December 31, 2008

É uma coisa tão besta, mas eu adoro andar na Paulista, talvez por ter morado nesta região a vida toda. E às vezes eu faço o percurso mentalmente, quando estou na Holanda. Quando pus os pés de verdade lá ontem, fiquei pensando "que bom, não estou sonhando, estou aqui de verdade!") .

Determinados trechos me lembram fases diferentes da vida, que me vêm imediatamente à cabeça. A Al. Santos da Peixoto Gomide até a Augusta, por exemplo, é da época do colégio - quando a gente matava os laboratórios à tarde, ou simplesmente ia passear pra almoçar nos dias em que tinha aula nos dois períodos. O Conjunto Nacional, da época em que eu ia namorar os livros na Livraria Cultura e ia ao Cinearte (que tem um nome horrível agora). A Paulista entre o MASP e o prédio da Gazeta me lembra 97-98, quando eu dava aula de inglês numa escola no número 967. E, coincidentemente, é onde fui encontrar gente querida pra almoçar ontem. Foi uma grande ironia do destino, na verdade.

Fico imaginando quantos outros ciclos vão se fechar estes dias.

Recebi alguns telefonemas, o que me deixou feliz pacas. Gente, eu adoro que vocês me liguem, porque eu sou envergonhadíssima pra telefonar pras pessoas. Sempre fico com medo de estar interrompendo algo, ou da pessoa não saber quem está falando, e eu ter que explicar. Toda vez que alguém querido liga eu fico aliviadíssima por não ter precisado dar o primeiro passo. Sério, I'm that weird.

(e eu mandei meu número sonolentamente pra algumas pessoas, e depois percebi que faltou um monte de gente. Já resolvo isso, sorry)

Comi coxinha no Viena. Mas não estava tão boa quanto antes, blé.

E fui no Mercado Municipal comprar umas coisas, não estava tão lotado como imaginei que estaria, mas também estava meio infernal. Ir de táxi é o canal.

E, putz, vamo acabar logo com essa coisa de fim de ano e voltar à vida normal? Não agüento mais essa coisa de réveillon!

December 30, 2008

O vôo foi tranquilo, apesar de lotado. Saímos de casa com o céu ainda escuro, temperatura de -1C. E depois de onze horas no ar, cinco filmes e muita água, chegamos. Sem chuva e 23C.
Pizza, gatos e sono. Hoje consegui me arrastar pra fora de casa e descobri que ainda sei dirigir, he. Mas ainda muito sono.

December 29, 2008

Cheguei :)

December 28, 2008


E fiquei bem feliz de fechar o ano com "Entre Les Murs", do Laurent Cantet. Depois de ter passado o Natal vendo uns filmes péssimos que baixei de bobeira, acompanhar a relação entre François e seus alunos foi uma porrada no espírito, que gerou muitas reflexões sobre educação, autoridade, conhecimento, imigração, choques culturais e, claro, o ofício de professor.

O formato é impressionante : são alunos de verdade e um professor de verdade diante das câmeras, e a gente quase esquece que é um filme-quase-documentário, roteirizado e adaptado de um romance quase-autobiográfico. É o micro-universo de uma sala de aula do 20ème em Paris que reflete os problemas sociais que a França (na verdade, o mundo) anda enfrentando. É curioso como consegue ser overwhelming, sem que nada de especial aconteça : não há trama, não há explosões, seqüestros, nada. São diálogos e interações humanas, e isso é suficiente pra prender a atenção por mais de duas horas.

Os estudantes são insolentes, problemáticos e de enlouquecer. O professor é patronizing mas bem-intencionado, e se perde o controle às vezes, é compreensível. Ao mesmo tempo, a gente entende o desânimo dos alunos em aprender coisas que parecem tão distantes e inúteis para o mundo em que vivem, e quer desesperadamente pensar numa maneira de interessá-los em estudar, porque a maioria claramente tem potencial. Não existe mau e bom - tanto os jovens quanto o professor erram e acertam, mas existe a discussão do que é o correto e o errado em termos de sociedade. Filmão, mas me deixou cada vez mais convencida de que ter filhos é muito complicado - especialmente se os pais resolvem fechar os olhos e acreditar que suas preciosas crias sejam incapazes de más atitudes. E você percebe que na verdade uma boa parcela da população do mundo é assim : e pra onde vamos daí?

December 27, 2008

E, pensando agora, esta semana foi meio monotemática - sem querer. Li também outra graphic novel sobre adolescência, "Good As Lily" , lançada ano passado pelo agora extinto selo Minx, da DC Comics (grande perda, aliás). Com história de Derek Kirk Kim e desenhos de Jesse Hamm, é até engraçado pensar que um homem tenha conseguido captar tão bem as nuances de uma mulher em etapas diferentes da vida (evidentemente, ele é um bom observador). Como a protagonista é filha de coreanos como eu, posso dizer que tem muita verdade ali. E um pouco de humor bem distribuído.
A premissa é surreal e intrigante : Grace tem 18 anos e, como se não bastassem os problemas típicos da idade, encontra a si mesma nas versões com 6, 29 e 70 anos. Todas de uma vez, cada uma com seus issues mal-resolvidos.
E quem é a Lily do título, então? Pois é, só lendo pra descobrir.

December 26, 2008

Comprei há um tempo a graphic novel "Skim", da Mariko Tamaki, mas só consegui mesmo ler agora. Não ameeeei, mas gostei bastante. Skim é Kimberly Keiko Cameron - 16 anos, wiccan/gótica, um pouco amarga e um pouco romântica. Suas colegas de escola são as típicas patricinhas dos anos 90, e sempre a discriminaram de leve por ela ser oriental. Quando então se vê apaixonada por uma professora, Skim quase explode de tantas emoções abafadas e não ter pra quem contar.
Mas ela não é a única a sentir que o mundo não a compreende, e o suicídio de um garoto abala a escola e revira um pouco o universo seguro dos que acham que a vida tem de ser perfeita. É bem interessante ver como algumas pessoas just don't get it.
O final me fez até sorrir, apesar do tom do livro inteiro ser melancólico. E o livro está indo comigo na mala pra SP, quem quiser ler é só me falar.

December 25, 2008

Saí ao meio-dia ontem pra comprar umas coisinhas de última hora com uma amiga, tomamos chá, encontrei o Akira e fomos pra festa de Natal no restaurante do Quim, passei a noite conversando com um queniano, um chef holandês e sua namorada indonésia. Chegamos em casa às 4 e tanto da manhã, fui dormir às seis e minha mãe me ligou às onze pra agradecer as flores que mandei. Mal lembro da conversa, voltei a dormir e acordei às 14h. Levantei às 15h, vi meus emails e voltei pra cama. E agora, às 17h resolvi me vestir e comer uma romã. Se isso não for espírito de Natal, eu não sei o que é.

funny pictures of cats with captions
more animals

December 23, 2008

Obsessão do dia :

Isso não se faz, dona Lia Amâncio. Quando vi o seu post sobre o Polyvore, nem cliquei no link porque sabia que eu ia gostar e perder muuitas horas em mais um site. Aí esqueci, mas essa pane no seu blog fez o post voltar a aparecer no meu reader. E...agora tô lá. Alimentando minhas lombrigas consumistas (sim, porque ter todas as peças ao alcance do mouse é covardia) e babando nos sets dos outros. Bem que você avisou.

Alguém mais quer me fazer companhia?

Find me on Polyvore

December 22, 2008

A Dani me passou a tarefinha de listar 8 desejos. Pois então :

1. Eu queria poder me dividir em duas, estilo mitose. Duas de mim, e cada uma faria o que bem entendesse, independente da outra. Pensando bem, melhor três ou quatro.
2. Poder adotar todos os gatos e cachorros que eu quisesse. E ter espaço pra eles.
3. Ver o Christian Bale de perto uma vez na vida.
4. Que meus amigos todos tenham seus problemas solucionados.
5. Ver show dos Rezillos, dos Cramps, do Kraftwerk e do Go4
6. Duzentos e trinta milhões de euros.
7. E que o imposto de renda seja decretado obsoleto.
8. ... putz, sei lá. Sete desejos já tá bom, quem quiser fica com o último.

December 21, 2008


Vivi os anos 80 em São Paulo, e só isso não me deixa invejar quem o fez na Espanha. A situação política dos dois países era bem parecida na época, e só quem acabou de sair de um regime ditatorial pode entender toda a efervescência cultural e social que nasce da repressão. São Paulo tinha o Satã e toda uma geração de excelentes bandas, Madri tinha sua movida e Almodóvar. Então, como não amar "El Calentito", da Chus Gutiérrez? O filme é de 2005, mas a história se passa em 1981, nos dias que precederam o malfadado golpe de 23 de fevereiro. A ingênua Sara cai de pára-quedas em uma banda punk, e começa a conhecer o mundo da contracultura e o sentido da palavra liberdade. A história é fraquinha, mas a ambientação, os figurinos e a trilha sonora me conquistaram. E isso sem falar no trecho de "Laberinto de Pasiones" que foi incluído, que é um dos meus favoritos EVER : Pedrito e McNamara cantando "Suck It to Me".



Tem o filme inteiro no YouTube, e eu recomendo dar uma olhadinha, nem que seja só pra ouvir "Bailamos Fatal", que não sai mais da minha cabeça :

December 20, 2008

Tem dias em que eu acho tofu frio com shoyu, cebolinha picada e gengibre ralado uma das comidas mais perfeitas do mundo. Não sei se é porque me lembra uma época em que eu fazia um curso na FAAP (de figurinos de cinema e teatro e moda de outrora, dado pelo Patricio Bisso) e enchia meu prato disso no almoço na Biolanches Alternativa que era ali do lado, ou se é porque é bom mesmo. O fato é que eu realmente gosto de tofu, e isso é uma coisa estranhíssima de se admitir.

(mas também, do que eu não gosto?...)


(...lembrei, odeio cenoura cozida e leite condensado. ARGH)

December 19, 2008

Vi "Angus, Thongs and Perfect Snogging" enquanto fazia outras coisas no computador. É filme pra adolescentes, ou seja : COMPLETAMENTE previsível, com TODOS os clichês do gênero. TODOS. Mas é bem-feitinho, alegre, tem uns meninos lindos e trilha pop : Ting Tings, Pipettes, etc. Pelo que entendi, é baseado numa série de livros, então entendo que não seja tão bom quanto "Bend it Like Beckham", mas a Gurinder Chadha é uma diretora que entende bem os dramas dessa faixa etária - e eu adoro um filme em que tudo dá certo no final, por mais irreal que seja :) Não é imperdível, de jeito nenhum, mas legalzinho.

December 18, 2008

Vendo aquele vídeo de 92, percebi que não deixo o pobre do meu cabelo em paz desde que saí do colégio. Permanente (!), mechas estilo gambá, tintas azuis, roxas, vermelhas, pretas, curtíssimo, longuíssimo. A única coisa que nunca tentei mesmo foi passar máquina um ou dois (mas minha irmã teve as manhas - e ficava bem nela) . E quando eu aprendi a cortar meu próprio cabelo, então, vix. Até mesmo durante o emprego em que mais tinha de manter a aparência mais "certinha" (numa companhia aérea), eu não agüentei e descolori a cabeça inteira e depois pintei de preto-azulado, pra ficar azul-marinho. Também teve a fase das mechinhas vermelho pillarbox, o que teoricamente não seria permitido pelas regras da companhia, mas eu podia, ha. Pelo menos, nunca ninguém disse que não podia...

Daí ano passado resolvi dar umas férias pro coitado do cabelo. E não fiz nada, mal cortei. Fazia uma década que ele não ficava tão comprido nem via tintura. Mas o descanso dele acabou, e já tosei tudo e mandei ver no descolorante. Aaaaah, back to normal!

Esse vídeo da Miranda July é antiguinho e já rodou bastante por aí (e, pensando bem, nem sei se já postei aqui), mas eu acho bonitinho.

Are You The Favorite Person of Anyone?

December 17, 2008

Em compensação, li também o fofo "French Milk", da Lucy Knisley. Lucy vai a Paris com sua mãe, e registra a viagem, suas reflexões e idéias em forma de desenho. É um carnet de voyage gracioso e franco, cheio de meninices.

E pesquisando pra saber se foi lançado no Brasil, acabei achando uma outra artista com trabalho na mesma linha, a Samanta do Cornflake. Os Toscomics são MUITO fofos e bem desenhados, num traço delicadíssimo. Valem uma visitinha (e o blog também).

December 16, 2008

Como achei "The Lovely Bones" e "Lucky" excelentes, obviamente minha expectativa em relação a "The Almost Moon", o livro mais recente da Alice Sebold, era alta. E comecei a ler.

O primeiro capítulo é intrigante, porque já abre com uma declaração : "...matar minha mãe foi fácil". E por algum tempo é interessante acompanhar a dinâmica entre mãe e filha : Clair, agorafóbica, dominante e egocêntrica, e Helen, apática, submissa e reprimida. Duas neuróticas infelizes.

Mas o gás acaba, e de repente todas as páginas começam a parecer iguais. É uma viagem ao interior de Helen (a filha), mas a paisagem é monótona e cinza, e você fica observando porque espera que aquilo tudo chegue em algum lugar, alguma hora. Mas sabe quando você tem a impressão de que pegou o trem errado? Pois é.

December 15, 2008

Todo mundo que já perdeu alguém querido conhece a sensação : de que podia ter feito mais, se dedicado mais, aproveitado melhor o tempo, tratado melhor a quem se foi. De se ver obrigado a encarar um espaço vazio e, de repente, perceber que tudo que lhe resta é lembrar e relembrar e temer o dia em que as memórias começarem a esvaecer.

"Kirschblüten-Hanami" traduz bem esse misto de tristeza e amor numa maneira bem delicada, com alegorias e simbolismos pinçadas aqui e ali. E eu fiquei feliz por ter visto em casa, e não no cinema, porque só eu tive de agüentar a minha choradeira :)

(ou melhor, eu só tive de agüentar a minha choradeira - sabe-se lá quantas outras manteigas derretidas estariam na sala comigo)

trailer :



imdb

December 14, 2008

Acho que o assunto da última semana foi a minissérie "Capitu" - pelo menos entre meus amigos. Como a internet é o poço dos desejos do século XXI, acabei de assistir ao primeiro dos 5 episódios agora.

Já pela abertura, nota-se que é coisa boa : pelo menos, diferente do padrão da Globo. Mas o resto não deixa a desejar. As referências são inúmeras : Saura, Antunes Filho e, por que não, até "Il Gattopardo" do Visconti. Mas a influência inegável mesmo é Peter Greenaway. Da teatralidade nos textos ao tratamento da imagem como quadros estáticos, tá tudo lá. Um bom exemplo é um dos vídeos do Greenaway, "M is for Man, Music, Mozart", que vocês vêem aí abaixo - mas eu poderia dar vários outros. Coloquei também um trecho de uma montagem do Antunes para "Romeu e Julieta" pra vocês compararem.





Mas nessa riqueza também reside o problema : um excesso de estímulos visuais que acabam roubando o foco do texto. Que, convenhamos, já não é fácil. Linguagem de TV e cinema DEVE ser diferente da literária, sob o risco de se perder o ritmo - ou mesmo o sentido. Frases longas e rebuscadas decididamente não combinam com o circo de imagens que foi criado aí. E sem o sentido, como fica a história? A não ser que a intenção fosse mesmo desconstruir o romance de Machado em sensações - mas aí, então pra que usar o texto integralmente? Em alguns momentos funciona, em outros não.

Outro problema foi a visível diferença entre escolas de interpretação no elenco. Alguns puramente teatrais (o que combina com a concepção geral), outros com formação claramente televisiva, com uma informalidade se esgueirando nas enunciações que nos lembra, de repente, que aquilo é uma produção global. Não sei se esse contraste foi intencional, e não estou dizendo que um estilo é melhor que o outro, mas criou um certo desbalanço.

De qualquer jeito, achei ousadíssimo lançarem uma série TÃO cheia de conteúdo, numa linguagem tão anti-convencional para o grande público. E se uma das concessões para alcançar esse público foi transformar alguns pedaços de "Dom Casmurro" em longos videoclipes, que seja. É um bom começo.

(Foto: Divulgação/TV Globo)

December 13, 2008

E como a Cris A. e o Guilherme no Goma bem lembraram, pra quem quiser saber um pouquinho sobre a Bettie Page, eu recomendo o filme da Mary Harron, "The Notorious Bettie Page". O comentário fiz num outro post. A caracterização da Gretchen Mol está tão bem feita que tenho visto até gente se confundindo e postando fotos dela como se fossem da Bettie, he.

E já tô vendo, agora a moda pin-up vai decolar de vez...ou já teve editorial na Capricho? hahaha

December 12, 2008


E eu não poderia deixar de dizer : RIP, Bettie.

December 11, 2008

Uma coisa que me deixou intrigada foi um grupo morrer de rir durante uma sessão de "Vicky Cristina Barcelona". Senti que do alto da holandesice deles, acharam Maria Elena caricatíssima e impossível. Ou então eles são daqueles que acham que algo do tio Woody TEM de ser engraçado.

Já eu achei o filme bonzinho, mas sem grandes desafios. Nada de diálogos memoráveis, nem personagens sensacionais. Burocrático, preguiçoso e fácil de digerir. A melhor coisa do filme é, justamente, Maria Elena. E mesmo assim, ela é apenas aquilo : um mito, mulher-fantasma/fantasme.

De resto, o que me fascinou foi ver na tela uma personagem que pensa como eu viver um episódio da minha vida. Meu Juan Antonio era francês e se chamava Z., mas tão lindo, alto, gentil, talentoso e ladykiller quanto o personagem do Javier Bardem - e igualmente assombrado por uma mulher da qual o destino o separou. Ele também me fez estender minha estadia na Europa e correr pra Barcelona, me levou pra passear no parque Tibidabo, e fez daquele verão um dos mais inesquecíveis da minha vida - com direito a ex maluca (não o amor da vida dele, uma outra mais recente) querendo se matar. No meu caso, ela se jogou da janela : não morreu, e quebrou o pescoço. Coisa de espanhola?

Enfim, para desespero dos meus pais, eu sempre fui muito Cristina, tanto os traços positivos como os negativos. E muito Maria Elena também. Agora, tenho de dizer que até conheço algumas Vickys, mas os tipos como o marido dela não têm espaço algum na minha vida. Não que sejam más pessoas, mas é muita limitação pra um ser humano NA MINHA OPINIÃO. Não falam a minha língua e são a personificação do desinteressante. Mas não importa, porque esse tipo geralmente também quer distância de mim, então estamos quites :)

Ah - e baseada na minha experiência, podem acreditar que a Cristina do filme acabou descobrindo o que queria.

*wink*

December 10, 2008

Fui ver "Pride and Glory" só por causa do Edward Norton. E porque o trailer pareceu interessante. Quando consegui me concentrar no filme (depois de mudar de lugar, porque no começo BROTOU um sujeito na cadeira do meu lado perguntando se a minha pipoca estava boa. Medo), achei bem bom. Ainda acho o Colin Farrell inexpressivo, mas ele encontrou o nicho em que ele se dá bem : sujeito simpático, moral duvidosa ("In Bruges", "Cassandra's Dream", "Miami Vice", and the list goes on) - e de qualquer jeito o personagem dele é meio bidimensional mesmo. O resto da família é bem melhor desenvolvido (o suficiente pra um drama policial, pelo menos) e prende um pouco mais o espectador. Tem uns buraquinhos de roteiro, mas é nessas horas em que entra a suspension of disbelief. A história tem de andar, afinal. E anda bem, no final das contas, quando engata : tem drama, tem violência e algumas questões interessantes de moral e ética. Não vai mudar a vida de ninguém, mas entreter por duas horas, sim.

December 09, 2008

Hahahahahaha, essa eu preciso dividir com vocês, por mais que seja mico. Pesquisando um negócio pra uma outra coisa, acabei achando um video que eu nunca mais imaginei ver : o Indaka, um dos grupos do CoralUSP, no programa Primeiro Movimento em 92. Eu devo ter isso em VHS, mas esqueci totalmente nesses anos todos. Daí, depois da primeira música, aparece a platéia - e quem tá lá, bem na primeira fila? Eu, de cabelo comprido e vinte aninhos. Chorei de rir.

(eu tenho a impressão de que o meu grupo gravou esse programa também, mas sinceramente NÃO LEMBRO. Só buscando nas minhas fitas antigas pra saber, essa época eu fazia MUITA coisa e my mind is a blur. De qualquer jeito, a gente era tudo amigo e todo mundo assistia às apresentações um do outro)

De qualquer jeito, também vale assistir porque era um espetáculo beeem bacana. Eu adorava o Roberto Rodrigues, como amigo e como músico, e a direção cênica do Reynaldo Puebla certamente foi um dos grandes marcos da história do coral.

December 08, 2008

Les Valseuses, fofinhas. Amei "Saturne", que se enquadra bem na categoria de earworm.



via Filles Sourires.

December 07, 2008

"I'm perfect! But nobody in this shithole gets me, because I don't put out!"

Li sobre "Ladies and Gentlemen - The Fabulous Stains" há uns meses numa Bust, e já toquei a procurar o filme pela rede. A minha é uma versão ripada de VHS, mas por sorte/coincidência, ele acabou de ser relançado em DVD, depois de um longo sono nas prateleiras da Paramount Pictures. Ou seja, tá fácil de achar. E o post tá lá no Goma.

December 05, 2008

* Ando tão produtiva! Em dois dias já entreguei meu último texto pago deste ano, postei no Goma, comprei quase todos os presentes (pra mim mesma, inclusive - ha), resolvi umas pendências (ainda faltam algumas), fazendo a minha parte num projeto novo (ha) e mandei as locuções que tinha de fazer :)

* E sei lá por que, estes dias me deu vontade de assar algo com chocolate. O que foi bom, porque consegui usar uma barra de chocolate amargo que já tinha completado dois aniversários (eu sou do tipo que compra, come um quadradinho e esquece do resto. Quem veio aqui em casa deve ter visto a cesta cheia de coisinhas doces abertas, semi-consumidas e mumificadas, hahahaha). A quantidade dava certinho pra fazer esta receita de brownie que, além de indicar quantidades precisas em gramas, ainda é facílima de fazer. Juro, de pesar os ingredientes até colocar a assadeira no forno e lavar a única tigela utilizada, não passaram 20 minutos. Obviamente, fiz uns ajustes e cortei o açúcar pra 200g, em vez de 300g. E damn, ficou inacreditável. Fudgy, dark and not too sweet. Só não assem demais - assim que o centro solidificar, desliguem o forno.

* Também preciso dividir com vocês minha nova obsessão, o blog do Michael Azerrad. Jornalista musical e autor de alguns dos livros mais relevantes do rock, ele é inteligente, sarcástico, culto e escreve muitíssimo bem. Além de ter bom gosto, gostar de comida e de gatos, claro. E toca bateria!



I've Got My Love to Keep Me Warm - Irving Berlin

The snow is snowing and the wind is blowing
But I can weather the storm!
What do I care how much it may storm?
For I’ve got my love to keep me warm
I can’t remember a worse december
Just watch those icicles form!
Oh, what do I care if icicles form?
Oh, I’ve got my love to keep me warm
Off with my overcoat, off with my glove
I need no overcoat, I’m burning with love!
My heart’s on fire, the flame grows higher
So I will weather the storm!
What do I care how much it may storm?
Oh, I’ve got my love to keep me warm


4 years, baby!

December 03, 2008

Ok, então "Der Baader-Meinhof Komplex" não é propriamente ruim. Começa bem, situando o começo da RAF no zeitgeist turbulento dos anos 60, mostrando uma manifestação de estudantes contra o Xá Reza Pahlevi em Berlim sendo brutalmente reprimida, a movimentação política da época (que só deixa mais evidente a apatia generalizada de hoje em dia) e o clima de tensão predominante. Dá um ligeiro background nas histórias de Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin (mas bem ligeiro mesmo, só o suficiente pra apresentar o que elas deixaram pra trás. E mesmo assim, ligeiro demais). O tema é explosivo (ha), o elenco competente, a produção é excelente.

O que falhou, então? Justamente essa ligeireza excessiva, o ritmo inconstante e o que parece ser uma indecisão na hora de se retratar os terroristas. Eu entendi que o diretor tenha buscado talvez uma visão neutra, sem romantizar nem demonizar o bando, mas também entendi que ele não conseguiu. Ora ele ressalta a beleza, a juventude e o idealismo dos terroristas, e ora eles são completos babacas arrogantes auto-centrados com a ilusão de que estão fazendo algo grande pelo mundo, e não para seus próprios egos. Entre idas e vindas, bombas, atentados e assassinatos a sangue-frio, o foco se alterna entre "hip, edgy and daring contra o sistema" a "um dia de fúria", sem dar base pra nenhum dos dois, na verdade. Pra mim, eles foram babacas arrogantes do começo ao fim, e as pequenas tentativas de mostrar outro lado pareceram irritantes e perdidas.

É um filme para quem sofre de déficit de atenção. Seqüências curtas em várias partes do globo, com ação, histeria, explosões, entremeadas por citações em off de textos de Ulrike. Milhões de cenas desnecessárias, esse posicionamento esquizofrênico que não sei se é culpa do livro (não li), personagens que vão brotando do nada, e mesmo assim ficou arrastado. Certo, entendi que a idéia era mostrar como a situação foi saindo do controle com as gerações seguintes da RAF, mais violentas, mais radicais e mais afastadas da ideologia original (não é sempre assim?), mas sem entender de verdade as motivações do grupo (além da idéia de "precisamos agir") isso se perdeu.
Um ponto interessante foi o Horst Herold do Bruno Ganz como a única pessoa ponderada e lúcida nesse caso, com excelentes insights. Mas mesmo essa participação ficou diluída entre cenas repetitivas do quarteto principal na prisão e demonstrações infantis de rebeldia num campo de treinamento de guerrilha.
E o final...bem, concordo que é uma história difícil de terminar - especialmente porque ela vai muito além dos anos 70. Enfim, nesse caso não é culpa nem do livro, nem do filme.

Eu tinha grandes expectativas sobre esse filme - primeiro, porque há muito tempo que não vejo um filme alemão de que não tenha gostado. Todos a que assisti nos últimos anos estão na minha lista de favoritos. Segundo, porque teria sido foda se bem dirigido (o diretor Uli Edel é o mesmo de "Christiane F"). Terceiro, porque eu adoro o Moritz Bleibtreu. Mas enfim, pra quem tiver curiosidade, o trailer tá aqui. E se gostarem, vejam o filme - que, como eu disse, não é ruim. Mas alcança menos do que eu esperava, e me frustrou enormemente.



bônus - aqui, uma entrevista com a verdadeira ulrike, antes de chutar definitivamente o balde :

pergunta : o que é pior que um filme ruim?

resposta : um filme ruim com DUAS fuckin' HORAS E MEIA de duração.

December 02, 2008

O tempo anda horrível, os cinemas só estão passando coisas que já vi ou que não quero ver ("Quantum of Solace"? "Rocknrolla"? No thanks, pelo trailer são umas bombas), as lojas online estão cada vez melhores, tenho conexão de fibra ótica e um HD externo lotado de filmes - fora os 14kg de livros comprados outro dia. Portanto, vontade/necessidade de sair de casa = quase zero.

(e, como eu comentei na Lia, eu ADORO trabalhar em casa sozinha)


E por falar em chiclete, amanhã o Goma de Mascar completa um ano! Eu considero uma enorme honra fazer parte de um coletivo tão criativo e antenado, capaz de produzir conteúdo pop sem apelações e tosqueiras.

(ok, apelações não, tosqueiras sim - mas elas é que são divertidas :)

Aguardem os posts comemorativos!

December 01, 2008

Heh, eu sou tão fácil de agradar. Um saquinho de chiclete de bolinha, daqueles que vendem em máquina, e pronto! Mas tem de ser sabor tutti-frutti.



(já masquei metade do pacote, caçando as bolinhas rosas e azuis - alguém quer as outras? Chiclete não pode ter gosto de limão e maçã verde, ugh)

November 30, 2008

Bonito ver como tanta gente se mobilizou pra ajudar as vítimas da enchente em SC. E graças à internet, o auxílio não precisa ser local. No Alles Gut você vê como pode ajudar este fim de semana, se estiver em SP.

Ah, e não se esqueçam dos animais : a Viva Bicho também precisa de colaborações.

November 28, 2008

Então. Normalmente eu ignoro notícias sérias aqui neste blog e tento me ater só às bobagens sobre cinema, livros, arte e blablabla de sempre - meu mundinho confortável, e talvez também um jeito de lembrar que o ser humano é capaz de coisas lindas. Mas hoje, depois de ver estas fotos de Mumbai, não está dando. E com isso aqui, ainda, beira o impossível. Foda.

See you tomorrow.

November 27, 2008

Awriiiight! Então hoje foi dia de Boekenfestijn, o evento pelo qual aguardo ansiosamente todo ano. Só fiquei decepcionada com a pouca oferta de mangás (devia ter comprado mais ano passado), mas mesmo assim consegui trazer 14 quilos de livros pra casa. Um novo recorde!

(nos anos anteriores, foram 10 kg)

Um dos que eu fiquei mais feliz de encontrar foi um livro sobre Os Gêmeos, publicado pelo museu Het Domein, baseado numa exposição que rolou lá no começo do ano. Inacreditável! Também vieram pra casa um Paul Auster, um da Siri Hustvedt que estava na minha wish list ("What I Loved" ainda é um dos meus favoritos), um Jay McInerney, um Harry Mulisch, dois Hanif Kureishi, um Lovecraft, um Conan Doyle, um Houellebecq, uns Dickens, um de contos de fantasmas do Henry James, vários guias de viagem, uns presentinhos...de chick-lit besta consegui comprar só um da Sophie Kinsella (mas a oferta era grande, ufa), e os livros de arte pesadaços didn't make the cut. Fiquei tentada a levar alguns de fotografia e uns da Taschen, mas meu carrinho já estava muito pesado. Mas a feira vai até domingo, vai saber...

Livros novos mais baratos que os usados. My idea of heaven.

November 26, 2008

Indo de blog em blog, acabei encontrando de novo o ótimo Síndrome de Estocolmo, agora não mais na Suécia, e sim em Seoul! Nele achei também o Nós na Coréia, e ler os dois está me moendo de saudades da Coréia do Sul. A última vez em que estive lá foi há dez anos, quando eu e minha irmã passamos uns meses fazendo um curso de língua e cultura coreanas. Não aprendemos direito nenhuma das duas, mas em compensação corrompemos bastante nossas amigas euro-coreanas, hahaha. E viajamos, o que rendeu alguns bons momentos em Kuala Lumpur, Singapore, Bangkok, Pattaya (!), Hong Kong, Sydney, Brisbane e Surfers Paradise. Mas foi em Seoul que passamos a maior parte desse tempo, e entre choques culturais e descobertas gastronômicas incipientes, foi bem divertido explorar a cidade. Pelo que estou vendo, muita coisa mudou - se a cidade já era estonteante pela quantidade de gente, agora parece ser uma nova Tóquio. Preciso urgentemente voltar.

Ok, acho que todo mundo sabe do que está acontecendo em Santa Catarina. Mortos, desabrigados, saques, o caos. Vamos separar a graninha do café e bobagens do dia e mandar pra lá? Pode fazer diferença pra alguém.

Defesa Civil recebe doações em dinheiro para auxiliar atingidos pela enchente em SC

Interessados podem contribuir com depósitos no Banco do Brasil ou no Besc

November 25, 2008

"How to Lose Friends and Alienate People" nem mereceria menção, não fosse o elenco bacana (Simon Pegg, Jeff Bridges, Gillian Anderson). Mas fora isso, É um amontoado de clichês e forçações de barra. Considerei sair no meio, porque tinha certeza de que não ia perder nada - mas aguentei até o fim. Não morri, mas também não saí achando que foram duas horas bem gastas.

Ben Stiller que se cuide, porque seu posto de campeão da auto-humilhação está seriamente em risco de ser transferido para mãos britânicas. E eu gostei tanto de "Shaun of the Dead"...


"FAIL, dude"

November 24, 2008



Cattitude, all right :)

Sinfest, via Reino d'Almofada.

November 23, 2008

E é oficial : acabamos de desistir de ir ao show dos Residents. Tudo bem que eu já tinha comprado os ingressos faz tempo, mas foi numa época em que não estava fazendo 0ºC lá fora, nem nevando. E por mais que me doa o coração não ver ao vivo uma das bandas mais icônicas e enigmáticas da história, a idéia de pegar um trem até Den Haag, viajar uma hora pra ir e outra pra voltar nesse tempo nos encheu de preguiça. Ícone por ícone, no momento sou mais minha casa :)

(e também porque no fundo, no fundo, ainda tenho esperança de que eles estendam a turnê a Amsterdam no futuro. Mas vai saber. A estranheza deles não se limita à música)

E eu também já suspeitava que eu não ia conseguir ver esse show mesmo já tendo ingresso, porque falei no Twitter que ia, há alguns meses, damn! Me escapou. Soa estranho e supersticioso, mas já aprendi há tempos que não se deve anunciar planos nem se falar demais. A dona Zica ronda e espreita, mesmo de maneira inconsciente (e de repente, essa foto dos Residents parece tão adequada, hahaha). Mas às vezes o entusiasmo faz escorregar :)

Façam como eu e acompanhem o projeto "The Bunny Boy" pelo canal oficial do YouTube deles. O primeiro episódio está aqui :



E de consolo, um vídeo de outro show dessa turnê :

Acabei de ver o único filme ruim do Kevin Smith, "Jersey Girl". Porque não basta colocar o Ben Affleck num filme - precisava também enfiar a J-Lo, uma menina bocuda mala, aquela mulher dele que é péssima atriz e uma boa pazada de clichês por cima pra completar. Claro, ele deixou escapar alguns ótimos diálogos aqui e ali, mas eles não resistiram ao massacre daquele personagem incompreensível da Liv Tyler e a uma canção inteira do musical "Sweeney Todd" encenada pelo elenco principal (why, oh why?). Enquanto isso, o Jason Lee e o Matt Damon ganharam uma pontinha de dois minutos.

*sigh* Ainda bem que o George Carlin estava vivo ainda.

November 22, 2008

A fofa da Marina pediu pra trazerem do Brasil a última Casa Claudia Luxo pra mim, olha que gentileza! E assim, dá até pra mostrar a minha materinha mais recente aqui (em pdf), pra quem estiver curioso. As anteriores acho que todo mundo já viu ;)

(e não, as fotos não são minhas)

E se alguém for comprar, essa edição está cheia de artigos interessantes, lugares lindos, gente que faz e recomendações bem garimpadas, hein? ;) Como sempre.

November 21, 2008

Sobre "Blindness", há tanto. Tantas metáforas, tantos pensamentos e tantas reflexões sobre a impotência, a humanidade, a fraqueza, a compaixão, a ignorância. E também tanta beleza na cinematografia, na São Paulo apocalíptica, na cara limpa da Julianne Moore, na trilha do Marco Antonio Guimarães (eu não sabia, e na hora que ouvi quase disse alto : "Uakti!?")

Mas é claro que vou escolher dizer justamente o mais desnecessário : que é um puta filme, sim.

(e as várias coisas de que lembrei enquanto assistia. De como fiquei surpresa com a facilidade com a qual o Akira me encontrou uma noite, chegando depois de mim num clube cheio e escuro. Quando perguntei : "como você conseguiu?", a resposta foi : "eu sempre vou te achar, em qualquer lugar")

November 19, 2008

Continuando com as recomendações, eu TENHO que espalhar essas :

Wagner e Beethoven

Também, bazar do Adote um Gatinho.

E tem também o Reino da Almofada.

E o Gatinhos de Toda Parte.

E as coisas do Dollydagger?

Já que a minha sorte do dia no Orkut é : A day without laughter is a day wasted, vamos lá! (afinal, quem quer perder um dia, não é?) :-D



November 18, 2008

Mas pra vocês não acharem que eu só dou bronca, passo aqui uns links de bons blogs que tenho visto nos comentários e stats e valem o rss :)

(e sim, pelo que vi todos sabem usar crase, hahaha)

- One Hit Post, empreitada musical certeiríssima do ex-Buraco de Traça. Livros, música, qual o próximo passo, Mike? A dominação do mundo? ;)

- Terra da Garo(t)a, bem-escrito e viciante. Um dia termino de ler os arquivos.

- In Media Res - Reflexivo, inteligente, bom, muito bom.

Tem algo que venho observando há um tempo nos blogs em português, e que me incomoda profundamente.

Boa parte das pessoas NÃO sabe usar crase. Podem saber escrever corretamente frases longuíssimas, supercalifragilisticexpialidocious e em três idiomas índico-ocidentais. Mas o bendito do acento grave aparece a torto e a direito, sem ser chamado.

A esses : dêem uma lidinha aqui e me deixem um pouco menos abismada. Obrigada.


(Chata, eu? PACA)

November 17, 2008

Voltando à programação normal : CACETA, o mundo seria um lugar um pouco pior se os irmãos Coen não existissem, hein? "Burn After Reading" funciona tão bem em todos os níveis, com uma fórmula tão simples que a gente se pergunta por que ainda existem filmes ruins.

É o não se levar a sério aplicado em tudo - na escolha do elenco, nos personagens escritos pra cada ator, no roteiro rocambolesco, no chefe da CIA mais genial da história do cinema, e acima de tudo, nesse pôster incrível inspirado em Saul Bass. Simples, mas não fácil.

November 16, 2008

Ano que vem, uma das nossas séries favoritas completa 50 anos. Akira e eu já estamos comemorando, fazendo uma maratona de "The Twilight Zone". Consegui todos os 156 episódios, exibidos de 1959 a 1964, e estamos assistindo de cabo a rabo - em ordem cronológica. Obviamente, os escritos pelo próprio Rod Serling são alguns dos melhores, mas muita gente boa colaborou, entre atores, diretores e roteiristas : Ray Bradbury, Richard Matheson, Keenan Wynn (amo!), Roddy McDowall, Bob Cummings, Martin Landau, Richard Donner, William Shatner...e por aí vai.

Algumas das histórias ficaram na memória, mas inesquecível mesmo é a trilha (de ninguém menos que Bernard Herrman) e a narração da introdução em português : "Uma região - Além da Imaginação".

O post de hoje tá no Goma! Cola lá!

November 15, 2008

E finalmente, pra acabar essa sequência de museus, teve o Guggenheim com uma exposição fantástica da ótima Catherine Opie. Nem sei de que série de fotos gostei mais : dos retratos que subvertem gêneros e definições às paisagens desprovidas de qualquer presença humana, as imagens são poderosas e marcantes. Highways e centros comerciais revelam o grafismo das estruturas urbanas, casas de pescadores no gelo cortam uma brancura etérea - lembrando Rothko - e transsexuais FTM (e toda uma comunidade queer) transmitem segurança e orgulho de suas identidades em poses ora desafiantes, ora brincalhonas. São muitos mundos, e um olhar destrinchador.

Aqui, uma pequena amostra.


Catherine Opie, "Self-Portrait", 1993

November 14, 2008

Dei uma passada no MoMA porque é um dos meus museus favoritos no mundo. Calhou de ser uma sexta à tarde, quando a entrada é gratuita, e eu já estava me preparando psicologicamente pra não perder a paciência com as hordas. Mas surpresa, o movimento estava igual a um dia normal - se bobear, até um pouco mais tranquilo. Er...crise?

Obviamente, a exposição especial estava esgotada, mas nem eu e nem minha mãe fazíamos questão anyway (er...acho que já vi Van Gogh suficiente pra 3 vidas), e o último andar estava fechado porque estavam montando a do Miró. Problema nenhum, porque dá pra só passear pelas salas favoritas e dar um oi pras obras de que a gente gosta mais (a sala do Beuys e a dos contemporâneos, por exemplo). Mas as novidades eram tantas...

* New Photography 2008 - gostei da Josephine Meckseper (a que ilustra o post - "Blow Up", de 2006): trabalho de grande impacto visual, fotos e mídias diversas, retrô e crítico ao mesmo tempo. O do Subotzky achei normal.
* Kirschner and the Berlin Street - não me tocou, mas é porque EU não morro de amores pelas cores dos expressionistas alemães em geral (Otto Dix, Max Beckmann, etc). Caras verdes, sombrias, deformadas, ick. Prefiro o cinema.
* Focus - Picasso Sculpture - essa foi uma boa surpresa : um apanhado de esculturas de várias fases do mestre, incluindo Woman's Head (Fernande).
* Pipe, Glass, Bottle of Rum : The Art of Appropriation - bem interessante, afinal acho que estamos no auge da era da apropriação e reciclagem. O que não é necessariamente ruim, visto que alguns dos artistas mais relevantes da metade do século XX pra cá são frutos desse processo (Lichtenstein, Rauschenberg, Warhol), assim como toda nossa cultura pop. E o que seria do Duchamp e seus ready-made sem a apropriação?

(adoro "LHOOQ"- enganação master ou proposta?)

* The Printed Picture - achei fascinante. Já tinha reparado em outros museus que algumas fotos expostas já aparecem como "Inkjet print" na descrição da mídia. Whoa! O MoMA preparou uma boa mostra comparativa da história da imagem impressa. Rotogravuras, silver prints, etc. Não entendo nada disso, foi bastante informativo.

Pára, pára! Que Comme des Garçons o caralho! Eu quero é essa belezinha aqui :



(Dorothy Perkins, via Retro To Go)

Mentira, comprei dois casacos hoje, nem tem espaço no meu armário.

(mas caralho, acabei de ver que eles entregam aqui na Holanda. Fodeu)

November 13, 2008

Mini, arrasando como sempre :

Desire lines.

Dei uma passada na H&M hoje pra ver se conseguia arrematar alguma coisa da coleção Comme des Garçons (adoro Rei Kawakubo) que ia ser colocada à venda hoje. Hahaha, cheguei lá às 3 da tarde e não tinha sobrado nada, só as camisas de botão mais sem graça da face da terra. FAIL.

(gente, são só roupas. Pra quê essa loucura toda, me diz?)

November 12, 2008

Eu não sei se todo mundo já conhece e usa, mas eu acho uma iniciativa foda :MovieMobz. Inscrevam-se, mobilizem.

A Déa N. fez um post beeem bacana sobre etiqueta para hóspedes. Assino embaixo, principalmente porque tem gente que pode ser legal, mas completamente sem noção nesse aspecto.

Como eu vivo recebendo gente em casa, aqui e em SP, posso afirmar isso com toda a propriedade do mundo. A maioria dos nossos amigos são civilizados, mas sinceramente há alguns que precisam rever alguns conceitos - e não fazem idéia disso. As piores gafes vão de chegar de madrugada sem avisar (ou, num outro caso, avisar que não vinha mais - no dia. Hello, a gente tem uma vida e tem programação, custa?) a riscar a camada antiaderente da frigideira cortando bife...dentro dela - tipo, tábua de cortar existe). E ocupar o único banheiro da casa por uma hora todo dia meditando (wtf!), ou acabar com algo da geladeira e não repor (e nem avisar), essas coisas.

Em geral, as meninas são muuuito mais sensatas - todas esses casos aí foram por parte do sexo masculino, btw - mas a sem-noçãozice não escolhe gênero. Mas não se preocupem, porque se eu curto a pessoa e quero que ela volte, eu dou pito na hora mesmo e resolve - porque nunca é por mal, eu sei. Agora, se eu deixo passar, pode ter certeza de que é porque as portas estão fechadinhas pra uma próxima...

(Déa e Anita têm lugar cativo, claro ;-)

NY é pra todos os gostos. Eu vou pela vida urbana e cultural, pelos museus, lojas e restaurantes. E pra fazer estoque das coisas que só encontro lá (cosméticos da Almay, sabonetes líquidos da Bath and Body Works, TheraFlu, jeans ankle da Gap e Junior Mints, basicamente - I know, I'm middle class and can't help it). Tem gente que vai e vê espetáculos na Broadway (nada contra, mas vocês não vão me ver MA NEM arrastada pelos cabelos num desses). Outros vão comprar mercadorias ou amostras pra copiar ou revender. E outros, ainda, pra fazer turismo - oh!
Uma das minhas diversões é detectar gente fantasiada de novaiorquino, e é no outono/inverno é que a espécie se alastra. Parece que as pessoas têm aquela idéia de que todo mundo em NY anda elegantemente de preto, óculos escuros (mesmo que não faça sol) e botas. Se você se veste assim no dia-a-dia, legal. Mas se não, tenho uma má notícia pra você : aparenta. Ou são as botas e o casaco que são novinhos demais, com aquela cara de que ficaram guardados no armário até a "grande chance" de usar, ou algo na sua personalidade briga com o figurino. Mas acredite, aparenta.
Existe o outro extremo - aqueles que você vê que são turistas a 3 quadras de distância. Tênis confortável no pé, mochila nas costas (ou pior, pochete na cintura) e guia na mão. Eu não recomendo nenhum dos dois - qual o problema de se vestir normalmente, como todo dia? Sou fã do estilo próprio e da discrição - evita problemas e o ridículo. Hahahahaha.

(minha mala, na ida, continha exatamente : meu jeans favorito - skinny, claro, três das camisetas que eu mais uso, uma malha preta, some underwear, minha nécessaire - e, mais importante, outra mala. Vazia. Fui vestindo uma saia preta, uma camisa de botão, meia-calça de lã preta e meu casaco surrado que completou dez anos e está com os botões pendurados e minha mãe implora pra que eu jogue fora. I believe in travelling light)

Claro que voltei com as duas malas cheias. Na maior parte, de livros. Tudo culpa da Strand!

November 11, 2008

Sei lá por que, nesses anos todos eu nunca tinha ido ao Whitney. Se a gente for pensar que a maioria dos meus artistas favoritos são americanos, então, fica incompreensível esse vacilo meu O_O

E lá fomos nós pro pouco explorado UES (pra mim, pelo menos - I'm a LES kind of gal) corrigir isso. O museu, assim como o Guggenheim, já é uma obra de arte em si e facílimo de ser avistado : uma grande caixa de granito cravada na Madison Ave., quase na esquina da rua 75.

Começamos pelo acervo normal : Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol, Edward Hopper, Jeff Koons, Jackson Pollock, Franz Kline, Barbara Kruger, Barnett Newman e Ed Ruscha, os meus preferidos. A coleção pode ser visivelmente menor em número de obras que a de outros museus de arte contemporânea/moderna, mas vale pela representatividade e abrangência. É um crash course em arte americana do último século, o que pode ser legal pra quem quer ter uma visão panorâmica da coisa.

A sorte mesmo foi pegar a exposição especial Alexander Calder - The Paris Years. Sempre comento quando encontro alguma obra do Calder pelo mundo, porque é um artista que me fascina. Mas conhecia pouco além dos móbiles (que sempre me deixam feliz numa maneira irracional, porque são forma e cor em movimento - segundo Duchamp, "a arte de Calder é a sublimação de uma árvore ao vento"). Imaginem ver uma mostra que reúne vários dos seus retratos e esculturas em arame, seu famoso circo, as ilustrações que ele fez pra um jornal americano e vários de seus mobiles e stabiles. Sem contar as pinturas, que por algum motivo talvez não sejam tão conhecidas quanto os trabalhos tridimensionais. Mas são essenciais pra se entender os mobiles, especialmente as feitas logo após ele ter conhecido Mondrian e começado a se aventurar no abstracionismo. Morri.

Alexander Calder, "Goldfish Bowl, 1929" © 2008 Calder Foundation

(vai até 15 de fevereiro, quem puder, vá!)

(post editado e ampliado)

Por mero acaso, acabamos indo jantar uma noite no Les Halles, a filial Midtown do restaurante que tem (teve?) Tony Bourdain como chef executivo (não, ele não estava lá, hahahaha). Porque era a três quadras no nosso hotel e tinha mesas vagas às sete da noite. Bastante movimentado, aconchegante e com menu de brasserie. Pode não ser excelente, mas razoável pelo menos. De fato, serviço apressado mas correto, preços médios e qualidade da comida aceitável (relação custo-benefício). Não horrível, mas também não fantástico - um lugar pra se comer um steak frites correto e se tomar uma taça de vinho.

Minha mãe pediu um hamburger Rossini, supostamente uma versão do servido no DB. Hahaha, não chega perto, mas a carne veio no ponto correto, e as fritas bem crocantes. Eu pedi um steak frites salade, mas me arrependi. Na verdade queria um filé alto, e devia ter pedido um entrecôte. Mas tudo bem, até valeu os 19,50.

Em Chinatown, queríamos comer pho, e fomos até o Pho Grand em Chinatown. Bom pho, apesar de não chegar perto do que já comi num restaurante vietnamita em Genebra e do qual não guardei o nome. Extremamente barato também, a por volta de 5, 6 dólares o prato.

Em St.Mark's Place abriu uma filial do BBQ Chicken, uma rede coreana similar ao KFC e Popeye's - mas com o frango frito em azeite de oliva extra-virgem. Como passei na frente, resolvi pedir um combo (3 pedaços mais 2 acompanhamentos, 8 e alguma coisa dólares). Realmente crocante e suculento, tô até hoje com saudade. Os acompanhamentos (mac and cheese e mashed potatoes) são extremamente dispensáveis, contudo.

A gente almoçou no Chiyoda Sushi também, que eu achei razoável e barato (pra um restaurante japonês em Midtown, quero dizer). Os sushimen eram todos japoneses, assim como boa parte da clientela. Passando a parte da deli, na entrada, há mesas e um balcão no fundo. Lotado, corrido e também nada espetacular, mas gostei do uni.

Também saindo do Museu de História Natural, fui conferir o novo Shake Shack UWS, que é atrás. Putz, fila beeeeem menor que na matriz, e só por isso já ganhou muitíssimos pontos. Por sorte, acabei indo numa segunda mesmo, porque o sabor do frozen custard do dia era pumpkin spice - o único que eu queria experimentar. Achei lindoemaravilhoso como sempre.
E NY sem pizza pra mim não é NY. Um dos lugares que acabamos conhecendo foi o Patsy's, perto da NYU - de novo, porque a gente estava lá perto. Pizza ok, atendimento bem simpático, uma salada siciliana (com anchovas e alcachofras) muito boa. Bem satisfatório.

Dos coreanos da rua 32, um em que vamos sempre é o WonJo. Acho a comida ótima e o atendimento bom. Desta vez, fomos de hae mul jeun gol, o que só consigo explicar como sendo um sukiyaki coreano, mas com frutos do mar. No menu do almoço custa uns 34 dólares, o que é bem barato, porque dá pra pelo menos 3 pessoas.

Ainda na rua 32, pelo jeito o E-Mo kimbap deu super certo. Numa portinha discreta há alguns anos, sempre tem fila pra se comprar kimbap feitos na hora. Igual a Seoul! Pra um almoço rapidinho, achei ideal. Pedimos um vegetariano, um de cogumelos e um de spicy tuna. Todos bons.

Enfim, eu adoro comer em NY. Nunca faço questão de ir a nenhum lugar hypado, porque há tantas opções boas e pontinhos escondidos pedindo pra serem explorados, que vários anos não seriam suficientes pra cobri-los todos. Os lugares étnicos são especialmente bacanas, porque a maioria é autêntica e cheia de sabores e texturas marcantes. Fine cuisine is fine cuisine everywhere, então tanto faz ir a um restaurante pretensioso em NY como em SP. So...

November 10, 2008



Happy B-day, Akira! :-***

November 09, 2008

Fui na Trash&Vaudeville pra comprar um presente pra um amigo, e acabei saindo de lá com um par de botas e mais várias peças de roupa que estavam em promoção e eu ia me socar MUITO se não levasse, hahaha. Amo.

(if it's good for Debbie Harry, it's good for me)

November 08, 2008

Ok, cheguei nas 38 horas sem sono e aí capotei. Dormi doze horas e tô ótima.

O legal de ir todo ano a NY e a SP é acompanhar as mudanças - restaurantes que abrem, prédios que brotam, lojas que fecham. A Europa, nesse aspecto, é tãããão estável e sonolenta...uah.

O New Museum of Contemporary Art é um bom fruto dessa renovação constante. Aberto há menos de um ano, em plena Bowery e em meio a casas de equipamento para restaurantes e comércios chineses, é uma construção absurdamente linda, por dentro e por fora.


A exposição principal até janeiro do ano que vem é da interessantíssima Elizabeth Peyton. Em meio ao ambiente completamente branco, os rostos de figuras como Kurt Cobain, Jarvis Cocker, Sid Vicious, John Lydon, Georgia O'Keeffe, Patti Smith, Pete Doherty, Jackie Kennedy, David Bowie, os irmãos Gallagher e outros contemplam os visitantes com expressões serenas e indiferentes. Alguns baseados em fotos, outros esboçados ao vivo, num traço incrivelmente delicado, que contrasta com as cores vívidas que usa. Figurativa, urbana e pop, é uma artista bastante intrigante - tanto pela escolha dos temas quanto pela forma de retratar : referências clássicas e modernistas com o vigor do rock 'n roll. Literalmente, arte contemporânea.

Infelizmente, a outra exposição, da Mary Heilmann, é daquelas que fica melhor em catálogos e livros. Algumas obras são boas, mas em geral não pude evitar pensar: "isso eu também faço". Ao vivo achei clichezento e nada empolgante, e bem aquela imagem de arte moderna que alimenta o preconceito que a maior parte das pessoas têm : a de que não significa nada.

Mas enfim, se forem visitar o museu (devem!), o façam aos fins de semana, quando o magnífico Sky Room está aberto ao público. Inteiramente branco, futurista e clean, tem uma vista fenomenal da cidade. Dar uma festa lá deve ser incrível.



November 07, 2008

Jetlagged e sem dormir há mais de 30 horas. To naquele estágio que não é propriamente sono, mas onde as palavras me escapam e não consigo terminar uma em cada três frases.

Acordei às 3 da manhã do dia 6 pra levar minha mãe ao aeroporto. O carro (chamado pelo Dial7) chegou no horário e, sem trânsito, chegamos em 20 minutos ao JFK. Ela embarcou pra SP, e eu peguei o metrô de volta pro hotel às seis. Comi um bagel às oito, arrumei o que faltava das malas e sai de novo às 10. Passei por uma H&M e comprei mais umas roupas, depois fui na Barnes&Noble da 5a Avenida pra procurar uns livros (não achei) e depois fui ao Grand Central Market (Lexington @ 42nd St), um mercado tipo aquele do Shopping Morumbi e esqueci o nome, mas dentro do Grand Central Terminal. Queijos, flores, especiarias, embutidos, peixes, pães. Conciso, mas abrangente. Comprei sopressata, queijo taleggio, saucisson sec e várias outras delícias.

Voltei ao hotel, confirmei meu late checkout, larguei as compras e decidi que queria almoçar um banh mi. Um dos favoritos da cidade é o da Saigon Bakery, na 138 Mott St. Peguei o metrô até Chinatown e enfrentei o mar de gente na Grand St. A Saigon fica nos fundos de uma lojinha de jóias e acessórios. Bizarro, mas é assim mesmo : um balcão, uma geladeira de bebidas e duas pessoas montando os sanduíches. Pedi um número 1, descrito apenas como "pork". Enorme e apenas 3,25 dólares.

Daí, como eu já estava lá mesmo, resolvi passar na centenária Alleva e levar um Italian combo também. O atendimento é simpaticíssimo e o sanduíche obscenamente grande, por 7,50. E eu, sozinha. Claro que deixei metade pra camareira do hotel.

Voltei pro hotel, tomei banho, comi, fechei as malas e desci. Desta vez, chamei um shuttle (19 dólares) que chegou às 17h. Pra quem não tem pressa, tem bagagem e está solo, é uma das opções mais práticas. Como o trajeto corta todo o Queens, fui ouvindo Ramones :)
Como já tinha feito o check-in pela internet, só despachei a bagagem e fiquei lendo meu livro. Comi a outra metade do banh mi e fui pro portão de embarque.

Tempo de vôo curto, seis horas e meia apenas. Com o serviço, não sobraram mais que três horas pra se dormir, e fiquei lendo. Cochilei uma meia hora. Já fazia 24h acordada. Duas horas depois, já tinha passado pelo controle de passaportes, esperei uma eternidade pela bagagem e cheguei em casa. Acabei de desfazer as malas.

E se eu for dormir no horário de sempre, lá vou eu pras 40h...

November 06, 2008

Com a trilha certa, qualquer parte de NY vira o seu filme particular.

Quando foi que minha mae ficou menor que eu?

November 05, 2008

Mas o dia tambem foi especial porque fui tomar cha no Teany com alguem que eh exatamente o que transmite em seu blog : linda, inteligente, decidida e cheia de vida.

(e nos temos tanto em comum, hahahaha)

Aguardo ansiosamente as proximas, querida :)

Tenho de dizer que esta sendo bem emocionante estar aqui nesta epoca de eleicao. E principalmente presenciar nao so a vitoria do Obama, mas um pais inteiro vibrando e torcendo. Eh impressionante ver como os americanos estao engaged nessa escolha, com todo mundo grudado na TV acompanhando a apuracao. Parece plateia de show. Ah, se a gente no Brasil reagisse com tanta furia aa insatisfacao com os dirigentes, e pudesse considerar o ato de votar com gosto e consciencia...

November 04, 2008

I'm in New York, and working from my hotel room! How glam is that?

ZERO.

(it sucks, but I shouldn't complain)

November 03, 2008

(ja aviso que todos esses posts vao ser editados ou reescritos, porque nao ter acentos me da uma aflicao sem tamanho)

NY ja foi melhor pra compras, tenho de dizer. Pela primeira vez em anos nao tenho aquela compulsao irrefreavel de adquirir pilhas de roupinhas legais, CDs, livros e tranqueiras que so aqui tem. Porque tou achando a maioria das roupas e sapatos monotonos e caros (iguais aos da Europa). CDs, nao os compro mais faz um tempo anyway. Livros, ando completamente rendida aos usados, e compro o que consigo encontrar. E as tranqueiras parecem ter sumido do mercado...

(ou talvez eu que nao use mais cabelo azul)

Mas em compensacao, ainda eh uma cidade incrivel em relacao a comida. Tanto na variedade e qualidade dos restaurantes, quanto na disponibilidade de ingredientes. Entrei na Whole Foods da E. Houston St. e tive de me segurar pra nao encher o carrinho.

De todo jeito, o principal pra mim eh a parte cultural : NY e arte moderna/contemporanea sao indissociaveis pra mim, e com museus como o Guggenheim, o MoMA, o Whitney e agora o New Museum, tenho motivos de sobra pra pular de alegria. Com tempo pra ir a todos, entao? Nao quero mais nada da vida.

...
...
...

Talvez um showzinho dos Cramps, vai.

November 02, 2008

O que eu adoro em NY eh poder sair de noite, passar horas na Strand atras de livros e depois dar um pulinho na Mondo Kim's em St. Mark's Place e ver secoes de CDs como "french psych", "experimental" e "exotica", praqueles titulos que nao se encaixam em nenhuma categoria, como o de spoken word do Henry Rollins. Dai comer em pe um pedaco de pizza por 1 dolar ou sentar a uma mesinha que da pra rua tomando uma e lendo um dos livros comprados nessa noite mesmo. Definitivamente, nao preciso de mais nada.

October 30, 2008

Sono e preguica de digitar sem acentos. Dia ensolarado finalmente.
O primeiro almoco da viagem, na 2 Ave. Deli (agora na rua 33) foi incrivel. Fomos de 1/2 sandwich and soup, e mais uma entrada de chopped liver. Nem sei como, mas TUDO estava otimo, inclusive o servico. So pedimos classicos : mushroom barley soup, matzo ball soup, pastrami e roastbeef. O matzo ball levissimo, a sopa de cogumelos rica e saborosa, e as carnes um absurdo : macias, suculentas e no ponto perfeito. Nem tenho palavras pra descrever. Com tudo isso e mais dois cafes, 50 doletas (mais 10 de tip, 60 no total). E, obviamente, nao conseguimos mais comer ate o dia seguinte, ha.

October 29, 2008

Opa! Acabaram de me avisar que a Casa Claudia Luxo nova estah nas bancas! Tem mais uma materinha minha la sobre o Kruisherenhotel em Maastricht. Pra variar, eu vou ser a ultima a ver, portanto se alguem quiser dar uma olhada e me contar o que achou, eh mais que bem-vindo ;)

(a edicao passada so consegui ver em maos mes passado, pode? Gracazadeus pelos scanners)

October 28, 2008

So porque eu ia ter de esperar hoooooooras em JFK pelo voo da minha mae : o meu chegou uma hora adiantado, e entre imigracao e pegar a bagagem e sair se passaram exatamente 30 minutos. Um recorde. E por isso fiquei seis horas moscando no food court do aeroporto esperando minha mae chegar de SP. Welcome to NY, hahahahaha (cada ano eh uma historia diferente - pelo menos desta vez nao teve sexual harassment pelo oficial da imigracao, como ano passado).

O aviao era Northwest para a KLM. Aparelho velho, mas foi um voo decente. Consegui a primeira fila, o bulkhead, entao vim liiiiinda de perna esticadinha.

E agora vou passear!

October 26, 2008

Fora o filme, o final da semana foi lindo. Prometia ser uma correria só, mas as coisas foram se ajeitando sozinhas : os hóspedes desmarcaram, o que me deu tempo de fazer tudo com calma, yay.

Saí de casa pela primeira vez em mais de uma semana (entre gripes minha e do Akira) pra passear com uns queridos que mais uma vez confirmam que as pessoas mais inteligentes, bem-sucedidas e interessantes que conheço moram todas no Brasil, hohoho.

Breakfast in bed, filmes do Zé do Caixão, comida japonesa e sakê. Joguei umas coisas na mala agora e pronto! Amanhã à noite dou notícias, espero.

October 25, 2008

Assisti a "Girl Next Door". Péssima idéia, veneno pra alma. Não que o filme seja ruim - mas é tanta crueldade, apatia, misoginia que dói. Saber que tudo isso aconteceu de verdade com alguém, então, é horrível. Não terminei de ver.

Filmes de terror com monstros, demônios e gore são engraçados - porque são fantasia. Maldade humana não.

October 24, 2008

Acabei de assistir a "Baby Mama". Que se a gente encarar como um esquete beeem longo do SNL, é ok. E que se a gente pensar que todos os grandes clichês são ironia, se torna menos constrangedor. Mas...eu esperava mais. Pô, Tina Fey.

October 23, 2008

Como eu adorei "High Art", fui atrás dos outros filmes da diretora. E achei "Laurel Canyon", que segue a mesma linha : relações humanas microscopicamente dissecadas por um elenco espetacular que entendeu os personagens, um roteiro e direção impecáveis, e diálogos extremamente naturais e realistas. Uma mistura certeira e rara.

Comecei a assistir, e logo de cara me aparece o CHRISTIAN BALE. Sem camisa. Fazendo par com ninguém menos que uma das minhas atrizes favoritas, a Kate Beckinsale. E só melhora : Frances McDormand, Alessandro Nivola, Natascha McElhone. Achei curiosíssimo a maioria deles ter de interpretar com sotaques diferentes, mas devo dizer que se saíram bem. E não é só porque o Christian Bale é the sexiest man on Earth, mas a cena dele com a Natascha McElhone dentro do carro foi de tirar o fôlego. Faleci.

Indie factor? High, especialmente com o Lou Barlow fazendo uma ponta. E uma trilha bacana, que junta Sparklehorse, Mercury Rev, Gainsbourg e Elvis Costello.

Ok, Lisa Cholodenko, I now officially love you.


Sony Pictures Classics; Photo: Neal Preston