September 13, 2008



No domingo, resolvemos ir a Belém. O modo mais fácil, segundo o guia, era pegar o elétrico 15, que sai da Praça do Comércio. Supresa : aos domingos, só um bonde por hora. Faltavam 20 minutos para o próximo e resolvemos esperar no ponto. E começou a chegar mais gente. E mais gente. E mais gente. Faltando 5 longos minutos para a partida, estava meio óbvio que não ia caber todo mundo no bonde. Dito e feito, quando ele chegou foi um acotovelamento só. Ainda fizemos a loucura de tentar entrar, mas lá dentro, sem poder mexer um dedo, eu decidi que não dava. Descemos e fomos pegar um táxi.

(mas não posso deixar de comentar que o jeito que os portugueses encontraram para contornar o excesso de gente à espera do bonde é um tanto...hã, português. Desculpa, não tem outro jeito de dizer. Em vez de colocar um bonde a cada, sei lá, 30 minutos, eles colocam DOIS no mesmo horário, um atrás do outro. Resultado, o primeiro sai lotado, e o segundo semi-vazio. Enfim, a dica é: espere o segundo)

No final das contas, pegar um táxi é a melhor solução, se você está em grupo. A viagem saiu 7-8 euros, sendo que a tarifa do bonde é 1,40 por pessoa. Paramos em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, e fomos direto pra lá.

A parte da igreja é de acesso livre, e também de cair o queixo. Colunas imensas, capelas adornadas com muito ouro, arcos góticos em profusão. De quebra, as sepulturas de Camões e Vasco da Gama, frente a frente. Mas se você se dispuser a gastar mais 6 eurinhos, pode visitar o cloister. E eu lhes digo, vale a pena. É belíssimo. Num dia de sol, os arcos que circundam o pátio praticamente reluzem, e os detalhes manuelinos intrincados dão um ar exótico, algo entre arquitetura moura e indiana (não por acaso, o mosteiro foi construído com o dinheiro do comércio de especiarias).



Depois de encher os olhos, fomos andar ao longo do rio. Há o monumento aos descobridores, que se por um lado tem uma certa semelhança com o "Deixa que eu empurro" do Brecheret no Ibirapuera, é bem grandioso e bonito em contraste com o céu azul. Pode-se subir para apreciar a vista, mas não fomos. Tampouco à Torre de Belém, que eu achava que seria bem mais imponente, blé.



Resolvemos dar uma espiada na Torre só à distância e voltamos para a rua de Belém. Lá, o movimento maior era na frente da Casa de Pastéis de Belém. Uma fila imensa esperando para comprar docinhos, não obrigada. Por mais tradicionais que sejam, não estava a fim de ficar na fila. Fomos na loja de Queijadas de Belém, bem mais tranquila e com mesinhas na parte de trás. Comemos um queijinho português, pão com manteiga e sardinhas assadas. E uma queijada, claro. Boa, mas nada de especial. Até agora me arrependo de não ter comprado uns doces de ovos numa pastelaria na Rua Augusta, bah.

1 comment:

çônia said...

né pur nada não, mas vale a pena ficar nessa fila...
*salivando que nem o kleib*