August 26, 2007

No dia seguinte, ignoramos completamente o scottish breakfast do hotel, acordamos tarde e fomos direto pegar o ônibus de volta a Stirling, e de lá o trem para Glasgow.
A chuva foi uma constante durante o dia todo. O hotel é ótimo e altamente recomendável. Bem próximo às duas estações de trem, a Glasgow Central e a Queen St., às ruas comerciais e vários centros de compras, cinema e boa parte das atrações da cidade.
Fomos dar uma volta, mesmo sob a chuva. Compramos um guarda-chuva numa loja de "tudo por 1 libra" e andamos pela Sauchiehall Street (gah, tem uma Primark lá! Mas consegui não entrar. A Primark é o paraíso das roupinhas budget, mas eu sinceramente não tenho mais onde guardar roupa). Entramos num pub para comer, porque eu já estava verde de fome. E foi uma boa escolha, porque o Lauders tem o pub grub básico e bom, além de uma (boa!) banda tocando jazz ao vivo. Achei barato comparado a Londres, a maioria do cardápio por volta de 6 pounds.
Andamos mais pelo centro, passamos pela linda e gigantesca estação Central, pela Gallery of Modern Art, pelas Buchanan Galleries (não se enganem com o nome, não tem nada a ver com arte - é um shopping center, como os que temos no Brasil e coisa rara aqui na Europa), Hope Street, etc. Apesar das construções sólidas e altas, Glasgow é uma cidade bem menos opressora que Londres, com ruas amplas e uniformemente divididas, como em Manhattan. Diferente do interior do país, a atmosfera é bem urbana e apressada, com uma parcela de decadência que toda cidade grande tem.

(acho que eu moraria em Glasgow. É mais ou menos do tamanho de A'dam, mas menos bicho-grilo, e com a mesma estrutura)

A Virgin Megastore da Buchanan St me assustou. Estava quase deserta, com as gôndolas de CDs cheias de...espaços vazios. Não sei se eles tiveram problema com a reposição de mercadorias, se estão em fechamento iminente ou se é consequência da internet, mas o fato é que nunca vi uma Virgin tão abandonada.

Tomamos uma Tennent's no Iron Horse, um pub com boa música mas cheio de peruas naquele horário. Ouvir "500 miles" dos Proclaimers num pub escocês é divertido - todo mundo canta junto.

Acabamos jantando num italiano ao lado do hotel, o DiMaggio's - nada excepcional, mas como em todo o país, o atendimento era extremamente bom. E as mussels Livornese nos deram uma boa idéia para se fazer em casa.

3 comments:

Arnild said...

Ana,

Eu sou ex-moradora de Glasgow. A cidade me deixou saudades demais! A cada vez que entro aqui no blog, dou num mar de delícias!

Um beijo e até quarta!
Arnild

João said...

Estou com uma ponta de inveja, passeio na Escócia que adoro, show do Wedding Present em novembro.
Quanto a Glasgow, concordo plenamente é uma cidade que adoraria morar, lembra um pouco Porto Alegre, pelas lombas, distribuição dos prédios e o bem estar, só que mais limpa e segura. Gosto do escocês que me lembra um pouco os gaúchos, o orgulho da terra, uma roupa masculina estranha e um sotaque carregado.
Fiquei com saudades de tuas postagens.

Beth Blue said...

Eu não conheço Glasgow mas morei 6 meses em Edinburgh e adorei a cidade. Diferente de cidades como Paris, Londres ou mesmo Amsterdam, Edinburgh é uma cidade menos óbvia, ela esconde sua beleza dos passantes e turistas apressados - e se deixa ser descoberta a cada dia, em cada nova rua, novo beco, novos ângulos. Em suma, uma cidade que merece ser degustada e não visitada às pressas.