Aproveitei pra ver "Where The Wild Things Are" no Loews da rua 34. E devo dizer que não é um filme para crianças. Penso que seria mais um filme para adultos com issues mal resolvidos desde a infância. Muitas neuroses, muita agressão, muitos sentimentos realmente selvagens. A única coisa que me cativou de verdade foi a trilha maravilhosa da Karen O. O resto, bem, foi interessante. De verdade, mas não sei se é um filme onde você consiga algum tipo de identificação com o Max, a não ser que você seja uma pessoa que tenha tido uma infância extremamente solitária e traumática. Ou que tenha um filho que se sinta assim (hope not).Eu não consegui. Não tenho filhos, e minha infância foi razoavelmente bem equilibrada. Achei o Max um garoto extremamente mimado e descontrolado.
Apesar da premissa, não é um filme mágico, não é um filme feel good. As wild things são reflexos de qualquer personalidade humana, com ciúmes, inveja, frustrações, medos e alegrias primais. E as conexões estabelecidas são baseadas em admiração e medo, depois transformadas em respeito e amor. Não sei se posso assinar embaixo disso, porque não sei se concordo. Mas enfim, visualmente há cenas incríveis, e emocionalmente talvez também. Mas vai depender de cada um.
November 10, 2009
November 07, 2009
Clicando aqui no site da galeria, muitas fotos da exposição.
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Annix
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11:10 PM
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November 05, 2009
Eu tenho uma relação estranha com os Pixies. Não considero uma das bandas da minha vida, mas gosto MUITO quando ouço. E não ouço sempre. Por isso, me senti até um pouco indigna de estar no meio de uma plateia de quase 6000 pessoas ensandecidas, assistindo a um show cujos ingressos tinham se esgotado alguns meses antes.
Mas fui, especialmente porque era a comemoração do vigésimo aniversário do "Doolittle", o meu álbum preferido deles. E foi incrível, das projeções de fundo impressionantes às presenças ainda marcantes de Frank Black e da simpática Kim Deal. O público enlouqueceu, como eu nunca tinha visto aqui na Holanda. Em todos os aspectos, foi memorável. E fecharam com "Gigantic", que me matou.
Achei curioso ver como a banda sabe fazer shows. Do ponto de vista técnico, foi impecável : som, efeitos visuais, tempo de suspense antes do bis, agradecimento à plateia, entrada e saída pontuais. Profissionalismo ao extremo. E, ao mesmo tempo, continua com aquela alma meio indie, meio punk. Fiquei impressionada.
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Annix
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10:39 PM
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November 01, 2009
Ok, já voltei há alguns dias. Mas o meu lado obsessivo e metódico me obrigou a zerar meus emails e o reader antes de conseguir fazer qualquer coisa. E isso levou algum tempo, he.
Em compensação, nunca postei tanto link no Facebook como nesses dias. Aliás, tô achando mais interessante por lá do que aqui, hein? Eu e a internet decidimos que prolixidade já era.
(quero dizer, quando se tem conteúdo, obviamente quanto mais texto melhor - mas, francamente...)
Mas obviamente ainda tenho coisinhas pra comentar - filmes, livros, exposições, rangos - so stay tuned. If you will.
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Annix
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2:17 AM
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Labels: confessions
October 23, 2009
October 07, 2009
Opa, agora que foi lançado, posso falar : há alguns meses, quando me ofereceram o roteiro de "Inglourious Basterds" pra traduzir para o português, saí dando pulos pela casa. Sério, não acreditei na minha sorte - e na responsabilidade. Tinha acabado de entregar outro livro que traduzi (cuja data de publicação no Brasil ainda ignoro), e ainda estava com o cérebro fundido. Mas ao ler o texto fiquei mais empolgada ainda, porque é sensacional. Ver o filme pronto na tela já foi incrível em si, mas ter todas as referências explicitadas, ver os personagens mais desenvolvidos e conhecer as marcações do diretor me permitiram perceber as sutilezas de que o Tarantino é capaz. Nem preciso dizer que a minha admiração por ele deu um salto olímpico. A cultura cinematográfica desse homem não está no mapa, e a forma como ele a traduz é coisa de mestre mesmo. Eu me diverti imensamente com esse trabalho. E me senti extremamente honrada.
Portanto, crianças : antes ou depois de ver o filme, leiam o roteiro original, publicado pela Manole e já disponível por aí - e me digam se é possível não se apaixonar pelos Bastardos.
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Annix
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7:34 PM
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October 04, 2009

Três diretores, três olhares, três histórias e uma infinidade de interpretações para cada uma delas. E, no entanto, prefiro não fazer nenhuma.

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Annix
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9:36 PM
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Labels: filmes





