Hey ho. Estou de volta, já faz umas duas semanas. Várias coisas pra colocar em dia, aqui e na vida pessoal. E esse inverno que não acaba...
SP foi especialmente foda desta vez. Muitos reencontros com pedaços desgarrados da minha vida, sensacional.
And here we go again. On air.
February 11, 2010
January 13, 2010
January 12, 2010
Dia bem WIN. Consegui resolver umas coisas práticas, matar a saudade do Uzi do Halim e ainda assistir a "Les Herbes Folles" (que eu queria muito ver e não vai passar na Holanda) no Reserva Cultural.
Bem, o filme não foi tão WIN assim. Apesar dos esforços do André Dussolier, da Sabine Azéma e do Mathieu Amalric, os personagens são neuróticos e bizarros, perdidos num roteiro estranhíssimo e solto. O Resnais anda perdendo a mão há um tempo, infelizmente. E agora que o Rohmer morreu, a melhor época do cinema francês vai entrando em coma profundo.
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Annix
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11:34 PM
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January 11, 2010
Então. Tô em SP, rodeada das pessoas que eu amo. Tá bom, né?
Nem preciso dizer que tô FELIZAÇA de não estar na Holanda. Neve sucks. Deixa eu ir lá tomar minha água de coco, já volto.
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Annix
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3:12 AM
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Labels: SP
December 24, 2009
Gostei tanto de Micmacs À Tire-Larigot! O Jeunet pode não ser um diretor dos mais prolíficos, mas isso também faz com que cada filme dele seja uma obra pensada nos menores detalhes, tanto em cinematografia como em diálogo. Acho que todo mundo já sabe que eu acho "Amélie" super-valorizado e "Un Long Dimanche de Fiançailles" chatérrimo. Portanto, "Micmacs" é um muito bem-vindo retorno ao caos visual e comédico da época da parceria com Marc Caro. Sem o Caro.
Sem contar que é sempre bom rever os atores veteranos queridos, como o André Dussolier e Jean-Pierre Marielle. Só o Dominique Pinon não me convence mais, com o excesso de caretas e maneirismos. Mas enfim, é sinônimo de Jeunet, né?
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Annix
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12:20 AM
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Labels: filmes
December 15, 2009
O Byrne é grande defensor da bicicleta como meio de transporte, e procura utilizá-la em todos os lugares a que vai - de Buenos Aires a Manila, passando por Berlim, NY e outras cidades. Daí veio a ideia do livro, onde ele relata as suas impressões e reflexões sobre o meio-ambiente e espaços urbanos. Quem já acompanha o blog dele já sabe o que esperar : textos despretensiosos e inteligentes, gostosos de ler mesmo. Outro trabalho que curti imensamente fazer.
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Annix
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9:40 PM
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Labels: livros
December 13, 2009
Engraçado, fazia muito tempo que não ia ao teatro. Nunca via nada interessante o bastante em cartaz pra me tirar de casa aqui. Em São Paulo, na pior das hipóteses, iria ver o trabalho dos amigos. Mas aqui? A programação do Stadsschouwburg se alterna entre textos clássicos e contemporâneos, cujo único ponto em comum é serem batidos. Vejo as fotos de algumas montagens, bocejo. E há os centros culturais, com algumas coisas mais criativas, mas nada de arrebatador. E pra eu botar meu pé na rua hoje em dia, francamente, precisa valer muito a pena.
(= velha, cansada e ranzinza)
Mas aí vi uma peça de Jan Fabre anunciada, e me obriguei a sair da inércia. Dois dias apenas de "The Orgy of Tolerance", o trabalho mais recente da Troubleyn (a companhia de Fabre), então comprei os ingressos sem pensar muito. E lá fui eu.
A sala nova do Stadsschouwburg é uma caixa preta moderna, com um palco entre o semi-arena e o italiano. A única coisa estúpida é a distância entre as filas de cadeiras, que obriga a fileira inteira a se levantar pra deixar os atrasados que têm assentos bem no meio (claro) passarem.
A peça? Com esse nome, achei que fosse mais radical. Mas a primeira metade foi só de sketches parodiando a TV e a sociedade de consumo. Como se a gente já não aguentasse muito disso há umas décadas :\ Sinceramente, Jan Fabre ou não, vi trabalhos amadores melhores que isso. Mas depois as ideias começaram a se tornar mais interessantes visualmente, e as partes com menos texto acabaram sendo melhores. O elenco era bem uniforme, mas não achei ninguém brilhante. E a crítica ao excesso de tolerância (=bundamolismo + politicamente correto) é bem procedente, mesmo que não executada da maneira mais criativa possível (hã, a personagem que grita impropérios racistas vai vestindo uma roupa que se revela...tadaaaah, um uniforme da KKK. Smooth it ain't). O discurso do John Doe de "Se7en" teria cabido bem ali.
Enfim, saí dividida. Gostei, mas muito menos do que esperava. Valeu por alguns momentos bons e por me tirar de casa, mas dificilmente vai ser algo a que eu vá me referir no futuro. Excertos aqui no vídeo :
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Annix
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9:26 PM
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Labels: teatro
November 17, 2009
E eu fui ao Paradiso ver o show da incrível Imelda May. Dizer que ela é uma cantora à moda antiga, que sabe se expressar cantando, é pouco. Ela tem uma voz sensacional, é linda, sexy e simpática. Instant diva.
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November 12, 2009
Fazia tempo que eu não amava um filme do tio Woody. Gostar, sim. Mas sair feliz e com vontade de ver de novo e recomendar pro mundo inteiro? Fazia tempo.
Em "Whatever Works", tudo funciona (pun intended - e tenho certeza de que tanta gente vai fazer a mesma piada infame...). Texto rápido, mordaz, ranzinza, engraçadíssimo e cheio de frases memoráveis. Larry David, o alter ego perfeito. Derrubar a quarta parede. Elenco equilibrado e muito bom. NY como nem "New York, I Love You" conseguiu retratar.
Oh, Woody, Woody, chega dessas bobagens de filmar em outras cidades e personagens que não sejam você. I missed you so bad.
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Labels: filmes
November 10, 2009
Aproveitei pra ver "Where The Wild Things Are" no Loews da rua 34. E devo dizer que não é um filme para crianças. Penso que seria mais um filme para adultos com issues mal resolvidos desde a infância. Muitas neuroses, muita agressão, muitos sentimentos realmente selvagens. A única coisa que me cativou de verdade foi a trilha maravilhosa da Karen O. O resto, bem, foi interessante. De verdade, mas não sei se é um filme onde você consiga algum tipo de identificação com o Max, a não ser que você seja uma pessoa que tenha tido uma infância extremamente solitária e traumática. Ou que tenha um filho que se sinta assim (hope not).Eu não consegui. Não tenho filhos, e minha infância foi razoavelmente bem equilibrada. Achei o Max um garoto extremamente mimado e descontrolado.
Apesar da premissa, não é um filme mágico, não é um filme feel good. As wild things são reflexos de qualquer personalidade humana, com ciúmes, inveja, frustrações, medos e alegrias primais. E as conexões estabelecidas são baseadas em admiração e medo, depois transformadas em respeito e amor. Não sei se posso assinar embaixo disso, porque não sei se concordo. Mas enfim, visualmente há cenas incríveis, e emocionalmente talvez também. Mas vai depender de cada um.
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4:17 AM
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November 07, 2009
Clicando aqui no site da galeria, muitas fotos da exposição.
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11:10 PM
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November 05, 2009
Eu tenho uma relação estranha com os Pixies. Não considero uma das bandas da minha vida, mas gosto MUITO quando ouço. E não ouço sempre. Por isso, me senti até um pouco indigna de estar no meio de uma plateia de quase 6000 pessoas ensandecidas, assistindo a um show cujos ingressos tinham se esgotado alguns meses antes.
Mas fui, especialmente porque era a comemoração do vigésimo aniversário do "Doolittle", o meu álbum preferido deles. E foi incrível, das projeções de fundo impressionantes às presenças ainda marcantes de Frank Black e da simpática Kim Deal. O público enlouqueceu, como eu nunca tinha visto aqui na Holanda. Em todos os aspectos, foi memorável. E fecharam com "Gigantic", que me matou.
Achei curioso ver como a banda sabe fazer shows. Do ponto de vista técnico, foi impecável : som, efeitos visuais, tempo de suspense antes do bis, agradecimento à plateia, entrada e saída pontuais. Profissionalismo ao extremo. E, ao mesmo tempo, continua com aquela alma meio indie, meio punk. Fiquei impressionada.
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10:39 PM
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November 01, 2009
Ok, já voltei há alguns dias. Mas o meu lado obsessivo e metódico me obrigou a zerar meus emails e o reader antes de conseguir fazer qualquer coisa. E isso levou algum tempo, he.
Em compensação, nunca postei tanto link no Facebook como nesses dias. Aliás, tô achando mais interessante por lá do que aqui, hein? Eu e a internet decidimos que prolixidade já era.
(quero dizer, quando se tem conteúdo, obviamente quanto mais texto melhor - mas, francamente...)
Mas obviamente ainda tenho coisinhas pra comentar - filmes, livros, exposições, rangos - so stay tuned. If you will.
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2:17 AM
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October 23, 2009
October 07, 2009
Opa, agora que foi lançado, posso falar : há alguns meses, quando me ofereceram o roteiro de "Inglourious Basterds" pra traduzir para o português, saí dando pulos pela casa. Sério, não acreditei na minha sorte - e na responsabilidade. Tinha acabado de entregar outro livro que traduzi (cuja data de publicação no Brasil ainda ignoro), e ainda estava com o cérebro fundido. Mas ao ler o texto fiquei mais empolgada ainda, porque é sensacional. Ver o filme pronto na tela já foi incrível em si, mas ter todas as referências explicitadas, ver os personagens mais desenvolvidos e conhecer as marcações do diretor me permitiram perceber as sutilezas de que o Tarantino é capaz. Nem preciso dizer que a minha admiração por ele deu um salto olímpico. A cultura cinematográfica desse homem não está no mapa, e a forma como ele a traduz é coisa de mestre mesmo. Eu me diverti imensamente com esse trabalho. E me senti extremamente honrada.
Portanto, crianças : antes ou depois de ver o filme, leiam o roteiro original, publicado pela Manole e já disponível por aí - e me digam se é possível não se apaixonar pelos Bastardos.
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October 04, 2009

Três diretores, três olhares, três histórias e uma infinidade de interpretações para cada uma delas. E, no entanto, prefiro não fazer nenhuma.

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9:36 PM
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Labels: filmes
October 02, 2009
"Taking Woodstock" é daqueles filmes extremamente gostáveis, e faz um festival lendário parecer real e próximo, coisa que eu nunca teria imaginado. Até eu, que nunca fui afeita a hippies, não pude deixar de ficar encantada com aquela juventude linda e desencanada, naquele momento em que aparentemente meio mundo convergiu para um grande ato de rebeldia pacífica.
Enfim, não é o grande clássico da década, nem nada, mas vale. Nem que seja pelo colírio.
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1:42 AM
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September 22, 2009
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8:52 PM
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September 18, 2009
Aliás, pra quem for ler o "Juliet, Naked", é bom dar uma olhadinha nesse documentário antes. Não que northern soul seja essencial para a história, mas é o que a gente chama de colour :
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10:51 PM
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September 15, 2009
Anita me deu de presente de aniversário o ótimo "Juliet, Naked". Que, óbvio, já vim lendo na viagem de volta.
(seis horas de trem são ótimas pra se colocar a leitura em dia)
Bacana. Nick Hornby, né - fácil, divertido, personagens gostáveis e neuróticos, uma boa dose de obsessividade, sarcasmo e atribulações amorosas. Praticamente uma Jane Austen de calças.
(e agora, com acesso a internet)
Será que todos os escritores pop vão precisar incluir conversas via e-mail e páginas da wikipedia em seus livros? Sinal dos tempos. Será que eu tenho um certo preconceito com esse recurso por achá-lo preguiçoso? Talvez, um pouco (por culpa do abuso de alguns autores). Mas é bobagem minha - afinal, no que isso é diferente da literatura de missivas de Rilke, Eça e outros tantos? Em nada. A correspondência entre duas pessoas continua sendo uma fonte rica de confissões tímidas, esperas ansiosas, delírios românticos e descobertas, via eletrônica ou não. E ah, como a gente gosta de acompanhar tudo isso - a escolha de palavras, a preocupação em ser entendido da maneira certa, o aguardo da resposta. E essa troca pode não ser o ponto central de "Juliet", mas é certamente um dos mais simpáticos. Os outros, é claro, são tudo aquilo que a gente gosta num Hornby : as referências e os personagens levemente fora do eixo. Tá tudo lá, satisfação garantida.
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7:46 PM
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