May 18, 2007

Fazia um ano e meio que eu não descia em JFK (er, descobri que em 2005 acabei indo 3 vezes - deve ser por isso), mas certamente nunca peguei uma fila tão lerda no controle de passaportes. A mocinha que supostamente deveria organizar a fila, encaminhando o fluxo para os guichês livres, etc, era um exemplo de QI abaixo de zero. Ela ficava olhando para o alto, para os lados, colocava várias pessoas na mesma fila. Os agentes de imigração tinham que chamar o próximo em voz alta (hehe, me lembra bem São Paulo). Mas o cúmulo mesmo tinha que ser na minha vez. Ela me mandou pra um guichê que não tinha ninguém.

É. E ainda tinha uma senhora na minha frente, que não estava entendendo nada. E a menina ainda faz sinal pra gente esperar lá mesmo. Tipo, o cara vai voltar, fica aí que ele vem. Mas nem. Fui lá nela e falei : "é a coisa MAIS absurda do mundo você me dizer pra esperar num guichê que não tem ninguém atendendo, e enquanto isso as pessoas que estavam atrás de mim na fila estão sendo atendidas. Você percebe?"
Ela fez uma cara de "droga, ela tem razão" (! ! !) e falou "tá, espera nessa aqui então" e me indicou uma outra.

Nessa fila em questão o agente da polícia era uma coisa Italian-American, parecia o Joey do Friends. E já chegou todo simpático, Brasil, la la la. You know (¬¬). E começou :

Ele: "Você não aparenta a idade que tem"
Eu: "Er, obrigada"
Ele : "E não se veste de acordo com a idade também"
Eu : "Er, I know. Glad I can still pull it off" (sem saber o que dizer - mas...wtf?)
Ele : "You sure can" (wtf??)

...

Ele : "Você é casada?"
Eu : "Er...sou"
Ele : "Ah, que pena (wtf????). Seu marido deve ser bem liberal, né? Daqueles que não se importam de mostrar pros outros o que tem" (W T F????)
Eu, boquiaberta : ...
Ele : "É verdade que os holandeses são super liberais e tal?"
Eu, de queixo no chão já : "Hum, não, na verdade eles são super mais conservadores do que a gente imagina, bla bla bla"

E daí a conversa SURREAL continuou por mais uns minutos, nessa mesma linha. Eu que não sou louca de tretar com agente de imigração norte-americano, tentei responder a essas coisas ABSURDAS com um certo tom normal e meio me fazendo de tonta, mas achando tudo extremamente surreal. Quando ele me devolveu o passaporte carimbado saí correndo de lá, ainda meio chocada.

Gente, eu estava de vestido soltinho até o joelho, manga comprida, cor escura, com um casaco de couro POR CIMA, sapato preto com meia até acima do joelho. Ou seja, totalmente coberta. Não tava fazendo a Britney, que é a única coisa que justificaria umas perguntas dessas. Fiquei passada, bege, cinza, qualquer cor. E saí pro metrô rindo sozinha, porque realmente não tinha outra opção. Welcome to the United States of America.

4 comments:

Antonio Fontelles said...

Aaeee, Aninha arrasando na América... maior moral... incendiando a imigração... ;-)
XXX/A

Beth Blue said...

unbelievable! hehehe...welcome to the USA.

Gal said...

hahahaha
Menina,
Arrasou!

Beijos e namarië.

Bebete Indarte said...

Adorei...ô Anna humilde, devia cantar pra ele a música do Right Said Fred:

"I'm too sexy for my shirt
too sexy for my shirt so sexy ya"...

I'm too sexy for my body...(láralilala)