August 30, 2007

Assim que voltei, dormi, ajeitei minhas coisas e pulei num Thalys e rumei a Paris. Desci na Gare du Nord às onze da noite e a Ana estava esperando por mim. Meu hotel era o Hotel de Saint-Germain, bem na rue du Four. Depois do recepcionista brincar comigo dizendo que minha reserva tinha caído, e eu accordingly ter dado uma bronca leve, deixei minhas coisas e fomos tomar um vinho no Café de Flore. Não adianta, é turístico mas tem uma vibe Sartre-Beauvoir inegável, e fica aberto até tarde. Batemos papo até tarde.

No dia seguinte, choveu pencas. Mas não fazia diferença, Paris não é mais destino turístico : é quintal de casa, hahahaha. Então andamos até o Cimetière de Montparnasse e fomos prestar homenagem ao eterno Gainsbourg. Paramos num café próximo pra almoçar e ficamos a tarde toda em companhia de um steak tartare e um steak thon.

Eu tenho que admitir que eu não lembro muito do que fizemos. Mas sei que andamos pela Rue de Rennes, depois fomos ao Champ de Mars, passamos perto da minha antiga residência na rue St.Dominique. Fomos aos Champs Elysées, onde o comércio fecha mais tarde, e entramos na Virgin. Por coincidência, a Amélie Nothomb estava autografando o novo livro, mas ignoramos o hype e fomos direto ao café.
Depois fizemos compras na Monoprix, na Fnac e voltamos a Saint Germain, para comer no Le Buci. Serviço gentilíssimo e comida razoável, bom para as altas horas.

No dia seguinte, fiz minhas compras obrigatórias de queijos e manteigas francesas, e andamos muito pelo bairro. Pelo quai, depois entrando pelo 7ème, chegamos ao Le Bon Marché, onde estava rolando uma expo "Tokyo Design - Emballe-moi", com o melhor dos produtos japoneses expostos em globos de arame. Fiz umas compras na Grande Épicérie de Paris, na mesma loja, e já era hora de voltar.
Comprei as três principais revistas francesas sobre cinema na estação : Prémière, Studio e a Cahiers du Cinéma, e todas elas falavam sobre os mesmos assuntos : Ludivine Sagnier, a mostra de filmes romenos, as novas cineastas francesas e o novo filme do Olivier Assayas. Incrível, mas cada uma com seu enfoque. A Prémière é mais jovem, e tem a Ludivine Sagnier na capa. A Studio traz Laetitia Casta na capa, mas basicamente os mesmos assuntos dentro. E a Cahiers, clássica, tem Juliette Binoche na capa, com uma bela entrevista ilustrada por desenhos feitos pela própria. Ator francês é outra coisa, ela discorre sobre assuntos interessantíssimos como o trabalho como cineastas como Kiarostami, Amos Gitai, Berri, Carax, Haneke, Minghella, Téchiné, Hou Hsiao-hsien, com uma fluidez e sensibilidade de uma verdadeira artista. Génial.
E assim foi meu passeinho por terras gaulesas. Uma espécie de pré-presente de aniversário, andando com uma pessoa inteligentíssima e com histórico semelhante ao meu. Foi super.

4 comments:

Galaxy Of Emptiness said...

Ai, ai, ai! Assim vou ficar mal acostumada! Tão fofa que ainda me acha parecida com a Binoche, mesmo não tendo nada a ver, hehe (com muita, muita boa vontade, essa foto foi a mais parecida que achei, ó: http://images.allmoviephoto.com/2005_In_My_Country/2005_in_my_country_003.jpg)
Acho que vou para Amsterdã raptá-la e trazê-la de volta. O Akira pode se consolar vendo os jogos do Timão, ehehe!
Bjs!!

Beth Blue said...

Ai que delícia!!! De dar água na boca, ainda vou com você um dia pra Paris, aguarde-me (só que em outubro tô achando que não rola, depois a gente conversa melhor...)

beijos e inté...

Antonio Fontelles said...

Você vive viajando (te odeio!), conhece Paris ainda melhor do que eu (te odeio!!) e pior de tudo, nunca pára em Bruxelas nem para uma visitinha de meia hora (te odeio terrivelmente!!!).
Humpft.
XXX/A

Eu penso que... said...

Finalmente vim aqui conhecer seu blog! Gostei muito...
Já tinha lido sobre vc nos blogs do Antonio e da Beth.
Sua viagem a Paris me deixou com gostinho de quero mais.
Vou vir aqui sempre!
Bjs.