July 08, 2009

Ok, eu sei que o título é "Coco AVANT Chanel". Mas achei o período que o filme cobre tão pequeno que saí meio insatisfeita. Claro, na cola do magnífico "La Môme", a idéia é mostrar as origens de uma mulher de personalidade forte e tenaz, que da origem mais que humilde escalou até o topo da cadeia alimentar criando uma marca icônica. Até aí, tudo bem - era a idéia que eu tinha dela mesmo. O que eu não esperava, contudo, era ver uma mulher tão...dependente de seus parceiros. Certo, no começo do século XX era outra história - e no final das contas, eles se dobraram ao seu jeito. Mas enfim. O filme é sobre uma mulher forte, ousada, apaixonada e desiludida. Se algum desses fatores levou ao sucesso da Maison Chanel, fica subentendido. Porque, afinal, o fim da história todo mundo conhece.

A Audrey Tautou fez um bom trabalho até, exibindo o ar cansado e matter-of-factly da personagem principal, e o Benoît Poelvoorde é cativante como sempre (bicho, como ele envelheceu). Mas o que vai fazer as moçoilas darem pulinhos na cadeira é o Alessandro Nivola, mais gato que nunca. É só olhar essa foto daí de cima e ouvir o sotaque fofo. Mata.

July 07, 2009

* Estes dias também foram movimentados por visitas bem queridas. Uma delas foi do João e da Vania, rapidinha mas sensacional. Não é todo dia que você reencontra amigos de doze anos atrás :)

* A edição de julho da Time Out Amsterdam está muito, muito legal! E nem é jabá, porque nesse número não tenho nenhuma colaboração ;)

* Aproveitando o tempo das viagens de trem das últimas semanas, confirmei que só gosto de uma meia dúzia de bandas mesmo, e que posso deletar todas as outras músicas do player.

* Em Londres, cheguei à conclusão de que tenho alguma espécie de ímã para gaúchos. E se 70% dos meus amigos homens são gays, 50% dos meus amigos e amigas mais próximos vêm do Sul. Vai entender.

* Também percebi que tenho meio birra de quem considera a própria opinião sobre qualquer coisa como a definitiva, não importa quem seja.

* E vamos ver se consigo voltar ao ritmo normal logo.

July 06, 2009

Esta ida a Londres foi um bom motivo para testar o trajeto de trem. E olhem, vai ser minha primeira opção de agora em diante. Em cinco horas e meia, saímos daqui de casa e chegamos a King's Cross/St.Pancras. Podendo levar todos os líquidos e géis que quisemos na mala, sem filas de check-in/controle de passaportes/embarque/bagagem, levando lanchinho feito em casa, ar-condicionado, paisagem na janela, etc. Se vocês fizerem a conta, de avião leva-se quase o mesmo tempo, incluindo os traslados casa-aeroporto-casa. Por pouco mais de cem euros por pessoa, achei negocião.
De Amsterdam Centraal, pega-se um trem para Bruxelas (que sai com frequência e não tem assentos reservados, mas é confortável), e de lá o Eurostar para Londres.
Tem vistoria em raio-x da bagagem, mas não vi nenhuma restrição. Tinha um canivetão na mochila, água, todos meus cosméticos e tudo passou ;)
A imigração é feita em Bruxelas mesmo, com agentes mais sisudos que de costume. Mas normal também.
E no destino final, foi só sacar os Oyster cards da carteira e pronto - a caminho de encontrar nosso anfitrião na Strand, o que levou uns 15 minutos no máximo. Bom, hein?

July 02, 2009

Colônia é uma cidade bem bonitinha. Obviamente, não consegui explorar muito porque foi um bate-e-volta mesmo. Ficamos no Four Points by Sheraton Köln, a dois passos da estação central. A 65 euros a noite, achei ótimo - o staff simpaticíssimo e eficiente, quarto pequeno mas funcional, cofre no quarto, banheira, balinhas no travesseiro e garrafinhas de água como cortesia na geladeira. Tá bom, né?

Chegamos no fim da tarde porque o ICE atrasou uma meia hora (grr). Mas sem problema, porque afinal o centro da cidade é ali mesmo, ao lado da estação. Obviamente, o que domina o cenário é a massiva catedral, plantada como um grande bolo de noiva gótico no meio da praça. O tamanho realmente é impressionante, mas posso dizer que achei o exterior muito mais interessante do que o interior?



Enfim, dali resolvemos parar na Früh, uma das cervejarias que produzem a local Kölsch. Pela aglomeração na frente, achei que fosse ser difícil conseguir uma mesa, mas não - na verdade, todo mundo queria era ficar do lado de fora mesmo. O lugar é enorme, com várias salas distintas, e pudemos escolher uma mesa grande numa espécie de alcova.



A Kölsch é uma cerveja bem leve, e vem em copos estreitos de 200 ml. Por isso, obviamente é difícil tomar uma só, especialmente no calor.

(tomamos umas 12, acho)

Depois do show, aproveitamos que havia várias lanchonetes abertas na estação (mesmo sendo duas da manhã) e mandamos pra dentro uma bockwurst com mostarda no Meister Bock (ótima!) antes de dormir. E nessas horas, como foi bom estar hospedado a dois passos de lá...

June 30, 2009

Ae! Terminei o freela que me consumiu esse tempo todo!

(ok, na verdade ele me consumiu 50% do tempo - a outra metade foi a procrastinação)

Colocando a vida em dia aos poucos. Stay tuned for more.

June 28, 2009


Quando eu soube que o Shonen Knife estava em turnê aqui na Europa, minha reação foi mais ou menos assim :

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Tudo bem que da formação original só restou a Naoko, mas como ela é a cabeça do grupo, não importa :) E eu sou fanzaça desde os anos 90, e nunca esperava poder ver um show. Mentira, esperava sim, mas vivia frustrada de ir no site delas e nunca ter algo fora do Japão. E, finalmente elas estavam aqui!

Daí vi que elas não vinham tocar na Holanda. Fuén. Mas tinham um show marcado em Colônia, que é na Alemanha, mas relativamente perto daqui. Não tive dúvidas : comprei o ingresso, passagem de trem e reservei o hotel.

E lá fomos nós ontem para o Sonic Ballroom, que é exatamente um Astronete punk na parte oeste de Köln. Eu e Akira já tínhamos enchido a cara de cerveja no trem e antes de ir pro show, e acabamos pegando no sono no hotel. Por sorte, a gente acordou na hora e fomos correndo pro S-Bahn. Chegamos bem quando a banda de abertura estava indo embora e as fofas Naoko, Etsuko e Ritsuko montavam o circo.

Como o lugar é minúsculo, acabei ficando na boca do palco, que de palco não tinha muito - uns dez cm de altura? Ou seja, fiquei de cara pra elas o show inteiro, sem acreditar. Elas são todas minúsculas, mas tocam com uma energia tão sincera que fizeram todo mundo pular e gritar junto. A Naoko (guitarra, vocais e fundadora) então, tem quase cinquenta anos de idade e deixou muita bandinha nova por aí no chinelo. E amei a baterista, Etsuko - que bonequinha!

Enfim, como elas estão divulgando o disco novo, quase não tocaram músicas mais antigas. Mas tudo bem, fiquei feliz do mesmo jeito (mas ouvi "Banana Chips" ao vivo, yay). Depois elas mesmas foram para a banquinha de merchandising, vender e autografar CDs e camisetas. Foram super fofas com todo mundo. E eu, com mais um sonho realizado.

Aqui, um vídeo de uma das músicas novas.


E aqui, um cover dos Carpenters que eu adoro, teria chorado pacas se elas tivessem tocado.

June 25, 2009

Acordei às seis pra me despedir das visitas. Dormi de novo mais duas horinhas, mas já se passaram quase doze horas e não consegui fazer nada. Dor de cabeça.

Mas o dia tá lindão lá fora.