December 11, 2008

Uma coisa que me deixou intrigada foi um grupo morrer de rir durante uma sessão de "Vicky Cristina Barcelona". Senti que do alto da holandesice deles, acharam Maria Elena caricatíssima e impossível. Ou então eles são daqueles que acham que algo do tio Woody TEM de ser engraçado.

Já eu achei o filme bonzinho, mas sem grandes desafios. Nada de diálogos memoráveis, nem personagens sensacionais. Burocrático, preguiçoso e fácil de digerir. A melhor coisa do filme é, justamente, Maria Elena. E mesmo assim, ela é apenas aquilo : um mito, mulher-fantasma/fantasme.

De resto, o que me fascinou foi ver na tela uma personagem que pensa como eu viver um episódio da minha vida. Meu Juan Antonio era francês e se chamava Z., mas tão lindo, alto, gentil, talentoso e ladykiller quanto o personagem do Javier Bardem - e igualmente assombrado por uma mulher da qual o destino o separou. Ele também me fez estender minha estadia na Europa e correr pra Barcelona, me levou pra passear no parque Tibidabo, e fez daquele verão um dos mais inesquecíveis da minha vida - com direito a ex maluca (não o amor da vida dele, uma outra mais recente) querendo se matar. No meu caso, ela se jogou da janela : não morreu, e quebrou o pescoço. Coisa de espanhola?

Enfim, para desespero dos meus pais, eu sempre fui muito Cristina, tanto os traços positivos como os negativos. E muito Maria Elena também. Agora, tenho de dizer que até conheço algumas Vickys, mas os tipos como o marido dela não têm espaço algum na minha vida. Não que sejam más pessoas, mas é muita limitação pra um ser humano NA MINHA OPINIÃO. Não falam a minha língua e são a personificação do desinteressante. Mas não importa, porque esse tipo geralmente também quer distância de mim, então estamos quites :)

Ah - e baseada na minha experiência, podem acreditar que a Cristina do filme acabou descobrindo o que queria.

*wink*

1 comment:

Andréa N. said...

Ah, eu tenho um bode dessa coisa de cinema cheio que ri com qualquer bobagem só porque acha que o autor é comediante. Uma das razões porque eu não vou mais ao cinema, ou muito raramente, é essa. Cansei disso. Me lembro direitinho de estar assistindo "Lost in Translation" num cinema lotado do Brooklyn e ficar putíssima com o povo rindo o tempo inteiro inclusive em cena séria só porque era o Bill Murray. Me irritei muito e acabei não gostando do filme.