May 13, 2009

"Louise (Take 2)". Agora que lembrei, nunca mais vou me esquecer de novo.

É assustador quando você consegue estabelecer uma data precisa para o dia em que tudo poderia ter mudado. Para o dia em que o destino mandou uma mensagem clara de que você estava prestes a incorrer num erro fatal, e que a sua vida podia tomar um rumo diferente. E você a ignora.

E sim, por causa disso, tudo que aconteceu comigo depois disso é em grande parte culpa e responsabilidade minha. Se eu embarquei para o inferno, foi porque fui fraca e cabeça-dura. Porque naquele 15 de outubro eu fui lembrada de como existe um tipo de amor que independe do tempo, e mesmo assim escolhi entrar num relacionamento que não tinha absolutamente nada disso, nada de verdade nem amor e nem de vida. Eu poderia ter enxergado a comparação e dito "peraí, isso aqui não vai prestar".

Não que eu tenha certeza de que seria mais feliz hoje se tivesse aceitado o desvio que me foi apresentado naquele dia, mas pelo menos não teria esse sentimento de tristeza pelo tempo perdido que me invade neste momento. É imenso, e eu não imaginava que fosse capaz de ter isso dentro de mim, depois de tantos anos. E não sei o que fazer com ele.

"Essa viagem pela vida e sonhos de Louise, uma heroína improvável mas verdadeira, é um romance moderno e um manifesto da vagabundagem. Longe de ser um filme de "excluídos", é antes de tudo uma história de amor, marcada pela poesia urbana. É também uma reflexão sobre a liberdade, interpretada como um solo de jazz." (do site da 23a Mostra)

Take 2. Tava tudo lá, eu é que não fui capaz de ler.

6 comments:

lisa said...

ainda bem que nunca eh tarde!

beijoca!

Gal said...

Exatamente. Nunca é tarde.

Beijos e namarië

xris said...

se aqui fosse twitter, eu teria favoritado esse post.

ale said...

Puxa, isso me soou pesado.. talvez seja reflexo de como eu ando me sentindo...
Ainda nem que tudo nessa vida passa. Ainda bem. Bj, ale

Annix said...

às vezes é tarde sim, meninas. mas tudo bem, a gente aprende a viver com isso. Como a ale disse, tudo passa.

Irineu said...

Sem ter visto o filme, senti-me profundamente tocado pelas reflexões que ele despertou em ti. Nunca saberemos o que teria acontecido se tivéssemos tomado outro caminho em determinadas encruzilhadas, mas, mesmo quando a ferida já cicatrizou, a gente ainda prefere que ela jamais tivesse ocorrido...