio que abriga a Fnac, a Sephora e a Habitat (isso, tudo junto - e mais umas lojas!). Não achei o livro comemorativo de La Fura dels Baus e fiquei frustrada. Contudo, no caminho de volta para o hotel, passamos pela livraria La Central del Raval (c/Elisabets, 6), especializada em livros de arte e bingo! Arrematei o último exemplar. O livro é um arraso, e vem com um DVD.
Na Carrer de Sant Pau, achamos La Confitería, um bar lindo que foi uma confeitaria em 1912 e parte da Ruta Modernista. Vale parar para uma cerveja ou café só para desfrutar da decoração e iluminação.
Descansamos um pouco no hotel e saímos pela vizinhança. Paramos primeiro num bar simpático e com déco almodovariana, o Zodiac. O guia recomendava um restaurante chamado "Taverna La Tomaquera" ali na Carrer Margarit, mas acabamos encontrando um outro na mesma rua, o "O Meu Lar". Comemos caracoles, aspargos com presunto ibérico, pão com tomate, salada verde e dois pedaços de carne imensos. Foi barato e ótimo. Dormimos LINDOS.
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8:10 PM
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Labels: viagens
October 26, 2006
Uma descoberta maravilhosa : a TV a cabo começou a incluir o Zone Horror, um canal britânico especializado em terror. Mas não qualquer terror, oh, não! Produções da Troma (adoro as trilhas, são sempre punk rock!), clássicos antigos como "Nosferatu" do Murnau, uma série britânica para TV chamada "Urban Gothic" (sempre com uma história bizarra), filmes trash-horror da década de 80-90...um melhor (ou pior?) que o outro.
Ontem a atração foi o novo clássico, "Tromeo and Juliet". O título diz tudo. "Class of Nuke'em High" (o I, II e o III), então...não conseguimos assistir a mais nada ultimamente.
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9:53 PM
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Labels: confessions, recomendações
Uh. O cheiro de um frango assando no forno com muito alho, ervas de Provence, mostarda, limão e azeite é de matar. Não é à toa que cada vez menos tenho vontade de jantar fora. O prazer que a gente tem em cozinhar só é igualável ao de comer. Outro dia fiz um lindo chèvre chaud, salada verde com uma fatia de queijo de cabra empanada, como os que eu comia em Paris. E os sushis do Akira? Ou um steak, perfeitamente medium rare e temperado só com sal e pimenta-do-reino? Ou a pasta à carbonara, só com bacon, vinho branco, salsinha picada, Grana Padano ralado fresco e ovo? Ou o filé de atum tostado por fora e cru por dentro, coberto de pimenta-do-reino moída na hora, com raiz-forte? Ou a bacalhoada no forno com cebola, pimentão, tomate e sal apenas?
.....
(eu tenho que fazer muuuuita ginástica pra compensar tudo isso)
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October 25, 2006
Fui ver finalmente "The Devil Wears Prada". Bobinho, não? Vale pela linda da Anne Hathaway e seus modelones arraso, mas não deixa de ser outro "The Princess Diaries", onde a outcast aprende a entrar no esquema administrado por uma megera mais velha. Jesus, será que existe alguém tão ingênua quanto a Andy? Morri de vergonha alheia quando ela corre e se mata pra "avisar" Miranda que iam puxar o tapete dela. E a verdade é - moda, imprensa, TV, qualquer empresa é tudo a mesma coisa. O ambiente de trabalho é sempre um ninho de cobras, e se dá bem quem consegue passar por cima dos outros sem piedade - e se adiantar a tudo.
Achei boba também a reação dos amigos dela frente à nova pessoa que ela foi se tornando. "A Andy que eu conheço não é assim", mimimimi. Por que, meu Deus, ela não podia querer mudar de estilo de vida? Que saco.
Tanto que ela nem fica com o namorado cabeludinho dela no final (ops, spoiler!).
O Stanley Tucci foi tããão sub-aproveitado nesse filme que nem dá pra mencionar. E a pele da Meryl Streep é tudo aquilo mesmo? Se for, quero o mesmo que ela está usando.
E sim, na verdade, o melhor do filme pra mim são as cenas em NYC e Paris - as minhas duas cidades favoritas no mundo. Sempre passo na frente daquele Mayrose na Broadway going downtown, mas nunca entrei porque o cardápio não me apeteceu. Quem sabe da próxima?
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Annix
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8:22 PM
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Labels: filmes
October 24, 2006
E por falar em shows, tenho que dizer que não tenho muito do que reclamar da vida cultural de A'dam. Não é tão rica quanto a de Londres, por exemplo, mas todas as bandas do momento que tocam lá fazem show aqui também - Razorlight, The Killers, Sufjan Stevens, etc, etc. Eu é que não vou. Acabo sempre indo só no que me interessa mesmo, seja Pere Ubu ou CSS. Ainda tô esperando os Rezillos, esses me passaram a perna e vão tocar no Brasil agora.
Quanto a cinema, a distribuição mundial dos filmes é algo peculiar. Alguns filmes demooooram pra chegar aqui. Marcello me disse que "Marie Antoinette" vai estrear só agora em Copenhagen, sendo que aqui e no Brasil passou há meses. Mas é, a estréia americana é agora. Bizarro, considerando a origem da produção. Outras estréias são quase simultâneas, como "Little Miss Sunshine", sendo que já está aí e aqui só semana que vem. No Brasil, parece que os filmes asiáticos em geral chegam antes daqui, e aqui os filmes europeus são lançados rápido (bom, meio óbvio). Já o porquê de "Scoop" já estar passando aqui é um mistério pra mim. Filmes que europeu paga-pau de terceiro mundo gosta de ver sempre estão em cartaz. "Thank You For Smoking" está no Brasil, estava em cartaz na Alemanha em setembro, e aqui chega só semana que vem. "Nacho Libre" foi jogado pra janeiro do ano que vem, e no Brasil parece que vai direto pra DVD. Dá pra entender?
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10:52 PM
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October 23, 2006
Fomos até Utrecht ver o Pere Ubu no Tivoli Helling. Além de ter a formação mais bizarra que já vi (uma baixista minúscula, um tiozinho com cara de dono de mercearia tocando theremin, um guitarrista com cara de paquistanês...e o David Thomas, que é bizarro por si só), o show é ótimo.
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1:23 AM
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October 21, 2006
Graçasadeus! O velho Woody desencantou mesmo depois do ótimo "Match Point" e lembrou como ser engraçado de verdade! "Scoop" é uma delícia, repleto de tiradas fantásticas. De novo como o mote de crime, a trama é simples, mera desculpa para possibilitar a linda-maravilhosa da Scarlett Johansson em cena como uma versão feminina do diretor - com trejeitos e tudo - num dilema quanto ao aristocrático namorado (Hugh Jackman, a prova de que Deus existe e é mulher, hetero e estudou anatomia e arte com Leonardo da Vinci) e ainda ter o próprio Woody como sidekick na pele de Sid, o próprio septuagenário-cínico-judeu-americano-do-Brooklyn-perdido-em-Londres. Ou seja, ele mesmo.
As referências são várias, a trilha sonora curiosa, as atuações sinceras e sim, Woody Allen pode.
(se bem que depois de "Anything Else" eu tive dúvidas, muitas dúvidas. Mas cheguei à conclusão de que descer mais fundo seria impossível)
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7:50 PM
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Oba! O Fabchannel disponibilizou o show das Pipettes no Paradiso! Enjoy!
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7:17 PM
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October 17, 2006
E a vida não pára de me fazer surpresinhas. Conheci o Lu há quinze anos, lá no CoralUSP. Desde então, passamos por todo tipo de diversões e micos, geralmente musicais. Há nove anos, seguindo o guru Lulu Santos, ele foi morar na Califórnia, viver a vida sobre as ondas (not!). E não é que o trabalho o atirou aqui nos países baixos por alguns dias? Fizemos jantarzinhos aqui em casa, fomos no Portugees, botamos o papo em dia. Foi tão bom!
E como se não bastasse, meu querido Marcello Bosschar agora veio passar uns dias comigo, o que é um absoluto presente. É como reencontrar um pedaço da minha vida. E claro, colocar dois anos em dia já me deixou quase sem voz. Mas não faz mal não, porque com o Mars eu me entendo até em código morse.
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5:46 PM
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October 15, 2006
Bem, os gânglios já desincharam e as bolinhas (nem eram tantas) já estão secando. Não passei nada, eu sou adepta do "não mexe e pronto".
Enquanto isso, li "Garlic and Sapphires", um relato bem divertido da Ruth Reichl sobre o tempo em que ela era a crítica de restaurantes do New York Times. Uh, some people have all the luck.
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8:47 PM
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October 14, 2006
Já está disponível o áudio do show do CSS de setembro em Rotterdam, no Bazar Curieux. Aproveitem!
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10:39 PM
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October 13, 2006
Bom, no final das contas o que eu tenho pode ser chickenpox. A médica do pronto-socorro não tem certeza, mas é provável que seja mesmo.
No Brasil nunca vi alguém ter isso, e vim pegar justo aqui...aff.
Tudo bem, não é grave. O pior é a coceira. Aagh!
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8:51 PM
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October 12, 2006
Pesquisando direito, acho que estou é com mononucleose. Meus gânglios estão todos inchados, até os que eu nem sabia que tinha, na base do crânio. Acho que vou ter que ir ao médico...
*sigh*
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9:56 PM
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Pois é, na verdade não era gripe. No dia seguinte começaram a aparecer bolinhas vermelhas por todo o corpo - na cabeça inclusive. Reação alérgica das brabas, como não tinha pensado nisso?
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9:20 PM
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E hoje teve show das Pipettes no Paradiso! Claro que os ingressos se esgotaram há um mês, mas claro também que eu comprei os nossos há dois, hohoho.
Por sorte, foi na sala menor - por mais que os holandeses cafonas ficassem na minha frente, eu consegui enxergar algo.
E que fofas as Pipettes! Dancinhas, com mãozinhas e bracinhos, todas as músicas do álbum, uma banda de apoio média mas que também não atrapalhou. Claro que elas fecharam com "We Are The Pipettes", que foi tudo. A Rose tem a melhor voz (and my favourite!), a Gwenno é a carismática e a Becky estava meio sem voz, mas aquela carinha de nerd de óculos é uma graça.
Minhas fotos ficaram um horror, mas consegui fazer uns clipezinhos de algumas músicas. Depois subo aí.
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12:56 AM
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October 11, 2006
Li "Anansi Boys" em dois dias. Depois de passar por mitologias diversas em "American Gods", pelo céu e inferno em "Good Omens", Neil Gaiman resolve criar um universo onde deuses afro-caribenhos vivem entre humanos, usando seus poderes para levar vidas discretamente confortáveis e, nas horas de tédio, criar pequenas confusões por diversão. Fantasioso e divertido, é uma leitura ótima. "American Gods" ainda é o meu favorito entre esses, mas ainda não encontrei um Gaiman de que não gostasse.
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5:35 PM
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October 09, 2006
Falei ontem com minha mãe, que está audivelmente gripada, e hoje eu, que até então estava perfeitamente bem, acordei com dores no corpo inteiro e um profundo mal-estar. Fui ao centro encontrar o Antonio e o Mattia e voltei agora. Mal consegui subir as escadas e minha vontade é ficar deitada e dormir três séculos. Alguém aqui já pegou gripe pelo telefone? Não consigo pensar em outra hipótese (e não acredito em coincidências).
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6:21 PM
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October 08, 2006
October 07, 2006
E chove e chove e chove. Resolvemos então aproveitar um momento seco pra ir ao Albert Cuyp e comprar as coisas pro jantar. Com três caranguejos gigantes (3 por 5€!) com vinaigrette, sashimi de atum e peixe-espada, vinho branco com bolhinhas - quem liga pra chuva?
(e ainda sobraram um polvo inteiro, lulas, um pacote de camarões e uns kani-kamas pra próxima vez, porque foi exagero nosso mesmo)
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2:27 AM
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October 05, 2006
"My Super Ex-Girlfriend" : and that's why God didn't give me superpowers.
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October 04, 2006
Li de uma só vez o "Lucky", da Alice Sebold. Um livro que surgiu da experiência de um estupro, do ataque até o julgamento, passando por todo o processo emocional pós-trauma. Como "The Lovely Bones", mesmo sendo não-ficção, é delicado e angustiante ao mesmo tempo. Pelo menos pra quem é mulher.
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8:24 PM
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October 03, 2006
Li finalmente o "31 Songs", que estava dormindo ali na estante. Fora as boas tiradas irônicas e oh-so-british do Hornby, não tenho o que comentar. Livrinho despretensioso, sincero, pequenas cenas da vida de alguém que tem uma paixão indissociável com a música.
(Nesse aspecto ele realmente parece alguém que eu conheço, hahaha. Mas em geral não concordo com as comparações que sempre fazem entre os dois. Como se quisessem encaixar ambos em algum tipo de categoria, mesmo com todo o generation gap entre eles. De qualquer jeito, já fui pós-adolescente e já passei dos trinta, já li quase tudo dos dois e posso dizer que cada um pode ser considerado uma voz honesta de cada geração).
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4:54 PM
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October 01, 2006
Ontem começou uma exposição de um fotógrafo brasileiro, que acompanhou por algum tempo uma comunidade negra isolada sei lá onde no Brasil (Goiás, talvez?). Interessante e triste ao mesmo tempo. Interessante porque há um lado pitoresco nas cenas do cotidiano simples daquelas pessoas - das rencas de crianças descalças ao vestido de casamento que aparece em cerimônias diferentes, vestido por noivas diferentes (mas ao mesmo tempo tão parecidas!). Triste porque retratam tanta miséria e não consegui reconhecer o país de onde venho naquelas fotos. Claro, porque na verdade eu sei que não é o mesmo país, infelizmente.
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Annix
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